Kosovo: Não-País ou Quase-País?

Dos países com reconhecimento parcial, Kosovo tem uma posição privilegiada. Digamos que está mais para um Quase-País do que para um Não-País. Tem o reconhecimento de 108 estados membros da ONU (Só perde para a Palestina, que tem o reconhecimento de 134 membros, além de ser Estado Observador da ONU), faz parte do FMI, do Banco Mundial dentre outras associações internacionais. Sua grande força é que a maioria dos membros da União Européia o reconhecem como país (somente 5 não reconhecem). Para o governo brasieirol, se você for para o Kosovo, estará indo para a Sérvia, que já não tem nenhum controle sobre a região.

O Kosovo proclamou independência no início de 2008. Os albaneses, maioria da população do Kosovo, vinham sendo massacrados pelos Sérvios, comandados pelo louco do Milosevic. O Exército de libertação do Kosovo já foi taxado de terrorista pelo ocidente no passado, mas em uma espécie de nova guerra fria (Servia tinha a Russia como grande aliada), EUA e a OTAN (se sentindo culpados por terem deixado os Sérvios massacrarem os Bósnios anos antes), resolveram apoia-los. Com os bombardeios da OTAN, as forças Sérvias recuaram e desde então a região tem autonomia e busca o reconhecimento como país. Para conseguir o feito existem algumas barreiras. A Russia, membro do conselho de segurança é extremamente contra. Países europeus, querem a garantia de que minorias servias na região sejam protegidas e tem medo do sentimento de vingança que os kosovares-albaneses possam ter, já que  milhares de albaneses foram expulsos de suas terras (quase 1 milhão de refugiados) e tiveram suas famílias massacradas (tentaram fazer uma limpeza étnica).

Eu já havia visitado todos os vizinhos do Kosovo, inclusive ensaiado uma ida para lá. Nunca escondi meu interesse pelos Bálcãs, na minha opinião uma das regiões mais interessantes da Europa! Depois de uma noite (mal) dormida no aeroporto de Istambul, cheguei em Pristina, capital do Kosovo. O avião sobrevoou  as belas montanhas, todas enrugadas, como se buscasse um vale para poder pousar. Depois da imigração, revistaram toda a minha mochila, fizeram algumas perguntas e perguntaram quanto dinheiro eu tinha. Acostumado com oficiais corruptos, fiquei com medo mostrar muito dinheiro, mas não era o caso. Eles acharam pouco, ainda perguntaram um “mas você tem um cartão de crédito pelo menos, né?!” antes de me liberarem e solar um “somente rotina, bem vindo ao Kosovo!”

Tinha sido alertado sobre a “síndrome do carro branco”, referencia à cor dos carros da ONU, que fazem o preço dos produtos e serviços subir consideravelmente devido à presença de expatriados com altos salários. Como não existe transporte público do aeroporto para o centro, o jeito foi atravessar a saguão do aeroporto desviando dos taxistas, passar por outro grupo deles lá fora e ficar parado como se esperasse alguém. Ofereceram táxi e eu disse que já tinha um pré agendado. Apos uns minutos disse que iria com um deles se cobrassem o valor que eu já havia combinado (com o táxi que não existia), 30% do valor que estavam pedindo. Aceitaram na hora!

O aeroporto não era tão perto e deu para conversar bastante com o motorista no caminho. Ele não falava inglês muito bem, mas era comunicativo e foi bastante proveitoso. Conheceria Pristina depois, meu foco naquele momento era Prizren, cidade cerca de duas horas de distância. Na verdade não fica muito longe, mas a estrada passa por pequenas vilas e muitas curvas entra as montanhas. Ótimo para ver o dia a dia pela janela alem de poder bater papo com os outros passageiros. Os kosovares estão acostumados com estrangeiros, que normalmente estão a trabalho lá, então não iniciam tanto as conversas, mas se você puxa papo, não param de falar! Como eu já havia viajado pela região albanesa da Macedônia (Tetovo) além da Albânia, eles me viam com bastante curiosidade e tínhamos bastante assunto.

Interior

Interior

Prizren foi uma antiga capital do reino da Servia. Tem sua maioria esmagadora da população kosovar-albanesa, sendo que os poucos sérvios que moravam lá fugiram após o conflito. A cidade velha está muito bem preservada, somente o bairro sérvio e as igrejas que foram bastante destruídos. Mas os tempos de guerra ficaram para trás e quem quer reconhecimento interacional tem que buscar outra postura. Com muita ajuda internacional, o lugar estava pulsando. Cheio de turistas, muitos deles do próprio Kosovo mas também bastante estrangeiros, se espalhavam nos cafés ao redor do Shadervan, antiga fonte de água em um calçadão. Cheguei em pleno festival de filme da cidade e o dia a dia parecei ainda mais vivo.

Centro

Centro

Prizren

Cidade velha com a cidadela ao fundo

Prizren

Prizren

Longas caminhada entre os diversos prédios históricos, mesquitas e igrejas eram intercaladas com repouso em algum café para olhar o movimento e a viada acontecer ao redor. Uma cidade muito gostosa, adorei o tempo gasto por ali. A quantidade de gente, que por um lado dava vida ao local, com o tempo irritou um pouco, queria ter sentido o lugar em um dia comum também. Para compensar isto caminhei bastante por bairros um pouco mais afastados. Comi um delicioso Tave e tomei uma bebida tipica chamara Boza, feita do milho.

Ponte de pedra com a mesquita ao fundo

Ponte de pedra com a mesquita ao fundo

Minaretes

Minaretes

Igrejas destruídas e protegidas com arame farpado

Igrejas destruídas e protegidas com arame farpado

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Acabei nem indo para Peje, cidadezinha mais ao norte do Kosovo, pois acabaria ficando muito corrido. Segui pela mesma estrada de volta para Pristina, passando pelos diversos memoriais de guerra e pela bandeiras do Kosovo ao lado das da Albânia.

Apesar de ser a capital, Pristina não tem tantas atrações. É um lugar movimentado, com tantos estrangeiros e ajuda interacional acabou desenvolvendo uma série de opções de lugares para sair e comer. Um contraste de lugares sofisticados com apartamentos em forma de blocos da era comunista. Um enorme calçadão, chamado Madre Teresa, é uma das regiões mais movimentadas da cidade.

Blocos

Blocos

Calçadão Madre Teresa

Calçadão Madre Teresa

A Madre Teresa nasceu em Skopje, que hoje fica na Macedônia mas na época fazia parte do Kosovo, uma subdivisão do Império Otomano. Existe um grande santuário para ela no centro de Pristina, na esquina das avenidas George Bush com Bill Clinton.

Santuário

Santuário Madre Teresa

Pode parecer estranho um antigo país comunista, de maioria muçulmana, ter esta proximidade com os EUA, mas ela é visível por todos os lados. Bandeiras americanas ao lado das albanesas e do Kosovo sã bem comuns. Eles se mostram muito agradecidos pela decisão dos EUA liderarem a Otan no ataque contra os Sérvios (contrariando a ONU). Pertinho da loja “Hilary Clinton” pude ver a estátua que ergueram em homenagem ao Bill Clinton, no minimo curioso.

Estatua Bill Clinton

Estatua Bill Clinton

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Outdoor

Mesquitas e igrejas

Mesquitas e igrejas

Depois de explorar bem a cidade, tanto a parte nova como a antiga, estava pronto para seguir viagem. Seguiria minha jornada pelos #PaísesQueNãoExistem com a certeza de que o Kosovo não só existe, como já foi descoberto pelos turistas!

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Eslovênia, uma grata surpresa!

A Eslovênia sempre foi a região mais rica da Iugoslávia. Era uma nação bastante industrializada, o que contrastava com a Macedônia por exemplo, que era basicamente rural na época. Com a crise dos anos 80, estas diferenças foram ficando mais marcantes. Sem a figura do Tito como lider e com a Sérvia querendo cada vez mais centralizar o poder (além da queda do comunismo no mundo todo), o futuro da Iugoslávia estava marcado. A Eslovênia foi a primeira a se declarar independente e conseguiu o feito com certa facilidade. Foi também a primeira das ex-republicas da Iugoslávia a entrar para a União Européia.  Fácil de entender porquê, o país é impecável, deve agradar os mais exigentes, até mesmo aqueles que só viajam pela Europa Ocidental.

Vinhamos de carro por uma fronteira secundária com a Croácia. Paisagens rurais, com pequenas cidades e igrejinhas no topo de montes davam todo um charme. Chegando em Liubliana, capital do país, não foi difícil ir até o nosso hostel.  Mesmo sendo a capital do país, sua população não chega a 300 mil habitantes.

Interior da Eslovênia

Interior da Eslovênia

Ficamos hospedados no Metelkova Mesto, um bairro, ou melhor uma pequena  “cidade” (Mesto)  independente. Tudo começou com o a independência da Eslovênia da Iugoslávia, quando um quartel do exercito iugoslavo abandonado foi invadido. Anarquistas criaram um centro cultural autônomo, com regras e leis próprias. Existem galerias de arte, estúdios, escritórios e muitos bares. No local onde era a cadeia hoje fica um hostel, muito bom por sinal! Não ficamos nos quartos com grades pois eram mais caros, mas estão lá para quem quiser ter a experiência!

Metelkova

Janelas de Metelkova Mesto

Ansiosos, saímos de noite mesmo para o centro histórico, sem mapa nem nada. Impossível de se perder, com um castelo no alto de uma colina, que pode ser visto de toda a cidade. A região antiga, impecável, com luzes no chão na sua praça principal (Preseren). As famosas três pontes refletindo no canal, a igreja de São Francisco e o castelo iluminado, dão todo um clima para a cidade.

Três pontes vistas de longe

Três pontes e igreja de São Francisco a noite

De dia deu para ter uma outra perspectiva. Ao lado das pontes e prédios históricos, muito grafite, arte de rua. Jovens andando de bicicleta, cafés e fios de luz com muitos tênis pendurados. A cidade é charmosa, muito simpática. Apesar do estilo moderninha, me pareceu que falta um pouco de vida, sei lá. De qualquer forma uma delícia de caminhar e explorar a pequena cidade. Encontramos com uma amiga da minha irmã que mora lá, e fomos tomar um café no terraço de um prédio. Vista incrível  para toda a cidade, o castelo e os Alpes Julianos do outro lado.

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Liubliana e seus canais

O castelo e o centro histórico

O castelo e o centro histórico

De Liubliana passamos rapidamente pela pequena Skofia Loka,  evitamos novamente as auto estradas, subimos as montanhas, atravessamos passes e pequenos vilarejos até chegar no Lago Bohinj, no Parque Nacional Trigav. Paramos em diversos pontos, caminhamos pelo bosque que tinha um tapete de folhas. Lugar lindo, calmo, somente com patos e algumas canoas para dar algum movimento para a paisagem. Poucos quilômetros dali fica Bled, uma das maiores atrações do país. É praticamente um cartão postal, uma pintura que saiu de um livro de conto de fadas. Um lago, onde tem uma ilha com uma igreja. Um penhasco com um castelo no topo. Tudo isto cercado por montanhas nevadas. Uma paisagem perfeita! Claro que um lugar destes vai atrair muitos turistas, tem uma boa infraestrutura, mas ainda é possível percorrer trilhas para ter uma vista incrível de cima da montanha sozinho!

Ponte em Skofia Loka

Ponte em Skofia Loka

Bohini

Bohinj

É possível dar a volta completa no lago, apreciando por todos os ângulos, subir no castelo e ir até a ilha. Mas o melhor visual vai ser de cima mesmo (trilha ao lado do camping é ótima, acho que é a #6). Além disto, ainda tem outras grandes atrações na região, como Vintgar Gorge. São quase dois quilômetros de passarelas estreitas ao longo de uma fenda na rocha, com corredeiras. Muito legal!!

Paisagem perfeita de Bled

Paisagem perfeita de Bled amanhecendo

Vintgar Gorge

Corredeiras e passarelas de Vintgar Gorge

Uma noite fomos jantar e com um inglês macarronico a garçonete perguntou de onde eramos. Ao responder, ela falou o obvio: “Brazil?! Cool, football!” e saiu. Choramos de dar, risada. Com influencia da boa cerveja eslovena foi muito mais engraçado.

A Eslovênia não terminou por aí. Como o país é pequeno, é bem rapidinho de ir de um lugar para outro. Fomos até Kranjska Gora, estação de esqui já ao lado da fronteira com a Áustria e Itália. Depois de intermináveis curvas e um zigue-zague, chegamos ao topo do passe, com uma excelente vista dos Alpes Julianos.  Pessoas subiam as montanhas com esquis na costas para depois aproveitar o remanescente de neve que ainda tem. Passamos por campos floridos e lindos lagos até chegar na fronteira com a Áustria que pretendíamos utilizar. Estava fechada devido a obras na pista. Tivemos que fazer um pequeno desvio via Itália, quinze quilômetros para frente, onde deixamos este lindo país!

Montanhas

Alpes Julianos

Montanhas

Montanhas e campos floridos

 

Lago em Kranjska Gora

Lago em Kranjska Gora

Eslavos do Sul

As nações da região dos Bálcãs, ficavam bem no meio da encruzilhada oriente x ocidente, sempre sob domínio de grandes impérios (ficava bem no meio do Império Austro-Húngaro e Otomano).  No final do seculo 19 começaram a ter certa autonomia, mas depois das grandes guerras que seu futuro mudou drasticamente. Após a primeira guerra mundial, conquistaram territórios dominados pelos Otomanos e formaram o Reino dos Servos, Croatas e Eslovenos, mais tarde alterado para Reino da Iugoslávia, que significava “Reino dos eslavos do sul”. Foram invadidos por Nazistas e Fascistas na segunda guerra e sua força de resistência liderada pelo Josip Tito, os Partisans, instaurou uma republica socialista após os Nazi-Fascistas serem derrotados.

A figura de Tito se mistura com a da Iugoslávia. Quando ele era vivo, o país formado por diversas nações, era unido e tinha importância no senário mundial. Lembram aquela história do mundo ser dividido entre primeiro mundo e comunistas, além do terceiro mundo que não era alinhado com ninguém? Pois é, a Iugoslávia era um dos países que lideravam o “Terceiro mundo”ou países não alinhados (mesmo sendo comunista).

Com a morte do Tito, iniciaram vários movimentos nacionalistas, e os Sérvios, centro do poder e com minorias em diversas nações foram cruéis. A Iugoslávia ainda se manteve por uma década, mas com o fim do comunismo, novas guerras sanguentas acontecerem e ela foi se despedaçando ao longo da década de 90. O líder da Sérvia Milosevic foi acusado de diversos crimes de guerra e genocídio e Belgrado foi bombardeada elos sérvios terem desafiado até a ONU. Na minha ultima viagem pela região (clique aqui) não não fomos para Sérvia. Já não tínhamos muito tempo (passagem para o Brasil comprada) e naquela época brasileiros precisavam de visto para entrar no país. Facinado pela região dos Bálcãs, quando a Bibi decidiu participar de um congresso em Viena-Áustria, não tive duvida em marcar meu voo para Belgrado, para só depois encontrar com ela.

No aeroporto de Belgrado, um taxista simpaticíssimo me levou até o Hostel. Em meio a conversas sobre Tito e a Iugoslávia, ao saber que eu era brasileiro, me mostrou um adesivo no carro  escrito “AS”. Ele tinha acabado de voltar de Ímola, onde foi prestar homenagens no aniversário da morte de Ayrton Senna. Não era um fanático por F1, era um fanático por Ayrton Senna! Não preciso nem dizer que a conversa sobre a Iugoslávia-Tito se encerraram…

Nas notícias eu lia que a Sérvia passava por uma das maiores enchentes dos últimos tempos. Quando cheguei a chuva não estava pesada e para minha sorte a previsão era de dar uma trégua. Por causa do mau tempo o hostel estava vazio. Nada mal ter um quarto só para você por 12 EUR com café da manhã!

Belgrado não é um grande centro turístico, mas é uma cidade agradável, daquelas que você vai descobrindo e vai gostando cada vez mais. É uma cidade grande, movimentada e está se reinventando. Famosa por sua vida noturna, dizem que a cidade bombardeada está “Bombando”.

Da para percorrer boa parte da cidade a pé, mas se cansar o tram 2 faz um circulo na parte mais central (compre o bilhete antes de entrar). Caminhei muito, já no primeiro dia de viagem estava com bolhas no pé. Fui conhecer a cena independente que está florescendo na cidade. O BIGZ, antigo prédio, daqueles blocos gigantes comunistas, foi invadido e hoje tem artistas, pequenos espaços para shows e até um centro cultural brasileiro. Incrível como a pratica do Squat é popular na Europa. Com paredes todas pichadas,  difícil de acreditar que atrás das portas tenham lojas, artistas, pequenos empreendedores e até jazz no terraço. O mesmo acontece atrás das portas metálicas da região de Savamala.

Grafites

Grafites

A gigantesca catedral ortodoxa de St Sava, é muito bonita por fora, mas quem quer observar os ícones ortodoxos deve passar pela St Mark’s Chunrch, pois St Sava ainda esta em obras no seu interior. Caminhando pela avenida Kneza Milosa, onde estão as embaixadas, você vai dar de cara com prédios bombardeados, que foram propositalmente deixados no meio da cidade reconstruída. Independente da terrível posição/ação da Sérvia nos conflitos com seus vizinhos, numa guerra muitos inocentes vão morrer e isto também aconteceu em Belgrado.

Catedral ortodoxa

Catedral ortodoxa

Prédios bombardeados

Prédios bombardeados

A larga avenida Kralja Milana te leva de volta para o centro histórico, Stari Grad, com a praça da república, o museu e o teatro nacional no seu limite. No calçadão Kneza Mihaila, lojas, muita gente e até uma exposição apresentando as cidades sede da Copa do Mundo no Brasil.

#vaitercopa

#vaitercopa

Mas a grande coroa de Belgrado é o parque Kalemegdan, com vista para o encontro dos rios Danúbio e Sava. O antigo forte, uma grande Cidadela, possui diversos monumentos, belos portões, torres, museus e  igrejas. Os locais gostam de passear por ali e se misturam com os turistas. Barraquinhas vendendo velharias, crianças brincando e pessoas fazendo exercício mostram que a vida diurna da cidade também é intensa.

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Clock Gate e tower

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Kalemegdan

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St Petka

Se o tempo tiver bom, vale alugar uma bicicleta ao lado da academia do tenista Djokovic, um pouco para fora do estremo norte do parque. Dá para percorrer as ciclovias até a região de Zenun. Como o tempo não estava dos melhores, resolvi ir de ônibus mesmo (ônibus 84, perto de Mc Donalds). É um alívio andar pelas calmas ruas de pedra ao redor da Millenium tower. Só não ache que vai conseguir informação fácil perguntando por este nome. Só quando falei “Gardosu”é que as pessoas na rua entendiam onde eu queria ir. Aquele clima mais de bairro, com senhoras ortodoxas com lenço na cabeça, parecia interior, mesmo estando na capital do país.

ruas de pedra

ruas de pedra em Zenun

Torre

Torre Gardosu

Construída ainda no final do seculo 19, em cima de fortificações mais antigas. A região é habitada há pelo menos 7000 anos! De cima da torre tem uma bela vista para Belgrado e os rios Sava/Danúbio. Ótimo lugar para um final de tarde.

vista

Vista para o Danúbio

Nas minhas andanças pela cidade acabei perdendo o horário e não fui no mausoléu do Tito e no Museu da Iugoslávia, que fecha as 16hs. Uma pena! (É só pegar o tram 41 em frente ao parque dos estudantes).

Gostei de Belgrado, cidade acolhedora, comida boa e barata (um Pljeskavica custa pouco mais que 1 EUR), fácil de se locomover. Pena o pessoal do Couchsurfing não ter aparecido na minha ultima noite, antes de eu pegar o ônibus para Zagreb. Achei um barzinho/restaurante bem bacana, com um jardim interno e cobertores para espantar o frio e o tempo passou voando, até a hora de  eu caminhar para a rodoviária e embarcar para meu próximo destino.

Pa-pa (até logo) Belgrado!

Sobre qual região deveria ser o próximo livro??

Meu primeiro livro foi De Cape Town a Muscat: Uma aventura pela África. Já estou com material bem adiantado para o próximo livro. Se tudo der certo, fica pronto nos próximos meses. Mesmo já sendo “carta marcada” fiquei curioso para saber qual região os leitores tem maior interesse, então resolvi criar a enquete. Se puder, comente sua opção! 🙂