TambemSai

Esta pagina era onde a Bibi, minha querida esposa, colocava as observações e olhares dela. As informações foram aumentando e não tem mais espaço.

Foi criado um blog só para ela:

Confiram o blog da Bibi clicando aqui!


Partida 30/06/09

Fpolis – Dar es Salaan (Tanzania)

Fechar a mala foi facil na praia, pois ja tinha deixado tudo organizado desde que sai de Ctba. Ah vale acrescentar aqui (anos depois…) que a mala e uma mochila de 45 litros, um pouco maior que uma mochia de notebook, que tem 35.

A vinda para o aeroporto foi tranquila, eu, pai e mae viemos conversando. A mae aproveitou para embarcar para Chapeco.

To nervosa de imaginar que logo vou ver o Gui, depois de 2,5 meses.

Peguei o voo em Floripa p/ Guarulhos e depois Johanesburg. Cheguei em JN as 06:00 am e meu voo esta programado p/ Dar Es Salan as 14:00, ou seja, vou ter que ficar fazendo hora. Cheguei com sono e meio perdida, entao segui os outros passageiros para passar pela imigracao, apresentei meu passaporte, a funcionaria me perguntou aonde eu estava indo, falei que p/ Tanzania, ela disse que ali era p/ Africa do Sul, que eu precisava pegar aquela outra fila… srsrsr Sou sempre muito perdida em aeroporto, custo a me achar e muitas vezes adoto a tecnica de seguir onde a maioria dos passageiros estao indo quando saem do aviao, mas hoje nao deu certo…

Entao, finalmente sentei e fiquei apreciando as pessoas, pensando no que eu faria ate as 14:00. Esta comecando a me dar fome e nao tenho a menor ideia de quanto custa a moeda local e nem o que vou comer, pareco um cachorro esperando o dono, no mesmo lugar para nao me perder.

De tempos em tempos para uns turistas na frente de uma loja que tem um boneco do Mandela para tirar uma foto com ele. Uns abracam outros apertam sua mao, fico impressionada pensando se e tao imperdivel assim tirar uma foto do boneco do Mandela?

Fui entao comer, encontrei um unico lugar com comida e nao lanche. Eram so coisas p/ cafe da manha. Existiam dois pratos: pao com ovo, bacon e tomate grande e pequeno, escolhi o pequeno. Comi e fiquei apreciando uma familia na minha frente, casal com 4 filhos, pareciam europeus, um pequeno de quatro anos mexendo no notebook, quando os pais resolveram ir, o pai, sem avisar fechou o notebook quase na mao do filho e disse ” vamos”, o menino comecou a chorar desesperadamente, quase fui la abracar ele, e tentar explicar ao pai que ele deveria ter explicado ao menino porque precisava fechar o notebook, etc, mas contive toda minha experiencia rica como  mae, e fiquei quieta, fazendo um mantra p/ o menino, ” calma, vai ficar tudo bem, papai precisa ir” e fui repetindo varias e varias vezes, o menino se aquetou…

Apos satisfeita com meu prato leve do cafe, me joguei num banco do aeroporto e dormi. Acordei e ja fui procurar o portao de embarque p/ DS, 2 h antes do hor’ario que me disseram, coisa de gente que nunca pega voo… L’a fiquei, ansiosesima, esperando, nao via mais a hora de ver o Gui. Fiquei fazendo que tava conversando com um ” daransalense” , pois entendi pouco o que ele falava, mas acho que entendi o contexto, seu ingles era pior que o meu.

Finalmente embarquei. Sentei no corredor, gracas a deus, odeio sentar na janela, aviao p/ mim nao e como onibus ou carro, nao gosto de saber que estou la em cima, na verdade odeio, nao sei como consigo viajar, procuro reprimir ou bloquear o tempo todo pensamentos que me levam a compreender que estou realmente em cima das nuvens…

Ao meu lado sentou um africano de Moshi, que parecia o guarda do filme ” Em busca de um milagre”, por isso o apelidei de meu amigo querido gigante. Ele era super simpatico, ficamos conversando, no resto da metade do meu banco que ele deixou p/ mim. Ele ja ligou o fone de ouvido e comecou a dancar um musica, curtindo um monte, e sorriu p/ mim, eu retribui, e ele ligou a musica p/ eu ouvir, entao era a musica de uma mulher tipo Madona, conhecida, ja tinha ouvido, ta meio nos hits essa musica, e comecamos a dancar e cantar empolgados, foi demais!!

Depois ele me contou de sua familia e eu contei do Gui, muito querido. Estava um pouco desconfortavel, pois meu banco ficava na porta de saida entao nao reclinava e eu tinha que ficar com a metade do corpo no corredor e ouvindo as pessoas me pedirem licenca cada vez que precisavam passar. Mas nao tinha o que fazer, meu amigo era realmente muito grande.

01/07 – Dar Es Salaan

Finalmente cheguei. Quando desci do aviao minha ansiedade ja tinha batido sua escala maxima no meu grafico de emocoes. Entao engatei um primeira e fui disparada olhando cegamente para a frente rumo aos bracos do Gui. Nisso fui ” interrompida” por um funcionario da imigracao da Tanzania, me entregando um formulario. Disse a ele que ja tinha preenchido um no aviao e agradeci, despachando. Ele me disse que aquele era outro. Preenchi ele quase tremendo de tao ansiosa e entrei numa fila para entregar. Ele liberou varios passageiros e viu o meu, e pediu p/ eu esperar. Ja vi que tinha algo de errado com meu formulario. Entao ele me pergntou aonde eu ficaria, meu endereco. Coisa basica, sempre tem que ter endereco, mas naquela hora nao lembrava disso, so pensava que ele estava me atrasando p/ ve ro Gui. Respondi ” nao sei, meu marido esta me esperando ai fora e ele e mochileiro, nos nunca sabemos aonde vamos ficar, sempre so quando a gente  chega no lugar, nao temos nada programado”. Ele me olhou com uma cara de quem diz, que ingenua e sincera essa criatura e me liberou. Entao, vi uma barreira na minha frene com funcionarios liberando os passaportes, fui no da placa da tansania e entregeui ao homem. Ele olhou meu passaporte e perguntou:            ” Where is your visa?”  ” Eu entendi: how are you?” Achei muito simpatico da parte dele… e disse como boa aluna de ingles ” I’m fine. Thanks! And you?” E le repetiu a pergunta com cara de impaciencia. Eu achei que tinha entendido melhor e respondi ” ah meu visa, credicard?”, ele impaciente disse ” Go there, please.” A’i me mandou p/ um fila gigante formada por quase todos os passageiros do meu voo. Eu pensei, meu deus, quanto atraso p/ ver o Gui…. A’i peguei a fila, mais outros formularios, entreguei-os preenchido p/ outro funcionario, que me fez a mesma pergunta sobre o endere’co e eu respondi a mesma perola que tinha dito p/ o anterior, ele riu e me pediu 50 dolares p/ o visto, nessa hora comecei a suspeitar que nao era meu visa do cartao, mas o visto que o cara se referia e comecei a rir sozinha. Puxei 100 dolares, ele conferiu, e me devolveu dizendo que essa nao era bom, perguntando se eu tinha outro, dei outros 100, tb nao era bom, dei outro e outro, ate dar meus 500 dolares, ele disse nao ‘e bom nenhum, tentei entender porque, pensei sera que estou com dinheiro falsificado e serei presa? Ele falou p/ irmos ate meu marido, todos da fila ficaram me olhando, eu saindo acompnhada com o policial, ele perguntou, seu marido esta ai mesmo,  pensei ” I really hope!” Fui gelada fazendo um mantra, Gui esteja ai fora e repentindo varias vezes. Nisso la estava o Gui, eu louca p/ abraca-lo loucamente, e o guarda do meu lado, entao ele explicou p/ o Gui o que estava acontecendo, o Gui me disse que minhas notas eram de ano inferior ao ano 2000, nossa nem sabia que isso existia, o Gui me repreendeu por ter mostrado que eu tinha os 500 dolares, pois agora o cara ia querer dinheiro. Bom, foram entao trocar os dolares, nao acharam nada, voltaram, eu esperando e o Gui disse que ia ter que buscar no hotel, pois ele nao tinha dolares ali com ele. A’i vindo diretamente do mundo superior, um brasileiro enviado por Deus, olha p/ mim e fala” J’a que vc vai voltar, avisa por fv um amigo meu que nao fala uma palavra em ingles que nos estamos aqui, pois ele deve estar desesperado?” o Gui, esperto, aproveitou a necessidade do cara e disse claro, ela avisa, vc pode nos trocar estes 100 dolares, o cara aceitou. Obaaaaaaaaaaaaa. Fui correndo l’a, o guarda gente fina entregou meu milhoes de formularios e o dinheiro, e fiquei esperando. Entao falei em voz alta Fulano Vieira, nao lembro o primeiro nome, o cara assustado levantou o dedo, entao idiotamente, falei a ele em ingles que ele podia ficar super tranquilo que os amigos dele estavam esperando ele ali fora, ele meu deu um papel amassado, daqueles que a gente recebe no semaforo pedindo alguma coisa, explicando que ele  nao falava uma palavra em ingles e qual era o seu destino. Comecei a rir e falei ai desculpa vc ‘e brasileiro e expliquei tudo de novo. O cara quase chorou de emocao, fiquei com vontade abraca-lo e dizer calma ta tudo bem… e me explicou que ele estava suando frio e que aquela era sua primeira viagem de aviao. Meu deus, coitado, imagina, primeira viagem… ele deve ter passado por escalas de emo’coes infinitamente maiores que a minha. Entao, o guarda gente fica foi la levar ele aos amigos, muito lindo a cena….

Bom, finalmente eu e Gui juntos. Chegamos no taxi e o cara entrou pelo lado direito do motorista, nossa me assustei, muito bixo do mato, depois achei super legal e fiquei olhando p/ ele como se ele fosse um artista de cinema. Fomos passando pelas ruas, nossa muita pobreza, sujeira, mas tudo muito exotico.

Chegamos no hostel, bem simples, mas com cara de albergue europeu, e o Gui ja foi tratando de me explicar que infelizmente nao tinha agua quente, como estava mega feliz, pensei sem problemas, primeiro desafio….Fomos numa internet, liguei p/ mae avisando que tinha chegado, e fomos jantar. No caminho, mais sujeira e sujeira, imagina, estavamos no centro de DS que tem 3 milhoes de hab, centro ja ‘e aquela coisa, imagina ali. O Gui me mostrou duas opcoes de restaurante p/ comer, escolhi o que me parecia menos sujo. Era tailandes, comemos um pad thai delicisoso e tomamos uma cerveja chamada Windhoek, excelente!!!  Voltamos p/ o hostel, tomei meu super banho gelado e no outro dia, acordamos p/ ir a Zanzibar. Fomos tomar cafe num lugar cheio de europeus e locais, e eu me perguntava como as pessoas conseguem ter coragem de comer nesse lugar sujo…. ai comecei a entender. Sujeira faz parte, a limpeza e uma excessao, entao vc precisa nao pensar em como as comidas sao preparadas e se aquele lugar onde estao os pasteis e coxinhas p/ serem compradas dentro daquele negocio de domonstracao tem o vidro marron, pois faz talvez um ano que a pesssoa nao limpa, o negocio e comer e quando chegar ao brasil tomar um super mega vermifogo p/ nao morrer pois seus orgaos foram devorados por uma solitaria.

Claro que nao comi a coxinha de demonstracao, pedimos o cafe da manha local, que vinha da cozinha. Ali fiquei, extasiada, olhando para todo o cenario na minha frente. Africanos, mulheres muculmanas por todos os lados, lindas com aqueles chales coloridos ou pretos, arabes, carros com motorista do lado direito, mulheres atravessando a rua com baldes ou frutas na cabeca caminhando elegantemente, comercios pequenos, pessaos conversando, sujeira, buzinhas, carros, predios coloridos pelas roupas na sacada aproveitando o sol…. simplesmente tudo, muito legal, estava pirando frente aquele mundo tao diferente.

02/07 – Zanzibar (Stonetow)

Acabamos o café e fomos pegar o barco/catamara p/ Zanzibar. No caminho continuava impressionada com tudo que estava vendo de diferente na minha frente. Muitas muculmanas, chales e lencos coloridos por tudo, malas sobre a cabeca, criancas, sacos de comida, muculmanos com aquelas tunicas brancas ate o pe, sujeira e mais sujeira… Exotico e demais.

Chegamos ao catamara, que parecia uma rodoviaria de frente p/ o mar e subimos na tal  primeira classe, que consistia em sofas e poltronas bordos umas encostadas ao lado das outras. Sentamos ao lado de um casal dinamarques e ficamos conversando.

Quando o barco comecou a andar , comecou aquela chacoalhacao sem fim, pensei “ vou vomitar em breve”, fui tomar um ar na parte de fora e avistei tres homens rezando, beijando o chao e tudo mais, que pareciam que estavam fazendo isso em cima da grama, pensei “ que fresca Bianca”. Fiquei la me concentrando p/ nao vomitar estilo “ o esorcista”  na cara de todos e depois voltei as minhas poltronas e, gracas a diferenca de fuso, capotei.

Chegamos em Zanzibar. Fantastico o lugar! Fomos ao hotel Pyramide, e logo na recepcao o cara nos disse que a ilha estava sem luz e o gerador estragado e talvez nao teriamos banho quente. Eu pensei: “ meu deus, mais um dia sem banho quente”. Como nao tinha lavado ainda meu cabelo desde o Brasil, esperando o banho quente, ja estava ficando preocupada.

Saimos e fomos conhecer a ilha. O povo fala uma lingua chamada Kiswahili, que o Gui ja ta falando como se fosse o meu ingles e ja tratou de me ensinar pelo menos a como cumprimentar as pessoas. Super legal!  Nas ruas a maior parte sao muculmanos, sao varias ruelas e com diversos comercios locais, desde lojinhas, restaurantes e tudo mais.  O barulho das mesquites tb me tocou muito. Um show a parte sao as famosas portas de Zanzibar, que sao talhadas a mao, que demoram em torno de 3 meses p/ serem feitas, lindas demais Ficamos nos perdendo nas ruazinhas.

Quando voltamos ao hotel, a luz ainda nao tinha voltado, mas eles tinham conseguido consertar o gerador, e eu tomei banho, mas frio.

Saimos para comer num mercado de rua, super astral. Fiquei vendo o que me parecia mais higienico e escolhi uma pizza local. Quando o pizzaiolo comecou a fazer minha pizza, um europeu atras de mim foi pagar a pizza que tinha acabado de comer a ele, e eu vi aquela cena lastimavel, ele pegou o dinheiro, deu troco e continuou fazendo minha pizza, nossa, fantastico. Depois o Gui recebeu o troco com restos de clara de ovo. Comecei a ter mais certeza ainda, que eu teria que me acostumar.

03/07  Zanzibar -Praias

Jambiane, Paji e Kendua

Dois dias depois, fomos  visitar as praias. Primeiro ficamos um dia em Jambiane, uma praia deserta maravilhosa, o mar parecia fotoshop, incrivel.  A noite, jantamos e fomos num barsinho na beira da praia. Quem cuidava do bar eram sete amigos de mais ou menos 20 anos cada um, que ficavam dancando animadissimos atras do balcao como se estivessem cantando embaixo do chuveiro da casa deles, literalmente, um deles, tinha um pedaco de pau, que ele fazia de microfone e cantava enlouquecidamente e todos bebendo muito. De tempos em tempos eles se abracavam e parecia que falavam um para o outro o quanto se gostavam, foi uma cena muito legal, nunca me senti tao a vontade em um bar. Depois nos contaram que o bar nao era deles, mas que havia dois anos que o dono deixou p/ eles gerenciarem, imaginem. Pedimos uma cerveja e dois copos, se nao eles nunca trazem o copo e dai eles foram buscar dois copos de uma mesa que tinha acabado de ir embora, lavaram na nossa frente e nos deram. Haviam poucos copos no bar. Nao e o maximo?

Depois comecamos a conversar com um alemao, que largou tudo e comprou uns barcos em Zanzibar e estava trabalhando com mergulho. Ele tinha uns 38 anos e nos contou que na epoca da queda do muro de Berlin, os jovens ficarao muito sem saber o que fazer com toda aquela liberdade e muitos nao conseguiram aproveita-la como ele, que levou a vida muito a serio sempre, e resolveu tardiamente curtir a vida, indo p/ Zanzibar. Foi uma bela conversa!

Fizemos um filminho dos meninos que cuidavam do bar, todos dancando abracados com o alemao, que ja era de casa.

Ah proposito, e impressionante como as pessoas na Tanzania sao simpaticas, sao humildes, simples, queridos, tocam na gente o tempo todo, apertam a mao e em poucos minutos ja estao te abracando, parece que eles sao desprovidos de qualquer sinal de arrogancia ou desconfianca com as pessoas, e muito gostoso.

Tres dias depois fomos p/ outra praia chamada Paji, muito legal, foi meu primeiro banho quente. Em Jambiane, tomei banho de balde. Sabiam que com um balde vc consegue se lavar direitinho, e ainda repetir, tipo lavando duas vezes o mesmo braco, etc. So que os baldes sao bem maiores do que no Brasil…

A noite jantamos com uma familia de espanhois, bem novos, com uma filhinha de 4 anos, super legais, eles ja tinham rodado o mundo, pareciam um Lonely Planet ambulante.

No dia seguinte, chegamos a Kendua, essa praia foi a que mais gostei. Alem de paradisiaca, nao tanto quanto Jambiane, mas era movimentada, tinha um astral delisioso, e era super charmosa, cheia de jovens europeus. Ficamos num hotel de frente p/ o mar que a noite rolava uma night. Fomos tomar uma cerveja e comecamos a ver as pessoas se ensaiarem p/ dancar em frente ao DJ, pouco a pouco foi enchendo, enchendo e quando vimos tinham europeus dancando com maasais, que e uma tribo primitiva tipo indio no Brasil, foi uma cena hilaria, o cumulo da globalizacao. Ficamos vendo e bebendo e bebendo… e fomos dancar tb, dancamos muito e principalmente, rimos muito.

No outro, dia fui fazer massagem numa casa de massagens de frente p/ aquela praia deliciosa, fiz 30 min p/ nao ficar muito caro. Quando estava acabando chegou uma menina crista, o que e raro aqui e comecou  a converser empolgadamente comigo e tirar sarro das suas amigas muculmanas donas da casa de massagem. A menina era um sarro, tinha uns 25 anos e no final estava eu abracada com as tres, tirando fotos e ganhando beijos apertados das minhas amigas. E elas me diziam: “  volte amanha fazer de novo massagem! Eu dizia, certeza, mas amanha e de graca!!!” E elas choravam de rir…

Ficamos dois dias em Kendua, curtindo e voltamos p/ Zanzibar no inicio da tarde, p/ pegarmos as sete da noite o mesmo barco que viemos p/ voltar p/ Dar Es Saalan e de la irmos de onibus p/ Arusha encontramos os pais do Gui. O barco chegaria as seis da manha em DS. E as oito da manha saia nosso onibus p/ Arusha, que demoraria, a principio 8 h. Bom, essa foi uma experiencia unica e bizzara, que merece um titulo especial e original – O BARCO DO TERROR !!!!

Chegamos e subimos na nossa classe especial composta pelos milhares de sofas de cor bordo e o Gui foi pedir um colchao p/ dormirmos. O moco tirou de uma porta secreta que havia atras de um dos sofas os nossos colchoes empuerados, guardados direto naquele buraco, onde o ultimo cara que dormiu, deixou. Eu ja comecei a estranhar e reclamar. Coloquei minha canga sobre o colcao p/ nao ter contato direito e deitei. Fiz um travesseiro com minha bolsa, “super confortavel”, e comemos  uns chapatis, que e tipo um pao arabe doce, super comum aqui. Ai comecaram a chegar muitos passageiros locais, e foram se amontoando, colocando uns sofas sobre os outros, de modo que ficava meio insegura de dormir com aquelas montanhas de sofas e a noite um deles caisse sobre minha cabeca.  De forma muito natural, eles tiravam seus colchoes dos calaboucos atras dos sofas, espremiam os sofas e deitavam e ja comecavam a dormir, como se estivessem desligando o abajour ao lado de suas camas.

Nisso, comecei a perceber pequenas baratas passando de um lado p/ o outro sobre o tapete verde do chao e comecei a reclamar indignada com o o Gui, que insistia em me dizer que aquilo eram bezouros africanos e que sao super parecidos com as baratas do Brasil, apesar de saber que aquilo era uma mentira deslavada, que me fazia sentir o menininho do filme a “ Vida e Bela”, eu falava: “ serio, e mesmo?”  Tentando acreditar…

Estava preocupada pq imagina como deveria ser o banheiro daquele barco e procurava apenas umedecer meus labios de tempos em tempos, mas quando deu 11 da noite, nao aguentava mais, precisava ir ao banheiro. Desci na classe normal, pois havia um banheiro so feminine e fui procurar. Um homem me mostrou uma porta e disse: “ e ali!” , quando entrei havia uma longa escada que descia p/ o banheiro, fui descendo desconfiada e preocupada, quando dei de cara com as nadegas de uma mulher gorda aberta em minha direcao, que apos ter feito xixi ela jogava uma caneca de plastico no meio de sua bunda p/ lava-la, aquela agua escorri sobre suas pernas rumo ao chao, que tinha uma agua de mais menos 4 cm de altura e eu estava de crocs (lembram que o crocs ‘e furadinho?), quase chorei…. A mulher me cumprimentou falando “ Jambo!!” , que e o: oi e dai? da lingua swahili e eu disse: “ poa, vip” , que e tudo bem e vc. Santo Deus, com a ponta do pe fui andando, e me equilibrei p/ fazer xixi e voltei correndo p/ meu super colchao, aterrorizada, contando p/ o Gui, ja querendo mata-lo.

Com muito custo peguei no sono e dali umas tres horas acordei com o barco balancando enlouquecidamente, como se eu estivesse numa montanha russa da Disney, achei que o barco ia virar, subia alto de um lado, e quando descia do outro, dava gelo na barriga, fiz de tudo p/ nao levar esse balanco em consideracao e voltar a dormir, mas era impossivel. Nisso olhei p/ o lado e vi que uma mulher comecou a vomitar enlouquecidamente dentro de um saquinho preto que eu tinha visto ser distribuido p/ todos os passageiros e eu tinha agradecido, na entrada do barco. Ela vomitou muito, o marido dela que estava dormindo num colchao ao lado do Gui, com os seus pes quase na cara dele, continuou dormindo como um principe. Tentei perguntar se ela queria ajuda, mas ela logo fechou seu saquinho e voltou a dormir, com ele entre os dedos, como se fosse um ursinho de pelucia. Eu pensei: “ meu deus, ela nem vai tomar uma agua, e tao normal assim vomitar?”

Olhei p/ o Gui, que ja tinha acordado com o baruho da mulher e falei eu preciso ir la fora tomar um ar, ele insisitiu p/ que eu desistisse, que era melhor ficarmos parados ali, mas eu insisti. Quando desci, quase a ponto de encarnar a menininha do filme exorcista,  vi que o barco todo estava vomitando, e que as pessoas todas vomitavam e mantinham-se com seus saquinhos entre os dedos e voltavam a dormir. Era literalmetne a visao do inferno. Subimos no ultimo andar com muito custo, cuidando p/ nao pisar sobre as pessoas, mulheres e criancas a maioria, todos que dormindo no chao, sem nem uma canga os separando, babando diretamente no chao imundo e nos seguramos no parapeito do barco e tentamos ficar olhar fixo p/ o horizonte, morrendo de sono, segurando firme p/ nao cair. Comecei a passer mal, falei p/ o Gui que com certeza eu ia vomitar a qualquer momento, so que nao tinha o tal saquinho preto, um local viu a cena e foi buscar correndo um saquinho p/ mim. Vomitei, enrolei meu saquinho e fiquei com ele como todo mundo fazia, pois nao sabia quanto mais eu iria vomitar, sem direito a gole d’agua. Olhei p/ o lado, tinha um menino espanhol, que estava conosco la em cima, vomitando muito mais do que eu, dava pena dele. Fiquei olhando desesperada p/ o mar, p/ ver se valia a pena eu me jogar, se estavamos perto de alguma ilha, de tanto desespero, mas nada, parecia que a gente tava no meio do oceano.

Voltei p/ a nossa super primeira classe, vomitei mais duas vezes, me assustei com alguns pequenos bezouros africanos passando sobre minha perna, sorte que eu tava de calca, xinguei o Gui de tudo e mais um pouco e tentei dormir. Procurei lembrar da minha mae, que sempre nas piores situacoes do mundo, tentava encontrar algum ponto positivo e encarnei minha mae. Falava p/ mim mesmo: “ Calma Bibi, curta esse balanco, se entrega, aceita, nao resista, olha que delicia, agora ta subindo bem alto e agora descendo, upa, upa…” Depois parti p/ momentos de sabedoria: “ Bibi, tudo passa nessa vida, isso vai passar tb, isso tem fim, nao e para sempre, logo voce estara no chao, calma, aproveite esse balanco….”

Nao foi facil, dormi e acordei em solo. Foi uma experiencia horrenda, sinistra, terrivel e absurdamente nojenta…, mas passou!

11/08 –  Dar es Salaan – Arusha

O homem que dormia ao lado Gui nos acordou e fomos pegar o bus ate Arusha. Chegamos na rodoviaria, fui ao banheiro me recuperar, escovar os dentes, lavar as maos e tomar um cha com leite, pois nao tinha condicoes de comer. Enquanto esperava o onibus, procurei respirar ar puro, enquanto o Gui buscava um pao com manteiga p/ mim e me tratava super bem. Eu e ele balancamos ate o dia seguinte.

O onibus tinha como horario de saida 07:00h e chegada em Arusha as 14:00h. O Gui disse p/ eu nao confiar na previsao de horario que eles faziam, pois existe o chamado “ african time”. Ele estava certo, chegamos com uma pequena margem de erro, as 19:00h… Achei demais isso! A viagem parecia que nao terminava nunca, eu estava extremamente mulanbenta depois daquela maravilhosa viagem de barco, tinha nojo de encostar em mim mesma. No caminho, quando o onibus passava por pequenas cidades, era envolvido por milhoes de vendedores gritando nas janelas oferecendo tudo o que se pode imaginar. Alguns ate entravam no onibus p/ vender e o motorista arrancava minutos depois, sem dar tempo dele descer  e o tal vendedor ia junto, parando na proxima freiada do motorista, com muita insistencia, pedindo p/ descer, quilometros a frente… Eu tava com fome, como estava com o estomago “um pouco sensivel” em funcao do barco, pedi p/ Gui p/ comprar uma tangerina p/ mim na janela, na correria, onibus indo, ele acabou tendo que comprar um saco gicante, que deu p/ comer dois dias com o Claudio e Monica no safari.

Eu limpava minhas maos com meus lencos umedecidos e me entupia de tangerina, sem preocupacao nenhuma com o cheiro inundando o onibus, tambem naquelas alturas…

Chegamos a Arusha e ficamos num hotel de verdade, muito bom, nossa aquilo parecia um oasis p/ mim depois daquele barco, disse p/ o Gui que nao tinha  mais condicoes de me adaptar a nada naquele dia e ele compreendeu.

Fomos dormir e no outro dia acordamos p/ buscar a Monica e o Clau de surpresa. Foi super legal, eles ficaram super felizes quando nos viram, aquela momento lindo familiar.

Passeamos no centro de Arusha naquele dia p/ nos prepararmos p/ o Safario que comecaria no dia seguinte. Arusha e uma cidade muito pobre, muito suja, nenhuma beleza, apenas e caminho p/ o Safari. Uma hora passamos por uma casa de alvenaria abandonada, que havia sido construida pela metade, nao tinha teto nem nada e seus muros serviam de cabides p/ uma loja de roupas de rua, eram calcas e mais calcas socias, uma ao lado da outra e sobre a outra, formando montanhas, achei hilario, quis tirar um foto p/ mostrar a voces, mas na correria nao deu.

13/08 – Começam os Safaris

Parques nacionais: Lake Manyara, Serengheti, Ngorongoro, Arusha National Park, Tarangiri.

Comecava nosso safari. Nosso carro era aquele modelo classico  que a gente ve na tv, uma land cruiser antiga, marron por dentro de tantos anos pegando poeira. Nosso guia, que passaria todo tempo com a gente,  era super simpatico, mas com o classico cheiro de axila. Nao sei se ja comentei, mas aqui o cheiro de axila faz parte, eu ate sinto falto quando entro em algum lugar e nao sinto nada, parece que tem alguma coisa errada.

A Monica foi na frente, com o vidro bem aberto, eu e o Gui fomos no banco de tras, e o Clau ficava la traz, com bancao so p/ ele.

Fomos ao primeiro parque nacional chamado Lake Manyara, onde se encontram muitos animais em funcao do tal lago. Avistamos as primeiras zebras, aquela emocao, como se estivessemos vendo um disco voador pousando na nossa frente. Depois girafas, os hipopotamos, alguns leos de longe, elefantes e muitos babuinos. Cada animal avistado, paravamos o carro, e comecavamos um ritual: fotos, filmagem, binoculos (dependendo da distancia) e ficavamos ali, contemplando em silencio atordoados. Assim passavamos o dia, com intervalo p/ lanche, que era uma caixinha que o guia nos entregou  na saida do hotel. O legal do safari, e que voce anda, anda, anda e encontra o animal,  la na vida dele, vivendo da sua maneira, sem quase notar a sua presenca (claro que eles estao acostumados com os turistas, mas…), como se alguem entrasse na sua casa e ficasse vendo voce jantando, vendo tv, dormindo… E muito gostoso, voce fica ali, na expectativa, procurando, procurando, e de repente, la esta ele.

As girafas sao simplesmente demais. Elas caminham de forma extremamente elegante. Se colocar uma girafa e eu, lado a lado, a girafa e infinitamente mais elegante. Depois fui entender, enquanto todos os animais caminham cruzando as pernas, as girafas nao, quando ela anda, todas as pernas vao junto p/ frente e depois juntas p/ tras, fica muito bonito.

Apos o longo dia de safari, nesse ritmo anda, anda, anda, avista o animal, para, arsenal de fotos, pegamos a estrada p/ o Lodge. Os lodges parecem um oasis no meio daquelas ruas desertas, empoeiradas e esburacadas. Somos recebidos com suco geladinho, eles batem um pano seco nas nossas malas marrons de poeira e nos levam ate o quarto. As acomodacoes sao excelentes, com banho de banheira e tudo mais.

No outro dia, acordamos cedo e fomos p/ o proximo parque, o Serengheti. Esse foi o que mais gostei, pois parece bem aquela Africa classica que vemos no national geographic, a legitima savana, aquela mesma paisagem sempre. O parque e enorme e da mais emocao ao encontrar os animais. O Manyara  e mais montanhoso e tb mais facil p/ vc avistar. O Serengheti nao, voce olha, olha, olha e nada, ate que de repente  ele aparece.

Nesse dia vimos umas cheetas maravilhosas e tempo depois uma leoa deitada. Dali um pouco ela levantou, pois viu umas zebras e se colocou em posicao de caca, eu pensei “nao, so me falta essa, ver ela matar a zebra aqui ao vivo na minha frente…” Mas nao, ela andou um pouco e depois logo deitou. Ai o guia nos explicou que ela ficaria nessa ate anoitecer, pois ela vai andando um pouquinho, para, ate chegar bem pertinho e dar o bote certeiro. Nao tinhamos tempo p/ esperar a leoa e fomos adiante. Ai ja no final do dia avistamos um leopardo dormindo sobre o galho de uma arvore. Estava longe, mas gracas ao binoculus, ficamos ali parados, olhando.

Quando estavamos indo embora, o sol se pondo, aquela paisagem linda laranjada, nenhum carro de turista, so nos, uma familia de girafas atravessa a rua na nossa frente, eram tres, nitidamente, o pai, a mae e o filho. Foi a cena mais linda p/ mim de todo o Safari, silenciamos e ficamos contemplando… Chegamos ao lodge, mais lindo ainda que o primeiro, pela sacada do quarto viamos as zebras e os babuinos, o Lodge ficava no meio do parque.

O por do sol e as Girafas

Curtindo o Lodge

No outro dia, acordamos 05:30h p/ ir ver os leos e leopardos, que e o horario mais facil de encontra-los. Avistamos a zebra morta na beira do lago, a leoa matou mesmo. Geralmente, a leoa  aproveita quando uma zebra se distancia do grupo e vai tomar agua, pois ela fica com a cabeca baixa e dai o bote e bem mais facil. Como nao entendi o que a zebra ainda fazia la, porque nao tinha sido comida, o guia explicou que a leoa so come horas depois de matar, pq fica cancada da tensao da caca.

Depois, vimos pela primeira vez um leao bem de pertinho, quase do nosso lado, descansando, camuflado no meio do capim alto. Coisa mais linda. Os leoes sao divinos, aquela juba deles e o maximo. Fiquei fascinada com o leao e lembrei muito da astrologia, quando o guia comecou a contar um pouco da vida dos leoes p/ nos.

O leao so caca quando e jovem ou muito velho e nao tem mais familia, pois quando ele forma uma familia, quem passa a cacar e so a leoa. O leao fica aguardando a leoa trazer a preza, onde ele e o primeiro a comer e so depois a leoa e os filhos tocam na comida. E o leao fica la, levando a vida dele, no ritmo dele. Gosta muito de dormir, passeia, toma uma agua…

E a sua caca (quando jovem/velho) e diferente da leoa, que e bastante estrategica e demorada. O leao ja e mais “impulsivo”, enxerga a presa, logo tenta dar o bote,  nao consegue, perde a paciencia e fica rosnando e volta a descansar. Esse leao que estavamos assistindo fez exatamente isso,  tentou pegar um antilope na nossa frente, deu o bote, nao conseguiu, rosnou, desistiu e deitou continuando a relaxar…

Apos o show do leao, nao conseguimos ver leopardos, e voltamos ao lodge p/ tomar café e seguimos depois p/ o Parque Ngorongoro, que fica dentro de uma cratera de vulcao extinto. No caminho, estrada longa, poeira e mais poeira, depois de uma certa altura eu estava de oculos e com os olhos fechados de tanta poeira e para me distrair, pedi a  Monica p/ me contar a historia da vida de Freud. E fui desfrutando de uma bela palestra sobre a vida do Freud, que teve que ser interrompida, pois eram tantos os buracos, que ela nao conseguia mais falar e deixamos p/ continuar num momento mais oportuno…

Chegamos ao Lodge, alucinante tb, com uma vista maravilhosa p/ a cratera do vulcao. Jantamos, fomos dormir e no outro dia, fomos ao parque. A energia do lugar era muito forte, diferente, maravilhoso. Nao vimos leos ou leopardos, mas vimos centenas de zebras e gnus juntos, caminhando em bandos, um ao lado do outro, pareciam que estavam indo trabalhar, formando filas.

Ai o guia nos explicou porque eles andavam juntos e acabou nos contando um pouco mais, sobre como eles migram de um parque p/ outro. A historia e mais ou menos assim:

“ Os animais nascem no Sul do Serengheti e vao em busca de agua e capim verde ate o Quenia, no Masai Mara (outro parque nacional) e depos retornam.  Quem comeca a migracao sao as zebras, pois enxergam muito bem, junto com elas vem os gnus, pois tem um excelente olfato e podem sentir o cheiro dos predadores. Eles andam em bandos p/ se protegerem.  As zebras comem o capim mais alto e os gnus um pouco mais rasteiro, depois vem os antilopes que comem o bem rasteiro. Os leos comecam a migrar tambem, atras de suas comidas, ai as hienas e os abutres seguem junto p/ comer os restos, deixando os parques limpinhos. Os leopardos e as cheetas ficam no mesmo lugar, nao precisam migrar, os leopardos porque sao cacadores oportunistas, entao nao precisam se desgastar com os leoes e os demais e as cheetas sao muito fracas, nao tem resistencia p/ tanta caminhada.” Achei  fantastica essa historia e a inteligencia da natureza.

Depois de Ngorongoro fomos a Tarangiri, penultimo parque. Nesse vimos muitos animais, mas so os mais comuns,  tivemos a oportunidade de ficar lado a lado de uma familia de elefantes, e aproveitamos p/ gastar um tempo vendo eles comendo. Eles vao arrebentando os galhos das arvores e limpando tudo a sua frente, onde eles passam parece que passou um furacao.

Depois seguimos p/ Arusha Nacional Parque, que o lodge nos decepcionou, nao era nada charmoso como os outros, uma simples pousada e o parque nada demais em termos de animais, mas podemos ver um lago com milhares de flamingos rosas. Um visual belissimo. No mesmo dia fizemos o tal walk-safari que nada teve demais, imaginamos que iriamos ficar caminhando perto dos animais, mas male mal passamos perto de uma girafas e bufalos.

Bom a semana do Safari chegou ao fim e voltamos p/ Arusha, no mesmo hotel do dia que chegamos, p/ no outro dia irmos p/ Mombasa.

Como nos informaram que nao tinha voo p/ la, nos restaria apenas pegar um onibus ” direto” p/ Mombasa. Depois de compradas as passagens, descobrimos que tinha uma companhia desconhecida que fazia voos p/ la, mas nao havia mais tempo habil p/ comprar. Coitados de nos, nem imaginavamos o que estava por vir.

18/07 – Arusha – Mombasa – Lamu

No outro dia, 06:00h pegamos o onibus, que chegaria as 13:00h. Com o tal do “african time”, imaginamos chegar por volta das 17:00h. O onibus era sujo, velhaco, parecia que ele ia desmontar na primeira curva que fizesse. Ja estranhamos, mas nao tinha o que fazer, era seguir viagem. Capotei e quando acordei estava super suja de poeira, parecia que tinha um cupinzeiro em cima de mim, era uma abertura na janela sobre a minha cabeca que entrava o po e fazia aquilo. Fechei bem a boca e os olhos e vamos la. Ate que, tchanananan o onibus quebrou. Para tudo, desce os passageiros, varios homens se jogam embaixo daquele onibus p/ tentar arrumar, sobre aquele cascalho, e nada, quebrou mesmo. Enquanto nao sabiamos o que seria feito do onibus, se ele tinha ou nao conserto, aproveitamos p/ um bush toilete. Como estavamos com umas caras podres, o Gui ficou irritado com a gente, e voltou p/ dentro do onibus esperar. Minha sogra elegantemente, colocou se chale sobre um pedra e sentou e me disse: “ entao, posso continuar te contando a historia do Freud…”, eu achei aquilo o maximo, o cumulo da tentative de adaptacao. Mas como nao conseguia prestar atencao pois estava preocupada, interrompi e disse que ia me informar o que tava acontecendo. Conversei com uma muculmana que me disse que o onibus tinha quebrado mesmo, nao tinha solucao, e que os homens ja tinham chamado outro, que sairia la de Mombasa e chegaria dali 5 h e completou: “ eu, seu fosse vcs, pegaria outro onibus que passar aqui em frente que estiver indo p/ Voil (uma cidade no meio do caminho), mesmo tendo que pagar de novo, pois ate esse onibus chegar sera noite e estamos no meio de uma savanna com leos e tudo mais…” Eu ja me assustei, deu tempo de imaginar alguns passageiros mortos e a outra metade vivos trancados dentro do onibus cercado por leoes… voltei e disse p/ Monica o que tava acontecendo e que deveriamos pegar outro onibus.

Nisso apareceram dois de uma vez, na correria avisamos rapido o Gui e o Clau, que correram tirar nossas malas do bagageiro e entramos no onibus, que na minha cabeca eu pensava “ mas como a gente vai caber ai dentro, provavelmente deve ta lotado”. Nisso o cobrador do onibus (sim existe cobradores em onibus de longa distancia) pegou nossas malas e foi jogando dentro do oinbus e eu pensava:  “mas aonde ele esta colocando essas malas todas”. Quando entramos, entendi, era o onibus do terror, achei que depois do barco nada mais me aconteceria por semanas, mas surpresa! As malas estavam no corredor, junto com milhoes de outras malas e sacos de comidas semi abertos. Em cima do painel do motorista tinham mais milhoes de malas e sacos de comidas. Nao havia nenhum lugar e o onibus ja tinha comecado a andar com todos nos em pe, tentando se equilibrar sobre as malas. Quando me lembro que as malas dos meus sogros vieram plastificadas do aeroporto e estava vendo elas jogadas naquele chao imundo, fiquei com pena.

Nisso algumas pessoas se empilharam e sobrou tres lugares. Um para Monica no meio de duas pessoas, na metade do onibus, eu la no fim e o Gui e o Clau na ultima fila. Sentamos a Monica, que tinha preferencia pelo sexo e idade e depois seria minha vez, que nao sabia como eu conseguiria chegar ate o lugar que me mostravam, o caminho estava envolto de malas e comidas, como eu faria p/ passar e ao mesmo tempo, me equilibrar, cheia de coisas na mao. Me disseram os locais “ pise, pise!!!”, entao fui pisando, o Gui e o Clau tb e chegamos aos nossos lugares incriveis.  Era tanta poeira que entrava dentro daquele onibus, nem comparava com o anterior, que a mulher do meu lado formou com uma cabana em volta dela com seu lenco e ficava la em baixo, nem o rosto dela eu via e uma mala gigante sobre suas pernas. Sentei chocada, fechei bem o olho e a boca e pensei sao so 1,5 h ate Voil, passa logo. Um certo tempo depois, vimos a Monica levanter o braco, o Clau e o Gui acharam que ela tava dando tchau e corresponderam. Dali um pouco sua cabeca tinha caido p/ frente, o Clau saltou sobre as malas e foi ate la. Ela tinha desmaiado, eu me assustei e o Gui tb e as mulheres do onibus comecaram a perguntar o que estava acontecendo, eu nao sabia como era desmaio em ingles, entao tentei contracenar, elas gritavam: She died? Eu dizia nao, nao, e depois consegui me fazer entender. O Clau chegou a tempo de impedir que o homem, que estava ao lado da Monica, comecar  abrir sua blusa p/ ela respirar… Bom, 30 min depois, chegamos a Voil. A Monica ja estava bem, depois fui saber que ela tem problema de pressao baixa e ja desmaiou varias vezes ao longo da vida, conforme o Clau, com ele, mais de 20, que nao tem o que fazerm so esperar. Beleza, sao e salvos, pegamos um taxi. Gente, que mudanca de cenario, o taxi era limpissimo, todo com veludo molhado bege claro por dentro e DVD. O Clau pegou umas comidinhas p/ nos alucinantes, pois ja eram quase 15:00h e nao tinhamos comido. Dividimos mordidas coletivas num queijo cheddar delicioso com bolachinhas salgadas e coca cola bem gelada. A Monica comecou a ter um ataque de riso olhando p/ aquele DVD depois daquele onibus.

Quase duas horas depois chegamos a Mombasa. Uma cidade litoranea, famosa pelas festas e clubes, bem animada, com cara mais de cidade grande. Fomos ao hotel, nos recuperamos, lustramos nossas malas imundas e fomos jantar.

20/07 – A charmosa Lamu (Quenia)

Outro dia, fomos ao aeroporto de Malindi p/ pegar o voo p/ Lamu. La, ficamos esperando e aproveitamos p/ comprar umas mangas de uma senhora que vendia mangas embaixo de um pe de manga. Nao e fantastico?

Na sala de embarque, depois de duas mangas, um senhor de mais ou menos 70 anos senta ao lado do Gui, pouco tempo depois comeca a puxar assunto e eles comecam a conversar. Era um alemao, que tb estava indo p/ Lamu e era consultor de hoteis e indicou um hotel p/ o Gui. Falei p/ o Gui: ” nossa que massa, consultor de hoteis, deve viajar um monte…!!!” ahahha, nao sabia de nada. O cara ficou conversando com o Gui e depois com a gente mais um tempo, no aviao sentamos bem perto, e ao desembarcarmos ele disse que poderia nos dar um carona de barco ate Lamu. Fiquei esperando as malas, quando elas chegaram ele estava ao meu lado, ai disse “ e vc, nao tem mala?” Ele respondeu: “ mandei as minhas ontem antes de embarcar…”, ” pensei nossa, que legal, mas nem me toquei”. Pegamos o barco, quando chegamos em frente ao hotel disse: “ entao o senhor recomenda esse hotel, ne? O senhor e consultor. Bom, obrigado por nos ajudar e passa ai no hotel p/ conversar mais com a gente”.

Depois fomos entender, ele era dono do nosso hotel e demais dois em Lamu, tb de mais umas sete casas e estabelecimentos comerciais e tb estava amplicando a ilha com varias casas… Ai ligou p/ nos no hotel, convidando p/ irmos na casa dele. Chegamos la, ja estranhando pois sabiamos de todas essas informacoes, o que ele queria com a gente? Sera que achou a gente tao legal assim? Eu nao achei nossa conversa super legal, achei meio sem graca, mas cada um com sua referencia.

Ele nos recepcionou de camiseta e canga como sua calca do dia, a roupa mais comum dos locais de Lamu, pensei: “ ah, fazendo estilo malandrao…” Afinal ele era um senhor. A casa dele era alucinante e sentamos numa varanda p/ conversarmos. Nao nos ofereceu nada, nem uma agua e eu estava sendo meio devorada pelos mosquitos e estava de pe descalco pq tinha que tirar o sapato antes de entrar, coisa que nao gosto, pois o tempo ameacava comecar a chover.

Bom, ai toda a humildade de consultor de hoteis que tinhamos admirado pois e le nao tinha nos contado nada ate entao, foi por agua baixo. O cara era dono do mundo, nem lembro mais do que, o Gui explicou no bolg dele, leiam, mas tratava-se de um bilionario. Falamos de tudo, desde energia, telepatia, deus, espiritos, religiao, politica, economia (nos contou que existe um jogo economico que o dinheiro sempre para na maos das mesmas pessoas e por isso poucos enriquecem, e o povo fica ai trabalhando que nem uns loucos, nesse caso, nos que estavamos na frente dele, e tem que saber esse jogo, que e como um jogo de xadrez, e claro que ele disse que sabia)… bom apesar dos temas interessantissimos, ele era muito inteligente, mesmo nao entendo direito o que ele falava, dava p/ perceber, ainda nao nos sentiamos a vontade. Fomos embora meio sem ele se despedir, tipo meio esquisito, e no outro dia ele nos levou p/ mostrar Lamu. Depois sentamos p/ tomar uma cerveja num outro hotel dele e ele pediu um coca. Tentei quebrar o gelo daquele alemao e disse: ” que coca, toma uma cerveja com a gente!” , ele respondeu: “ Sou acostumado a nao beber, pois piloto meu proprio avisao”. Senhoooooooorrrrrrrr….

Mas valeu, apesar dele ser meio esquisito, era um cara legal! Vai um abraco p/ Alemao.

Bom, vamos a Lamu – um show a parte.

Quando sai do Brasil, tinha no fundo um leve sentimento recalcado por estar indo conhecer primeiro a Africa, quando na verdade mal tinha conhecido a Europa direito, que tinha me agradado tanto…  Dai quando cheguei a Dar Es Salan, vi toda aquela sujeira (era noite, nao via nada na frente), cheguei a ter um pensamento bem ignorante do tipo: “melhor isso do que nao viajar!” Coitada de mim! Com o passer dos dias, depois de Zanzibar, dos Safaris (especialmente do por do sol com as girafas e dos leoes) e principalmente depois de ter conhecido Lamu, me toquei o quanto comecar pela Africa tinha tudo a ver comigo. Tambem, pouquissimas coisas na minha vida comecaram pelo caminho tradicional, nao sabia porque esperava tanta coerencia agora.

Ao deixar Lamu pela manha p/ pegar o voo p/ Nairobi e me despedir de Masha – o recepcionista e guia do hotel que ficamos – silenciei por dentro e me emocionei, com ele!

O povo de Lamu, a propria Lamu, Masha, minha amiga muculmana…, me tocaram profundamente.

Um pouco do povo e de Lamu:

Lamu e uma ilha no litoral norte do Quenia, ja bem proximo a Somalia. A principal vila, chamada tb Stone Town como Zanzibar, lembra Zanzibar pela arquitetura, os muitos muculmanos e os diversos comercios locais. Porem, a atmosfera e completamente diferente. Enquanto Zanzibar ja se corrompeu um pouco com o turismo, Lamu se mantem intacta no que diz respeito aos costumes e habitos do povo.

Nas ruas 99% sao muculmanos. A maior parte das mulheres deixam apenas o rosto de fora, mas tem uma parte significativa que deixa somente os olhos. Como diz o Gui: “as ninjas”. A escolha de deixar o rosto ou os olhos de fora deriva do quanto voce e devota e leva em consideracao as palavras de Maome. Para os muculamanos, quanto mais a mulher se mostra, mais ela pode causar um certo caos social em funcao do desejo que pode provocar nos homens com seu corpo exposto. Essa e pelo menos uma das razoes. Entao, a toda uma analise de como cada parte do corpo pode gerar desejo e de que, talvez, se vc for levar bem ao pe da letra, o melhor e nao mostrar nada, por isso, algumas mulheres, usam nos olhos uma especie de teia.

O povo e uma graca, de uma simpatia chocante. Bom, isso desde a Tanzania, eles sao muito atenciosos e calorosos, de chorar de tao queridos.

O transporte local sao os burricos, que levam as pessoas de um lado p/ o outro da ilha. Tudo isso, falando ao celular (aqui nos lugares mais inospitos, as pessoas tem celular). Uma vez por ano, tem campeonato de burricos com seus donos. E eles fazem coco por toda parte, indiscriminadamente, e ninguem limpa.

Voce nao ve cachorros nas ruas (isso ja desde a DS me chamou atencao), porque o cachorro e repudiado por todos, pois contam que quando Maome morreu, os cachorros comeram sua carne.

Tambem de todos os lados vc ve homens jogando Bao, que e uma especie de resta um, dentro de uma especie de caixa de ovo de madeira aberta. Muitos jogam mascando Mira, que e a droga local, deixa o cara ligadao e meio perdido.

Entao imaginem, ruelas areijadas, muculmanos e muculmanas por toda parte, com suas vestimentas interessantissimas, lencos e mais lencos, comercios e mais comercios, e vc cuidando p/ desviar dos burricos que levam gente de uma lado p/ o outro, aroma de coco de burrico misturado com axila e cheiro do mar e muita, mas muita simpatia.

Todas as casas possuem em frente uma especie de hall de entrada, chamada madak, que antigamente foi construida para os homens poderem receber os amigos sem ver suas mulheres, que nao podiam sair de dentro de casa. Com o tempo, as mulheres conquistaram a liberdade de sair as ruas, mas a madaka acabou sendo incorporada a cultura.

Os casamentos continuam arranjados, entre pessoas da mesma familia, entre primos geralmente, e uma garantia de casamento com uma boa pessoa e que a riqueza nao seja dividida, mas se some dentro da familia. Por isso, existem muitas pessoas com deficiencia, principalmente fisica. Eu vi poucas.

As mulheres podem pedir o divorcio, mas precisam ter boas razoes. As consideradas boas razoes sao: marido que bebe, marido que vive mascando mira e marido que nao traz comida p/ casa. Simples elas ne meninas! Depois do divorcio, ela pode se casar novamente. Mas, caso depois do divorcio se arrependa e queira voltar (coisa comum), ela precisa primeiro casar com um segundo p/ depois voltar p/ o primeiro. E este sabe, o que e mais interessante, nao e usado.

A virgindade ainda e bastante esperada, mas se caso a mulher nao for mais virgem, cabe uma boa conversa entre o ela e o marido e familiares p/ decidirem juntos se conseguem superar isto…

Os homens podem ter mais de uma mulher, como e sabido, mas nao e tao facil quanto parece. Ele precisa ser rico, pois tem que dar uma casa p/ cada esposa e tudo deve ser feito igual, visitar cada uma o mesmo numero de vezes por semana, trazer o mesmo numero de peixes, se por acaso, ele tentar ludibriar, elas se encarregam – como boas mulheres (a fofoca e um fenomeno feminino pelo jeito, ultrapassa os muros dos continentes) – de contar umas para as outras e de pedir o divorcio. Entao nao e facil administrar muitas mulheres, como parece. Muitos homens passam os dias largados na praca, jogando bao, pois pescam a noite  inteira ou deixam as redes preparadas durante o dia, p/ ver o resultado ao anoitecer.  Entao, a cidade, para quem ve de fora, e uma tranqulidade.

Bom, lembram do Masha? Porque ele me tocou tanto…

O Masha recebia a gente numa animacao cada vez que saiamos ou chegavamos no hotel, ja ia nos abracar, perguntar como estavamos, como tinhamos passados o dia e tudo mais, apelidamos ele de Pele, pois era muito parecido com o rei. Ele foi o guia que nos contou sobre a vida das pessoas em Lamu que divide com vcs. Nessas entradas e saidas do hotel, com o tempo, comecei a perceber que ele estava sempre no hotel e um dia perguntei quantas horas por dia ele trabalhava, me falou com o maior sorriso no rosto “das 07:00 as 23:00h, todos os dias, sem folga” e complementou “ Hakuna matata Bianca”, que significa sem problemas, coisa que vc houve o tempo todo aqui, eles sao muito paz, qualquer conversa desconfortavel eles ja dizem Hakuna Matata… Bom, fiquei horrorizada. Sua familia morava em outra cidade e eles se viam a cada 3 meses quando ele tinha folga e passavam uns 3 dias juntos. Naquele dia do tour com o alemao, ele entrou numa casa que me parecia abandona p/ nos mostrar a vista da cidade e depois nos disse que ali era a casa de seus funcionarios do hotel, ou seja, onde Masha dormia… E ouvindo ele falar pensei como aquele homem podia ser tao doce, alegre, aberto, disponivel, trabalhando tanto e dormindo daquela forma? E claro que minha referencia de dormir e diferente da dele, mas nao sei explicar, o Masha mexia comigo cada vez que eu o via. Ele merecia muito respeito. Entao, quando me despedi dele, virei de costas e sem ele ver, chorei, chorei e chorei. O Masha me ensinou como um sorriso no rosto faz bem para alma e pode adocar a alma do outro, como ele fez com a minha. Valeu Masha, muito obrigada!

Minha amiga muçulmana…

Minha amiga muculmana apareceu na frente do hotel, quando eu estava apreciando o final da tarde me oferecendo p/ fazer hena (aqui no dia do casamento das muculmanas, elas passam o dia cubrindo o corpo de hena, e o maximo p/ o marido). Agradeci, expliquei porque nao tinha interesse em fazer e ela continuou na minha frente. Agradei de novo, e de novo e ela nao saia e nao insistia sobre a tal hena. Entao, entendi, ela queria converser comigo. E a conversa comecou assim: “Posso te fazer uma pergunta?” E eu disse: “Claro, pode, por favor”. Depois disso ela foi fazendo mais e mais perguntas. Sentia que alem dela querer algumas informacoes que pelo jeito nao conseguia em suas relacoes, ela queria conhecer quem era aquela mulher branca, na frente dela, tao ocidentalizada, de Bermuda, bone e camisete, mostrando os bracos e tornozelos de for a.  Achei muito bonita a curiosidade dela e a vontade que ela tinha tinha de expandir seus horizontes com aquela conversa. Fui tratando como boa psicologa de responder as suas perguntas da forma mais imparcial possivel. Ela comecou me perguntando se eu tinha filhos, ja que eu era casada, Ao responder que nao, ela me perguntou como eu fazia p/ ser casada e nao ter filhos… Perguntou tb como eu fazia p/ me manter magra, como era minha relacao com meu marido, se eu era uma pessoa feliz… Bom, falamos de anticoncepcional, camisinha, casamento, felicidade, e tudo mais. Alem de eu ter dado varias dicas p/ ela ficar magra que uma nutricionista daria (ela nao era gorda, era mais uma mulher com 3 quilos acima do peso achando que precisa fazer um super regime). Falei de caminhadas de 1h todo dia, café da manha big, almoco medio e janta pequena… e tudo mais.

Bom, foi tao verdadeiro aquele encontro que senti que ali nao havia nada que nos separasse, eram duas mulheres conversando sobre assuntos de mulher,  todas as nossas diferencas culturais nao significavam nada diante da nossa identificacao. Ao nos despedir, tiramos algumas fotos juntas e ela me abracou e beijou apertado, varias vezes, me agradecendo sem parar por aquela conversa. E eu disse a ela: “obrigada digo eu!”

Amigas

22/07 – Lamu – Nairobi (Quenia)

Bom depois da maravilhosa Lamu, chegamos a Nairobi, aquela impacto, cidade grande, buzinas, carros. Deixamos as coisas no hotel e fomos ao um mercado de artesanatos muito indicado.  Mas nao foi facil, eramos os unicos msungos la e a pressao era grande em cima da gente (palavra que houvimos o tempo todo aqui, significava antigamente fantasma branco, nome dado aos primeiros brancos vistos que os negros se assustaram, com o tempo, passou a significar homem branco ou europeu). Mas coitados dos vendedores, nao imaginavam p/ que tipo de msungos teriam que vender. Como o Gui ja e macaco velho aqui, me ensinou, como tratou de ensinar a Monica e o Clau. Eles sempre fazem um preco muito maior p/ msungos e eles tem uma cultura de negociar, entao os precos nao sao fixos. Entao a cena era mais ou menos assim:

Eu perguntava: “Quanto custa?” O cara respondia e eu dizia: “ No give me a good price, a especial price my friend, not msungo price!” O cara falava um valor pouquinho menor e o Gui me dizia p/ oferecer menos da medade do que o cara tinha falado, ai eu dizia morrendo de pena, o cara nao aceitava, ai o Gui me dizia: “agradece e vira as costas que ele vai aceitar”. Mais com pena ainda, eu fazia, e era batata, ele diminuia. Era quase sempre infalivel essa tecnica, pagavamos 30% do preco inicial na maior parte as vezes. Bom, depois de tantas negociacoes e pressao, saimos de la tontos e fomos a uma churrascaria, que nos disseram que iriamos comer zebras e tudo mais. Tava indo me sentindo uma bandida, depois de fazer aqueles dias de safari pirando com os animais, agora ia come-los. O Gui me explicou que eram animais criados em fazendas particulares p/ este fim, que nao era um crime, como comer uma vaca no  Brasil, mas eu continuava me sentindo mal. Chegando la, gracas a deus, foi proibido pelo governo essas carnes inclusive p/ os fazendeiros, experimentamos apenas o crocodile e a avestruz, que ainda e liberado. Fiquei aliviada!

No outro dia fomos visitor um parque de crocodiles muito legal, mas a atracao maior foram as criancas. Haviam uns 10 onibus escolares de criancas pequenas, coisa mais linda. Elas nos olhavam curiosamente, abriam um sorriso querendo nos tocar, como se fossemos seres de outro planeta e falavam baixinho umas p/ as outras “ msungos, msungos”! Eu retribuia e em pouco elas vinham em bandos me pegar pela mao e sorriam…. Muito fofas, fiquei agarrada com as criancas.

A noite jantamos no hotel, nos despedimos dos pais do Gui, pois eles iriam embora no outro dia de madrugada. Demos um abraco gostoso neles e fomos p/ o quarto quietos. Com o passar do tempo, nos em silencio, perguntei ao Gui “ esse silencio e luto pq eles foram embora?”, ele falou: “ e sim!” Clau, Monica, obrigado, adoramos a companhia de voces!

25/07  Nairobi – Jinja ( Uganda)

No outro dia acordamos bem cedo p/ pegar o onibus p/ Jinja. Cheguei super receosa, mas o onibus me surpreendeu. Tinha poltronas de onibus leito, confortavel, com todo aquele aspecto sujo natural, mas espacoso, com janelas ate com isufilme.

A viagem passou rapido, chegamos apenas com 2 horas a mais do horario que tinham nos dito. Ao descer, fomos envolvidos por milhoes de mototaxis, se degladiando p/ ver quem conseguia nos levar. As malas, aquela classica cena, tudo marrom de poeira.

Bom, comecou a sessao negociacao, preco la em cima p/ mzungo, mas o Gui conseguiu como sempre “ a good price”. Embarcamos cada um numa daquelas CGS, a minha mochila ficava entre o motorista e o guidao. Viemos curtindo, vento batendo no rosto, e chegamos ao backpacker. O dono que era Ingles nos recebeu ja meio mamado de cerveja, explicando sobre as acomodacoes. Achei sujo e o Gui me deixou ali e foi procurar outra coisa. Achou um hotel ali do ladinho, delicioso.

Era um casarao antigo, que nada tinha de cara de hotel. No quintal, varias tendas brancas e convidados bem arrumados, perguntamos o que era, advinhem? Ali aconteceria um casamento muculmano. Achei o maximo, nao acreditava que veria uma casamento muculmano assim de camarote… Entramos, o quarto amplo, tv, uma delicia. No banheiro, uma banheira enorme, olhei p/ ela e ja imaginei, ao inves de um banho relaxante, um tanque de lavar roupa, e nao demorei a enfiar todas as nossas roupas de molho (temos um saco de 500 g de OMO que nao acaba nunca), e no outro dia, mais energizada, trataria de esfregar nossas roupas e procurar um varal p/ estende-las.

Tomamos um banho e fomos la fora, apreciar o casamento, detalhe isso eram 18:30h e a noiva ainda nao tinha chegado, pois o casamento estava apenas comecando. Era muito engracado, os convidados  vinham nos cumprimentar, perguntar o que estavamos fazendo ali, explicavamos que estavamos no hotel e aproveitando p/ apreciar o casamento e eles nao exitavam em nos convidar p/ nos juntarmos a eles e dancar. Diziam que os noivos de forma nenhuma iram se importar, nos agradeciamos e eles insistiam. Fomos convidados por muitos, ate por dois guardas com metralhadora contratados p/ cuidar da seguranca da festa. Aqui qualquer guarda tem metralhadora, em funcao dos anos de guerra que o povo enfrentou. Uganda sofreu muito e so comecou a ter uma vida menos sofrida a partir do final dos anos 80.

Depois, um grupo de criancas se juntaram a nos, tinham entre 5 e 12 anos, quase todas meninas, conversamos muito com elas. Uma delas me disse: “ Vc ‘e muito legal, quero ser sua amiga, me da seu telefone?”. Abro um parenteses p/ isso: aqui, vc conversa um pouco mais com alguem, a pessoa ja trata de te pedir o telefone, e uma forma de mostrar que gostou de ti e agora quer manter contato. Ate o cara de uma casa de internet, so porque fomos duas vezes la e conversamos um pouco, ja nos pediu nosso telefone. Na rua, outro dia, eu e o Gui estavamos meio estressados conjugalmente falando, quando o Gui foi pegar uma agua, uma mulher se aproximou de mim e perguntou se nos nao estavamos felizes, disse que era apenas uma pequena discussao de casal, nisso ela me deu mil conselhos, depois tb p/ o Gui quando ele chegou e olha conselhos muito bons (nao foi chato, muito pelo contrario) e no final claro, nos pediu nosso telefone. Muito legal a mulher! Quando em Ctba alguem se importaria com nossa discussao? Me senti acolhida.

Bom, voltando ao casamento… entao ficamos ali, com as criancas, convidados que vinham conversar conosco, os dancarinos que estavam fazendo uma coreografia p/ o casamento e paralelamente esperando nossa janta e nada da noiva chegar…

O casamento era chique, tinham 700 convidados e 4 grandes tendas com cadeiras brancas ao ar livre. Quando de repende, 22:30h GENTE, a NOIVA CHEGOU!!! Nossa isso que e atraso!

Toda coberta de hena nos bracos, vestido estilo noiva bolo (aquele tradicional), tomara que caia. Bracos de fora, sem lenco, elas podem se mostrar no casamento (novidade). Ela demorou a chegar, pois antes os parentes mais proximos estavam com a familia na mesquita. Ela foi andando bem devagarinho com o pai, mas coloca devagarinho, passando por baixo de um arco de flores e nisso bolhas de sabao eram jogadas sobre ela enquanto passava.

Gente so depois, e que chegou o noivo, acreditam? E ele tb passou bem devagarinho e encontrou ela la na frente e ja sentaram sobre uma tenda menor so para eles, confiram as fotos. Nao tivemos coragem de ir dancar, mesmo com tantos convites, mas nos estavamos  morreeeeeeeeeeeeendo de sono, entao fomos dormir, embalados com o som do casorio que foi ate as duas da manha.

No outro dia, o Gui foi buscar informacoes da cidade e eu aproveitei p/ lavar as roupas. Depois de tudo lavadinho, estendi no varal la fora e fiquei conversando com as duas mocas que trabalhavam la, que eram uns amores.

O Gui chegou, e fomos ver a nascente do Rio Nilo. Pegamos nossa super motinho, cabelos ao vento e chegamos ao Rio.

Avistamos umas pedras, e um casal curtindo o entardecer, tomando um cerveja Nile Special tb e fomos la, sentamos numa  pedra e ficamos apreciando. Uma delicia, uma paz maravilhosa, tomamos umas tres cervejas e voltamos rindo caminhando, no meio do caminho, mais motinho e fomos p/ o centro. O centro bem pobre, mas bem gostoso, um clima de cidade pequena, bem acolhedor. Depois voltamo p/ o hotel, mas agora ja estavamos mais descolados, iamos em dois na mema CG, vcs nao tem ideia eles colocam muita coisa numa mesma moto…

Tomamos um banho no hotel e fomos jantar num restaurante indiano bem gostoso, ida e volta de motinho.

Na volta do restaurante, ficamos conversando com as mocas que cuidavam do hotel, super queridas. Elas disseram que achavam que eu e o Gui pareciamos irmaos, pois via o tempo todo um brincando com o outro e eu dando uns tapinhas nele no braco. Explicou que se ela desse um tapa brincando no marido, levaria uns dois bem fortes. Ai conversando sobre a relacao marido e mulher, ela contou que na Uganda os homens sao bem machista, na verdade em todos os paises que passamos vimos isto. Disse que precisa esperar o marido com janta, tira o sapato dele quando ele chega em casa e prepara um aperitivo p/ ele enquanto ve TV, diz que a mulher tem que ser uma excelente esposa, bem humorada, se manter sempre preocupada com o bem estar marido, se nao ele se separa. Foi um papo bem gostoso e depois tirei foto com elas, super queridas. 

11/08 – Jinja-Kampala

No outro dia cedo, pegamos um transporte publico ( tratava-se de uma VAn bem confortavel) p/ Kampala, a capital de Uganda.

A viagem foi bem rapida (1,5h) e muito silenciosa, ninguem conversava com ninguem, imagino que a razao era porque se tratava de uma segunda feira e todos estavam indo trabalhar.

Chegamos em Kampala, bem longe do lugar que nos tinhamos pedido ao cobrador e paramos no meio do centrao. Muitas pessoas, buzinas, carros, camelos p/ tudo que e lado e comecou a degladiacao dos mototaxis de quem nos levaria p/ o backpacker. Negociacao Gui, e fomos. Nossa no caminho foi aquela sensacao deliciosa de estar chegando numa cidade grande e nova com os cabelos ao vento, mas vi que pegar mototaxi em Kampala era bem mais perigoso que em Jinja, que era uma cidadezinha pequena e pacata, agora em Kampala me sentia uma caroneira de um motoboy em SP, um caos o transito e super desorganizado, manobras radicas e tudo mais. Mas percebi que e um tranporte super usado,  tinham pessoas em condicoes mais arriscadas que nos, como mulheres com filhos pequenissimo falando ao celular em cima das motinhos. No caminho, eu na frente, o Gui sumiu atras, pedi ao motorista p/ esperar e nada, uns 10 minutos depois ele apareceu, tinha acabado a gasolina da moto, podeeee ? Inacreditavel. Mal sabia que isso era normal…

Chegamos ao backpacker e nao tinha mais lugar. Ai fomos tentar no unico hostel que tinha na frente, mas nao tinha banheiro dentro do quarto e o vaso sanitario era direcao norte e o chuveiro direcao sul. Como estava com TPM e meu corpo ja dava seus sinais de dores nas pernas, inchaco e colica, disse p/ Gui tentarmos outra coisa. Pegamos outra moto p/ um outro hostel indicado, so que longe dali. Fomos os dois na mesma, com as mochilas e tudo mais, buraqueira, poeira, e o animal do cara parava o tempo todo p/ pedir informacao de onde era o lugar, que ele disse que sabia. Ate que ele chegou a um grupo de outros mototaxis que disseram que o lugar ja tinha fechado ha pelo menos tres anos. Isso depois de uns 20 min andando com ele p/ cima e p/ baixo. Veio aquela irritacao em nos, mas tinhamos uma segunda opcao que era um hotel no centro, mas dai o cara tongao queria nos cobrar caro p/ nos levar ate la, e dai trocamos e fomos com outro numa moto um pouco mais nova e espacosa. Meu cocs agradecia ! Chegamos ao Tourist Hotel, no centrao, tipo na Riachuelo em Ctba, centrasso. O quarto era mais caro e simplerrimo, entao fomos p/ outro ali do lado, super bom, mas no outro dia voltamos ao Tourist, pois nao cabia no nosso budget.

Durante o dia, passeamos pelas ruas barulhentas e depois pegamos uma motinho p/ conhecer a parte de cima, considerada a parte nobre da cidade, nossa que diferenca. Silencio, ruas calmas e floridas, casaroes, pracas arborizadas, maravilhoso.

Voltamos p/ o hotel, jantamos la mesmo e fomos dormir. No outro dia cedo o Gui acordou p/ ver sobre o seu visto p/ Etiopia no consulado, e eu aproveitei p/ fazer a loucura de dormir ate as 9 :00h. Quando ele chegou, me acompanhou no cafe da manha e fomos as ruas conhecer Kampala. E  uma cidade muito bonita, bem estruturada, mas com um transito caotico, comandado por quem buzina mais. Eles buzinam por absolutamente tudo, mas pensa TUDO que ainda nao chega la e ninguem mais da bola parece.

Final do dia voltamos p/ o hotel e nos preparamos p/ ir jantar num restaurante Etiope, dizem que a comida deles e deliciosa. Chegamos, super astral o lugar, escolhemos a comida enquanto eu ficava observando as pessoas comendo com as maos. Detalhe super importante, aqui todos comem com as maos, sem distincao. A pessoa recebe uma bacia ou jarra de agua p/ lavar uma das maos e comeca a comer, e olha que, observando, eles sao tao habilidosos que suas maos quase nao sujam mais. Bom, eu la observando e observando, faceira, quando chegou nossso super prato sem talheres e nao tinha opcao, era minha vez !! Ah mais uma coisa, e um pratao so  p/ todo mundo, quando eles estao em grupo comem assim, nao tem essa de um prato p/ cada um. Fiquei ali meio sem saber o que fazer, tratei de lavar minha mao direita, e comecamos a comer, interessante, diferente, mas gostei, super possivel. A comida deles entao deliciosa, apimentada, super temperada, nao tanto quanto a indiana, p/ mim o sabor ficou no meio do caminho entre a italiana e indiana. Bom, acabando a super experiencia, nao sabia se apreciava a comida, ou a brincadeira de comer com as maos,  tomamos umas cervejas deliciosas e ficamos dando rizada um do outro. Na volta, de carro taxi, passamos pela night agitada de Kampala, constituida por varios barzinhos, com cara de bar de sinuca de Las Vegas, tipo muito neon.

No outro dia, fomos tomar cafe e o Gui engatou um papo com o garcon do hotel, ele era bem novo e tinha um sorriso no rosto e uma alegria contagiante. Como eu continuava com minha TPM, de tempos em tempos eu me emocionava e disfarcadamente chorava observando sua simpatia com a gente. Como ja tava ficando com dor de cabeca de tanto segurar minha emocao, fui p/ o quarto me recompor p/ eu e o Gui descermos p/ as ruas. Saimos p/passear e o Gui combinou com ele de tomarmos um suco no final da tarde.

Dai fomos comprar  nossa passagem p/ Kabale, cidade nas montanhas onde fica o tal lado Bunyonyi que seria nossa proxima parada. Vimos que so tinha duas opcoes, ir com o onibus do correio, que aproveitava o trajeto p/ levar cartas ou um onibus mais caro que era direto e ia mais rapido, mas nao era tao seguro. Lembrando dos onibus maravilhosos que pegamos ate aqui, tb esse trajeto seria estrada ruim, mais o African Time, decidimos pegar o direto, que saia a noite, as 01 :00h. Enquanto o do correio tinha a “previsao” de demorar 10 horas, o outro eram 6 horas, entao nao exitamos em pegar o onibus noturno.

Voltamos p/ o hotel correndo e fomos tomar um suco com nosso amigo Achi. Primeiro ele nos levou num lugar, so que estava tocando som ambiente alto, e ele achou que era melhor irmos em outro que pudessemos aproveitar melhor p/ conversar, achei um bela observacao.

Fomos num hotel gostoso cheios de mzungos, deu p/ ver que ele escolheu algo que achava que nos iriamos gostar. Papo vem papo vai e fomos conhecendo o Achi. Ele tem 22 anos e seu sonho e entrar p/ Universidade, pois com um curso superior podera ter uma vida melhor. Mas como nao podia pagar, estava fazendo um curso profissionalizante em Turismo, que ele adorava. Perguntamos dos seus pais, ele nos contou que eles haviam morrido num acidente ha tres anos atras, mas  que ele tinha 4 irmaos, dois homens e duas mulheres, uma delas casada. Contou tb que ganhava 35 dolares por mes, fomos ficando horrorizados e que fazia 3 anos que ele comecara a trabalhar, desde que seu pais faleceram, dava p/ perceber que ele era um menino muito bem educado. O Achi tinha um sorriso contagiante, tanto que o apelido dele era Happy, e seu email era happy.achi, ele disse que o pai sempre o ensinou a ser um homem bom, trabalhar bastante, que assim Deus ajudava. Eu ja emocionada, ele vem e nos diz que trouxe algumas coisas p/ nos, pois tinha gostado muito da gente. Meu Deus, ele foi tirando presentes e mais presentes de uma sacola plastica, acompanhem: umas fotos dele (tirada por fotografo p/ seu curso profissionalizante, fazendo pose),  um xerox do lonely planet sobre a Uganda p/ o Gui, uma revista sobre a Uganda p/ mim, um chapeu tipico de Uganda p/ o Gui, uma agenda fechadinha, nova (do hotel que ele trabalhava) p/ o Gui, uma camiseta e um bone p/ mim e mais uma camisete e um bone p/ o Gui, duas cestas p/ colocar frutas p/ mim, uma grande e outra pequena. Gente, eu  com minha TPM que me acompanhava, mais a emocao diante daquele menino, comecei a chorar enlouquecidamente, nao parava, quase solucava, ele me perguntava o que foi, e o Gui respondia: ‘ ela ta um pouco emocionada !’. Gente que menino lindo. Ele tem um sonho: morar no Brasil p/ conseguir ter uma vida melhor. Porque o Brasil? Aqui todos amam o Brasil pelo futebol, mas sua mae, especialmente,  amava muito nosso time, disse que ela chegava a ficar sem comer de nervosa nos jogos da copa, e, tb,  porque tem um cantor que ele gosta muito que se chama Paulo, e ele sabe que tem uma cidade no Brasil que se chama Sao Paulo, entao a simpatia fecha seu pacote ai. Dissemos que iamos verificar a questao da imigracao de Uganda p/ o Brasil. Ele agradecia muito. Gente, aquele menino via no Brasil e em nos por sermos brasileiros e mzungos  uma chance de uma vida melhor, que tirasse ele daquela vida dura. Fiquei muito tocada e disse que iamos buscar as informacoes sobre a imigracao/estudos qdo chegasse ao Brasil e passaria p/ ele. Pensei em mil maneiras de ajudar o Achi e ate hoje eu e o Gui pensamos como realmente ajudar e ate onde podemos ir nessa ajuda… Quando sai do Brasil tinha muita vontade de poder ajudar realmente alguem na Africa e nao tenho duvida que o Achi e essa pessoa. Isso vai longe!

Voltamos p/ o hotel meio atrasados p/ irmos pegar o onibus, o Gui correu pegar uma camiseta do Brasil p/ dar de presente ao Achi. Ele adorou, saiu com ela no corpo. No mesmo dia tratou de nos enviar msgs agradecendo o encontro e falando que agora somos seus amigos. E incrivel como eles se sentem lisongeados quando os mzungos dao atencao de verdade p/ eles, isso merece um capitulo a parte que vou falar depois.

Arruamos as malas e pegamos um carrotaxi ate a estacao do onibus, no caminho o cara comecou a fazer zigue zague na rua lentamente, perguntei o que era aquilo, ele disse que era pq tava acabando a gasolina, nao acreditei, comecei a rir sozinha. Gente, o taxista me para o carro no posto mais proximo e pede o dinheiro do Gui p/ pagar, e depois nos deixa. Que hilario, os taxistas nao tem gasolina, o pior e que e por falta de dinheiro mesmo.

29/07 – Kampala – Lake Bunyonyi

Entramos no onibus, que por incrivel que pareca era limpo, mas com sete poltronas por fila, mais apertado que aviao. O onibus andou um pouquinho e parou p/ passar pela policia e demorou uns 20 mi ali, parecia que estavamos saindo de uma fronteira, nisso abri minha janela pq tava meio sufocada dentro daquele aperto, e a mulher da minha frente fechou a janela, abri de novo, ela fechou, fiz isso mais umas vezes, ate que depois ela comecou a me xingar em ki-swahili, e fechou de novo bem forte. Meu deus, ela queria controlar a minha janela? Ela que ficasse com a sua. Mas eu fiquei quieta, nao sabia como aquilo poderia acabar, se ela ia querer sair na mao comigo, por exemplo, nao sei como as coisas se resolvem entre mulheres na Uganda… Dali um pouco um homem religioso levantou e comecou a rezar alto e pedir a Deus uma boa viagem a todos nos e protecao p/ gente e bom senso p/ o motorista. Nao entendi nada porque daquilo, mas achei bacana a preocupacao com o proximo. Quando o onibus comecou a andar fiquei aliviada, tinham outras janelas abertas e eu pude respirar. Gente, quando saimos da cidade, entendi porque da reza do homem, aquele onibus era literalmente o ’Onibus Assassino’. Corria enlouquecidamente, fazia curvar violentas, saltava sobre os buracos na estrada, eu fiquei apavorada, lembrei na hora do onibus do correio que tinham nos dito la que era mais seguro, tudo bem que esse que ia mais rapido, mas nao poderia imaginar o quanto se referiam. Nao preguei o olho de tao tensa a noite inteira, rezei p/ todos os maiores profetas do mundo, alem de Deus. Gente que medo ! No meio do caminho ele parou duas vezes p/ as pessoas irem ao banheiro nuns postos de gazolina fechados, ai ele esperava uns 10 min e comecava a dar umas aceleradas fortes que era sinal de que tava indo embora, todo mundo saia correndo e entrava, gente pendurada na porta. Fiquei pensando se ele teria coragem de deixar alguem ali no meio do nada e pelo jeito teria… Mas chegamos vivos, sao e salvos, agradeci bastante, mas nunca mais onibus noturno por aqui.

30/07 – Lake Bunyonyi

Chegamos em Kabali, um frio tipo 10 graus, nos acostumados com o calor de 30g, foi um choque. Tomamos cafe num hotel no pequeno centinho da cidade e pegamos um carrotaxi ate o lago e depois uma canoa p/ chegar na simpatica pousada da igreja anglicana chamada Bushara Island Camp.

Nossa que lugar maravilhoso esse lago Bunyonyi, eu gosto de natureza, mas sou bem mais de praia, mas depois de conhecer o lugar, repensei. Era um grande lago circundado por montanhas, belissimo, uma paz, um silencio. Descemos de nossa pequena canoa, os dois quebrados pela noite acordados e fomos subindo num pequeno morro ate chegar na recepcao da pousada que ficava dentro do restaurante, que era super charmoso. O pessoal que atendia era super simples, bem do mato, daqueles que nao sabem o que fazer com o turista e foram logo nos mostrando o lugar p/ ficar. Tinham duas opcoes: barraca ou chale, mas os dois com banheiro e chuveiro separados do quarto e entre si. Como dentro da barraca tinha cama de casal, mesinha com duas cadeiras e uma especie de guarda-roupa p/ pendurarmos as coisas, escolhi a barraca. Gente que experiencia interessante. Acompanhem a rotina do lugar: tinha horario p/ tudo, eu que adoro horarios, foi engracado. Eles pediam o horario que vc queria tomar cafe (vc tinha que escolher cada item cada vez, pois nao estava incluso), o horario e a escolha do prato p/ almoco e jantar e tb que horarios queria tomar banho, pois nao tinha agua encanada, eles traziam a agua dentro de um baldao e colocavam dentro de um recipiente com saida de chuveiro. Dava tempo certinho dos dois tomarem banho voando, mas voando, incluindo fechar o ‘ chuveiro’ p/ se ensaboar. A pia p/ lavar as maos tb era dentro de outro recipiente que colocavam agua e caia sobre uma bacia, entao de tempos em tempos tinhamos que jogar fora a agua da bacia, que era bem rasa. O banheiro, super ecologico, as tampas do vaso sanitario ficavam sobre um quadrado de concreto sobre um buraco fundo, nao tinha descarga, depois que vc usava, pegava areia de um balde ao lado e jogava no buraco. Uaaaaaaaaaaau!

A noite nao tinha luz, a comida era deliciosa, tipo jantar fora todo dia, cerveja so quente, eles nao tem geladeira, mas quente mesmo, lareira a noite e silencio em tempo integral. Tinham muitos europeus la. Com todo esse astral, resolvi relaxar e meditar. Meditei todos os dias, pela manha e final da tarde, foi maravilhoso. Superei alguns limites na minha meditacao, conseguia relaxar facil e por alguns segundos, silenciar. Cada vez que abria os olhos, ficava boba contemplando a sensacao de bem estar pos meditacao. Quando voltar ao Brasil, pretendo me disciplinar a tirar um pequeno periodo do dia p/ me entregar a meditacao.

05/08 – Lake Bunyonyi – Kabale – Kisoro

Voltamos p/ Kabale logo no inicio da tarde e fomos procurar um hotel. O Gui ficou orgulhoso, pois escolhi um hotel super barato, o equivalente a 7 dolares, o mais barato ate hoje, mas isso tb pq Uganda e bem mais barato que qquer outro pais que passamos. Fomos conhecer o centro e depois fomos na internet atualizar posts p/ o blog e na volta (como ja era noite) pegamos uma biketaxi, alem de moto e carro, tb temos mais esta modalidade que e a bicicleta, eles colocam um estofado confortavel p/ o caroneiro sentar na garupa. E o meio de transporte mais barato e utilizado pelos locais. Uma delicia, um passeio. Jantamos, conversamos bastante com a senhora do hotel que me fez um preco especial p/ lavar minhas roupas e com o gerente, e trocamos telefone como de costume e fomos dormir.

No outro dia, pegamos um taxicarro comunitario ate Kisoro, outra modalidade, ainda em Uganda, onde o Gui queria escalar uma montanha ate o topo onde ficava um lago no meio de uma cratera de vulcao. Nosso taxi comunitario a principio saiu so com a gente e mais duas pessoas ( p/ nos estava suficientemente cheio), mas foi pegando pessoas no meio do caminho, no total estavamos em 3 na frente e 5 atras, o carro tinha um tamanho tradicional, nem grande nem pequeno. Fui espremida contra a porta e mal humorada, TPM, sempre escolho a janela por causa do cheiro de axilas….
Ao chegarmos, depois de uma longa busca, achamos uma pousada bem agradavel, com ante sala e tudo mais. Os donos era um casal que nos tratavam literalmente como filhos, uma delicia. No outro dia o Gui foi escalar. Eu fiz todas as recomendacoes possiveis de seguranca p/ ele, pois ja estavamos sabendo do brasileiro, mas ainda nao sabia que ele tinha falecido. [Ficamos arrasados quando soubemos, uma pessoa pelo jeito maravilhosa com sua vida interrompida por um descuido. Uma perda mesmo p/ quem fica e pelo jeito p/ o mundo. Sinto muito pela familia.] Aproveitei entao p/ ficar na pousada relaxando, lavando mais algumas roupas minhas e do Gui, lendo e curtindo o silencio. O povo, aquela simpatia de sempre. Aqui um capitulo a parte que quero contar logo abaixo.
Bom o Gui chegou final de tarde, mas nao conseguiu ver o topo do morro em funcao das nuvens carregadas. Tadinho, mas valeu o passeio, ele adorou.

Sobre o Tratamento dos Africanos com a gente:

Desde o inicio da viagem me impressionava, por todos os paises que passamos, como o povo nos tratava incrivelmente bem. Com o tempo, fui percebendo que o tratamento ia alem de muita simpatia. Com as vivencias, fui notando que se tratava de uma mistura de coisas … Eles nos serviam. Imagino que esse comportamento seja resquiceo da colonizacao europeia. Alem de servir, parecia tambem que nos idolatravam um pouco. Nas ruas, quando passavamos, eramos sempre como atracao de circo. Ai fui compreendendo melhor… o mzungo representa p/ eles pessoas superiores (colonizacao), ricas, que vivem em paises organizados com paz e abundandancia e que podem trazer desenvolvimento p/ eles, pois os paises da Africa recebem muita ajuda internacional (muitas vezes, tardia, mas recebem). Para voces terem um ideia existe uma palavra em Ki-swahili chamada ” shicamoo” que e usada p/ se dirigir respeitosamente a pessoas mais velhas, que significa na traducao literal “beijo teus pes” e a pessoa responde ‘nao e o suficiente’ . Essa palavra tem uma excessao, ela tb e usada p/ os brancos (independente da idade), entao significa que uma pessoa mais velha que eu, pode se dirigir a mim falando ‘ shicamoo’. Pode? Isso me fez pensar bastante a respeito da pobreza, do rascismo, do preconceito. E hoje compreendo melhor quando o Gui ficava irritado quando escutava alguma piada sobre negros, e eu achava exagero. Nao, nao e exagero!!

Bom, continuando…

08/08 Rwanda – Gisenyi

Jantamos e fomos dormir p/ no outro dia irmos p/ o charmoso balneario de Gisenyi na Rwanda, la se fala frances em funcao da colonizacao belga, e e lugar de veraneio dos Rwandeses ricos e expatriados. De Kisoro pegamos um taxi ate a fronteira bem perto do hotel, durante a imigracao conversamos com dois casais mais velhos sul-africanos bem legais e pegamos um transporte local (van socada de gente) ate Ruhengeri e depois um micro-onibus ate Gisenyi. Nossa, a Rwanda comecou a me impressionar ali! Foi o primeiro micro-onibus limpo que pegamos, com TV de plasma e tudo, impecavel, asfalto ate la. Vim saboreando a viagem, me senti na Auto Viacao Catarinese. Realmente impactante. Na chegada, mototaxis nos esperando, mas sem degladiacao. Pegamos uma moto ate a pousada, indicada pelos sul-africanos que ficamos conversando na fronteira, chamada Paradise. A moto com capacete e tudo mais. No caminho, tive a infeliz ideia de falar ao motorista que achava muito bonito a lingua francesa, pra que, ele ficou me ensinando palavras novas em frances ate a pousada, e o visual ate la era maravilhoso e eu querendo curtir, tentava aprender super rapido e ficar em silencio p/ ver se ele se tocava, mas ele vinha com outra palavra e outra e mais outra. Gisenyi era realmente lindo demais!
A pousada charmosesima, de frente p/ o lago Kivu, que parecia mar, a diferenca p/ mim era apenas agua doce, fiquei horas curtindo o entardecer, a noite uma lua cheia maravilhosa, jantar alucinante, tudo uma delicia. No outro dia, p/ compensar a fortuna que gastamos, fomos p/ o albergue da igreja presbiteriana, no centro. Na ida, dividimos um taxicarro com um casal belga que estava indo p/ o centro. Acabamos passando a tarde com eles e almocando juntos. Eles eram muito legais, falavamos sem parar. Eram quarentoes, ambos tinham filhos e era o segundo casamento dos dois. Ele cuidava de uma cinemateca e ela era professora universitaria. Muito bacanas, uma tarde inesquecivel! O albergue da igreja super limpinho, agua quente nao sei como, silencio a noite inteira e restaurante propriotipo RU. Acordamos com um coral maravilhoso de criancas e decidimos ficar mais um dia. Mas tivemos que nos mudar p/ outro albergue, pois o da igreja estava lotado.  Esse era uma lastima, fedido e de agua fria. Mas era o jeito. A tarde fizemos uma caminhada com um casal, ele italiano – ela sueca e fomos a um Resort tomar uma cerveja caresima, so p/ curtir o lugar. eles aproveitaram para dar um mergulho. Na volta, fui tomar meu banho frio e como nao saia agua do chuveiro so da torneira que fica acoplada, nao conseguia me lavar. Entao, pedimos o tradicional balde de agua fervendo e misturamos com agua fria. So que nao trouxeram nenhuma caneca p/ podermos nos jogar agua. Entao, pedi ao Gui providenciar com o restaurante e la veio a tal caneca. Ela estava limpa, mas fedia a uma mistura de feijao e ovo podre. So fui perceber quando me joguei a agua. Com isso, preferi continuar me jogando agua com as maos e no final, para dar aquela lavada, o Gui despencava a agua do balde sobre mim. Por incrivel que pareca, eu ria. Estou aprendendo a comecar a encarar alguns momentos da viagem com bom humor, aceitacao e experiencia cultural.


Gisenyi – Kigali

No outro dia pela manha, fomos p/ Kigali, mais onibus limpinho, TV, fiz o caminho vendo um filme nigeriano muito bom, era tipo seriado, filme de amor, so que nao consegui ver o final, pois chegamos em Kigali, fiquei super curiosa. Tratava-se de uma moca bem pobre e cega que quase foi atropelada por um engenheiro rico quando estava andando por sua vila. Dali saiu uma bonita historia de amor. Ela fez inclusive uma operacao p/ voltar a enxergar, mas o vizinho que gostava dela sequestrou o marido no dia que ela enxergaria pela primeira vez e ela achou que ele tinha morrido. A historia parou quando ela estava prestes a descobrir que ele estava vivo, quase pedi p/ ficar dentro do onibus p/ ver o final!!! Quando estavamos quase chegando, um jovem italiano atras de nos, puxou conversa com o Gui porque viu que ele estava buscando informacoes sobre onde era nosso hotel e foi tentar ajudar. Ele estava morando na Africa p/ fazer servico voluntario por 1 ano. Tem muitos europeus fazendo servico aqui, alguns por um ano, outros por poucos meses. Os alemaes amigos do Gui, que fizeram parte da viagem com ele antes, por exemplo, tb estavam fazendo voluntariado aqui e contaram que na Alemanha e obrigatorio escolher entre o exercito ou servico comunitario em algum pais. Se vc escolher um pais desenvolvido nao recebe ajuda nenhuma, tem que custear tudo, mas se for p/ um sub-desenvolvido eles ajudam com tudo.

Finalmente chegamos a Kigali, depois de 6 horas de viagem e a cidade impressiona. Bem estruturada, limpa, bonita e muito cara. Amei Kigali! Logo achamos o hotel indicado no guia e fomos passear p/ conhecer as ruas. Advinha o que encontramos? Um shopping!! Foi um oasis p/ mim, nao queria mais sair dali e olha que nem gosto de shopping, mas depois de tantas emocoes…. Comi pizza todos os dias e o Gui me acompanhou. Precisava comer algo diferente, sentir outro sabor. Aqui so se come feijao sem caldo, com arroz, batata frita e peixe/frango. Nao aguento mais. No café da manha, ovo todos os dias, dos mais variados jeitos.  Nunca comi tanto ovo na vida. Por isso, precisava de pizza. Depois, passeando um pouco, pediamos informacoes de como chegar em determinados lugares p/ os locais e eles nao sabiam, inclusive quando pediamos que rua era aquela que estavamos, eles tb nao sabiam. Achamos interessante isso… Conseguimos chegar no hotel onde aconteceu o genocideo que aparece no filme ” Hotel Rwanda’, hoje e um hotel cinco estrelas. Voltamos ao hotel para jantar e descancar e no outro nos mudamos p/ um outro albergue de igreja, mas agora catolica e fomos ao Memorial do Genocideo p/ compreender melhor como aconteceu aquele massacre horrivel entre os Tutsis e os Hutus em 1994. Nossa, muito, mas muito triste. Um pouco da historia resumida:

” Ate chegarem os colonizadores Alemaes em Rwanda em 1895, eles eram um povo so, com uma lingua so e tinham uma historia unica. Com o fim da primeira guerra mundial, os alemaes perderam e os belgas passaram a tomar conta de Rwanda em 1923. Na epoca, havia apenas 8 clas diferentes (linhagem da familia) que conviviam muito bem. Para poderam explorar o territorio e conseguir controlar o povo, eles perceberam que haviam tres origens misturadas: os hutus, os tutsis e os twas (que era os pgmeus). E fizeram a seguinte classificacao, quem tinha mais de 10 vacas era Tutsi e quem tinha menos era Hutus.  Junto, trouxeram infraestrutura, hospitais e educacao. Mas ali comecaram as diferencas. A igreja catolica tb influenciou muito a educacao em Rwanda, que veio forte p/ catequisar o povo e junto ensinou a ideologia Hamitic que mostrava que os Tutsis eram superiores aos Hutus. Em 1957, a maior parte dos Tutsis tinham posicoes privilegiadas e os hutus eram a mao de obra. Foi nessa epoca que os Tutsis tentaram a independencia de Rwanda, mas os belgas p/ nao perderem o poder, deram aos Hutus. Em 1959, com a morte do rei, houve o primeiro massacre contra os tutsis e muitos fugiram p/ os paises da fronteira Burundi, Congo e Uganda. E ali comecou um regime p/ limpar o Tutsis. Em 1960 os Tutsis foram colocados p/ viverem somente em determinadas regioes. Em 1986, os precos do cafe cairam, fazendo com que muitas familias hutus perdessem tudo. Entre 1959 e 1973 700 mil tutsis foram exilados. Os refugiados foram proibidos de retornar. Uma guerrilha comandada pelo presidente atual Paul Kagama foi formada em Uganda p/ que os Tutsis tomassem o poder novamente. Nessa epoca a principal televisao ja mostrava propagandas declarando a diferenca entre Hutus e Tutsis e que os Tutsis nao eram confiaveis. Comecou um boicote contra os tutsis, ninguem mais podia fazer nenhum tipo de negocio com eles, ter nenhuma relacao. Em 1993 houve uma tentativa de acordo de paz em Arusha entre a gerrilha de Paul Kagama (que ja tinha tomado conta de algumas cidades do interior da Rwanda e vinha avancando) e os radicais hutus, mas nao deu certo. Os hutus radicais resolveram que era hora do Juizo Final p/ os tutsis e os hutus moderados e derrubaram o jatinho do presidente de Rwanda que era um hutus moderado, matando tb o presidente de Burundi que estava junto. Nem um hora depois, bloquearam as ruas p/ que os Tutsis nao fugissem e comecaram o massacre. A primeira ministra e seu marido foram queimados vivos, p/ que ela nao assumisse o governo. O plano era matar 1000 tutsis a cada 20 min. Um milhao foram mortos em 3 meses. Amigos hutus passaram a matar amigos Tutsis, familias hutus passaram a matar familiares tutsis, tudo isso pressionados pelos radicais. Se vc nao matasse, estava protegendo e poderia ser morto tambem.

Nos chamou a atencao a historia da igreja de Nyamata, cidade do interior proximo a Kigali (o interior foi muito mais atingido pelo massacre). Em 1992, antes do grande massacre, varios tutsis foram se esconder nesta igreja p/ nao serem mortos e uma freira italiana, chamada Tonia Locatelli, que morava na frente tratou de avisar as nacoes unidas para que esta pudesse intervir nos crescentes numeros de massacres que vinham acontecendo e durante o impasse, forneceu alimento durante todo o tempo a eles, que conseguiram sair vivos, mas a freira foi assassinada logo depois. Em 1994, quando o genocideo comecou, eles foram se esconder na igreja novamente, dentro tinham quase 7 mil pessoas e fora, mas dentro do cercado, mais 3 mil e a igreja nao e grande. Sem comida e agua, as pessoas comiam grama. Em 06 de abril  quando comecou o massacre, os hutus invadiram e mataram as 10 mil pessoas que estavam la. Primeiro os de fora e depois os que estavam dentro. Imaginem o desespero destas pessoas? Usavam facoes, machado e pau. Os hutus da milicia, que eram mais treinados que o povo e tinham metralhadoras, se a pessoa pagasse tinha o direito de morrer fuzilada, se nao tinha dinheiro, morria aos poucos….  Aconteceu barbaridades que nao vale a pena contar aqui. Na igreja, ate hoje eles fazem questao de deixar as roupas das pessoas que morreram umas sobre as outras, sao montes e montes de trapos de roupas. Nao houve ajuda internacional na epoca, a guerra parou somente quando a guerrilha de Paul Kagame chegou ate Kigali e parou o massacre, desde la ele e presidente. Um exercito de 5000 homens seria suficiente p/ impedir. O exercito que veio buscar os mzungos que estavam trabalhando aqui na epoca, por exemplo, tb era suficiente p/ impedir grande parte da trajedia. Mas era 1994, copa do mundo, o mundo feliz com a libertacao do Mandela na Africa do Sul e os vizinhos ficaram esquecidos. O primeiro ministro da Belgica declarou, tempos depois, que a colonizacao foi responsavel por boa parte da trajedia …
Saimos arrasados dos memoriais, fiquei mal principalmente ao ver todas aquelas roupas na igreja e imaginar a tragedia.” Tem uma frase que me chamou atencao no memorial e queria compartilhar com voces:

“ If you knew me and you really knew yourself, you would not have killed me.” Flicen Ntagengwa

Bom… Depois, pegamos um transporte local e voltamos a Kigali. Fomos tomar uma cerveja no shopping com um local que conhecemos no couching surfing (site com profile de pessoas que recebem viajantes), ele era pintor e artista. Tinha 33 anos. Trabalhava muito e sonhava em rodar o mundo com o dinheiro de suas pinturas. Perdeu o pai no final do massacre, ele era um hutus moderado. Depois, fomos no mercado 24h dentro do shopping (incrivel), compramos umas coisinhas diferentes p/ comer e fizemos um sanduiche de presunto parma e pao com passas. Voltamos p/ o albergue e fomos comer. Quando fui tomar banho, banheiro fora do quarto, o Gui ficava de guardiao atras da porta, a agua tava no fim e so saia daquela tal torneira acoplada, nao tinha como pedir balde aquela hora, com algumas acrobacias e descendo quase ate o chao, “requebra requebra requeba assim, pode falar pode rir de mim…”, consegui tomar banho. [Tenho levado muito mais na esportiva os perregues, entendi que o Gui nao esta querendo me sacanear me fazendo passar por isso, e o jeito de conhecer a Africa, aqui as coisas sao assim! Se eu quiser conforto, tenho que me contentar em conhecer somente a Africa do Sul, ou viajar de pacote turistico, e ficar vendo tudo de fora, pela janela de vidro, interagindo somente com os turistas. Ate existem hoteis melhores, mas normalmente o custo beneficio nao e bom. Transporte nao tem opcao, ou aviao ou transporte local. Pra saber realmente como eles vivem, so vivendo como eles. Definitivamente, se esse e o preco que se tem que pagar para conhecer a Africa, eu pago e aprendo muito. Pois so conhecemos verdadeiramente a beleza e a abundancia, depois que experimentamos o contrario].

Entao, apos o banho, fomos dormir quebrados do dia pesado de genocideos e no outro dia cedo pegamos o onibus p/ Bujumbura em Burundi, la tambem falam frances, pois ate 1962 Rwanda se chamava Urundi- Rwanda, ate os paises se separarem. Burundi esteve em guerra civil ate 2005, mesmo problema entre Tutsis e Hutus e apesar de ter morrido muita gente, por alguns nao e considerado um genocidio.

12/08- Kigali -Burundi (counchsurfing)

Onibus excelente, estrada asfaltada, DVD de hip-hop africanos tocando e visual maravilhoso das montanhas. No caminho, muitas pes de bananeira, e a terra da banana, banana de tudo que e jeito, banana maca, caturra, tudo. Depois de um tempo, uma moca bem simpatica que sentava na minha frente, virou p/ tras e me perguntou: ‘ O que vcs vem fazer no meu pais? O que vcs veem de bom aqui?’ , expliquei que isso eram gostos do meu marido, que ele gostava de conhecer lugares diferentes e principalmente lugares onde o progresso ainda nao tinha chegado e que eu estava adorando a Africa. Ela riu e entendeu e comecamos a conversar. Expliquei p/ ela que em Bujumbura fariamos nosso primeiro couchsurfing dormindo na casa de um local que havia nos convidado e no seu profile vimos que ja haviam passado 44 estrangeiros em sua casa e que era muito recomendado. Ela ja tratou de pegar nosso telefone e combinar p/ fazermos algum programa juntos, e dizendo que gostaria que conhecessemos tb sua casa. Um amor. O nome dela era Nana, estudante de Economia. Combinamos entao de nos ver no outro dia, ela ficou de nos ligar. Quando chegamos, o Samson ja estava la nos esperando com um sorriso no rosto. Estava ansiosa p/ saber o que nos aguardava. Super agilizado, ja falou com Nana, deu seu telefone p/ ela tb, e nos despedimos. Dava para ver que ele estava acostumado a receber estrangeiros, ja foi nos pedindo se precisavamos trocar dinheiro, almocar, para em seguida ja nos levar p/ casa dele e podermos deixar as mochilas.

No caminho, fomos vendo o quanto Bujumbura, apesar de ser a capital do pais, era pobre. Ate o palacio do presidente parecia um hotel super simples e no caminho o Gui ja foi tratando de me preparar p/ a casa do nosso amigo, que tb muito provavelmente seria simples. Eu tratei de imaginar, mas nao alcancei. Apos o almoco, pegamos um taxi e fomos ate a casa do irmao dele, pois como ele tinha acabado de se mudar, ainda nao tinha banheiro na casa… Gente, descemos num suburbio, na favela de Burundi pelo jeito, passamos por uma barraca de militares que cuidam da seguranca do local (em funcao da guerra recente ainda tem muitos por todos os lugares). Samson tratou de nos apresentar aos militares e seguimos. Chegamos a casa do irmao dele, soldado da ONU, com 25 anos, que mora sozinho. No quintal, uma galinha p/ ser comida em breve e umas brasas no chao e uma panela, cozinha ao ar livre. Entramos e a casa, apesar de ser de material, ter TV, DVD, sofas, era beeeeeeeeeem simples, mas tranquilo ate ai, o choque mesmo foi o banheiro. Ele tinha uma banheira grande com chuveirinho acoplado, que se tivesse em bom estado parecia ate hotel. Mas parecia um banheiro abandonado ha uns 3 anos pelo menos, sujo, todo descascado, o fim da feira. Olhei p/ Gui assustada e o que a gente ia fazer? Dizer: ‘obrigado, mas acabamos de mudar de ideia, acho que vamos p/ um hotel?’ Ele nos tratando super bem, achando que estava nos oferecendo o melhor dos mundos (aquele banheiro p/ a realidade das casas em Burundi era realmente um luxo). Aguentei firme, resgatei minha boa educacao e largamos as malas. Pensei comigo: ‘pensa nisso depois, recalca’. Bom, de la, fomos conhecer a casa dele. Pegamos mais um taxi e chegamos em outra favela. A casa dele era a maior do bairro, mas simplerrima tb. Suas filhas pequenas, de 10 meses a 4 anos, tinha tres, sentavam peladas no chao de cimento super empoeirado. No caminho, as criancas pobres do bairro gritavam p/ nos: ‘mzungos, mzungos’ e vinhas nos cumprimetar feliz da vida, nos agarravam literalmente, se jogavam nos nossos bracos e depois ficavam na janela da casa nos olhando. Bom, apos conhecer a familia de Samson, ele quis nos mostrar o lugar onde ele tomava uma cervejinha com os amigos e fazia seu happy-hour. Era um barraco, chao de terra, com mesinhas improvisadas e churrasquinho de bode, tava la o bode virado de cabeca p/ baixo e o moco ia cortando os pedacinhos e fazendo espetinho. Pensei: ” nossa que nojo”. Sentamos no banquinho sem encosto, tomamos uma cerveja e o cara nao ia mais embora. Dali um pouco o ‘garcon’ trouxe espetinhos de carne de bode p/ nos, a pedido do Sansong. Uhhhuu, bem feito p/ mim, la fui eu comer aquilo, qdo tinha muita gordura ou nao conseguia comer de tao duro, ja tirava da boca e jogava no chao, nao tava mais nem ai, pois la lixo e a rua, em todos os paises que passamos do leste da Africa, com excessao de Rwanda, lixo e a rua, vc nem encontra lixo.

Eu super empolgada...

Entao, comecou anoitecer naquele lugar, eu passei meu repelente p/ me proteger da malaria e fomos pegar um transporte local (van) e chegamos novamente a casa do irmao. Como aquele churrasquinho de gato nao tinha caido tao bem, ainda tava com fome, pensei como vou sair daqui no meio dessa favela p/ ir jantar? Tudo escuro, a noite nao tem eletrecidade na maior parte da cidade. Ai o Samson nos mostrou a casa do amigo dele que morava ao lado, que nos podiamos ir la que ele nos acompanhava p/ ir jantar. Olha o cuidado com a gente! Fomos conhecer a casa, tao simples quanto a do irmao e o pai dele era juiz, imaginem? Bom, chegando na casa, gracas a Deus, tinha um lencol cheirozinho p/ deitarmos, com cheiro de omo. E fui me preparando emocionalmente p/ o banho, quase fui de tenis, mas resolvi ir de havainas mesmo. Ligamos o ventilador no maximo e dormimos. De repente, umas tres horas depois, acaba a luz e para o maldito ventilador, ai acordamos cozinhando, colocamos o mosquiteiro p/ nos protegermos da devoracao de mosquitos e com muito custo e calor, dormimos. Falei p/ o Gui, um dia de educacao ja ta bom, amanha vamos p/ um hotel, tinha que ter empatia pelo Samson ok, mas tb tenho por mim. Nessas horas ja tava puta e chorando. Tambem uma mulher chorava la fora, se esguelava, e eu comecei a ficar com medo. Mas a noite passou. No outro dia, acordamos e a tal galinha estava na sala. O Samson veio nos buscar e falamos do hotel, combinamos do Gui dizer que eu tinha acabado de comecar o ‘periodo feminino’ e por isso precisavamos ir p/ um hotel. Ele ficou meio de cara feia, ofendido, mas continuamos tratando ele com naturalidade, ate que passou. Fomos tomar cafe, dar um volta no centro, e depois p/ casa dele almocar, pois a esposa dele tinha feito um almoco especial p/ nos (o Gui ajudou a pagar). Nessas alturas, nos ja estavamos bem de saco cheio dele, pois nao nos deixava livre p/ passear, ficava como um guia turistico nos mostrando tudo, colocava nos numa situacao de dependentes dele o tempo todo, isso me irritava profundamente. Achei que a gente ia passar o dia a vontade, mas ele tinha uma programacao a cada dia p/ gente??!!! Depois fui entender, tratava-se de um capricorniano, a astrologia me ajuda nessas horas p/ dar um desconto as pessoas. Capricornio gosta de ter o controle das coisas e sempre sabe o que e melhor p/ vc…

Bom, o almoco foi uma delicia, ele aproveitou p/ convidar mais um amigo pastor e um policial p/ comer junto. As criancinhas ficavam na janela vendo a gente comer e com fome. Me doia o coracao. Ela fez arroz com almondegas ao molho e feijao, as almondegas tavam sensacionais, acho que as melhores que ja comi.

Nos e os amigos convidados

Bom, depois, chegou mais um mzungo p/ ficar na casa dele, um polones, super legal. Era a alma gemea do Gui, eles nao paravam de conversar, o cara ja tinha viajado muito e estava agora viajando sozinho de moto. Eles nao se largavam.

A tarde fomos nos encontrar com a Nana (minha amiga do onibus), junto ela trouxe mais uma amiga, super simpatica, faceira, e fomos todos ‘a praia’ (a beira do lago Tanganika, o segundo maior da Africa e segundo mais fundo do mundo 1400m). Eu, Gui, Polones, Samson, Nana e Amiga.

Ficamos numa mesa tomando uma cerveja e conversando muito. A Nana era aquariana, tentei explicar p/ ela o que isso significava, e como ela era abencoada por ter nascido num signo incrivel como esse rsrs, que adorou saber, se identificou com seu signo. A tarde foi deliciosa, rimos muito e o Gui e o Polones apaixonados um pelo outro continuaram conversando enlouquecidamente. Dali um pouco um menino de uns 12 anos veio e falou alguma coisa p/ Nana. Quando vi, ele tirou uma foto nossa. Achei que era um amigo, mas nao. O menino sacou da mochila uma impressora e imprimiu a foto que tinha tirado da gente e, vendeu p/  Nana e o Samson. Nossa, o Polones nao acreditava, nem nos, mas ele achou o maximo. Rimos muito. Isso mostra bem a pobreza do pais, pensar que a Nana e a amiga faziam faculdade privada e nao tinha uma camera fotografica….

Amiga, Eu e Nana

Bom, anoiteceu e pegamos um taxi p/ voltar. A Nana queria que fossemos a casa dela nos mostrar sua familia. Ela era um amor. E a amiga dela muito engracada. Ela dizia p/ mim: ‘ vc promete que um dia volta p/ o Burundi p/ eu poder te ver de novo.’ Eu, empolgada, convidei elas p/ jantar com a gente, mas depois fui entender que quando se convida alguem p/ eles significa que se tem que pagar, tive que voltar a tras… uma pena, mesmo! Mas tb, nao dava tempo de ir na casa dela e jantar, tinhamos que ir dormir super cedo, pois no outro dia pegavamos um transporte local que saia as 06:00h da manha p/ Kigoma na Tanzania, cidade no meio do nada (tipo ir p/ o Acre no Brasil), e tb no meio do caminho p/ voltamos p/ Dar Es Salaan, por onde cheguei. De la partiriamos p/ Madagascar.

13/08 – Ida p/ Kigoma – Levantou poeira!!!

Bom, chegada na nossa Van maravilhosa (transporte local) e ali comecava acho que umas das maiores comedias da viagem. Corremos p/ guardar um lugar na janela, mas so pegamos a ultima fila. Era uma van pequena, que cabia sentados 16 pessoas e tinham 22 + as malas. P/ conseguir fechar o porta-malas, o cobrador dava chutes nas malas (as nossas estavam juntas) e batia violentamente o porta malas, na quarta ou quinta vez, ele conseguiu fechar. Antes de entrar comecamos a conversar com dois irlandeses, a Aoife e o Gearoid, dois amigos. Ambos faziam medicina e tinham vindo fazer estagio num hospital em Kampala (Uganda) e depois aproveitaram p/ viajar um pouco. Ele era a cara do Joao meu irmao, caladao, depois fui entender…

A van veia saiu com todos nos dentro (em funcao das malas nossos pés ficavam encolhidos…) e de musica de fundo na saida um CD inteiro do Dire Straigh delicioso, fui curtindo demais a viagem e o visual do lago Tanganika. E paralelamente conversando com o Gui e a Aoife. Depois de 6 horas de viagem chegamos a fronteira da Tanzania, paramos um pouco p/ fazer os tramites do passaporte e visto e pegamos outro transporte. Geeeeeeeeeeeenteeeeeeeee, que loucura, de chorar de rir o tal transporte.

Tratava-se uma van, muito, mas bota muuuuuuuuuuito mais velha que aquela e muito mais suja. Quando chegamos ja tinham varias pessoas dentro nos esperando, olhei e falei p/ o Gui ‘ temos que pegar outra, nao tem mais lugar p/ gente’. Ele disse: ‘ vc acha que a outra vai sair so com a gente, folgada? Só depois que tiver tao socada quanto essa é que eles vao partir’. Realmente!

Bom, falamos que queriamos ir entao. Mal conseguia encontrar um lugar p/ gente la dentro, mas as malas mesmo, nao podia imaginar como eles colocariam. Entao, organizaram da seguinte forma. O Gui pegou o ultimo banquinho na ultima fila, no colo dele minha mochila que serviria de encosto p/ mim e mais a mochilinha de mao dele, e eu sentei na frente, de cara com a janela. Dali um pouco chegaram os irlandeses, expliquei que eles deveriam pegar a outra van pois realmente agora nao tinha mais lugar. O cobrador ja tratou de dizer que é logico que tinha e falou entrem aqui. Nao sei mesmo como, mas eles entraram tb e suas mochilas. Fomos parecendo sardinha enlatada dentro daquela van, sem uma virgula de exagero. Vejam a visao na minha frente.

Metade da bunda do cobrador, a crista da galinha e criancas no chao.

A viagem seria de 3 horas, eu pensava como ia aguentar tanto tempo tao esprimida e o Gui coitado sufocado la tras com a mala. Dali uns 2 km a Van parou e pegou mais um passageiro, acreditam???? Tratava-se de um velhinho com uma galinha no colo. Como agora nao tinha mais mesmo lugar, o cobrador fechou a porta da Van e depois entrou pela janela!!!! Acreditam? E assim ficou, com metade do corpo dentro da van e a outra metade p/ fora, pois nao havia mesmo mais espaço. Eu simplesmente chorava de rir. Me doia a barriga, tinha verdadeiros ataques de risos. A van tinha lugar p/ 16 pessoas sentadas e tinham 25, contando com uma galinha, um cacho de bananas gigantes e uma caixa com uns 10 pintinhos. Como meu banquinho era menor e um pouco mais baixo que os demais, todos iam aos poucos caindo com o peso sobre mim, que de tempos em tempos eu tentava respirar e me reposicionar no meu banco. O visual era o seguinte na minha frente: a bunda do cobrador  de pe com metade do corpo p/ fora, o velhinho com a galinha no colo, um homem jovem com uma menina entre suas pernas (que era filha de uma passageira) e os dois irlandeses, ja de frente p/ o velhinho e de costas p/ mim, uma mulher com um bebe faminto de mais ou menos um ano de idade, que o tempo todo tentava buscar o peito dela, murcho que quase nao tinha mais leite, e ele mamava o tempo todo. Na frente dela, sua filha no chao no meio das pernas do desconhecido, que ficava brincando com a crista da galinha como se ela fosse um cachorrinho, o bebe faminto, irmao dela, tb brincava. Do lado da mae que amamentava, mais duas maes e dois bebes. Isso que nem falei da minha fila e da do Gui… Da p/ imaginar qta gente tinha na Van? Bom, a estrada esburacada, de chao de terra batido e a poeira entrando. Comecei a perceber que a irlandesa escurecia cada vez mais e eu apontava p/ ela e ria. Ela dizia p/ mim que eu tava bem pior, pois eu tava com a cara na janela… Depois fui me ver, eu estava literalmente marrom!!!!

Na metade da viagem...

As mulheres dentro da Van olhavam p/ mim e tinham ataques de riso, e eu ria junto com elas, quase chorava, formando uma lama na minha cara. Ao final das tres horas, a van parou um pouco antes, pois estavamos chegando perto da policia e as malas que estavam em cima precisavam ser colocadas dentro. Cara eu disse: ” Nao e possivel?!!! Como eles vao fazer isso? Nao cabe mais nada aqui dentro!!!”  Fizeram o seguinte, convenceram dois passageiros a irem a pe, pois faltavam 1.5km e devolveram parte do dinheiro. Depois, nos atocharam com as malas. Eu ria demais!! Passamos pela policia, que olhou p/ nossa Van socada de gente com naturalidade. Confiram as fotos abaixo. Acho que foi um dos dias mais engracados p/ mim em toda viagem. Qdo chegamos na cidade, as pessoas olhavam p/ nos, com aquela cara de que tinhamos voltado da guerra e falavam: ” olha os mzungos!” e choravam de rir, nos riamos juntos. Foi uma viagem divertida demais!

Ja no final da viagem

Resultado final!!!

Bom, depois de passarmos pelo centro p/ sacar dinheiro com nosso táxi e pagarmos todo aquele mico com as pessoas, seguimos p/ um hotel. Os irlandeses foram com a gente. Achamos um hotel super ajeitadinho, e como estava em final de obra, o Gui ainda teve fôlego p/ chorar um desconto, pagamos quase a metade do preço, mas sem café da manha.

Fui correndo tomar banho, pela primeira vez vi um chuveiro elétrico por aqui, pensei:

“ Oba, garantia de banho quente”. Pois aqui, 80% dos chuveiros que pegamos nos hoteis que diziam que era banho quente, não era. E todos a gás. Vai entender…

Lá fui eu, de roupa e tudo, pensando que conseguiria lavar minha roupa no banho. Hahahá, nunca, coloquei tudo numa sacola plástica p/ entregar ao hotel, assim que vi o estado que tava ficando o banheiro comigo e as roupas juntas, parecia uma pista de rali. No começo mesmo do banho, caiu a energia e o banho frio estava de volta, firme e forte! Nem reclamei, já tinha desistido de tomar banho quente na África. Bom, 2 horas depois estava de banho tomado. Para limpar minhas orelhas, gastei alem de todo o trabalho no banho, mais 16 cotonetes e quase meio rolo de papel higiênico para o nariz, saia muita lama de dentro de mim, não entendia da onde vinha tanta sujeira.

Depois, fomos jantar, já tínhamos pedido o prato antes de subir p/ o quarto. Um dos recepcionistas tinha morado dois anos no Moçambique e falava um pouco de português e ficou conversando com a gente, a cada final de palavra que ele dizia, falava: “ obrigado!”, eu respondia “ obrigado” também, para não cortar o barato dele. Foram muuuuuuuitos obrigados.  Um querido! As outras duas recepcionistas do hotel, não falavam nada de inglês, só ki-swahili, então a comunicação era uma comedia, pois elas tb não eram muito espertas. Para pedirmos o jantar, por exemplo, não foi fácil. Eram sete horas quando chegamos e pedimos para elas que aprontassem o prato para as nove horas, elas diziam: “para amanhã?” “Eu, já falava impaciente: “como amanha, da ondeeee, hoje!” Era o tal horário ki-swahili que não lembrava mais, pois tínhamos acabado de chegar de Burundi e Rwanda que tem o mesmo sistema de horários que os nossos. Nove da noite, são 3 da noite para eles, pois o horário deles começa as 06:00h e termina as 18:00h, e não continua a noite, zera. Então 19:00h é 01:00h da noite, 20:00h é duas, e assim por diante.

No outro dia, o Gui acordou mais cedo para ver os horários do tal trem para Dar es Saalan que teríamos que pegar e eu aproveitei para levantar mais tarde, 08:30h. Fui tomar café, no hotel mesmo e sentou uma inglesa na minha frente. Começamos a conversar, ela era antropóloga e estava fazendo um trabalho com os refugiados do Congo, Burundi e Rwanda. O campo que ela trabalhava tinham 7 mil pessoas. Nossa ela foi me contando a vida daquelas pessoas e eu fiquei apavorada. Elas “ganham” uma casa simplérrima do governo e comida, sempre a mesma, feijão, arroz e batata. Nunca comem frutas, verduras, ou qualquer coisa diferente disso. São tratados como animais pelos funcionários do campo e se quiserem recomeçar a vida novamente, não tem apoio nenhum. Não recebem nada alem de casa e comida. Lá dentro, não tem escola p/ os filhos, não podem trabalhar fora para se reintegrarem a sociedade, não recebem nenhum tipo de ajuda psicológica para ajudar a sanar os traumas de guerra que passaram antes de se refugiarem, não são inseridos em nenhum tipo de programa social sequer e se pegarem qualquer bico de trabalho fora do campo são expulsos. Então essas pessoas por “medo” de recomeçar a vida do zero ficam geralmente até o final dela lá dentro… Me pergunto como elas podem recomeçar alguma coisa? Sair do campo sem nada, sem apoio nenhum, para ir para onde, falar com quem, num país que não conhecem ninguém?  Procurar um parente, um amigo, será que eles ainda estão vivos, e aonde eles devem estar?… Cada vez mais fico impressionada como a gente tem uma vida abençoada e como enquanto vivemos bem, outras pessoas do nosso lado ou “do outro lado do mundo”, vivem em condicoes sub humanas.

Depois da conversa com a inglesa, nos despedimos, trocamos emails e ela foi trabalhar. Em seguida sentou na minha frente um austríaco com uma cara de morto vivo. Puxei assunto perguntando da onde ele vinha com tamanha disposição, ele me disse que do trem! O tal trem que eu e o Gui íamos pegar ate Dar es Salaan. Ele tinha feito o mesmo trajeto no sentido contrario. Nós iríamos de Kigoma p/ Dar e ele veio de Dar p/ Kigoma, então era uma fonte segura de informação. Perguntei como tinha sido a viagem e ele ria, nitidamente de desespero. Disse que foram 60h horas de viagem, pois o trem parou 12h p/ uma “breve” greve, e como não havia mais lugar para a primeira classe, só se ele aguardasse 12 dias, teve que pegar a terceira classe, ele com mais ou menos 50 anos e o filho de mais ou menos 12. Gente, quase pedi um autografo a ele, pois tratava-se de um ídolo, já que ele estava vivo na minha frente, com 50 anos e ainda rindo, claro rindo para não chorar, mas tudo bem… Então, tratei de pegar detalhes do transporte para já me preparar psiquicamente para a experiência. E comecei a pensar que OU eu era muito de açúcar, ou as pessoas todas tinham perdido a noção, pois nessas alturas, já tinha encontrado muita gente fazendo viagens em condições mais difíceis que nós. Cheguei então a conclusão de que não era nenhuma coisa nem outra. Era simplesmente como se viajava barato no leste da África e mais experiência anterior de viagem do que eu. Melhor! Pra que conceituar as coisas? Eram só pessoas que se deparavam com determinadas situações inusitas e não tinham alterativa. Esperar 12 dias? Pagar 300 euros para não pegar o trem ao invés de 100 dolares E daí não poder fazer boa parte da viagem que tinham se programado? Aquilo era apenas uma resposta criativa a uma situação sem saída. Bom, depois desse rico café da manha, fui para o quarto me ajeitar. Logo o Gui chegou apavorado pois tinha encontrado o austríaco, que ao longo da conversa, disse para ele que achava que tinha conversado com a esposa dele no café da manha. Aí o Gui já chegou me dizendo que tinha conseguido comprar a primeira classe e que seriam 48h de viagem, pois a greve já parou. Eu disse para o Gui que tudo bem, que não tinha outra opção, e que não adiantava se desesperar…

Aí fomos para o centro e passeamos bastante pela simpática Kigoma, o povo super simpático como sempre, e quando estávamos indo embora pegar o taxi para o hotel, vimos os irlandeses na frente da estação do trem e fomos la conversar com eles. Ficamos rindo juntos da viagem da van da poeira e decidimos tomar uma cerveja juntos no centro. Reparei que eles não tinham lavado suas orelhas, estavam muito sujas, até o Gui reparou. Ficamos batendo um papo bem legal e dando risadas. Como disse a irlandesa com muito senso de humor: “as experiências da África ajudam a construir o caráter.” Belíssima conclusão!

No outro dia fomos numa cidadezinha a poucos km de Kigoma chamada Ujiji para conhecer o museu do Dr. Livingstone. Adorei a cidade, a atmosfera e as criancinhas muçulmanas saindo da escola.

Aqui: Foto das crianças. (O Gui vai colocar depois)

No caminho de volta, paramos na internet para escrever no blog e depois encontramos os irlandeses na fila para pegar o trem. Não pegamos o mesmo, pois esse só tinha classe sleeper, que ainda era um pouco pior que a primeira classe. Nos despedimos deles e fomos para o hotel. Quando cheguei la, lembrei que tinha esquecido meu molesquine na internet e me desesperei, todas as minhas anotações da viagem estavam lá. Mas pensei, sem dramas, amanha vamos lá e pegamos. No outro dia, cheguei na internet e tudo fechado. Comecei a ficar com cara de desespero e uma mulher que vendia sardinha artesanal ali na frente veio nos perguntar o que houve. Expliquei que tinha esquecido um caderno importante ali e daí ela disse em K-swahili (pois ela não falava uma plavra em inglês, falávamos num mix de mímica e dedução lógica): “Venha amanha buscar, pois hoje é domingo e não vai abrir.” Gente, quase desmaiei, pois cinco da tarde pegávamos o maldito trem. Comecei a explicar para ela que não podíamos esperar e bla bla bla, ela então começou a tentar nos ajudar. Pediu se o Gui tinha algum telefone, o Gui deu o seu celular para ela, que era da Tanzania, e ela ligou para os telefones que estavam na placa do estabelecimento e conseguiu falar o dono. Este disse que não estava com a chave, mas que sua funcionaria que morava em Ujiji tinha e podia abrir. Pegamos um táxi, eu, Gui, a mulher e de última hora apareceu um estudante puxando assunto com a gente, perguntando porque a gente vinha visitar a África e mais especificamente Kigoma, enquanto o Gui negociava o preço com o taxista para nos levar, tive fôlego para conversar com o menino. Daí quando fomos entrar no táxi, o menino pediu se podia ir junto para continuar conversando com a gente. O Gui já de cara feia, me disse: “ viu tu fica dando atenção para todo mundo e agora no meio desse problema pra resolver esse menino quer ir junto sua retardada ( isso é o que senti que ele falou em pensamento) ”. Falei, ” tudo bem não é uma boa hora para fazer amigos, mas ele é tão legal, não vai atrapalhar…” O Gui respirou fundo e disse tudo bem, vamos todos juntos. No caminho, o menino começou a perguntar como era viver no Brasil e cada coisa ruim que a gente falava dentre as boas, ele perguntava com aquela ânsia de mudar o mundo de qualquer adolescente envolvido: “ E o que vocês acham que podem fazer como indivíduos para resolver este problema?”, gente, nós ali preocupados com o molesquine, mal sabendo para onde estávamos indo, e tendo que responder a praticamente uma pesquisa de campo muito bem colocada, eu olhava para o Gui e ria e o Gui respirava fundo e respondia. Bom, chegamos a uma casa de desconhecidos, e fomos atrás da mulher que estava nos ajudando. Ficamos esperando fora no quintal, enquanto a família da desconhecida (que ninguém nos explicava quem era) terminava sua refeição no chão, num único grande prato, comendo com as mãos, ao redor de galinhas e pombas, isso que era uma casa grande e bastante confortável. Ficamos ali esperando e respondendo as infinitas perguntas do menino estudante. A mulher que nos ajudava entrou na casa e pegou o telefone da moca que tinha a chave da internet. Com nosso celular, ligou e depois de uns 20 min chegou a tal moça que disse que não tinha a tal chave e que quem tinha era a outra funcionaria e ligou para ela. Nessas alturas, o menino começou a nos ajudar, alem das perguntas, ele tinha uma grande qualidade para aquela situação, falava inglês e ficava nos contando o que estava acontecendo, já que nenhuma daquelas mulheres falavam inglês. Então, fomos todos juntos de carro, a mulher gente fina, a mulher da chave, eu e Gui e o estudante. Paramos na casa da outra moca que deu a chave pela janela do carro. Fomos la e inacreditavelmente, pegamos o molesquine. Gente, não é fantástico?! Eu não acreditava que a gente tinha conseguido pegar um caderno esquecido numa internet, em pleno domingo, em Kigoma na Tanzânia, sendo ajudado por uma local que não falava inglês e um estudante curioso. Mas deu certo, voltamos para o hotel com o molesquine e pagamos o táxi de volta para a mulher. Ficamos de passar antes de pegar o trem para pagar a mulher que foi a nossa salvação, pois não tínhamos mais dinheiro ali só no hotel, mas na correria não conseguimos, tadinha, ela merecia, mas deu para dar um super abraço e agradecer muito antes. Nem tudo nessa vida tem que se pagar com dinheiro, pode ser abraco.

No hotel, me preparando para pegar o trem, começou a me dar um desespero por pensar que seriam 48h se tudo desse certo, sem banho e depois daquela van da poeira, sabia que a tal primeira classe nada teria nada de primeira classe e comecei a chorar sozinha. Pensei: “como vou ficar 48h num lugar provavelmente sujo e apertado…” Imaginei os piores trens do mundo… Pois não sei se disse, mas lembrava do slogan na frente da ferroviária que dizia assim: “A melhor estacao de trem da Tanzania eleita em 1965.”

Bom, o Gui começou a me acalmar e nisso meus pais ligaram, comecei a chorar mais ainda: “ pensava me levem daqui, me levem.” Aí depois me acalmei e comecei a ver que aquilo era fruto da minha TPM, pois estava quase em vias de começar meu período sangrento. Aí o Gui veio com a notícia que o trem iria atrasar um pouco, ao invés de sair as 17:00h, ia sair as 02:00h da manha. Bom, como estava já no saguão do hotel com tudo pronto, comecei a conversar com outro casal austríaco muito legal, que tb tinha vindo de terceira classe como o outro e ficamos dando risadas.

16/08: A viagem de Trem

Horas depois, chegou o grande momento, fomos para a estação eram quase meia noite e ficamos esperando do lado de fora, sentados na grama junto com os outros passageiros. Fiquei conversando com um casal tanzaniano muito bacana. O Gui para me puxar o saco me trouxe uma coca-cola gelada. Chegou então a hora, entramos no trem, para minha surpresa, era ultra mega decadente, mas nada sufocante e só tinha nós dentro mesmo da cabine, como tinham falado e uma pequena pia com água!!! Acreditam? Eu respirei aliviada. Dos males, o menor. E fomos. Como já era tarde, capotei, acordei pelo menos com já o lucro de 6 horas a menos, das 48h que tinham pela frente.

Então, arrumamos nossa cama, que era bem confortável – larga, e ficamos olhando para a janela curtindo a paisagem dos lugares mais intocados do mundo que passávamos, na velocidade media de 20 a 30 km/h que o trem alcançava. Em cada parada, éramos envolvidos pelos vendedores nos oferecendo comidas, mas as opções eram muito restritas. Podíamos escolher entre: ovo cozido; banana caturra, prato de feijão e arroz feito não sei aonde por não sei quem, laranja e água, que tínhamos para até quase chegar no Brasil. Diante de tantas opções, escolhi a laranja. Segurando uma unidade firmemente nas mãos, o trem disparou. Sai correndo, o Gui que estava longe tentando explorar mais algumas opções, viu e também saiu correndo e conseguiu subir rápido e eu tive que largar a laranja para conseguir entrar. Que raiva! E o pior, o trem voltou para trás, só para encaixar num outro vagão e parou de novo e em seguida voltou para o mesmo lugar e ficou por mais meia hora. Que mico, as pessoas riam de nós.

Pela janela...

Pela janela…

Bom, no outro dia, resolvemos comer no restaurante do trem. Esperando a comida, ouvi um barulho de galos, pensei: “não pode ter galos dentro do restaurante!” Tinham oito, dentro de caixas de refrigerantes, provavelmente, da onde tinha vindo nossa coca-cola. O garçom, começou a tirar os galos da caixa, amarrar seus pés juntos, tipo uns três galos por vez e jogar num outro canto do restaurante. Dali um pouco, para completar a cena, sai o cozinheiro la de dentro, imundo e de pés descalços. Pensei: “meu Deus, será que da para cancelarmos o pedido?” Em poucos segundos, veio o prato, saboroso. Uiiiiiiiiii, comi de olho bem aberto, tentando me concentrar nas coisas a minha frente, para não ficar imaginando como ele tinha sido preparado.

Bom, nas ultimas horas do trem, já impaciente, surgiu um rato na cabine, que o Gui conseguiu expulsar, depois passou avistamos mais alguns passando no corredor. Ah, o banheiro do trem, era aquele clássico buraco no lugar da privada, onde seu xixi ou coco, caia direto no trilho sobre o chão. No total foram 48h de viagem. Previam de 40 – 48h, foi entao muito pontual.

Foi uma viagem gostosa, apesar das condições de higiene e alimentação complicadas, a experiência foi rica!

18/08 – De volta a Dar es SalaaDesembarcarmos rapidamente e logo fomos pegar um taxi e procurar um hotel confortável. Como já era passado de duas horas da manha, não encontramos muitas opções aquela altura da madrugada e recorremos ao hotel que ficamos quando cheguei na Tanzânia. Lá ainda tinham quartos disponíveis. Então subimos correndo para deixar as mochilas e buscar algo para comer.  O Gui foi a caça e depois de tanto arroz, feijão e laranja, chegou com um delicioso hambúrguer recheado de catchup. Nossa que sensacional.  Tomamos o nosso banho bem geladinho, depois de dois dias só escovando os dentes e capotamos.

No outro dia, o Gui acordou cedo para resolver umas pendências sobre as passagens de Madagascar e eu aproveitei para dormir um pouco mais e lavar minhas roupas. Quando acordei e comecei a organizar as coisas que ia lavar, fui tomada por uma consciência enorme do quanto minha referencia tinha mudado durante a viagem…. Olhando para aquele hotel, que foi o primeiro que dormi quando cheguei na África e achei muito simples na ocasião, já me parecia limpo, amigável e confortável. Quando o Gui chegou em seguida  para sairmos e aproveitar para conhecer um pouco mais de Dar, percebi o quanto tudo aquilo que eu achava extremamente exótico quando cheguei, me parecia um cenário normal e familiar. Comecei a me dar conta de quanta coisa eu já tinha visto e vivido na viagem e do quanto eu já não era mais a mesma Bianca que chegou a África…

Assim passamos três dias em Dar, meio relaxados, organizando nossa viagem para Madagascar e riscando nosso seríssimo check-list que consistia em: comprar guia de Madagascar, pesquisar preços dos vôos internos de Madagascar e comprar pasta de dente no supermercado.

22/o8 – Madagascar

Dia 22 de agosto, embarcamos para Nairóbi e de lá para Antananarivo, a capital. Ao descermos do avião, enquanto o Gui trocava dinheiro na casa de cambio, um casal de japoneses se aproximou e perguntou se gostaríamos de dividir um taxi até o centro. Não hesitamos em aceitar. No caminho, conversando com eles, Gako e Koko, fomos vendo o quanto eles eram legais. Não era um casal como pareciam, apenas tinham se conhecido numa determinada etapa da viagem deles e estavam juntos ali apenas para dividir custos de hotéis, etc. Ambos estavam viajando há quase 5 meses e ainda tinham mais um ano de viagem. A Koko tinha comprado a tal passagem de volta ao mundo. O Gako não, só tinha um planejamento como nós, que poderia ser quebrado a qualquer momento. No caminho, nos contaram que tinham planos de conhecer o Brasil e reservaram dois meses para tal. Conversa vai, conversa vem, decidimos conhecer o hotel que eles pretendiam ficar, pois era mais barato que o nosso. Chegamos lá, era um hotel bem simples, mas com água quente. Eles logo conheceram mais uma japonesa que estava viajando há três anos e meio pelo mundo (é, a gente acha que viu tudo, não viu nada….) e ainda tinha mais pelo menos dois anos pela frente antes de retornar ao Japão. E fomos todos juntos passear por Tana. Que cidade maravilhosa!!! Parece uma mistura de Ásia, Europa e África. A arquitetura lembra muito Europa, a comida mistura cozinha francesa, asiática e malaguesa. Madagascar é colônia francesa e o povo na sua maioria é descendente da Indonésia e Malásia. As cores de tudo é meio avermelhado. Também milhões de vendedores nas ruas, vendendo tudo que se possa imaginar, mas com opções mais sofisticadas. Dava vontade de comprar tudo.  Ao voltarmos para o hotel, acabamos por decidir em alugar um carro e viajarmos juntos para o Sul. Engraçado é que eles estavam decididos de ir para o norte, para a famosa e ultra mega turística Nosy Be, mas mudaram de idéia depois de falar com a gente. Nós também a princípio estávamos pensando em ir para lá, mas depois de ler o guia, perdemos a vontade. Fico espantada com a forma que as coisas são decididas numa viagem independente, você tem uma determinada programação que pode ser quebrada a qualquer momento sem problema algum, você é absolutamente livre para isso! E ao mesmo tempo, como são diferentes e espontâneos os vínculos que se fazem entre os viajantes, todos são unidos por um único objetivo, que é viajar e poder baratear custos, esse objetivo dá uma coesão e uma união muito bacana, parece que somos todos meio irmãos. Não é por nada que nos meus tempos de RH, se falava tanto em transformar os grupos em equipes e a “tarefa” era tão difícil. Quem disse que é fácil ter verdadeiramente um objetivo comum?

Bom, no outro dia começamos cedo nossa viagem. Nos deparamos com uma van e dois motoristas nos esperando. Todos riram quando viram aquela van com aquelas duas pessoas a nossa inteira disposição… Aquilo parecia tão estranho.

A primeira cidade que paramos para almoçar era a cidade do Froe Gra, comemos feitos loucos, cheguei até enjoar. E depois seguimos viagem. Chegamos tarde da noite numa cidadezinha chuvosa chamada Ambositra, e fomos procurar hotel. Como estava meio frio, eu e o Gui acabamos indo para outro hotel, que nos parecia mais confortável. Quando saímos para jantar a chuva era tanta que não dava para dispensar a van. Como nós dois estávamos nos sentindo péssimos ali, jantando e fazendo os dois motoristas nos esperarem (que também deviam estar com tanta fome quanto nós), nos sentimos mais aliviados ao ver quanta comida sobrou e chamamos eles para se juntarem a nós.

No outro dia chegamos a Ramanofama no final da tarde e achamos um hotel bem agradável. Fui tomar banho e logo em seguida quando procurei os japoneses para convidar para jantar, vi eles vindo caminhando do centro da cidadezinha em direção ao hotel com dois europeus, um deles, super expansivo dizia: ” Oi Bianca e Guilherme!”  Era o Andrew – irlandês e o Maurizio – italiano. Duas figuras, muito legais. Eu me emocionei quando vi que finalmente tinha conhecido um italiano para contar para o meu pai. Aqui vale um parêntese, lá em casa ser italiano é quase mais importante do que ser brasileiro, então, eu nasci me orgulhando de ser descendente de italiano. Então, era muita emoção!!! Logo depois da histeria dos cumprimentos, fomos todos jantar. O italiano foi buscar sua esposa Sonia, muito querida. Foi um jantar delicioso, rimos muito e conversamos sem parar. Fomos dormir tardão.

Jantar

Jantar

No outro dia cedo fomos fazer nosso primeiro trakking numa floresta para conhecer os lemurs. Depois de muita caminhada, já no final, quase desistindo, aparece uma família completa de lemurs andando na nossa frente, foi muito legal, eles são lindos!!! Saindo de lá, fomos almoçar e fazer uma caminhada tranqüila para conhecer a cidade. Acabamos escutando barulho de umas crianças cantando, fomos seguindo o som e chegamos a um ensaio do coral de uma igreja, ficamos assistindo e nos convidaram para participar. Eu e a Koko fomos super empolgadas dançar com a meninada. O Gui e o Gako ficaram assistindo, foi um momento meio mágico aquele, muito especial, me arrepiava.  No final do dia encontramos o irlandês e o italiano. Quando vi o italiano, gritava: “família, família… !!!”, ele chorava de rir da minha cara. Papo vem papo vai, ele disse que também tinha escolhido vir para o sul ao invés do norte porque não queria encontrar muitos italianos, eu não hesitei e disse: “então você não está feliz de em me ver???!”.  Ele ria muito, tiramos muito sarro um do outro e ele me disse, para minha extrema alegria, que eu passava por uma italiana frouxo, foi a minha realização, pode existir alegria maior? Hahahahha.  Nesse dia, novamente mais um jantar super divertido, mas agora com duas novas companhias, um casal de franceses, ela muito bonita, a cara da Kate Moss, moravam nas ilhas Reuniões e estavam a passeio em Madagascar.

Dia seguinte, seguimos viagem para Ambalavao, encontramos o italiano e o irlandês no caminho, impressionados vendo um bando de zebus atravessando um rio. Eu achei normal, afinal no nosso brasilzao tem isso, mas realmente, tinha uma coisa diferente, eles estavam vindo lá de Tana, demoravam seis semanas para chegar até ali, nossa coitado dos caras que guiavam os zebus. Isso que é caminhada! Depois paramos numa feira de zebus e o Gui ficou tirando sarro de mim, dizendo que eu devia estar me sentindo em casa, pois era acostumada com essas feiras em Chapecó. Perde a esposa, mas não perde a piada. Seguimos viagem então para Ranahira e durante todo o caminho estava me sentindo mal, na verdade tinha acordado ruim, com dor de cabeça, no corpo e parecia que cada vez aumentava mais. Depois da feira fui piorando e quando chegamos na cidade comecei a sentir  febre e  me desesperei, comecei a chorar, pensei que era malaria. O Gui ficou apavorado. Na tal cidade não tinha teste de malaria, encontramos apenas uma farmácia aberta. Como não tinha como saber se eu estava ou não com malaria, compramos o remédio e, na dúvida, tomei, já que estava mesmo com um pouco de febre… Aí seguimos para um hotel bem gostoso, o Gui foi pegar uma comida para mim, pois naquelas alturas eu só ficava no banheiro e a febre foi passando, foi uma noite difícil, me sentia mal, mas acordei melhor e segui com eles para outro passeio para ver novos lemurs. Não queria ficar de cama no hotel, mas também não me sentia disposta. Então, a tarde resolvi começar a tomar antibiótico, antes que eu desidratasse de vez e foi a melhor coisa, renasci, literalmente. Tudo voltou ao normal, o animo, a energia. Encontramos mais lemurs de outra espécie, mais bonitos ainda e acabamos o passeio numa cachoeira congelante. O Gui, a Koko e o Gako mergulharam, o Gui usava uma cueca branca justa, muito engraçada (que quando ele comprou, logo quis trocar, mas já tinha tirado a tal etiqueta). Imagino que eles devem ter pensando que a cueca era coisa de brasileiro mesmo, pois lá fora eles têm uma idéia que somos muito sensuais. E faz sentido, fiquei olhando como as européias, japoneses, enfim turistas de todos os cantos que encontramos usavam roupas mais confortáveis que as roupas justas das mulheres no Brasil. Me parece que fora do Brasil o tamanho do seu peito e da bunda não é primeiro plano… Morri de inveja vendo as européias em Gesenyi, mergulhando com aqueles biquínis enormes, mas extremamente elegantes…

Bom, dali seguimos para ver um por de sol maravilhoso, meu Deus, um lugar com uma energia deliciosa. Ficamos todos silenciosos, contemplando.

Depois de algum tempo, voltamos para o hotel. Estávamos no quarto nos preparando para ir jantar, quando fomos surpreendidos pelo irlandês batendo na nossa porta. Perguntamos felizes: “nossa, como você nos achou aqui?” Ele disse: “Não foi difícil, perguntei para os locais se sabiam onde estavam hospedados dois brasileiros com três japoneses numa van?” Hahahaha, demos muita risada.

Como eles tinham acabado de chegar de uma longa viagem de ônibus, pois já tinham dispensado o carro velho que tinham alugado com motorista. Não jantamos juntos dessa vez, mas fomos nos despedir deles depois, num restaurante ao lado do nosso hotel.

27/08 – A paradisíaca Anakao

Dia seguinte, seguimos para Toliara, para pegar um barco para a tão esperada praia de Anakao. Como o barco ficava meio que no meio do mar, quem nos transportava até lá era uma carroça de zebus. Quase duas horas de barco e chegamos. Meu Deus, que PARAÏSO SENSACIONAL!!!!

Curtindo uma praia

Curtindo uma praia

Encontramos um chalé de um simpático frances e ficamos todos juntos. Super charmoso o chalé, o visual então, incrível. Mas banho de balde. Visitamos vários hotéis e os mais caros, eram quartos lindos, descoladérrimos, mas com banho de balde, pois não tinha luz elétrica na ilha. Bom, depois de tantos banhos de balde durante a viagem, aquela praia não merecia nem um pio de reclamação.

Fomos então almoçar na casa e restaurante do frances e sua pequena família. A Cristina, uma local e seu filho Benjamim. Gente começava o festival mundial da comida maravilhosa, senhor, depois de tanto feijão e arroz sempre com o mesmo gosto, agora, arroz amarelo (aquele de paella), peixe com molhos diversos, saladas deliciosas. Bom, em três dias de praia, não fomos a nenhum outro restaurante, só queríamos saber da comida da Cristina. Além do mais, eles faziam todos nós nos sentirmos em casa. Parecia que éramos grandes amigos, não clientes.

Depois de tanta delicia, estava fazendo minha digestão, quando chegou uma francesa mais velha que também estava hospedada ali e nos disse: “Olá, tudo bem? Posso conversar com vocês? Qual o seu nome?” Ao respondermos, ela completou: “Encantada.” Tratava-se de uma francesa, que morava em Paris e era apaixonada pela língua portuguesa, ela fazia aulas de português, com uma professora portuguesa, toda semana, há anos. Para ela, o português é a língua mais bonita do mundo. Ela disse que parece que estamos cantando quando falamos, outros turistas nos disseram isso também. Ficamos orgulhosos da nossa língua e praticamos um pouco com ela.

Depois, fomos passear na praia e conhecer a vila dos moradores de Anakao, muito legal. Encontramos o Gako num barzinho curtindo o por do sol e tomando uma cerveja.

Aqui vale uma parada para falar um pouco dos japoneses que nos acompanharam durante quase 12 dias de viagem. Eles foram companhias sensacionais. Eles têm um bom senso invejável, uma sensibilidade para sentir as coisas a ponto de nunca, em momento algum, se tornarem impertinentes, enjoativos ou desagradáveis. Ao longo de todos os dias de viagem, não tivemos, sequer, um minuto de incômodo com eles. Conversando com a Koko, que era de Tóquio e parecia uma japonesa que morava no Brasil, pois ela era super desenvolta, solta, como se eu tivesse encontrado ela em qualquer esquina de Curitiba. Falei o quanto ficava admirada com a postura deles e ela me explicou que japonês tem dificuldade de demonstrar seus sentimentos e de expressar suas vontades e que por isso eles parecem assim tão legais, mas que, por outro lado, eles realmente têm um respeito muito grande pelo espaço do outro. E era bem isso, um respeito enorme pelo espaço do outro. Em Anakoa, por exemplo, pegamos um chalé para nós quatro, e ficamos um pouco preocupados, pois dividiríamos banheiro e o tal banheiro não tinha porta, era integrado, como seria isso… Gente, cada vez que íamos dormir, sem nós falarmos nada, os japoneses ficavam na varanda do chalé escutando musica, fumando (eles fumavam muito) e tomando cerveja, e deixavam a gente se organizar para dormir, tipo duas horas depois, eles entravam. A musica, lá fora, era baixinha, eles conversando tb, nada de atrapalhar nosso sono. Não é o máximo? Não tinha aquela coisa latina de todo mundo precisar expressar sua vontade toda hora, todo mundo quer dar opinião, todo mundo precisa fazer tudo junto se não é antipatico, sabe? E muito menos, mulheres para um lado e homens para o outro. Aprendi muito com os japoneses e pretendo ser uma companhia para mim e para os outros, muito mais agradável numa viagem em grupo.

O Gako tinha feito sua primeira mochilagem há três anos, pelo sudeste asiático. De tanto que gostou, voltou ao Japão, trabalhou muito e guardou dinheiro suficiente para viajar agora por quase dois anos. Ele trabalhava de dia montando câmeras na fabrica da Canon, a noite lavava pratos num restaurante e final de semana estacionava carro. Morava com a mãe, mas não tinha suas despesas pagas, ajudava ela com 500 dólares por mês. Tinha 3 irmãos, um deles já falecido de acidente de carro. O pai, também faleceu um ano atrás, não explicou do que. Triste sua história familiar, muitas perdas…. Mas ele era um doce, querido demais, sensível e bem mais japonês do que a Koko, sempre que falava obrigado para nós, se abaixava, naquela cena clássica do japonês e tb falava rápido e pra dentro.

A Koko era compradora na indústria de alumínio do pai dela. Era a terceira de três irmãos, uma irmã casada e um irmão com alguns problemas psiquiátricos. Falamos bastante sobre isso. Ela era solta, querida, engraçada, muito divertida, falávamos sem parar.

A Kiuki era mais reservada, mas muito doce também, tinha um olhar triste e carente, depois fui entender, ela era filha de uma família, que pouco parecia família… Uma historia triste, mas prefiro não expor. Ela era também mais japonesa, como o Gako.

Pra mim, foram sem dúvida as melhores pessoas que conheci na viagem, foi um prazer enorme ter convivido com eles e uma lição de educação, respeito e cuidado.

No outro dia, logo depois do café, chegou mais um casal muito simpático, tratava-se de uma francesa e um espanhol. Depois, conhecendo eles melhor, descobrimos que não era um casal, eram apenas dois viajantes, como o Gako e a Koko que se encontraram no meio do caminho. Ainda não aprendi…. Joseba e Delfina eram muito simpáticos. Joseba ficou três dias em Tana tentando alugar uma moto para fazer a viagem por Madagascar, quando conheceu Delfina que trabalhava no consulado, que acabou se convidando para viajar junto, no dia seguinte os dois saíram de moto. Simples assim! Não é fantástico!

Jantamos com eles aquela noite. No dia seguinte, Delfina já tinha que voltar pois precisava trabalhar e todos nós fomos para uma pequena ilha paradisíaca que ficava em frente a Anakao, a maravilhosa Nosy Ve. Um paraíso!!!

Depois da ilha, tomamos um banho de balde bem quente e fomos tomar a saidera num barzinho na vila dos moradores. Ficamos lá, todos batendo um papo gostoso, Joseba estava junto e começou a bater aquele sentimento de saudades, pq a viagem estava acabando e logo tb iríamos nos despedir dos nossos queridos amigos japoneses.

Na volta, combinamos de jantar de novo na Cristina, ficamos conversando até tardão e fomos dormir, pois no outro dia cedo voltávamos para Tana.

31/08 – Volta para Tana

Foram 17 horas de viagem, chegamos em Tana às 04:00h, estávamos mortos. Como despedida, pois dali três dias voltaria para o Brasil, ficamos num hotel delicioso, daqueles hotéis boutique super descolado, tão descolado que os donos faziam festa até tardão com convidados malucos e os hospedes pediam para eles baixarem o som.

Dormimos lá e no dia seguinte tivemos fôlego de alugar outro carro e ir até outro parque para ver novos lemurs, agora medindo quase 1 metro. Lindos. Depois seguimos para ficar numa pousada linda de frente para um lago. Maravilhoso o lugar, parecia uma ilha deserta. Tão fantástico que apareceu um pequeno lemur e pousou no meu ombro, que vivia ali sobre umas arvores. Ficamos dois dias lá e depois voltamos p/ Tana.

Jantamos com os japoneses para nos despedir, foi um jantar inesquecível, todos estavam tristes por partir. Trocamos varias informações importantes, passamos varias dicas sobre o Brasil e eles sobre o Oriente Médio para gente.

Despedida

Despedida

03/09 – Via sacra para volta, Ethiopia e Brasil

Voltamos para o hotel, ficamos curtindo a musica com os donos malucos que fizeram questão de nos pagar algumas bebidas e fomos dormir. Acordamos dançando no quarto e felizes. Pegamos o vôo para Nairóbi e lá nos separamos. Eu tive que voltar para Dar e o Gui foi p/ Ethiopia. A despedida foi de cortar o coração, queria levar o Gui comigo na mochila, mas não dava, ele não precisava voltar para o Brasil como eu. Entrei no avião e chorei por ter que me separar dele de novo, do meu amor…, mas é por uma boa causa.

Quando cheguei em Dar para fazer a imigração, vi como já estava descolada, já sabia que tinha que passar por uma imigração, que o visa era o visto e não bandeira do meu cartão de credito e me sentia super confortável. Fui direto para o hotel, que já tínhamos reservado e como tinha feito amizade com a recepcionista (pois foi o mesmo hotel que pegamos para ir para Tana), ela me recebeu com um abraço caloroso. Liguei para o Gui do celular dela para vocês terem uma idéia, uma querida, eles na Tanzânia ganham o premio Nobel da simpatia e gentileza.

No outro dia de madrugada, peguei o vôo para Johanesburg. Fui para o hotel correndo, pois só tinha um dia para aproveitar, pois no dia seguinte voltava para o Brasil. O backpacker nem parecia um backpacker, era super chiquérrimo. Corri deixar as malas e pegar um taxi para ver o museu do Aparthide. Quando cheguei lá, morta de fome, só estava com a comida do avião no estomago, fui procurar o tal café que tinham me dito que havia no museu, mas não achei nada. Então, fui até um cassino indicado do outro lado da rua, só que tinha que pagar para entrar e poder usufruir dos restaurantes. Sorte que encontrei duas meninas novas, contei para elas meu drama, que não queria pagar a entrada caresima do cassino e elas se ofereceram para comprar para mim. Voltaram com um delicioso hambúrguer e batatas fritas. Uns amores! Corri para o museu, pois não tinha muito tempo, fechava as 17h00h e eram 15h00h. O museu era maravilhoso e recomendo para quem não viu e quiser entender um pouco do Aparthide o filme “Mandela”, é uma lição de vida!

Voltei para o backpacker, pedi uma pizza e fui tomar um delicioso banho de banheira de despedida. Depois, agradeci muito a viagem maravilhosa que fiz com o Gui e fui dormir. Acordei cedo, meditei antes de começar a me ajeitar (precisava me despedir com consciência) e fui tomar café. Fiquei batendo papo com uma turma de alemães que estavam fazendo serviço voluntario. Cheguei no aeroporto, liguei para o Gui e embarquei. Foi uma viagem tranqüila, assisti de novo Little Miss Sunshine, pois amo esse filme. Desembarquei em SP tonta e logo peguei o vôo para Floripa. Com aquela sensação de agora to em casa, peguei uma puta turbulência que achei que aquele avião ia cair. Mas graças a Deus não foi dessa vez.

Minha família estava super me esperando, cheios de saudades. Vim falando que nem uma gralha no carro.

The end (primeira etapa)!!

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É difícil explicar o que essa viagem significou para mim…  Foi um misto de tudo, de saber que eu não sabia nada sobre muitas coisas, de saber que nunca poderia ter tido momentos melhores, de saber que se não viajasse nunca teria conhecido as pessoas que conheci, de saber que, ao mesmo tempo, que você pode viver uma vida aqui como se não houvesse mais nenhuma vida em outro lugar,  e que o contrário também é verdadeiro. De saber que você pode sim, viver longe de tantas obrigações, de tantos vais e vens repetitivos, para simplesmente ter a oportunidade de ser você longe de tudo isso e é assustador o quanto você aprende e cresce.

É engraçado, agora quando olho para o Brasil, olho como se fosse mais um país, mais um jeito de viver, mais um tipo de paisagem, de cor de rua, de arquitetura, de carros, de cores, de cenário, mais um tipo de povo.  Sei que com pouco tempo tudo isso se perde porque a gente se acostuma, mas despertei para uma outra consciência da vida, que eu nunca tinha sentido antes de forma tão direta. Quando falo da vida, não falo das coisas, das pessoas, dos costumes, da cultura, da história dos lugares, falo da vida em referencia a morte, com o aqui “embaixo” e o lá “em cima”. Parece que “o aqui em baixo”, diante do todo, do Absoluto, são diversos palcos diferentes do teatro da vida na terra: a peça do Brasil, a peça da Tanzânia, a peça de Madagascar e assim por diante. E o quanto resta a cada um olhar para o que está sendo escolhido viver, porque tudo aqui, sem sombra de dúvida, é passageiro e ninguém tem lembrança de como foi antes e nem terá quando vier novamente o depois. Apesar dessa constatação ter me assustado muito no início, porque parei de me sentir vivendo num lugar único e protegida por Deus (por estar na minha casa e no meu país), também perdi aquele sentimento ingênuo e narcisista do meu mundo, para saber que sou mais uma, numa dessas grandes peças, em algum pontinho preto… E isso, me levou a constatação da variedade e da liberdade que posso ter no que escolho ser e viver, porque essa é apenas umas das possibilidades, um dos lugares, um dos jeitos, uma das formas. E para mim, sem duvida, essa foi a maior lição de todas!

Gui, muito obrigada!

Que lugar!!

Que lugar!!

20/10 – Brasil/Londres

A passagem pelo Brasil foi muito rapida, mas bem importante e produtiva. Voltei da Africa dia 07/set e dia 20/out ja embarquei de novo para a segunda etapa da viagem (pelo menos para mim). Deu tempo de fazer muita coisa. Matar a saudades da familia, dos meus amigos queridos (infelizmente faltaram alguns), da minha casa… e ate de trabalhar, inclusive de comecar novos projetos que me deixaram profundamente feliz. Deu tempo de fechar a ultima semana num forum de Psicologia em Floripa e de conhecer pessoas maravilhosas por la. Tambem deu tempo de fazer uma despedida e rever amigos queridos. Deu tempo de aprender algumas coisas importantes e ate de concluir melhor o que a primeira etapa da viagem significou para mim! Obrigada Joana! Foi muito bom passar pelo Brasil, aproveitei cada segundo, pois sabia que ia ficar meses fora. Consegui recarregar as baterias para poder ficar mais um tempo longe da familia e de alguns amados amigos, que sao a familia que a gente escolhe.

Masfechar a mala dessa vez foi bem mais dificil. Na primeira, o desafio era preparar uma mochila para dois meses de Africa, agora era para sete meses de Asia e Europa, outro contexto e bem mais tempo. Na verdade devia acabar dando na  mesma, pois a gente precisa pensar por semana, mas como na primeira vez fui com pouquissimas opcoes mais sofisticadas (leia-se sofisticadas uma blusinha colorida da hering) e tambem com pouquissimas opcoes no sentido literal da palavra, quis me dar o luxo de poder em algumas circunstancias, estar um pouquinho mais bonitinha, ter por exemplo, uma rasterinha alem de uma havaiana. Bom, o luxo resultou em 3kg a mais de roupa. A mochila + a mochilinha de mao que antes somavam 11kg, agora estavam com 14kg. Cada caminhada agora com a mochila nas costas bate o arrependimento e comeco a fazer mil calculos de quantas pecas poderia ter deixado no Brasil, ja chegam a nove pecas em excesso e quatro meias, mas colocar a blusinha colorida da hering tem me feito muito feliz tambem.

Bom, sai do Brasil no dia 20/out e no dia seguinte cheguei a Londres, que nao estava no roteiro da viagem, mas como encontraria o Gui na Malasia e tinhamos milhagem, ficaria muito mais barato ir ate Londres do que seguir direto de SP para Kuala Lumpur. Um esforco assim, sem tamanho! A Gi, minha cunhadinha do coracao, me buscou no aeroporto para me dar as boas vindas. Um amor! De la, fomos para sua casa super legal, estilo vitoriana, charmosesima, com uns homemates queridissimos (pessoal do bem mesmo) e largamos as coisas correndo para irmos num pub delicioso jantar. Nossa o que sao as cervejas de Londres? As nossas sao muito aguadas e sem gosto perto das deles. Aproveitamos para conversar bastante e matar a saudades.

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No outro dia, la fui eu sozinha com o guia que a Gi meu deu de Londres desbravar a city. Fiz todos os roteiros mais turisticos possiveis: troca da guarda, Big Ben, London Eye, Basilica de St Paul, Palacio de Buckinghan e Leicester Square.

Londres definitivamente ‘e um absurdo. Pura sofisticacao, charme, cultura, arquitetura, historia, musica, cores, roupas, etc. O que sao as roupas das pessoas nas ruas? Ate os desavisados em termos de “vestir-se bem” sao charmosos. ‘E incrivel. Agora entendo porque tantas pessoas de tantos lugares do mundo insistem em continuar morando em Londres.

Me senti sozinha neste dia, queria conversar com alguem, mas ao mesmo tempo sabia que aprenderia muito mais sobre Londres sozinha do que acompanhada (a Gi tava trabalhando e so conseguiriamos nos ver no sabado). E incrivel como a gente se conecta mais com o lugar e com a gente mesmo quando estamos sozinhos viajando.

Fim do dia fui encontrar o Dan, namorado da Gi, numa estacao do metro para irmos a um pub. A Gi tinha jantar da empresa, entao so poderia ir mais tarde. Eu nao conhecia o Dan, so tinha visto uma foto, mas foi facil reconhece-lo. O Dan ‘e o maximo, um querido, muito educado e ao mesmo tempo descolado. Gostei muito dele, espero de verdade que ele entre para familia e se junte ao trio dos cunhados mais legais do mundo hahaha. A Gi mandou muito bem. Eta familia que sabe escolher rsrsr!!!

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Seguimos entao para o pub e encontramos la com dois amigos deles, o Andrea – italiano e a Camila – brasileira, de Maceio. Os dois super queridos, sabe aqueles amigos que a gente consegue ter a sorte de encontrar poucas vezes na vida, que realmente te querem bem? Sao esses. Jantamos, conversamos sem parar e o Andrea, ficou comovido com minha solidao do dia, e como realmente e uma pessoa maravilhosa e amigo da Gi, aceitou meu convite de me mostrar Londres.

No outro dia, nos encontramos em mais uma estacao de metro e fomos a famosa Notting Hill, Kensigton Gardens (um parque delicioso), ao charmoso  Hampstead Heath onde fomos ao Parliament Hill ver o visual maravilhoso da city.

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Na volta ainda deu tempo de passarmos na Camdentown, regiao de punks e origem da musica eletronica. Depois ainda, jantamos com o Dan e a Gi num restaurante tailandes e ficamos batendo papo na casa da Gi. No dia seguinte, foi a vez de passar o dia com a Gi e o Dan. Fomos ao Tate Museum, no museu da Guerra, caminhamos pela London Eye que estava com as ruas fechadas, tomamos expresso, compramos uma pizza e voltamos para casa

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O Andrea foi jantar com a gente e se despedir de mim. Uma pessoa muito querida, muito acima da media. Dia seguinte foi correria para pegar o metro e me despedir. A Gi me levou ate o train para o aeroporto. Amei Londres. Amei a hospitalidade da Gi. Amei seus amigos. Amei tudo!

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25/10 – Kuala Lumpur ( Malasia)

Peguei entao o voo de Londres para Dubai, onde faria escala e encontraria o Gui para seguirmos para Kuala Lumpur. O tempo nao passava. Estava ansiosa para encontrar o Gui.

Logo quando desci naquele aeroporto moderno, ostensivo e gigantesco, tipo Disney, corri para passar pelo terminal de embarque para encontra-lo. Dessa vez, foram quase dois meses longe, um pouco menos que o encontro em Dar Es Salaan. Logo que passei, ja vi o Gui me esperando. Nos abracamos loucamente. Ele estava muito diferente. Nunca vi alguem conseguir mudar tanto quando viaja. Quando me despedi dele no aeroporto de Nairobi, ele estava louro, com os cabelos gigantes, estilo tigela, super moreno, parecia um surfista de filme americano. E agora estava com os cabelos super curtos, praticamente rapados, mostrando como cada vez mais ele fica careca, nao tao moreno, e muito, mas bota muito magro. Parecia o irmao mais novo do Gui que me despedi em Nairobi. Demorei uns dias para me adaptar ao novo visual. Agora ja consigo reconhece-lo e me sentir mais intima.

Nos estavamos muito cansados, mas como sempre muito apaixonados, eu vinha de um voo de 10 horas, a chegada em Dubai foi as 03:00h, pegariamos o voo para Kuala Lumpur as 05:30h. O Gui estava ha quase 24h no aeroporto, pois como tinha comprado passagem promocional, nao tinha direito a voucher, que inclui visto de transito, entao ele nao pode sair do aeroporto. No aviao capotamos durante praticamente todo o voo de mais nove horas e chegamos em Kuala Lampur as 14:00h. Eu estava com exatas 10 horas de fuso na cabeca. Tonta, lerda e me sentindo estranha.

Fomos direto para Chinatown, pegamos um hotel bem legal para comemorar o reencontro 2, largamos as coisas, fomos almocar, e dormimos cedo.

No outro dia, depois de muitas horas de sono, me sentia ainda muito esquisita. Kuala Lumpur e uma cidade grande, bonita, moderna, cheia de shoppings centers, 60% da populacao muculmana, mesquitas, templos hindus e budistas lindos e muitos jovens nas ruas, com seus cabelos super bem cortados, na maioria navalhados e bem modernos.

Mas estava sendo dificil me readaptar a viagem… Pensar em fazer e desfazer a mala a cada um, dois ou tres dias, carregar aquela mochila pesada nas costas cada vez que mudamos de lugar, passar o dia conhecendo lugares e caminhando, as vezes sem parar, voltar a normalmente comer em lugares baratos e nao sempre em cafes gostosos como os de Curitiba (que estouram o budget de uma viagem longa), carregar uma mochilinha pesada todo dia com tudo que se tem direito, papel higienico, camera fotografica, cachecol, jaqueta de chuva, bone, oculos, canga, kit higiene, etc, me dava uma preguica imensa. Olhar para tudo aquilo e lembrar que nossa viagem nao era de mala de rodinha significava muita coisa.

Mala de rodinha combina com hoteis deliciosos, taxis, restaurantes sofisticados, secador de cabelo e opcoes de sapatos e bolsa. Mochila combina com hostel, guest house, onibus de linha e de viagem, restaurantes bem locais ou comida de rua, cabelo preso, muitas vezes oleoso, garrafa morna de agua de 1,5 litros na mao e mochilinha pesada. Sentia uma puta resistencia de sair da minha zona de conforto bem confortavel que vivi no Brasil nos ultimos dias, para comecar a viajar.

E tambem viajando por Londres e agora por Kuala Lumpur, alguns dos meus “problemas e frustracoes” voltaram a ter alguma importancia. A pobreza e a simplicidade experimentada na Africa tinham levado tudo embora, mas a sofisticacao de Londres e o consumo de Kuala trouxeram de volta. E incrivel como o ambiente influencia. Nao ‘e por nada que trabalhamos tanto quando estamos numa cidade estruturada e vivemos muito mais quando estamos num vilarejo, por exemplo.

Agora entendo porque minha amiga Angelina Jolie milagrosamente se transformou numa mulher tao humana e adotou tantos filhos depois que conheceu a pobreza e a miseria do mundo. Quando eu for mae e meus filhos estiverem atravessando a adolescencia, se eles resolverem ser muito chatos, porque deve ser chato os filhos nessa fase, vou manda-los para Africa, acho que o Gui vai gostar da ideia… ‘E terapeutico!!!

Depois de me convencer de que eu nao estava mais na Africa, e que portanto as sensacoes seriam diferentes, resolvi me desapegar e comecar a experimentar a Asia.

Em Kuala-Lumpur foi dificil fazer isso, pois depois de passar pelo Low Yet – shopping sensacional de eletronicos com precos imperdiveis e pelo Pavillon – shopping de luxo maravilhoso, com todas as marcas mais famosas do mundo (variando o nivel da marca pela localizacao dentro do shopping, os melhores pontos era de Gucci pra cima e os piores da Levis), so consegui relaxar no dia seguinte quando comecamos a visitar os varios templos budistas e hindus que embelezam a cidade. Os templos budistas sao muito limpos, calmos, com aquelas musicas deliciosas de aula de yoga de fundo, com suas oferendas organizadas sobre o altar e muito incenso. A beleza dos templos ‘e chocante!

Ja os templos hindus, nao sao tao limpos assim, e as oferendas pouco organizadas, tem flores e frutas no altar, mas tambe’m sobre o chao, as vezes, os devotos tambem que cuidam dos templos sao bastante exoticos. Vestem-se com uma especie de canga colorida, sem camisa, os cabelos nao sao cortados, portanto eles vao enrolando o cabelo em caracol e seguram com um turbante. No rosto alguns com o terceiro olho pintado, outros com as tres listras horizontais que representam os tres Deuses: Shiva, Vishnu e Brahma.

Apos os tres dias em KL, me recuperando da diferenca de fusos, tentando me adaptar ao calor insuportavel e constante de pelo menos 35g e resgatando sentimentos mais nobres e menos consumistas, chegamos a Melaka. Uma pequena cidade historica no litoral ao sul da Malsia, com uma arquitetura tipica da colonizacao que sofreram, primeiro portuguesa e depois holandesa. Visitamos a Chinatown deles, cheia de lojinhas descoladas, restaurantes e templos budistas maravilhosos, um deles fiquei por 1h, desfrutando a energia do lugar e vendo o ritual de cada devoto ao chegar que chegava.

02/11 – Singapura

De Melaka seguimos para Singapura de onibus. Nao sei se preciso dizer, mas os onibus aqui sao tranquilissimos como no Brasil, sem galinhas nem sacos de comida, nem roupa encardida de poeira ao final. A chegada foi abaixo de chuva e bem no final da tarde, hora do rush, entao os taxis nao paravam. Nem adiantava acenar, eles nem nos viam, se quisessemos nos fazer notar, tinhamos que sair de baixo da nossa marquise para tentar chama-los. O Super Gui, com seus poderes que sao acionados durante viagens, logo conseguiu um, causando certa inveja aos locais e turistas. Convidei um casal mais velho de franceses para ir com a gente, pois o senhor ja estava enxarcado e nao tinha conseguido nada. O backpacker que tinhamos feito reserva estava lotado, haviam nos mandado email avisando, mas nao tinhamos visto a resposta, entao seguimos para um hotel ali perto. Limpo, com ar condicionado, mas muito pequeno, era chegar e sentar na cama pois nao tinha espaco pra nada. Fomos entao jantar na Little India num restaurante delicioso. Pelo jeito Chinatown e Little India tem por tudo aqui.

No dia seguinte fomos explorar a cidade. Tivemos uma otima impressao do lugar. Restaurantes descolados, avenidas limpas e organizadas, shoppings e mais shoppings, cafes e mais cafes, arranha-ceus e tudo mais que uma cidade grande bem desenvolvida pode oferecer.

Paramos numa igreja anglicana recomendada no guia para conhecer e fomos convidados para a missa, acabamos assistindo inteira. A igreja era linda e cheia de TVs tela plana para todos acompanharem as palavras do pastor. Durante toda missa os locais tentavam nos ajudar abrindo a pagina da biblia que estava sendo citada e por ai vai. Ao final da missa o pastor pediu para se identificarem as pessoas que estavam visitando a igreja pela primeira vez, nos, junto com europeus, levantamos e recebemos uma salva de palmas de boas vindas. Nos sentimos muito acolhidos e saimos de la renovados.

Depois de uma parada para almoco, fomos visitar a Chinatown e ficamos impressionados com um templo enorme budista de 5 andares recomendado. Dentro tambem era um museu. No primeiro andar estava ocorrendo uma cerimonia, com varios devotos rezando e nos andares superiores estava o museu, que contava toda a historia de Buda na primeira pessoa. Interessantissimo, amei demais, vou conta-la com mais detalhes em seguida.

Fim de tarde fomos a Sentosa, um grande clube com parque de diversoes e aquaticos, bares, restaurantes, casas noturnas e muitas lojas. Uma super infra-estrutura. Fomos tomar uma cerveja no Cafe Delmar, mas nos decepcionamos um pouco com o astral do lugar, era aquela coisa bem forcada de adolescentes escutando musica eletronica, estilo Sky de Estaleirinho (quem nao teve a oportunidade de ir, nao perca o verao 2010 no sky). Depois voltando, vimos que poderiamos ter parado em lugares melhores, mas valeu o passeio para conhecer como os singapurenses passam o fim de semana, nao faltam coisas para fazer por la.

10/11 – Borneo (Malasia)

No dia seguinte, ja sacudos da segunda cidade grande que passavamos, pegamos um voo para Borneo, uma grande ilha, metade pertencente a Malasia e a outra a Indonesia. La, ficamos em Kotakinabalu, uma cidade relativamente grande bem proxima de boas praias para mergulho. No aeroporto rachamos o taxi com um casal de ingleses, ele natural de Zimbabue e ela descendente de indianos. Aproveitamos para jantar juntos e tomar uma cerveja. Eles estavam viajando ha quase um ano, somente pelo sudeste asiatico, estavam nos ultimos dois meses da viagem. Perguntei quanto aos sentimentos em relacao a volta, ambos contaram estar bastante receosos com o retorno, mas nao querendo estender mais, pois estao com vontade de voltar para dentro de suas casas.

Passamos o dia numa ilha ali perto, o Gui aproveitou para fazer snorklling e eu apenas tomei banho de mar. Nao sou muito de me jogar no mar, sempre sinto frio, mas com o calor daqui isso acabou, tudo ‘e motivo para entrar na agua.

No dia seguinte fomos a cidade de Sepilok, para conhecer um centro de reabilitacao de orangotangos. apesar da chuva que caiu, fazendo eu testar minha jaquetinha impermeavel (passou no teste, fiquei la como se nada estivesse acontecendo), vimos dois orangotangos, um deles enorme, muito legal. Depois, aproveitamos para relaxar no backpacker com ar condicionado e por o blog em dia.

Seguimos entao para Sungai Kinabatangam, um rio que da acesso a areas preservadas de floresta tropical, com carro e motorista particular, onde fizemos um passeio de barco bem estilo pantanal, delicioso, para tentarmos ver orangotangos selvagens e aqueles macacos com cara de gente – os tais probisceos, muito bonitinho. Foi um passeio restaurador, muito bom ficar proxima da natureza.


A noite jantamos com o unico casal que dividia a pousada com a gente. So existiam dois quartos simplerrimos, fazendo-me resgatar a experiencia do banho de balde. Agora ja descolada, pedi agua quente, eles nao entendiam ingles, entao peguei a termica de agua quente do cafe da tarde e despejei no balde, o banho ficou morninho, quebrando bem o gelo.

O casal era frances, vivem no sul da Franca, o Laid e a Sarah. Eles tambem estavam fazendo um mochilao pelo mundo de um ano, estavam no quarto mes ainda. Muito legal o jeito que eles contaram de como foi a decisao de fazer a viagem. Um dia, conversando sobre os planos da vida deles de recem casados, descobriram que ambos estavam pensando em trabalhar para juntar dinheiro e ter filhos achando que esta era a expectativa e o sonho do outro…. acabaram descobrindo que nem um dos dois queria fazer isso e um deles ousou falando do plano da viagem e na hora concordaram e comecaram a planejar. A Sarah largou o trabalho cinco meses antes para pesquisar os roteiros, comprar passagens, etc. e Laid saiu um mes antes. Como ele trabalha na mesma companhia ha 6 anos, nos explicou que apos este periodo voce tem direito pelo governo ha um ano de folga, entao ele voltara empregado. Tinham que criar isso no Brasil ne…. so o desafio ‘e encontrar uma empresa tao legal a ponto de ficar por pelo menos uns 12 anos e tirar duas ferias dessas.

Voltamos com eles e o nosso simpatico motorista ate o onibus que nos levaria para Semporna, cidade de onde se fecha os pacotes para fazer mergulho. Sipadam, conhecida com uma das melhores praias para mergulho do mundo, estava com suas reservas lotadas. Como nosso pacote com hotel, mergulho e alimentacao so saia no dia seguinte, aproveitamos para relaxar num hotel sob palafitas no meio do oceano, bem ao estilo Taiti. Os franceses foram com a gente! Sensacional o lugar, literalmente no meio da agua. Aproveitei para fazer snorklling dentro de um grande aquario que eles montaram, com peixes lindissimos, que vem com tudo em direcao a gente. Amei!!!


Depois fomos jantar e como era aniversario do Laid, pedimos uma vela surpresa, a moca improvisou uma torta com velhinha, ele adorou. So que no meio do jantar, comecou um vendavao e tivemos que correr para o quarto, ordem do pessoal do hotel. La ficamos conversando ate tarde, discutimos politica, falamos do Sarkosy, Lula e Chaves e dormimos. Fiquei a noite toda acordando com medo de tsunami ou de um raio cair sobre nosso hotel e acabar com tudo, pois foi uma noite de trovoes violentos. Gracas a Deus, nao foi dessa vez. Como estou ao lado do Gui fico mais tranquila, pois ele sempre foge das catastrofes. Em 2001 chegou nos Estados Unidos na semana anterior ao atentado, mas foi para costa oeste, em 2004 ele voltou da Tailandia um pouco antes do tsunami e no ano seguinte voltou da India nem um mes antes de um atentado a bomba em Nova Delli na regiao que ele se hospedou e tem mais exemplos…

Logo cedo fomos ate o centro de mergulho que haviamos fechado para ir a Mabul Island. As lanchas vieram abarrotadas de Europeus, nao se via um local. Um povo meio “preguica”, mas o lugar super legal, as acomodacoes otimas, com varanda e rede. Deu para lavar muitas roupas. O Gui mergulhou duas vezes e eu fiz snorklling com os franceses. A grande maioria tinha tirado ferias curtas para mergulhar, era um local especifico para isso, entao quem fazia so snorklling era totalmente fora do contexto, no caso eu e os franceses, os unicos. Nas mesas do refeitorio da pousada, por exmplo, eram livros e mais livros de todos os animais aquaticos e corais que poderiam ser encontrados e todo mundo folhando junto e conversando a respeito.

Conhecemos tambem um casal belga super simpatico, Benyaa e Hanan, que se juntaram a nos e os franceses, ambos muculmanos e descendente de Marroquinos. Estavam fazendo curso avancado de mergulho, saiam para mergulhar a noite, inclusive. Eu aproveitei para conversar com a esposa Hanan, muito querida, que falava pouco em ingles, mas conseguimos nos entender. Ela era devota de Maome, rezava as cinco vezes por dia como orienta o alcorao e ainda participava de grupos de estudo. Aproveitei para saber um pouco mais do islamismo a partir da visao de um muculmano que vive na Europa. Ela nao usava veu, explicou que a religiao estava no coracao. Mas sua mae usava, pois era opcional, pelo menos para os mais moderados. Ela nao podia casar com um homem fora do isla, mas o homem sim, mas somente com cristaos e judeus, pois assim como eles, acreditam num so Deus. Sao chamados de “povos dos livros sagrados”, pois o islamismo acredita no velho testamento e no tora – base do cristianismo e do judaismo. Alem de serem religioes derivadas de Abrahao, que ‘e um dos 25 profetas respeitados pelos muculmanos. Maome ‘e o ultimo e considerado o mais importante. Eles nao respeitam os devotos do induismo, que seguem varios Deuses, pois acreditam que existe somente um Deus, que ‘e o criador. Os demais sao profetas importantes, dentre eles Maome, Jesus Cristo, Moises, Noe….Depois dessa conversa esclarecedora e profundamente agradavel, fomos dormir.


Dia seguinte mais snorklling e almoco animado com os franceses e belgas, juntou-se a nos tambem um portugues, que estava viajando a dois anos e meio e nao sabia ainda quando voltaria a Portugal. Voltamos para o continente fim de tarde e pegamos um onibus noturno para Kotakinabalu novamente. O ar condicionado estava no maximo e passamos um pouco de frio. Capotamos a noite toda e fomos acordados pelo motorista, nem deu para ouvir o barulho do pessoal passando mal, que so percebemos quando acordamos, gracas a Deus.

Relaxamos num backpacker e aproveitamos para usar o skipe e falar com a familia, ja a noite pegamos um voo para a capital Jakarta na Indonesia. Chegamos por volta da meia noite e como nosso voo para Yogyakarta era as seis da manha, dormimos do lado de fora do terminal de embarque, pois o aeroporto estava fechado. Como recompensa a minha compreensao, pude comer no Star Bucks um sorvete com frutas delicioso e tomar um cha com leite bem gelado. De barriga cheia e feliz, dormi como um anjo sobre as cadeiras do aeroporto, aproveitando a primeira brisa que senti desde que cheguei na Asia.

16/11 – Yogakarta (Indonesia)

Fui acordada pelo Gui da minha confortavel poltrona as 04:00 da manha e fomos correndo fazer nossso check-in na Air Asia e tomar cafe da manha, para irmos para Yogakarta ou Jogjakarta na Ilha de Java, pode ser chamado pelos dois nomes conforme os locais. A ilha tem como maioria muculmana e um percentual muito pequeno de hindus e cristaos. La, nosso objetivo era visitar os dois templos – budista e hindu, construidos ha mais de mil anos. Como nossos amigos franceses ja tinham passado por aqui, nos recomendaram uma boa pousada, o que nos evitou aquela procura cansativa quando se chega num lugar novo. Super otima a recomendacao, era uma guest house super charmosa, com piscina e cafe da manha variado, por apenas 12 dolares. Eles tinham dois quartos a este custo na pousada e podemos desfrutar de toda infra, alem do quarto ser descolado, limpo e charmoso. Perfeito! Me senti em casa, ficaria ali por semanas. Aproveitei para tomar um banho demorado e lavar muitas roupas acumuladas, e depois acompanhei o Gui numa dormidinha.

A deliciosa Pousada!

Em seguida, de incrivel bom humor, fomos passear pela cidade de ricksha. A primeira visita seria a um Sultanato chamado Kraton. Na Indonesia ainda existem 25 sultanatos, mas todos apenas de cunho religioso (islamico), nao politico. O sultao possui duas mil pessoas trabalhando voluntariamente para ele. Ele ‘e o primeiro de sua geracao que so tem uma esposa e tres filhos. O objetivo ‘e poder dar bom exemplo aos seus seguidores, pois hoje na Indonesia o governo da uma medalha ao pai de familia que so tem uma esposa e dois filhos. O lugar ‘e bonito, com ampla area de lazer, e ate museus contando a historia do sultanato, bem como exposicao de roupas, fotos e objetos dos antigos sultoes.

Uma coisa me chamou super a atencao durante a visita, a quantidade de estudantes pedindo para tirar fotos com a gente, pois a gente parece as “ pessoas que eles veem nos filmes”… Fiquei de cara, nunca tinha pensado nisso, mas realmente a gente ve pouquissimas pessoas como eles nos filmes, principalmente americanos.

Ricksha!!!

Depois do sultanato, fomos almocar. No restaurante conversamos bastante com um homem que trabalhava no centro de informacoes turisticas da cidade, que reclamou bastante da discriminacao que sofre por ser catolico, referindo-se ao periodo natalino que so tem dois dias seguidos de folga, enquanto os muculmanos tem varios feriados religiosos ao longo do ano.

Fim do bate papo, chegou a comida. Estava empolgadissima com a comida asiatica, incomparavelmente melhor que a da Africa, que era sempre a mesma (arroz empapado, feijao carioca com pouco molho, peixe frito gordurento/frango durissimo caipira e batata frita gordurosa, exceto nos bons restaurantes). Sobre a mesa, como a gente tem no Brasil o nosso azeite de oliva, sal e as vezes pimenta do reino ou numa sanduicheria, mostarda e ketchup, aqui eles tem tres bisnagas, uma de chili (apimentadinho e doce), outra de uma especie de melado (que ‘e feito com feijao preto) e tmolho de tomate, no estilo ketchup. Nao se usa faca, entao eles sempre dao um garfo e uma colher, apesar da maioria dos locais comerem com as maos. Em todos os lugares, para relembrar o delicioso Lagundri, com toda uma diferenca na simplicidade e forma de preparo, temos o tradicional mie goreng e nasi Goreng (mie – massa, nasi – arroz), que ‘e basicamente um dos dois com temperos e legumes com o super ovo estalado em cima. Nos melhores restaurantes o nasi ou mie acompanham frango, frutos do mar ou porco. Ai voce pede um deles e adiciona chili e o tal melado. Gente fica bom demais!

Em seguida a esse rico almoco com tantas novidades, fomos conhecer a piscina do sultao, na verdade ‘e tipo o clube de campo dele, so que sem campo, porque ‘e no meio da cidade. Muito bonito, todo aquele charme da decoracao muculmana (facilmente um ocidental confundiria com hindu), com bangalos para dormir e tudo mais. Adoramos!

Ja estava anoitecendo e resolvemos voltar para nossa deliciosa pousada quando avistei um salao de beleza com uma cara boa e resolvi perguntar o preco daquelas coisas que nos mulher fazemos, sabem amigas? O preco estava razoavel e resolvi ficar, enquanto o Gui buscava alugar uma scuter para nossa ida aos templos no dia seguinte. Bom, a ida ao salao foi um programa cultural. Enquanto duas mulheres traziam de volta toda a minha feminilidade, uma amiga delas que pelo jeito vivia no salao e falava super bem ingles ficava conversando comigo, fumando seu LA ou Sampuerna, e claro papo vem papo vai, todo aquele introsamento, ficamos fumando juntas tomando uma agua bem gelada e dando muita rizada. Ela era super divertida, acho que tinha uns 25 anos. Apos longas tres horas no divertido salao (pois a forma que realizavam o servico era tremendamente portuguesa), voltei a pousada viva!

O Gui ja estava de cara perguntando porque demorei tanto tempo, eu falei que provavelmente ele nao gostaria que eu contasse os detalhes do vagaroso servico…. Nessas alturas, as varias roupas que eu tinha lavado pela manha ja estavam sequinhas em funcao do calor insuportavel.

Mais tarde saimos para dar uma caminhada pelos arredores da nossa pousada e buscar um lugar para jantar. A rua onde ficava nossa pousada era calma e super charmosa com aquela decoracao asiatica (jura?) por todos os lados, muito legal. Jantamos e tomamos uma cerveja gelada para comemorar nossa super chegada e dormimos como anjos.

Dia seguinte: aventura! Pegamos nossa super scuter automatica (a nossa Biz no Brasil) rumo ao templo budista Borobodur e fomos desfrutando o visual dos lugares que passavamos. Tinha muito mais scuter pelas ruas do que carros, era scuter em cima de scuter e os motoristas eram dos mais variados: meninas, mulheres, homens, familias inteiras e muito mais. Na ida passamos por um cara, que para nos pareceria um mendigo depravado, mas nao sei o que para eles significa, mas o tal cara usava um rastafari gingante ate metade da bunda e estava totalmente pelado. Tentei tirar um foto, mas nao podia perturbar a concentraco do Gui, que estava tenso dirigindo sobre aquele trafego enquanto eu me divertia atras.

Chegamos em Borobodur uma hora e meia depois, tinham nos dito que eram 40 min, mas nao. Minha bunda estava gritando nessas alturas e o sol escaldante tentando ultrapassar as barreiras do protetor solar. A entrada para turista era infinitamente mais cara que para os locais, mas podiamos nos recuperar numa sala vip bem refrigerada, com agua gelada, cafe e cha, alem de banheiros limpos com direito a cestinhas de rosas e sabonte liquido para as maos. Quase entrei embaixo da pia para tirar o calor e voltei para salinha. Tomei agua, cafe, cha, tudo o que tinha direito, so faltou eu tirar um cochilo antes de comecar a visita ao templo. Decidimos pegar um guia para podermos aprofundar e entender a historia. No caminho, aluguei uma sombrinha para suportar o calor. Bem que tinham nos dito para chegar la as seis da manha por causa do sol e nos nao demos bola. Eram quase dez horas da manha e estavamos derretendo.

Quando parei em frente ao templo fiquei chocada. Borobodur ‘e impressionante, um verdadeiro fenomeno humano! Foi construido em 800 DC e levou 100 anos para ficar pronto. Hoje nao ‘e mais considerado um lugar sagrado para os devotos, por ter sofrido um grande terremoto ate ser destruido e ficado abandonado por anos. So apos ter se tornado um patrimonio da Unesco, ‘e que foi reconstruido. Antigamente para subir no templo voce precisava tirar os sapatos. Agora os devotos so vem uma vez por ano, para celebrar a Lua Cheia.

Toda historia de Buda talhada na pedra!

O templo possui 9 andares e 140 degraus. ‘E imenso! Para subir ate o topo, voce precisa fazer todo o caminho em espiral, no sentido horario. Os andares vao representando o ciclo da vida. O primeiro ciclo e mais longo representa o mundo material, onde as pedras do templo sao talhadas com desenhos contando toda a historia de Buda, do nascimento a morte. De um lado conta a historia dele em vida e do outro (como um corredor), de suas vidas anteriores. Toda a historia contada neste ciclo relata sua vida material, antes dele abandonar a familia e comecar a meditar, demonstrando o mundo material com um ciclo confuso, cheio de informacoes, possibilidades e estimulos para a mente. Ja o segundo, o espiritual, tem menos informacoes e ‘e menos confuso, mostrando como Buda atinge este novo ciclo em sua vida, abandonando o reino e sua famila para comecar a meditar. O ultimo ciclo ‘e o nirvana ou a iluminacao, sem nenhuma informacao, totalmente vazio, somente com diversas estupas com o Buda dentro, representando o puro contato com o seu espirito original.

O guia nos mostrou os desenhos onde conta a historia de Buda nas vidas passadas, Buda ja foi uma lontra, um lobo, ate um veado, ate que Deus chegou ate o ele-veado, em forma de um pedinte, e ele deu a ele mesmo para servir de alimento. Depois mostra o ceu, com as pessoas contando para Buda que ele viria para terra para terminar com os ciclos de reencarnacoes e o sofrimento das pessoas. Os seres espirituais selecionaram Maia para gerar Buda. Maia era uma rainha que vivia num reino Hindu e um certo dia sonhou com um elefante trazendo uma flor de lotus para ela. O marido, o rei, chamou sabios para interpretarem o sonho porque a esposa estava confusa e estes dizem que ela ficar’a gravida de Buda. Logo em seguida, numa viagem, ela pede para descansar embaixo de uma arvore e nasce Buda. Em Lumbine, no Nepal. Uma semana depois Maia morre e o pai de Buda casa com outra mulher que o cuida como um filho ate o crescimento. Depois, ao mandarem Buda para escola, perceberam que ele era mais inteligente do que os professores. Com 19 anos ele casa, para selecionar a esposa ele escolhe a que o anel cabe no dedo. Em seguida, a esposa engravida de uma menina. Depois de casado, o pai da como presente tres palacios para Buda cuidar. Quando ele sai para ver os palacios, no caminho encontra os primeiros pobres da vida dele (ele nunca tinha saido do reino antes), entre muitas outras coisas que vai encontrando pelo caminho e fica muito tocado, continuando a viagem ele conhece os primeiros sabios (simples, sem luxo, apenas se dedicando a espiritualidade) e decide que ele quer ser um sabio. Entao ele volta ao palacio e diz ao pai que vai abandonar tudo, a familia, a riqueza e seguira sozinho para se tornar um sabio. E sai com a roupa do corpo, conhece alguns sabios no caminho e comeca a meditar. Mas estes nao conseguem acompanha-lo, pois ele passa dias sem comer e beber, so meditando. Quando se da conta, esta muito magro e fraco e percebe que precisa comer para conseguir continuar meditando e volta a se alimentar. Assim ele vai ate atingir a iluminacao, o nirvana. E depois passa a ensinar aos discipulos que tentam acompanha-lo, passando anos ensinando o que aprendeu. Ja com muitos seguidores, inclusive sua familia se torna Budista, Buda desaparece na India e seu corpo nunca ‘e encontrado.

Algumas vertentes dizem que Buda precisou de 550 reencarnacoes para atingir o nirvana/iluminacao. Buda nao acredita em um ser superior, um Deus, porque todos podem atingir a iluminacao, “basta” procurarem evoluir nas suas vidas terrenas. Por isso existem tantos Budas que os budistas veneram, mas nenhum ‘e o Buda original. Dizem que Buda deu no ceu sua coroa para Maitea que ainda est’a por vir.

A beleza de Borobodur!

Sai do templo boba com toda riquesa da historia de Buda contada em detalhes sobre as pedras e tambem com as obras incriveis que se faziam antigamente e como as religioes se cruzam chegando ao mesmo ponto.

De la, tivemos uma pequena parada para almoco e seguimos para o templo hindu Prabanan, mais uma hora de passeio. Ao chegar, fizemos a mesma coisa, pegamos um guia para nos acompanhar e nos contar a historia do templo.

No inicio eram 240 torres, apos sucessivos terremotos, restaram 18, sendo que a Unesco ja reconstruiu tres vezes. No momento estao reconstruindo mais duas torres.

O que sobrou do templo Prambanan!

Na entrada voce ja enxergava os tres Deuses – Brahma, Shiva e Vishnu sobre seus transportes, cada um dentro do seu meru (uma especie de cone). Brahma ‘e o criador, seu transporte ‘e o cisnei e representa o fogo e a agua. Shiva ‘e o destruidor e regenerador, seu transporte ‘e o touro e representa a terra. Vishnu ‘e o mantenedor e protetor, seu transporte ‘e o garuda (uma criatura metade passaro metade homem) e representa o ar. Por isso a vaca ‘e sagrada na India, por ser o transporte de Shiva, ser provedora de leite e representar a mae. Voce encontra pouquissimos templos dedicados a Brahma na India, pois ele nao tem muitos devotos. A maior parte dos templos sao para Shiva, o Deus mais venerado, pois eles acreditam que Brahma como criador ja criou o mundo e Shiva como destruidor pode destruir as coisas e regenera-las. Muitos hindus acreditam que as catastrofes naturais sao obras de Shiva, que vem para destruir o mal e com a destruicao, poder regenerar. O aumento dos desastres naturais mostra justamente como o mundo est’a pior, por isso Shiva tem precisado vir tantas vezes. Sobre o fim do mundo, uma vertente do Hinduismo acredita que nao sera agora, pois Vishnu tem 10 reencarnacoes e reencarna a cada 2,5 mil anos, como ele ja passou por nove, uma delas como Buda, outra Krishna e a ultima Jesus (que vieram para salvar a humanidade da destruicao de Shiva), temos mais uma chance e Vishu est’a para vir a qualquer momento.

Ganesh ‘e um dos filhos de Shiva. Kala ‘e outro, filho de Shiva com Ganges. Kala nasceu porque Shiva estava numa longa viagem bem distante da terra quando avistou sua esposa Parvati se banhando no rio ganges, ele ficou exitado e ejaculou caindo sobre Ganges, gerando Kala. Como Kala nao sabia quem era seu pai e Ganges nunca contava a Kala, ele comia tudo que via na frente. Para nao acabar com o mundo, Shiva admitiu ser seu pai, antes que Kala destruisse tudo. Kala representa o tempo, o unico poder de Deus, que pode destruir tudo, mas nao pode se auto destruir. Por isso Kala nao tinha corpo, so cabeca, tudo o que ele comia retornava. Por isso, so Deus continuara! Achei essa passagem incrivel!

Tenho comecado a estudar sobre as religioes do mundo, atraves de um blog do filosofo e pesquisador Luiz Gonzaga de Carvalho Neto (www.luizgonzagadecarvalhoneto.com.br), e fico cada vez mais aliviada com as descobertas que venho fazendo, por poder compreender mais Deus e tudo isso tem dado um significado bem mais sistemico a minha vida, alem de ter diminuido meu medo da morte.

Saimos de la quase seis da tarde, quebrados e cansados, afinal estavamos na funcao dos templos desde as oito e pouco da manha, mas como estava anoitecendo foi mais fresquinho. Nos batemos um pouco para encontrar o caminho de volta, mas conseguimos chegar.

Fomos jantar rapidinho e capotamos antes daz dez. Acordamos e convenci o Gui a ficar mais um dia para relaxar e conhecer mais a cidade. Passamos a manha inteira na piscina. Eu so sai quando estava totalmente murcha. Fomos almocar e conhecer o centro, a famosa rua dos milhoes de comercios chamada Malioboro. Mas as opcoes eram meio sempre as mesmas, milhoes de roupas com tecido de retalhos, no comeco voce queria comprar todas, depois enjoava. Tiramos mais fotos com um grupo de promotores de venda da gatorade.

Voltamos para casa mais cedo para nos prepararmos para o bale Parusiwata, um bale javanes que conta a historia de um lenda local, sem voz, so danca. Como nos empolgamos conversando com um frances que conhecemos na chegada, nao deu tempo de lermos a historia entregue a nos na entrada e acabamos por nao entender nada, somente achar bonito. Uma pena!!!

Dia seguinte pegamos uma van junto com outros estrangeiros rumo ao vulcao Bromo. Foram 12 horas de viagem sobre um sol escaldante, o ar condicionado do carro nao funcionava direito, fazendo todos n’os desistirmos e abrirmos as janelas.

Consegui entender porque a Indonesia ‘e o quarto pais mais populoso do mundo (sao 250 milhoes de habitantes dentro de um territorio bem menor que do Brasil), no caminho nao havia estrada, era uma cidade ao lado da outra.

Finalmente chegamos ao nosso hotel ja mais perto dos vulcoes, jantamos rapido e fomos dormir, pois tinhamos que acordar as tres e meia da manha. Horario delicioso. Acordamos, nos entupimos de roupas, pois a temperatura no mirante era de 4 graus. Quando chegamos la em cima, era tanto turista (a maior parte da Indonesia) que quase nao dava para enxergar nada. Esperamos alguns desistirem para pegar lugar e conseguirmos ver. Bem interessante, novidade ver um vulcao na tua cara saindo um monte de fumaca, mas para mim se colocar na balanca, todo longo trajeto mais acordar de madrugada, eu passaria sem essa tranquilamente. Ate porque, visual de vulcao na Indonesia nao falta. Mas o Gui queria muito ver.


243 comentários em “TambemSai

  1. Guria, demais! É claro que eu te leio como se vc estivesse falando, o que é muito mais interessante e engraçado tbém. Que choque cultural! hein? Eu tinha dito para Jo que seu primeiro impacto seria no albergue e nessa história de cama-chuveiro legais. Vc entrou na rota do inesperado. Relaxe e flua…
    Vou passar o link do blog para a Dé e Jo. Depois vou ler com calma a última postagem do Gui. Sou fã de carteirinha, leio tudo. Bj pra ele. Carpem diem!

    • Oi Soooooooooolll,

      Que delicia que vc ta acompanhando e agora as meninas. Manda um beijao p/ elas. Assim que chegar vamos marcar um super jantar na casa de vcs, que ficou nosso ponto de encontro. Amei saber que vcs estao aqui vendo. Continuem.
      Ta inedito a experiencia, incrivel. Nao e facil escrever, pois nao tem acento nos teclados e a internet e carissima, entao a gente tem que escrever correndo e nem corrigir.
      E ja estou atrasada com 9 dias de coisas p/ contar, vou ter que aprender a resumir minhas vivencias.
      Beijos enormes

    • Oi Magdazinha querida, fico muito feliz de saber que vc vai ta aqui junto acompanhando. Ta tudo demais. Tenho mais milhares de experincias vivida p/ contar, estou atrasada.
      Beijos gigantes
      Bibi

  2. Bibi…. to chorando de emoção, acredita?? Quanta história em poucos dias! Quanta vida diferente por aí. Aproveite a riqueza desse povo. Essa riqueza será sua, não esqueça disso! To amando o tambemsai…. muita coisa boa. Isso precisa ser um livro (rs). Bjsssssssssssss

    • Amiga querida, que saudades de vc. Ja ate imagino nos num super cafe e eu te contando tudo pessoalmente. Vc acompanhou minha luta p/ me soltar p/ essa experiencia que esta sendo simplesmente incrivel.
      Tem muitas mais historias p/ contar, nao sei como vou resumir.
      Beijos com amor
      Bibi

  3. Puxaaa conseguiiiiiiiiiii!!!!
    Bibi que alucinante essa de relatar a seu modo, jeito “Biancana de ser”, alias que tripppp???
    Bom deu Mara; agora vou dar uma de mãe:
    -Oi filhinha que bom que vc esta feliz, e o Gui esta conseguindo dormir em cama, ja acostumou? estamos tocendo por vc e se cuida tá?
    Brincadeira..olha já liguei de todas as formas possiveis e imagináveis para o numero que nos destes, cara o que é o ingles da telefonista da Tanzânia? carregado e não aguento mais ouvi-la..”Dont …” Dont…” Not…, Not…< nada de Yes, Ok, Congratul…so dá errado!Skype atualizada e tudo!!
    Me envia outra vez para confeencia o number!!!
    Saudades e pura felicidades de saber da felicidades de vcs! Amo amar vcs!
    bjkas

  4. Ah… Bibi me deu vontade de escrever mais!!!
    Então lá vai: …saudades filha querida e alegria da alegria de vcs , Bibi o que é a cara do Gui se preparando para receber vc?
    Altos processos “barbisticos”…Que figura!
    Bem absoluta, se cuide e observe a cultura da forma que vc sabe…aprendendo!
    Beijos da mãe nos seu olhos, nariz e… rins, figado…finalizando no coração!

    • Dicaaaaaaaaaaaaaaa!!!!

      Viu tua obra?! Foi vc que criou a filha aqui!!
      Que educacao belissima hein? tem que me ensinar depois hahaha…
      Muita saudades mae, pai, manaos, como ta o Manao Jony, morrendo de saudades de mim? Diga p/ ele que sinto falta de encher o saco dele aqui e ficar ouvindo ele me chamar de oito ou oitenta…, manao tongao.

      Beijao Dica

  5. Bibi querida!
    Amei tudo, parece que consigo ver vc na minha frente contando todas estas histórias! rs…
    Continue nos contando, só assim pra matar um pouco a curiosidade.
    Beijos
    Ju

    • Juuuuuuuuuuuuuuuuuu!!!!

      Acompanhe nossa aventura!! Fique aqui comigo!
      Vc me conhece, ta me vendo falar ne?!
      depois de ler o que tinha escrito ate pensei que vergonha, qta ignorancia, mas foi o que vivi e ta mto engracado ne, ri sozinha…
      beijos

  6. hahahahahaha
    bibi, voce é genial! Vocês dois são o maximo do maximo! Nao consegui acreditar nas coisas que o gui escrevia, mas agora ficou muito mais rico ainda!!!!! MUITAS SAUDADES DE VOCES! Queria dividir estes momentos com voces!

    • Paaaaaaaaaati querida!!!

      Que bom que vc adorou, com uns cunhados desses a gente tem que se esforcar ne?!!!! hahhaha…
      Estamos esperando vcs em dezembro, e sera uma delicia ter vcs aqui e contar muitas historias pessoalmente. So nao se assuste, que eu to cada vez mais mulanbenta p/ ver se o Gui fica mais apaixonado ahhahaha.

      Beijos com saudades

  7. Bibi, show de bola a tua aventura! Pelo jeito te deixaram levar a mala na cabine sem problemas. Será que não bloquearam o teu hidratante? Bem, continua escrevendo que a gente aqui tá viajando junto com voces!

    Vicente

    • Oi Vicente,

      Deu tudo certo, a minha mala tava mto humilde que ng me barrou, tinha gente com mala mto maior que a minha levando em cima!!
      E olha ta dando certinho as roupas, na tampa!!
      Fique com a gente aqui!
      Bjao e obrigada pela consultoria

  8. Bibi você é realmente uma figura. Que bacana, estou vendo que você vai aproveitar muito ( a sua maneira é claro ) e eu aqui também lendo essa comédia…

    Beijo

    • Dai Nunasso!!!

      Curtindo a co-cunha entao!!! A galera nao e fraca na familia, so entra cunhados legais, nao acha???
      Ta demais! To amando, hj tive uma longa conversa com uma amiga muculmana, tudo inedito.
      Acompanhe a comedia aqui!
      BJAO

  9. Bibi O que é: “O seu comentário está aguardando moderação”.
    Fui sem a tal da moderação/
    So faltava essa!
    Mãe

  10. A aventura mais light de sua viagem foi uma comédia, mas acho que deu muito frio na barriga! Estarei acompanhando suas notícias. Ps: acho que vc deve ter aprovado o extreme makeover de seu marido!

    Beijos

    Rosane

    • Oi Roooo…

      Foi literalmente uma comedia, eu so tive a nocao exata do qto foi qdo comecei a contar no blog, ria de mim mesma…
      Aprovadissimo o marido! Mas deu muuuuuuuuuuuito frio na barriga, exatamente.
      Fique aqui acompanhando, tem muitas historias legais e atrasadas, nao sei como vou conta-las, pq sao experiencias e mais experiencias…
      beijos

  11. Querida Bibi, onde você está? Entrei para ler suas belas histórias. Quando for possível, coloque fotos, ok?
    Bjs e luz para vcs. dois.

    • To preparando a proxima parte p/ colocar, espero conseguir colocar as fotos nessa proxima, e muito corrido p/ escrever, colocar as fotos, mas eu fico ate adrenalizada depois, de feliz de saber que consegui compartilhar!!!
      Continue aqui querida!!!
      Bibi

  12. Miguinha linda… que gostoso poder acompanhar esses momentos contigo! Uma delícia ler todos os detalhes, as suas emoções! Aproveita mesmo por aí… curta muuito miguinha! Essa oportunidade que vc está tendo é única!
    Fica com Deus… vou estar te acompanhando por aqui!
    Depois eu escrevo respondendo o seu email!

    Beijos…

    • Miguinhaaaaaaaaaaaa!!!

      Fica aqui acompanhando!! Ta td muito bom, to aprendendo demais amiga!
      Ainda nao consegui entrar no hot p/ ver como vc esta por ai.

      Beijos enormes e vamos ver se a gnete consegue se ver no teu ultimo encontro da sbdg.

      Bibi

  13. Bibi…. muito obrigada.. continue escrevendo please.. chorei de rir com as suas aventuras…. demais guria. Deixei um comentário no blog do Guilherme também.. e adicionei vcs nos favoritos aqui… agora vou entrar sempre pra saber das novidades…. aproveitem muito.. viajar é vida e é inesquecível!!!
    Beijo guria!!

    • Cynthia querida!!!

      Nossa que legal saber que vc ta nos acompanhando. Obrigada vc por fazer parte disso com a gente e valorizar a nossa grande jornada/viagem pelo mundo…
      E vc tb ta viajando, lembro que a Caca me falou? Ja voltou? Deve ter sido muito importante p/ vc, ne?!
      Beijao e fique com a gente!!

      Bibi

      • Bibi.. guria.. o que são os seus relatos.. adorei a descrição do andar das girafas… a observação da zebra morta.. exatamente isso: o que ela ainda estava fazendo ali? kkkkkk E essa coisa de sentir falta do cheiro de axila.. hahaha vc é mesmo muito elegante.. deve ser um vudum horrível isso.. kkkk e é aquela coisa né amiga.. a gente se acostuma com tudo.. incrível! E esse mega milhionário hein.. adorei a observação: “cada um com sua referência” quando vc comentou que o assunto foi meio sem graça pra tanta gentileza do cara.
        E tua sogra sentando no chale dela querendo continuar a história de Freud.. elegantíssima!!!! Ai guria, demais.. to amando.. continua please.. num para num para não!!
        Mega beijo pra vocês.. proveitem muito!!

        Vc perguntou da minha viagem, foi legal demais também.. mas tipo um fiat uno perto de um jaguar comparando com a sua kkkk. Já estou aqui devolta e tá tudo igual.. friaca animal e a gripe do porco pegando! Ei fica longe dos porcos hein!! hehe

        Beijão guria!

    • Cynthiaaaaaaaaaaaaa,
      Tu e demais guria! E das minhas! Essa do fiat uno foi excelente! Vc tb deve ta numa fase super rica ne… quanta mudanca. E mudanca, apesar de tirar o conforto da rotina, sempre e muito rejuvenescedor. Guria, mas tenho que agradecer ao mestre Gui, se eu tivesse ido por mim mesma jamais teria condicoes de vir p/ ca, sou muito tatu p/ viajar, nao sei me virar muito bem. Espero que com toda essa experiencia eu me desenvolva e quem sabe a gente faz umas viagens juntas, imagina? Delicia.
      Amiga, fique aqui lendo, ta? To amando tua participacao ai com a gente.
      Beijo enorme, manda um bjao p/ Caca.
      Bibi

    • Oi Iris !!!

      Ta gostando da parte feminina do blog? To lendo o livro que vc me deu, maravilhoso, muito bom mesmo, obrigada!!!

      Fique aqui com a gente, agora acompanhando os dois!!

      beijos

      Bibi

  14. Amiga! como alguém já falou antes: o mais gostoso de ler é q dá pra imaginar vc contando a história. as partes dos perrengues são as mais engraçadas (pra quem lê, claro). aproveite muito esses momentos… como vc pode ver eles apenas começaram e vc já tem histórias mil pra contar. adoro esse blog de vcs! beijos

    • Paaaaaaaaauuuuuuuuuuuulll!!!!

      Amiga vc deve imaginar como foi essa aventura bizarra p/ mim!!! hahaha
      Nossa ta td muito fantastico, nao sei nem o que fazer com tanta coisa que to aprendendo, me tocando e sentindo!!!
      Fica aqui com a gente ta!!!
      Beijos com saudades
      Bibi

  15. Sério, este blog duplo de vocês é ótimo. O Gui contando as maiores patetadas como se fosse super normal e você desmentindo tudo! 😀

    Vocês são umas figuras. Queria poder estar junto! Quem sabe no fim do ano…

    E o celular que pega no safári e não pega na chácara? Adorei, haha.

    Beijo!

    • Como diz a Mara, a versao feminina e a masculina. Tranquilo pra muns, nem tanto para outros…haha
      Final do ano certeza!!! Natal ja ta certo com a gente!!! Falamos depois.

      Bjs

    • Giiiiiii querida!!!!

      Feliz aniversario atrasada, te mandei um email na epoca, mas voltou pq tava errado e acabei nao conseguindo mandar outro depois!!
      Ja estamos te esperando p/ passar um tempo com a gente no final do ano!!
      To torcendo por vc com a super tese!!! Depois do sufoco ai vc fica com a gente relaxando!!
      Eu e o Gui temos rido muito de nossas aventuras e percepcoes tao distintas, apesar de que o barco assustou ele bastante, imagine como foi se ele chegou a se assustar… agora imagine eu… ahhaah

      Beijos

  16. Bibi, que delicia ler vc.
    Descobri q vc ta usando a “vontade de potencia”! Voce pode!Poder de adaptação, este é um mecanismo individual super disponivel a nós seres humanos… Altas descobertas de vc mesma, não filha? Amei ler duplamente as visões masculinas e femininas da mesma experiencia.
    Bjs de sua Dicaaaaaaaaaaa… mãe!

    • Dicaaaaaaaa!!!

      Vc vai ter que estar na Italia com a gente, vc ia amar tudo isso! Viajar e muita vida, um banho de vida!!!
      Olha aqui a adaptacao tem sido muitop usada, mas os beneficios sao incalculaveis.
      Maezinha, amo vc!!!
      Beijos p/ os homes e pai!

      Bibi

  17. Doce Bibi, que saudades de vc. Olha, tenho lido suas belas histórias e a do Gui também. Vocês são muito dez mesmo. Continuem curtindo tudo. BJS c

    • Magda querida !!!!

      Aqui as pessoas sao todas doces e super queridas como vc, imagine um mundo assim? No onibus, qdo comem alguma coisa oferecem p/ gente, sem termos trocado um palavra antes.
      O que tenho mais amado aqui, sem duvida, sao as pessoas!
      O proximo blog comeca os insights!!!
      Beijos no coracao

      Bibi

  18. Vai virar livro com certezaaaaa!!

    Muitas saudades e vontade de ouvir todas estas histórias novamente mas com sua interpretação alucinante.

    Aproveita muito amiga!

    Beijos! Te amo!
    Jami

    • Jaaaaaaaaami amiga querida do meu coracao,

      Sempre tenho vc comigo aqui nas minhas andancas e aprendizagens!!! Lembro sempre do nosso dia dos namorados no Hoo!!! Foi demais!!!
      Olha do jeito que to aprendendo por aqui e capaz de virar um livro, nem que eu faca um big word e entrego xerox p/ vc e as meninas ahhaha.

      Beijo amiga enorme da sua amiga!!
      Amo vc!

      Bibi

  19. Meu Deus!! Quantos sentimentos ao ler sua história… a gente ri. A gente vibra. A gente chora. A gente chora de rir. A gente se assusta. A gente pergunta: como assim?, o que é isso? A gente fala: que loucura! A gente se espanta. A gente fala: que aventura! Que história! Que riqueza…. É a BIBI. Vai dar um livro. Saudades…. Com td certeza vai render muitos capítulos de café. Bjaooooooooooooo

    • Feeeeeeeeeeeer amiga,

      To me divertindo muito amiga. Olha que coisa mais deliciosa de se fazer, vejo tanta coisa nova todo dia que nem sei o que fazer, me emociono direto. Vamos ter cafes e cafes por meses p/ colocar tudo em dia.
      Muita saudades amiga!!!

      Bibi

  20. Bibi, fiquei tonto te ler isso dai, quase…não foi fácil aguentar isso!!!Mas já melhorou.
    Continuem curtindo e registrando essas “loucuras” das culturas locais.
    Beijão
    Com amor
    seu pai Silvio

  21. Paaaaaaaaaai querido,

    Que honra vc por aqui. Olha nao foi facil, foi dificilimo, mas gracas a deus acabou e dai ficou so a historia p/ contar. Lembrei muito de vcs na hora. Mas passei o dia ruim e ja a noite comi um super macarrao a bolonhesa… minha saude sempre boa ahhaha.

    Beijao
    Bibi

  22. Olá guria!
    Pô, entrei no blog diversas vezes no último mês, como que só descobri hoje estas postagens novas???… Li tudo… cara … no coments! Não tem o que falar. Isso vai te render história à beira da lareira pra muitos anos. Ontem mesmo, um frio do camangro por aqui, noitada a beira da lareira, lembrei de você. Acho que um moleskine só foi pouco que te dei pra essa viagem! Aliás, o tema até agora parece que foi “quebra de condicionamentos” e “desapego” – o fio condutor para a sua historia. Pensaí! Bjos da terra gelada e úmida!!

    • Soooooooolllll,

      Hahaha vc e as meninas devem ta rindo da minha cara ne? Olha bota desapego e quebra de condicionamentos. To aqui que nao sei mais o que e paradigma ahahahha.
      Gracas a teu comentario, implantei uma melhoria no blog, sempre o ultimo post vai ta em preto, ok?!
      O moleskine ta pequeno mesmo, tinha que ter trazido dois.
      Encontrei no aeroporto uns verdadeiros, quer que eu traga um p/ ti?
      Cara a coisa que mais gosto de saber e que to longe do frio, acho o frio chatissimo, nao vejo nenhuma graca no chocolate quente que as pessoas dizem, mas depois de conhecer a lareira da sua casa, comecei a gostar mais.
      Beijos enormes
      Bibi

  23. ai, ai, que saudades, agora que minha mae e o clau chegaram fico sabendo de mais detalhes! Apreoveitem muito cada segundo. beijos

    • Pati amada,

      Que bom que vc ta dando esse apoio aqui p/ nossas postagens. Sabe que eu e Gui somos fas de seus pareceres. Como dizem: “Sua opiniao e muito importante p/ nos”, de verdade.
      Ja tentei fazer uns filmes p/ pulp, mas o Gui ri das minhas tentativas, quem sabe ate a volta eheh.
      Saudades de vc e da familia maravilhosa, beijo enorme p/ o pedro e p/ Luiza se ela entender.
      beijao
      Bibi

  24. Oi miguinha… estou aqui de novo lendo! Muitas estórias… sem dúvida está sendo uma experiência riquíssima e vc vai ter muito o que contar quando chegar aqui! Que delícia ficar horas e horas covnersando!

    Que dia que vc chega em Curitiba, será que vamso conseguir nos ver??

    Beijos, beijos…
    Klá

    • Miguinhaaaaaa,

      Que animal que vc ta acompanhando, to adorando!
      Meu deus, que experiencia, ‘e coisa p/ caramba. Agradeco por ter um marido que me mostrou esse mundo das viagens.
      Vou te escrever dizendo qdo volto p/ gente ver se vc ta a’i.
      Beijao p/ querido do Serginho
      Bibi

  25. Bibi…
    Isso tudo é surreal demais!!!
    Nao vejo a hora de encontra-la e poder ouvir tudo isso ao vivo.
    Estou de verdade emocionada com tudo. Você e o Gui sao realmente demais! Fiquei com muita vontade de conhece-lo, saber mais sobre esta pessoa diferenciada.
    Te amo e volte logo

    Silll

    • Siiiiiiiiiiiiiiiiiiillllllll,

      Ja tinha pensado um monte em vc, pensado sera que a Paul nao vai avisar a Sil p/ entrar ver o blog? E vc ta aqui. Que amor.
      Teremos que fazer uma imersao de encontros p/ poder colocar tudo em dia ate a proxima ida. Essa e a primeira parte da viagem, lembra?
      O Gui adorou seu comentario, e iremos fazer um jantar quando ele voltar.
      Sil, fique acompanhando t’a? Obrigada por estar aqui!
      beijos enormes
      Bibi

  26. Bibiiiiiiiiiii!!!
    Oiiiiiii filha!!!
    Realmente vc surpreende quando escreve e descreve o que ve, sente e pensa…
    A Monica entao, que otima, contando sobre Freud naquela viagem…
    Ja disse que depois do mundo conhecer Bianca, Freud que desculpasse, pois seria… nem Bianca explica!!!ehehehe,
    Delicioso ler vc.
    Continuem aproveitando os recusros naturais dos lugares…
    bjs com saudades
    Com amor su mae Mara

    • Dicaaaaaaaaaaa,
      Vc p/ autoestima e uma bencao!! Nao adianta, mae e mae!! Esses dias tava falando p/ a Monica que achava o Gui muito inteligente, ela disse que ele era super dotado ahha, ele riu um monte.
      Dica, continue aqui e colocando a familia a parte, pai e homes.

      Beijao te amo

  27. Oi Bianca!! Que delícia ler as suas aventuras… dá a sensação de ter você por perto… beijão e saudades!!! Nos vemos em setembro então!!!

  28. Bibi está demais ler vc e é dificil náo ficar babando na cria!!!

    AMEI O dialogo ou melhor o intercambo com a muçulmana…: ²todas as nossas diferencas culturais nao significavam nada diante da nossa identificacao, eram duas mulheres frente a frente².
    Estamos todos ligados em sua viagem!O Pai e os homes, estao super de cara com sua performance na escolinha de mochila…
    bjáo com muito amor.
    Sua mae Mara

  29. Oi Bibi.!!!

    É muito bom ler vc e parece que estou vendo seu jeito de olhar com os olhos arregalados sem disfarçar, e olhar firme emtodos angulos, como é seu jeito de ser…
    Estou muito orgulhoso de vc e d Gui, pelo blog.
    Beijáo com muito amor pai,
    Silvio

    • Pai, muito massa que vc e os tongos dos homes tao acompanhando a viagem, ta sendo mesmo uma experiencia fantastica.
      Beijao e beijao p/ os homes!

      Bibi

  30. Bibi, tenho notado que voce trata carinhosamente as pessoas com uma repetiçao de vogais. por ex.: sooooooooool, diiiiiiiiccaaaaaaaaaaaaaaaaa… Ficaria muito feliz se fosse tratado assim tambem. Tipo nunooooooooo ou ate nunaçooooooooo, como voce preferir. Obrigado

    • Nunaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaasssssssssssssssssssssssssssso!!!

      Duvido que eu nao tinha escrito assim p/ ti tb?! Meu, me perdoe, agora vou ocupar sempre duas linhas so pro teu nome!
      Tu e demais ne, que observacao fantastica!
      Beijao da co-cunha
      Bibi

  31. Bibi e Gui
    Voces comendo poeira e nós comendo literalmente chuva! Nunca vi chover tanto.
    Cada vez me impressiona mais os fatos que vc nos conta. Realmente é uma experiencia fantastica.
    Beijáo do pai
    Silvio

    • Oi Pai!!!

      Feliz Aniversario, 60 anos de historia e de vida!!! Que pena que num aniversario de uma idade tao bonita como essa eu nao esteja com voce, mas estou de coracao.
      Voce e um orgulho p/ mim!
      Fico muito feliz que vc esteja acompanhando o blog!
      Continue essa pessoa incrivelmente autentica!
      O Gui esta aqui do lado mandando um abracao e felicidades!
      Te amo!
      Bibi

      • Oi Biboca, bom dia!
        To acompanhando teu blog, tuas novas fotos e novos amigos, amigas, lugares. Vejo que vcs estáo e divertindo muito.
        Bjs
        Pai
        Silvio

      • Oi Pai,
        Nem acredito que vc ta acompanhando, muito legal!!!
        As pessas aqui sao sempre uma surpresa boa, vc ia se sentir super acolhido. Vao se preparando, que em Jan a gnte ta na Italia, o home vai ta la e vcs podiam ir com a gente, duas semaninhas e o dolar ta bem bom, estamos felizes com o dolar.Um beijo enorme
        Bibi

  32. Oi Bianca e Gui,
    Tenho acompanhado as inacreditáveis aventuras de voces, e ontem à noite na casa dos Ruaro rimos muito Roberto e eu das descrições da Mônica…
    Essa é a experiência que muitos não tem coragem de vivenciar; Acompanho o destemor e o espírito despreendido de voces com admiração e carinho.
    Aguardo os próximos capítulos….
    Beijos
    Valderez

  33. Amiga,

    Estou morrendo de rir…
    Tô adorando saber de tudo, a tua narração pra variar é demais!
    Que delícia saber de vcs!
    Beijos e se cuidem…
    Nanda

    • Naaaaaaaaaaaaaaaaaaannnnnnnnnnnnnn,

      Cara imagine tu fazendo uma viagem dessa e escrevendo, ia virar bestseller amiga!!!
      Saudades Nan e fique aqui acompanhando
      beijos
      Bibi

  34. Bibiii…que super em!!! A nanda me mandou hoje o endereço desse blog para eu acompanhar a mega trip de vcs,nossa tantas emoções em!!!show
    Obs: vc tinha me passado o endereço errado!!! Normal né, foi a ansiedade de viajar, entendo!!rsrsrs…
    Sua narrativa está sendo espetacular para os espectadores da viagem de vcs..por favor não deixem de escrever…!!!o gui está mandando muito bem tbém…
    Bibi, pelamor de deus, não de uma de aipim frita ai e querer tirar foto abraçada com os leões ou algo do genero que coma carne humana tbém…
    Uma otima viagem para vcs dois e fiquem com Deus!!

    • Tuliassso,dale Tulio!

      Oba tatuazao, resolveu aparecer p/ ver o que os compadres andam fazendo, e o minimo que um compadre como vc pode fazer ahhahaha. Tulio, amei vc aqui!
      Lembrei do teu aniversario no dia, mas nao lembrava teu nv numero de cel p/ mandar uma msg, mas te desejei parabens em pensamento, vc ouviu? Era eu!!!
      Tulio, fique acompanhando ta, amanha vamos atualizar com os 12 dias de atraso que estamos.
      Beijos enorme manao
      Bibi

  35. huhuuuuuuuuuuuuuuuuu tambem entao….. o tio claudio veio aqui e me disse que a srta tambem estava escrevendo!!!!!!! que tudoooooo …. fico bem feliz em saber que esta tudo uma maravilha por aiiiiii…..

    super beijo pros viajantes…..

    rafa

    • Primmmaaaaaaaaaaaaaaa!!!

      Que massa vc aqui!! To sabendo da novidade, quando chegar quero saber tudo pessoalmente!!!!
      Raficha ta demais, e dentro do seu tempo maluco de trabalho tenta nos acompanhar, primona!
      Qdo voltar, vamos colocar o papo em dia e eu ver as novis dai!
      Beijao querida
      Bibi

  36. Amiga lindo do meu Core!!!

    Bem, por mais q eu soubesse que vc não me ligaria naquela famosa quinta…eu te desejei em pensamento uma linda viagem!!
    E estou percebendo que ela está sendo realmente linda!!
    Amiga que experiência..hein???!!!Bem Estou adorando seus relatos e estarei acompanhando sempre!!
    Um grande beijo cheio de saudades!!
    Te amo!!!

    bejokas Dani Souza!!

    • Dani amiga querida,

      Que amor vc aqui amiga,lembrou de ver o blog. Amei amiga, de coracao! Agora vai ficar muito mais facil p/ te contar pessalmente em Balneario. Aquela famosa quinta fiquei em Ctba, nao consegui ir, so cheguei sexta final de tarde, tava quase louca com tudo que tinha p/ fazer e apavorada com o tamanho da mochila que eu tinha comprado p/ ir hahaha.
      Amiga fique aqui comigo e com a gente!!!!
      Beijos enormes com amor e saudades
      Bibi

  37. Oi Valderez,

    Que legal termos vc nos acompanhando! As experiencias tem sido surreais, pelo menos p/ mim eheheh.
    Mas estamos muito felizes!
    Beijos com carinho
    Bibi

  38. Lindaaa… fiquei lendo a estória da Lamu e do Masha! Que gostoso que é perceber que mesmo com todas as barreiras culturais, ser humano é ser humano e isso por si só já basta para termos empatia e carinho um pelo outro! Muito bacana ver que vc já está fazendo “amigos” por aí e que está fazendo a “diferença” na vida deles… sa mesma forma que eles te tocaram, você também deve ter tocado eles…

    Fica com Deus e continua curtindo muito por aí!

    Beijos…

    • Amiga, nao tinha visto esse teu comentario, desculpe! E exatamente isso que senti, que ser humano e ser humano em qquer lugar, e isso apesar de obvio e de eu ja imaginar, pra mim foi uma bela constatacao. Vc ia ama-los Kla, eles sao de uma docura incrivel.
      Beijos enormes amiguinha!
      Bibi

  39. Oi filha!!!
    Náo da pra enganar vc…kkkk( escrita pai)…
    Isso já é penetraçáo psicologica!!!

    Bibi, estou amando suas fotos e ve-la com as amigas africanas me orgulha e faz feliz!!
    Humanismo é relacionar-se, centrado na pessoa náo é?
    Já amava o jeito de ser do Gui em relaçao aos amigos queridos que ele fez na Africa…agora vc… para mim isso sim transcende, fica absoluto!
    Absolutamente humano.
    Amo amar vcs.
    bjs
    Mara

    • Dica Mae querida!!!

      Sabe que a filha aqui e espertona ou a Dica que foi mto na cara ahahha…
      Dica, saudades do teu carinho, do cha, do sorvete e dos papos alucinantes…
      Beijos p/ os tongos dos homes que nunca entram p/ conversar com a gente!
      te amo
      Bibi

  40. Bibiiiiiiii,
    a Nanda me passou o link!
    Que demais, ler seus relatos como se estivesse te ouvindo contar, deu muita saudade!
    Li num comentário que você está atrasada para postar e que terá que resumir….fiquei apavorada, não resuma, os detalhes são ótimos amiga, fiquei enjoada contigo no barco, senti o gosto da terra no ônibus e o cheiro de SUVACO hahahahaha (eu já tinha tomado banho quando li hahahahhaha)!
    Linda essa história de vocês, está uma delícia acompanhar! Beijão e fiquem com Deus

    • Anaaaaa!!!

      Que sensacional vc aqui amiga,adorei!
      Olha,fique tranquila,nao vou resumir, percebi que sao os detalhes que fazem ser possivel descrever de verdade o que a gente ta vivendo aqui. Vc tem toda razao,fico com os dedos mancos no final mas vale a pena.
      Cara e poeeira e mta axila haahahha!!! Mas ta uma delicia sem tamanho! Uma experiencia unica!
      Fique acompanhando e sempre comente, adoramos!
      Beijao p ti e family
      Bibi

    • Fer, nem me fale… to aprendendo que nem um animal !!!
      Mas sinto muita saudades de vc e das nossas conversas deliciosas nos cafes e Jacobinas;
      Bjo com mta saudades da minha amiga querida
      Bibi

  41. Bibi…
    Nossa, ta muuuito engraçado ler isso aqui!!! Da pra ver que vc ta curtindo pra caramba…Isso aí aproveite!!!
    Ah, vou ter que destacar a parte que mais ri…”whre is your visa?” hahahahahahaha
    Ótima guria!!!
    Beijão pra vc e o Gui

    • Oi Maritza,

      Guria que massa te ver por aqui, adoramos. Olha nem fala, ri mto sozinha de mim mesma lembrando da minha toperice na chegada.

      Fique com a gente!!!
      beijo enorme
      Bibi e Gui

  42. Bibi… a sua foto com a sua amiga muculmana está demais guria!! Dá pra ver como vcs duas estão felizes naquele momento! Ai ai.. as pessoas.. as pessoas.. são elas que fazem as viagens tão fantásticas não é mesmo? Beijão e aproveita!!

    • Oi Cinthia!!!

      As pessoas guria,bem isso, sao elas que fazem toda diferenca na viagem!’E o que mais gosto, observar e conhecer as pessoas…
      Hj to quebradassa, cancada. To preparando aqui o texto p/ postar! Adoro sua participacao, e motivadora.
      Bjos
      Bibi

  43. Oi Bibi!
    Estamos acompanhando tudo com gosto… que oportunidade assistir o casamento muçulmano?
    Falando em casamento recebemos o convite do Fabio da tia Marlene e do tio Mayr que estará casando dia 29/08/09, em SP, com a Renata…
    Olha só que noticia maravilhoisa…eles estão super felizes.
    Falei com tia Marlene agora a pocu no telefone e passei o seu Blog e do Gui para eles acompanharem suas viagens…

    Beijos filha e se cuidem.

  44. Oi Mae,

    Nossa que legal o Fabio casando, manda um abracao p/ ele, tia Marlene, Tio Mayr, Cris e Riqui. Saudades deles, quantas boas recordacoes.
    Vc nao foi no encontro esse fim de semana de Rogers?
    Beijos e saudades
    Bibi

    • Bibi querida
      Estamos falando em tempo quase real?
      É verdade, é uma grande alegria para com a familia da tia Marlene…e para nós, gratas recordações…
      Que maravilha, olha só, não fui ao Curso de Rogers, mas vou recuperar com a Joana…
      beijos meu amor, se cuida.
      Te amo
      Mãe Mara

  45. Bibi filha querida…
    Que experiencias, vivencias fortes e intensas…
    Penso muito em vcs e me preocupo com os “meios de transportes”.Cuidem mais com a segurança…
    Sei que para vc tudo é muito diferente do que esta habituada, e são oportunidades impares de superação e adaptação.Mas as belezas naturais compensam cada situação menos confortavel, né?
    Realmente as relações com seres humanos locais, me emocionam ao ler sobre Achi “happy.achi”, fico pensando como colaborar para que ele venha ao Brasil e acolhe-lo…
    Já me sinto comprometida com ele…
    bejos Bibi meu amor…
    amo amar voce.
    Mãe mara

    • Mae, pode ficar tranquila, esse onibus era bem mais caro e achavamos que era melhor, mas sou bem ligada com isso, conheco nossa historia, pode ficar mais tranquila.
      O Achi precisa do nosso comprometimetno p/ podermos ajudar, vamos conversar sobre isso qdo voltar.
      Saudades enorme da Dica!

      Bibi

  46. Oi bibi, acabei de ler os ultimos textos teus e do Gui, me senti fazendo um pedacinho da viagem junto! S não me conformo com alguns dos hoteis hahahaha
    Amei os novos amigos que vcs fizeram, e tambem o restaurante etiope!

    beijos pros 2!

    PS vc viu que neste ultimo texto tem alguns paragrafos repetidos? De ma olhada…

    • Oi Patiiiii!!!

      Que delicadeza, tinha um post antigo inteiro repetido. Muito obrigada por avisar, deu tempo de tirar sem ter passado tantos dias.
      Nem fala, alguns hoteis nao sao nada faceis, mas aqui e tudo caro p/ dormir bem, e sabe como e o manao, tem o budget ai e ele tem aberto excessoes…
      Olha, ta cada vez mais divertido, na medida que vou ficando descolada com as coisas.
      Muitas saudades.
      beijos

      bibi

  47. É, tem uns parágrafos repetidos, me perdi um pouco também. Tenta colocar uma divisão quando for escrever novidade pra gente saber quando tem post novo!

    Adorei o Achi! Sério, vou ter que passar um mês com vocês pra ouvir todas as histórias não contadas no blog! 🙂

    Beijo pros 2.

    • Gi, vc delicada como a Pati ahahah. estou tentando implantar melhorias, mas a correria ta grande e a internet sempre lenta.
      Como ta a tese? Ainda esta sa? Final do ano ja programada p/ passar uns dias com a gente?
      beijos
      Bibi

  48. E ai Biboca nossa nao consigo deixar comentarios porque só fico dando gargalhadas hehe com as suas historias fantasticas, continue assim afinal só mudamos para melhor e vc nao precisa mudar nada ou melhor vcs. Aproveitemm!! Abraço bjaooo

    • Maaaaaaaaaaanao Cuxoooooooo,

      Finalmenteeeee ne, poxa achei que nao ia deixar nunca um comentario p/ Manona. Olha, tem historia p/ os netos ja, quando acho que ja vi tudo, sou sempre surpreendida. Agora por exemplo, teve um pequeno terremoto aqui de segundos, enquanto estava te escrevendo. Achei que era vento forte… mas ele disseram que as vezes acontece e e tranquilo???!!!!
      Cuxo, beijao, e ve se escreve sempre!! Sucesso nas vendas! Beijo enorme e vai p/ praia me receber na volta, tem presente de aniversario p/ Manao.
      beijao e saudades
      Bibi

  49. Bibi!

    Dei muita risada lendo este teu relato.
    Como te conheço podia visualisar suas caras e reações. Realmente hilário.
    Muito legal que vc esteja enfrentando estas viagens e tirando estas o melhor delas.
    Realmente terás histórias incríveis para contar aos netos…
    Mande um abração ao Gui.
    Saudades de vcs.
    Fique bem…
    Claudinho.

    • Claudinho amigo querido!!!!

      Nossa, me emocionei quando vi que era vc…! Que prazer enorme te ter por aqui. Simplesmente demais!!!! O disparado melhor amigo que alguem pode ter. Nossa, quando voltar, vou te ligar p/ gente se encontrar e colocar o papo em dia! Sempre lembro de vc.
      Continue aqui acompanhando as emocoes do Saiporai e TambemSai hahaha!!!
      Beijao enorme
      Bibi

  50. Bibiiiiiiii,
    Eu aqui de novo, amando tudo o que vc descreve!
    Quantas pessoas boas passando pelo seu caminho, tire delas as melhores lições como vem fazendo!
    Ri muito com a foto do restaurante, voce “vestida de gente rycha” comendo naquelas instalações com a mão! Muito bom amiga!
    Faça alongamento diário nos dedos, e continue escrevendo! Beijão pra vocês!

    • De novo nao amiga, ate o final da viagem!!! Nem fala, aquele foi um restaurante unico, de uma simplicidade chocante hahaah.
      As pessoas tao um ponto forte na viagem, e muita gente legal cruzando nosso caminho mesmo.
      To adorando sua presenca, muito legal!
      Beijao
      Bibi

  51. Oi, Bibi querida, como estás tão linda!!!

    Então temos uma escritora, alíás escritores, sim já estou vendo o lançamento do livro SAIPORAÍ!!! e eu tb. Achei genial, curti bastante ao ler tuas experiências, vivências, descrições… com este teu bom senso de humor, alegria, e o ponto alto tua sensibilidade!!! Que belo ser humano!!! (como diz tua mãe). Um abraço afetuoso e anote, registre tudo! Pedrita ou “Pedry”

    • Super Pedryt!!!!

      Que prazer enorme te ter aqui!!! Nossa, lembro ate hoje dos bons tempos em que conversavamos em sua sala na Soprana. Sempre animadissima e acompanhando meus escandalos quando te via e festejava “Predyt” !!! hahah
      Obrigada pelo carinho. Tenho tentado contar tudo, p/ que os amigos possam tirar proveito junto com a gente dessa experiencia. Olha, ta tao legal escrever, e uma injecao de animo p/ gente, adoramos.
      Beijos enormes e fique com a gente.
      Bibi

  52. Bibi…..

    MARAAVILHOOOSO tudo isso… mew, lendo o que escreveu eu vejo vc, parece que realmente estou “lendo vc” !!
    Deve estar sendo fantastico…!!!

    Que saudade absurda de vc minha “melhor chefe que até canta.” ahiuahiua..
    Qdo voltar temos q nos encontrar, quero te ver contando tudoo…

    Gde beijo e um forte abraço.

    • Feeeeeeeeeeeeeer!!!!

      Finalmente, tava esperando vc aparecer!!!!
      Cara, isso que e ex-chefe de outro planeta ne?! Eu tb queria ter uma assim ahahhaah!!!
      Fer to amando tudo, quando eu chegar precisamos nos ver… adorei que vc apareceu. Fique mais aqui com a gente por favor!
      beijos enormes
      Bibi

  53. Oi queridos,
    não sei como funciona este sistema de comentários, já que acabei de enviar um para depois do relato do Gui e apareceu meu nome sem que o tivesse escrito…
    Não quero perder tempo com inesperados eletronicos mas congratular-me com vc Bibi pelas tão charmosas e femininas observações… Que ricas experiencias humanas e belos visuais – que fortuna de vivências de todos os tipos que vcs estão acumulando… Invejo profundamente tuas meditalçôes e te abraço Iris

    • Oi Vo, para os comentarios, coloque sempre as mesmas informacoes, nomes, etc, desta forma o comentario aparece direto, nao precisa de aprovacao. Se alterar algo, o blog interpreta como se fosse outra pessoa.

      Saudades.

    • Oi Iris!!!!

      Que amor, fico lisongeada, pois sei que vc e criteriosa e admiro seus criterios!!! As meditacoes tb sao fruto do maravilhoso livro que vc me deu! Foram deliciosas e vao ser mais ainda quando eu chegar. Imagina depois morando na chacara, na cara da natureza?!
      beijos e saudades
      Bibi

  54. Migaaaaaa!!!!!

    Meeeeu!! Que orgulho, que admiração ver vc nessa aventura! Isso é q é aventura! Uma coisa não saía da minha cabeça enquanto eu lia os relatos do Gui e as via as fotos dele barbudo: o filme ‘na natureza selvagem’, ele tava o perfeito cara do filme! E os teus relatos??? O que é aquilo?? Claro q não consegui ler tudo de uma vez, é muito rico pra fazer isso rápido demais. Vou ter q me ‘organizar’ e ler um pouco a cada dia hehehe O que é vc do lado daquele jegue??? hahaha E encolhidinha comendo sabe lá q gororoba com dois “amigos” fazendo companhia naquele “restaurante” super alternativo?? Deu medo!! haha
    Miga, te admiro muito, acho q eu não seria capaz de tamanho desprendimento! :-p
    Enqto eu lia teu relato e via as fotos falava pra Sofia: ‘filha, essa é a amiga doida da mamãe!’ hehehe
    Bibi,super beijo e volte logo pra contar pessoalmente tudo isso pra gente!
    Bjuuuuuuuu….
    Paul.

  55. Amigaaaaaaaaaaaaaa!!!!

    Finalmente!!!! Poxa tava te esperando a dias aparecer. Vc como amiga do peito nao podia deixar de estar aqui, ja que acompanhou todo o drama da decisao ahhaha. Amiga, me escreve email contando como vc ta, e os sentimentos da mae da Sofia.
    Que bom que vc ta gostando amiga, e me da esse apoio, valeu todas as nossas discussoes em cima do assunto junto com a Jami, mas se soubesse que seria tao bom, tv nao teria pensando tanto. Mas faz parte do show da vida, primeiro nao sabemos p/ depois saber…
    Beijos enormes, muita saudades e chegando aquele super encontro na sua casa maravilhosa. Por favor, uma decoracao de viagens p/ o jantar ahhaah. Continue aqui e sempre comente, tem uma historia super engracada p/ o proximo.
    Beijos
    Bibi

  56. Oi Bibi…
    Estou acompanhando esta aventura encantada com os detalhes escrito tão natural que parece que estou ouvindo vc falar.A viagem de onibus com muita poeira lembrou quando vinhamos de Chapecó de férias e chegavamos com poeira até na alma.Bibi,há três coisas na vida que jamais retornarão:O tempo,as palavras e as oportunidades.Aproveite bastante LIDAAAAAAAAAAAAAAA milhões de bjos.
    Obs:Vc no mercado esta a cara da tua mãe.
    Mara Izilda

    • Oiiiiii Super Mara,

      Que massa vc por aqui. Ta acompanhando entao as aventuras da gente. Olha ta muito muito muito legal, depois temos que fazer uma tarde de conversa eu, vc, mae, e marileia la em Meia Praia haahh.
      Beijos enormes e continue aqui.
      BIbi

  57. Rá, “Não contava com minha astúcia…” (Chávez).
    Fofa do céu, li tudo, como se diz lá nas Lages “Minhasalma”, mta coisa.
    Não vou dizer td o que o pessoal já disse (aproveita, seja feliz, blá blá blá).
    EU TO É MORRENDO DE INVEJA DESSA TRIP, hehehe.
    Eu precisaria de vc contando (com mímicas)as aventuras. Não conheci no mundo alguém que conseguisse fazer isso com tanta perfeição e riqueza de detalhes como você. (e olha que eu me esforço)
    Forte canditada ao BBB, hehehe.
    Bjus e saudades… Muitas saudades…
    Continua firme no diário que eu to acompanhando.

    • Gyyyyyyyyyyyyyyyyyyy,

      Finallmente cara!!! Demorou mas chegou com tudo. Vc conseguiu ler tudo? Nossa que legal. Ja iamginou eu contando as mesmas historias p/ ti, so falta as mimicas mesmo, isso deixamos p/ qdo nos encontrarmos na sua nova casa em Fpolis.
      Ta muito divertido e eu custo a acreditar que consegui ficar tanto tempo da minha vida sem ver isso…!!!
      Ta demais amiga.
      Fique firme com a prima aqui.
      Beijos e saudades
      Bibi

  58. Doce amiga. Nossa, leio o que vc. conta, imaginando vc. falando tudo isso. Adorei sua foto com a nova amiga. Bjs, luz, paz e saudades.

    • Pauuuuuuuuul amiga,

      Tava com saudades de vc. Eu ri tanto qto vc!!!! Vou atrasar minha volta 15 dias, chegando temos que marcar aqueles super encontros com a Sil.
      Fique firme aqui!
      Beijao
      Bibi

  59. Amigaaaaaaaaa
    Eu e o Helio estamos dando muita risada das suas histórias! To lendo pra ele aqui…
    O que foi essa viagem nesse barco do vomito amiga?
    aí que a gente ve como aqui tudo é limpo, ne? tenho CERTEZA que vc vai ver isso com outros olhos quando voltar…
    Vou ver se ainda hj da tempo de ler mais umas partes, mas to amando!
    Beijos cheio de saudades amiga do coração

    Dea

    • Amigaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!

      Vc apareceu! Que bom amiga, tava louca pra que vc pudesse ler p/ saber o que eu to vivendo aqui. Amiga milhoes de obrigadas pelas tuas sabias palavras sobre viagem pra mim, foi a unica pessoa que soube me explicar efetivamente o valor disso!! Provalmente pq viveu!
      saudades amiga enorme!!!
      Bibi

  60. Nunaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaassssssssssssooo,

    Pergunta de mestre, o banho depois e um capitulo a parte que deixei p/ contar no proximo post hahaah. Pegou Nunao?
    Saudades de vcs e do seu hamburguer alucinante. Podia preparar na volta p/ receber a co-cunha, hein?!!!!

    Beijos
    Bibi

  61. Noooosssssssssssssaaaaaaaaaaaa Biibbiiiiiiiiiiiiii!!!
    Marronzzzzzaaaaaaaaççççççaaaaaaa!!!
    Observei filha que a Alegria que vc sentia, tinha em seus elementos de composição, a adaptação ao inesperado e principalmente a simplificação da vida em si.
    Experimentar(parte) esta experiencia(todo) segundo nosso amiguinho Rogers: “[…]tudo o que hoje tenho sobre o que percebo,tem uma forma simbolizada, tem um significado singular para mim[…]”
    Voce rindo marron tem um significado para mim filha:Simbolização correta de um momento de felicidade!!!
    Beijos de amor …te espero

  62. Bibi querida;

    Estive observando e acompanhando esta ultima(S) viagen(s),minha sugestão quando voltares agora;saberás onde Gui estara para enviar menos a prancha mas aquela roupa de borracha,para proteção das poeiras das estradas de primeiro mundo dai.
    Gostei do sorriso de voces,me lembrei quando na época de estudante não havia asfalto de Chapecó à Florianópolis.Beijos e abraços com muita saudades.
    Até a semana que vem.

    • Oi Pai!!!

      Fico tao feliz de vc ta vendo o blog, serio mesmo, muito legal. A roupa do Gui de surf e uma otima ideia. So vivendo isso posso ter ideia de como eram as estradas naquela epoca e compreender como as coisas sao infinitamente mais faceis hj nesse sentido. Ate dia sete, to voltando com fome da comida de vcs.
      Muita saudades tambem.
      Bibi

  63. Bibi olha só o e-mail da Fernandinha da tia Vera sobre suas fotos da trip:
    Meu Deus….que loucura!!!!
    … eu só imagino a bibi nesta função…….ela vai lembrar pro resto da vida…..hehehehehehehehehehe!!!!!!
    tia, manda mais fotos da viagem se vc tiver……é muito bom rir tb destes imprevistos!!!
    bj

    • Maezinha,

      Vejo que vc ta aprendendo muito bem o Rogers, nossa, conseguiu ver bem o que ele quis dizer e o que eu consegui fazer, foi exatammente isso.
      Saudades da mae!
      Bibi

  64. Bibi,

    Que nervoso essa lamarada na cara de vcs!!! Imagine passar a lingua em volta da boca? hahaha
    Estão morenássos né? O que é o cabelo do Gui?? Ta loiro, hehehe
    Assim que eu tiver tempo vou ler tudo, acho muito legal tuas histórias.
    Quando vc volta?

    Beijão e quero mais fotos!!!
    Mari

    • Oi Ma,

      Que legal que vc ta gostando das historias, me motiva a escrever mais.
      Nervoso foi o banho depois, vou contar no proximo post, loooooooooongo ate sair tudo ahahha.
      Volto dia 07/09 p/ Floripa e logo depois vou p/ Ctba, temos que marcar de nos ver, com Caca e Cinthia, uma boa ne?
      Bjao
      Bibi

  65. Bibi…

    Ri imensamente de vc marrom.Serio, nao consigo imaginar. Deve ter sido uma superaçao atras da outra…
    Vc de ter engolido muita poeira…rsrsrsrsrsrsr

    • Siiill!!!!

      Que legal que vc ta acompanhando ta aqui de novo ate o final acompanhando tudo isso. Olha por mais dificil que pareca a superacao veio antes, nessa viagem me superei tanto que me entreguei, relaxei e dai aproveitei e ri muito. Tem mta coisa p/ compartilhar…
      Beijos enormes
      Bibi

    • Nannnnnnnnnnn, como e que ta esse sucesso?

      Hahahaha vc ia chorar de rir amiga, o banho depois foi bizarro. Obrigada pela forca Nan!
      Bjao e saudades
      Bibi

  66. Confesso que as vezes chego a me revoltar com algumas passagens de texto… mas depois passa! quanta agonia ne? MAs é sempre num contexto legal e algo que acontece antes ou depois, parece que ameniza. Se alguém fizesse um filme desta viagem ela pareceria irreal! Tô com saudades de notícias de vocês. beijo e boa volta!

  67. Oi Paaaaati!!

    Obrigada pela empatia. Tem horas que da agonia mesmo, como dormir na favela de Burundi… mas a vida de viajar de mochila de forma barata (isso que nao somos o casal mochileiro barato daqui, somos(eu) ate frescos perto da maioria), nao e facil, mas acostuma e depois vai perdendo o medo…. haha, tenho que contar pessolmente comendo hamburguer na casa deliciosa de vcs.
    Bjos com saudades

  68. Pelo q sei vcs devem estar digitando enlouquecidamente por horas e horas..Ningem poraqui imagina o processo de escrever um blog na Africa: procurar internet, escrever, acaba a luz, perde tudo , salva, volta outro dia, põe as fotos..assim por diante.Mas ler é fantastico! Bjs.

    • Tambemestivemosporai foi sensacional, o cumulo da criatividade. Nao e facil mesmo colocar tudo aqui, mas e uma super ligacao que mantemos o tempo todo com todos ai, e que e muito gostoso, um estimulo e uma certa obrigatoriedade sadia de aproveitar ao maximo cada momento p/ nos e p/ contar a vcs.
      Muita saudades, to chegando amanha, quebrada.
      Beijos

      Bibi

  69. Loucura total, seus alucinados maravilhosos. Minha nossa, quantas aventuras discrepantes, superpostas, incríveis. É mesmo, escrever tudo isto naqueeeeeelas condiões… Pra gente é superlegal, poder participar em imaginação, emoção e deleite visual e só temos que agradecer por esta fantástica possibilidade de como que participar, estrada por estrada, agonia por delícia, todas estas venturas e desventuras. Nossa, como a gente vive bem aqui! ! !Muitas saudades, muitos abraços os Grannys

    • Que amor esse comentario, adoramos, contemplou muito bem nossas experiencias. Esta sendo sensacional. Ontem qdo acordamos p/ embarcar, eu p/ o Brasil e o Gui de caminhao p/ Ethiopia, botamos o som a toda e ficamos dancando enlouquecidamente no quarto do hotel, pleno 06h00 da manha.
      Beijos e saudades
      Bibi

  70. Bibi de Deus…tive que parar quase uma hora na frente do comp pra ler QUASE tudo!!! Amei a história da tua amiga muçulmana, como elas são carentes de informções né? Que cultura tão diferente da nossa…
    Bom, assim que vc voltar quero te ver e escutar essas histórias tão lindas!!
    Aposto que sua agenda de telefone está lotada, hahahaha
    Beijão e boa viagem!

  71. Oi Mari!!!

    Que amor o valor que vc ta dando p/ nossa viagem, ficar quase 1h… To aqui no aeroporto de Jh, chego amanha. To mto cansada, mas energizada. Foi incrivel. Vamos nos encontrar sim p/ contar o resto das historias!!
    Beijao
    Bibi

  72. Bibi querida!
    Que bom ler e sentir passo a passo as vivencias e perceber as percepções de vcs por meio do relato.
    Os amigos irlandeses e japoneses, sõa simpaticos e agora ouvindo de vc ao vivo sinto a importancia deste blog para registrar essas partes de vida fragmentadas na experiencia do cotidiano Africano..
    bj com sabor de alegria e amor

  73. Lindinha, adorei tudo vi aqui no seu blog.Vocês são pessoas muito especiais e merecem viver todos esses momentos maravilhosos. Beijo e boa viagem!

    • Baaaaaaaaa amada,

      Nao tinha visto seu comentario aqui. Que amor, vc conseguiu dar uma espiada. Amei nossa pizza aquele dia. obrigada pelo carinho e fique aqui com a gente acompanhando.
      beijos
      Bibi

  74. Li a conclusão fase 1 – AMEIII. Esse texto me faz pensar muito: “..saber que você pode sim, viver longe de tantas obrigações, de tantos vais e vens repetitivos, para simplesmente ter a oportunidade de ser você longe de tudo isso…” Uau!!! Bjao.

  75. Olá Bianca
    dei uma sapeada no blog e fiquei deslumbrada com suas passagens e depoimentos das pessoas.
    é um jeito de compartilharmos um puco do que vocês estão vivendo e entender quantos voos diferentes podem ser experimentados.
    grande abraço
    Mari

    • Mari querida!!!

      Nossa, so agora vi que vc tinha escrito e faz dias… Que amor que vc leu!
      Que legal que voce gostou, sabe que valorizo muito suas observacoes, acho vc fantastica.
      ‘E bem isso que tentamos fazer, compartilhar um pouco com nossos amigos e pessoas interessadas o que a gente vive e aprende viajando.Obrigada por ver valor nas minhas passagens.
      Continue aqui acompanhando. Amanha comeco a escrever novamente.
      Beijos grande
      Bibi

  76. Amiga querida,

    Obrigada por valorizar sempre minhas observacoes da vida! Vou sentir muita saudades de voce e da tua curiosidade transpessoal que só te faz melhor!
    Beijos enormes
    Bibi

  77. Olá Bibi…

    Dei uma olhada no blog e já ri muito. Uma bela iniciativa compartilhar com nosco tuas experiências.
    Adimiro sua coragem, sua disposição ao novo, como seu amor ao ser humano.

    Um Grande beijo,
    para você e sua familia.

    • Grande Renan Montenegro,

      Que prazer enorme te ter aqui. Adorei que vc entrou! Contei para meu marido o quanto rimos juntos e da vergonha que senti das besteiras que falei. Mas e mto legal poder ser realmente uma comedia, nao e sempre que me sinto a vontade p/ tanto. hehe
      Obrigada pelas palabras, profundas, amei, so podia vir de voce!
      Fique acompanhando, agora retomo o blog. Tenho ja Londres p/ contar.
      Bjao
      Bibi

  78. Oi filha
    Vamos começar a escrever logo? É isso ai, redaçao e ediçao em açao…
    A gente “ta” habituado a acompanhar, nada de moleza, vamos lá, começe escrever sobre Londres,na casa da Gi…
    bjs com sabor de saudades de vc e do Gui.

  79. caramba Bi!
    Adorei ler o que esta viagem esta significando pra vc… a representação dos países enqto palco é fantástica! E o melhor de td é saber todas estas diversidades e fazer um misto, não precisar escolher um único jeito de ser!
    Fico mto feliz por vc!!
    Beijãooo!

    • Amigaaaaa amada,

      Que bom que vc gostou. Nossa o significado da viagem transformou demais muita coisa aqui dentro.
      Amanha comeco a escrever da proxima etapa. To adorando que vc ta acompanhando.
      Beijo enorme super Cerol
      Bi

    • Querido!!!

      Nossa, que legal que vc apareceu!!!
      Anmei! Coloque o blog nos teus favoritos p/ vc ler na hora que vc quer relaxar um pouco…
      E continue ta, amanha comeco a escrever sobre a nova etapa da viagem – Asia.
      Beijo enorme
      Bibi

  80. Oi Bi,

    Estou até me sentindo culpada por não ter te escrito antes. Mas tenho certeza, que vc também tem certeza, de que sempre penso em vc.
    Eu acho que a “busca” pode acontecer em qualquer lugar, em qualquer situação, em qualquer tempo, mas não com qualquer pessoa. Mas acredite, a maneira que escolheu pra encontrar a sua busca é extremamente corajosa e maravlhosa.

    Ah, foi ótimo escutar todas essas histórias ao vivo…

    Amiga, aproveite cada minuto e não se esqueça do que eu te pedi quando você chegar na India……

    Mande um beijo para o Gui, se cuidem e aproveitem muitoooooooooo.

    Estou acompanhando seus passos…

    Beijos e vão com Deus.

    • Oi Jan!!!

      Finalmente voce apareceu!!! Que amor, adorei!
      Nossa que linda suas palavras, obrigada por cada uma delas.
      Lembro sim da India, pode deixar comigo. Eu continuo tentando extrair o melhor dessa experiencia, mas as vezes a nossa humanidade limita um pouco, tem que se esforcar… rsrsr
      Fica aqui acompanhando ta!!! Adorei tua Jan.
      Beijao
      Bi

  81. Oi Bianca!!! Achei o site sozinha, hehehe
    Obrigada pelo carinho… nao deu tempo de eu ler toda a nova parte da viagem pq tenho q voltar ao trabalho, mas pelo que eu vi da parte de Londres, ainda bem que vc levou a blusinha colorida da Hering!!! hehehe… senao vc nao ia ficar compativel com o estilo do pessoal, hehehe

    Beijao Bianca!!! Aproveita….

    • Grande Joene,

      Mas tambem aquela foi de matar: “e como se vc tivesse se dado conta da finitude da vida, Bianca?”
      Puta merda, que perfeito. Obrigada! Rendeu muito…
      Beijaaaao!!!
      Bibi

  82. só pra dizer que tô aqui, lendo tudo, como sempre!
    agora uma viagem com um pouco mais de glamour hehehe… beijos Bibi, se cuidem!

    • Oi Amiga,

      Ah ja tava sentindo tua falta. Sabe que sem comentario eu nao tenho como saber que vc ta ai. A coisa melhorou muito em termos de glamour hahaha.
      Fique aqui firme comigo ta?! Outra viagem agora. Depois mais algumas pizzas p/ colocar tudo em dia.
      Bjao
      Bibi

  83. oi Bianca! Lembra de mim?! companheira de carona com o Danilo pro Positivo…he. A Paula me indicou seu blog, tô adorando! E olha que coincidência, eu tava em Londres justamente nesses dias…fiquei de 19 a 27 por lá. Demais né?! Muito legal sua viagem, parabéns. Beijos

    • Oi Andrea,

      Nossa claro que lembro, ate hj mudo de canal no carro qdi escuto a radio daquele jornal da manha que o Danilo sempre escutava, pq me lembra aquela rotina, mas a carona era a parte mais legal. Que massa que vc ta adorando, fico super feliz. Uma pena a gente nao saber uma da outra, podiamos ter feito companhia uma p/ outra em Londres. Continue acompanhando, pois essa e outra viagem e vou adorar te ter aqui.
      bjao e abraco p/ Danilo.

  84. Nossa querida, claro tem que ter o tempo de se readaptar ao prazer de conhecer novos lugares e mundos, mas isso demanda necessáriamente levantar cedo, arrumar mala, desarrumar, embarcar, desmbarcar, olhar pra cima, pra frente, pro lado direito, esquerdo…
    Sem falar do “acho tudo isso um saco”(Raul Seixas) de tirar fotos, experimentar novas culturas, provar delicias da culinária local…kkk
    Ah, que problemão que vais enfrentar filha!
    Brincadeirinha de mãe TORIBIO, hehe
    …que delicia ler vc Bibi …te beijo com sabor de amor e saudades…

    • Oi Alucinante!!!

      Pois e Dica, mania de viver as vezes no mundo da delicia… mas tudo tem seu onus, ate uma viagem dessas, as vezes esqueco dos onus do mundo e me surpreendo ainda. Que tonga…
      Adorei a frase do Raul!
      Te amo maezinha e vamos falando
      Beijos
      Bibi

  85. Adorei ler os teus comentários e impressões. Que bom que você gostou! As fotos ficaram bem bacanas. Foi um prazer ter família fazendo companhia, mesmo que tão rapidinho! Volta logo e dessa vez arrasta o Gui junto!

    Beijo pros dois!

    • Oi Giiiii!!!

      Que bom que vc gostou. O prazer foi todo meu. Tava muito bom ne?!!! Fala serio, foi muito gostoso.
      Pode deixar que arrasto o manao na proxima.
      Beijao
      Bibi

  86. Oi Gata!!

    É sempre muito bom ler suas aventuras e suas conclusões e aprendizados…uma pena mesmo não termos conseguido nos ver aquele dia…sinto muito a sua falta…mais fico muito feliz por vc está vivendo momentos tão importantes na sua vida!!
    O q tenho a dizer é pra vc não desanimar nunca e aproveitar ao máximo esses lindos e longos dias que tens vivido!!
    Te amo pra sempre minha Amigona!!
    Beijos no coração!!!

    Dani Souza.

    • Amiga maravilhosa!!!

      Nem fala, fiquei triste de nao conseguir me despedir de ti aquele dia, mas foi por uma causa maravilhosa, entao tudo bem.
      Sinto tambem muito sua falta, podia morar em Ctba quando eu voltar ne?! Hahaha
      Obrigada amiga pelo carinho de aproveitar bem a viagem… e principalmente por ta aqui acompanhando.
      Tambem amo vc amiga!
      Beijo enorme apertado
      Bibi

  87. EMOCIONANTE!!!!!!

    aproveita ao máximo,
    muito amor, perseverança e fé!!!!!
    se cuidem crianças, fiquem com Deus e muito orgulho de quem tem coragem!!!!!

    continuo emocionado!

    Edi

  88. Daeeee Brouzasso,

    Obrigada pela boa energia de sempre!!! Ta sendo incrivel. Ve se acompanha agora a viagem, ta?! Adorei que vc apareceu.
    Beijo enorme
    Bibi

  89. Bibi…
    Puxa, como é que eu não tive essa idéia???
    hehe…mandar vc para a Africa na adolescencia???

    Vc q quem disse q o negocio é terapeutico, né?

    “Quando eu for mae e meus filhos estiverem atravessando a adolescencia, se eles resolverem ser muito chatos, porque deve ser chato os filhos nessa fase, vou manda-los para Africa, acho que o Gui vai gostar da ideia… ‘E terapeutico!!!”

    Bjs a aproveita estas altas terapias …super abordagem centrada na pessoa…na sua pessoa, na pessoa do Gui…

  90. Vocês me fazem muito bem! Que experiência incrível estão vivendo e como são generosos de compartilhar com tantos detalhes a experiência conosco.
    Para mim, além de um alento ao coração, foi maravilhoso ver meus afilhados bem. Obrigada.
    Bibi, te amo, sinto saudades.
    Bibi e Gui, estava sentindo falta de leituras em português, já estava até pensando em importar revistas brasileiras para cá, mas ler a viagem de vocês é, definitivamente, muito melhor!
    Tão bom se expressar em português…
    Beijos

    • Amiga querida,

      Finalmente, estou emocionada de te ver por aqui… Serio! Espero que te ajude a pensar sobre teu ano sabatico. Muitas saudades e na medida do possivel, veja sempre que puder.
      E por favor, veja se resolve, nos encontrar em alguma etapa, seria sensacional.
      Beijos enormes da tua irma
      Bibi

  91. Oi prima doidinha!!!!!
    Pois sabes que até me emocionei de ler seu paradeiro! Que coisa mais linda é um ser HUMANO (parece que tô ouvindo tua mãe querida falando hehe) acumular experiências e renovar conhecimentos a cada dia. A proximidade com culturas é espetacular….o pouco que tive foi por aqui mesmo…e fico me colocando no seu lugar, chocada! Aproveite, aproveite e aproveite…provavelmente seus filhos não serão TÃO chatos na adolescencia, pois terão pais maravilhosos que certamente mostrarão que o mundo é tão imenso de lindezas e sustezas, culturas e bravuras, fartura e pobreza que terão em tanto que pensar que nem lembrarão de ser adolescentes chatos e emos!!!!!
    Querida, beijinhos pro dois. E diga pro Gui se cuidar viu! Não fiquem muito no sol!
    Mari

    • Primaaa amada!!!

      Que legal que vc apareceu. Essa viagem tem tua cara ne, fala serio!!!
      Est’a sendo chocante a aprendizagem de tudo, desde o comeco, nem sei o que dizer p/ mim mesma.
      O sol ta de matar, mas to me entupindo de protetor e o Gui tb.
      Beijos p/ familia e continue aqui com a gente.
      Bibi

  92. Biiiiiii
    pensando em ti amiga…
    Adoro teus escritos!
    Parabéns e aproveita muito!
    Depois te mando e-mail com poucas novis…mas boas!
    Love you

    • Ooooo Nan…!!!

      Eu tambem… sempre penso como deve ta a Nan agora…!! Manda ja esse email contando as noticias.
      Que bom que vc gosta Nan, me impulsiona, pois sei que vc tem um super bom gosto amiga.
      Beijos enormes e vai passando por aqui.
      Love
      Bibi

  93. Oi, Bibi. Tudo bem? Como escrevi no “saiporai”, não podia deixar de escrever no “tambemsai”. Estou lendo tudo e adorando. Continue atualizando sempre. Me emocionei muito com o seu agradecimento ao Gui no final da primeira parte da viagem. A experiência q vcs estão vivendo aí é realmente incrível e eu de alguma maneira me orgulho muito por vcs. Muita sorte e se cuidem!!!

    • Oi Tati!!!

      Nossa, achei muito legal quando vi que vc comecou a ver o blog. E mais ainda, que vc consegue perceber o valor dessa experiencia… Muito legal mesmo!!!
      Pode se orgulhar junto, pois afinal vc ‘e da familia, somos no minimo “comadres” hehe. Entao, continue aqui curtindo com gente, pois isso so nos estimula p/ escrevermos mais!!
      Obrigada pelo carinho.
      Bjao enorme p/ vc e p/ o Gerald e qdo voltamos precisaremos de horas de jantar p/ colocar tudo em dia!
      Bibi

  94. Bibi… amiga, acho que to meio atrasada né, te escrevendo pela primeira vez uns seis meses depois de você ter ido… e o pior… saber que você esteve aqui a gente não sei viu!!!! Mas acontece, eu sei que foi super corrido, eu também tava corrida e quando vi você já tinha ido de novo.
    Queria te dizer que estou sempre aqui acompanhando, me emocionando, e principalmente rindo muito com você!! Que coisa boa nós podermos compartilhar pelo menos um pouquinho de tudo que vocês estão vivendo aí!
    Amiga, tenho muitas saudades de você, e estou muito feliz pela experiência que vocês dois estão vivendo! Só queria que você soubesse que eu estou aqui te acompanhando, tá??
    Um beijo enorme e pro Gui também!

    • Oi Niiiiii!!!!

      Nossa amiga que legal que vc entrou!!! Nao tem problema o atraso, sei que vc ja devia ta acompanhando antes. Adorei, agora fique sempre aqui com a gente e comentando.
      Que pena que vc nao pode ir na minha despedida. Tava tao legal, uma pena que nao deu p/ nos vermos. Como ta a filhota?
      Tb sinto saudades, e vai ser muito legal na volta poder contar tudo pessoalmente, precisarao de muitos encontros.
      Um beijo enorme p/ vc e p/ o Henrique e Gabi!!!
      Obrigada pelo carinho e contineu aqui me vendo e nos vendo.
      Bjo grande amiga
      Bibi

    • Paizao!!!

      To ainda na Indonesia!! Daqui uma semana vamos para o Vietnan. Pai to morrendo de saudades de vc!
      `Ganhastes a taca`, gostou do texto entao… que bom!!!
      Beijao te amo
      Bibi

  95. Amigaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!
    Maravilhosaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!

    Ai que delícia ler tudo o que voce tá vivendo por aí… só posso me orgulhar de vocês!
    Sinto muuuuuuito a sua falta! Só não fico mais triste por voce nao estar aqui porque voce ta feliz aí!

    Vamos combinar com os maridos de fazer uma viagem de mala de rodinha que tambem é legal! ahahhah

    Fui lá naquele lugar do Rh com vagas de saúde que vc me passou e a Alda se lembrava de voce. Brigada!!

    Bom, logo eu te escrevo um email mais loooooongo pra gente não perder nenhum detalhe das nossas vidas.

    Beijos com saudades amiga

    • Amigaaaaaaaaaa maravilhosa è vc!!!!

      Ai amiga, vc è linda!Nem fala amiga, ta muito charmoso e delicioso essa parte Indonesia, mas sem duvida, quero muuuuuuuuuuuuuuuuita mala de rodinha qdo voltar e hotel com agua quente e vaso sanitario, de preferencia tudo de cimento!!!
      Amiga, vc foi la entao!! Que bom que conseguiu achar ela…nossa que bom que ela lembrou, bom a gente conversou um monte aquela vez. Amiga, fiquei firme que essa è quente!
      Beijos enormes cheeeeeeeeeeeeeeeeeios de saudades!!
      Bibi

  96. Oi Bi!!
    Saudades!!
    Adoro ler suas histórias, qdo tem foto então fica melhor ainda! Que coisa essas praias hein! Meu Deus, maravilhosas!!
    beijão!!

    • Cerol amiga!!!!

      Agora finalmente to conseguindo colocar fotos, minha pagnina no blog ta ficando mais profissional… A cor do mar aqui è chocante, è tudo mto paradisiaco. Qdo o mar è mais escuro, nao è pq è poluido, mas pq è areia preta de vulcao, da para imaginar… a praia e o vulcao juntos, tipo montanha!!!
      Saudades querida! te escrevo.
      Beijos

      Bibi

    • Amigaaaaaaaaaaa,

      hahaha, agora to entrando no ritmo, ja dia 12 tem post novo, com toda a Indonesia, meu que lugar!
      Pode dar palpitar, como consultora e fa, vc tem todo esse espaco!!
      Beijos enormes
      Bibi

    • Amigaaaaaaa,

      Hahahha, otimo, adorei! To mais espertona agora de novo, o ritmo voltou, entao teremos semanais novamente. Dia 12 pretendo publicar o resto da Indonesia, que so contei os 5 primeiros dias.
      Continue palpitando, consultora fa, sua opiniao e importantissima p/ o sucesso do TambemSai…
      beijosss

  97. Bibi querida

    Parece q estou vendo sua carinha de feliz com esses mimos… salão de beleza…bom ler voce dizer:
    …”Enquanto duas mulheres me traziam de volta toda a minha feminilidade,”…

    Não se preocupe sua feminilidade é definitiva, pelo fato do gosto pelo belo e confortavel, mesmo dentro das condições mais rudes…

    Bibi vc cresceu entre os “barbaros” dos seus tres irmãos homens e não virou Luluzinha… lembra?

    Estamos derretendo não de calor …mas de saudades de vcs

    Te amo filha

    • Dicaaaaaaaa,

      Nao foi um trabalho facil, sai de la dilacerada pelas mulheres ahahah! Mas divertido!
      Bota barbaros, apanhava de homem p/ homem!!!
      Estou morrendo de saudades tb de vcs todos!
      Ainda mais no fim de ano, vai ser o primeiro longe!
      T amo maezinha
      Beijos
      Bibi

  98. Bianca meu amor
    Estou emocionada.Essa é a aventura que ainda espero fazer apesar dos meus 61 anos.Estou feliz por vocês. Não conhecia teu marido , mas é um gato. Deve ser maravilhoso por te merecer.Imagino você , a menina mais meiga que conheci no meio disso tudo. Quero que saiba que você tem um apartamento muito especial no meu coração que nunca estará a venda. Te amo muito .Aproveite bastante. Se suje muito com poeira, esse que vi no blog,nem ela te tira a beleza, abrace as pessoas que conhecer.Vou te mandar endereço de uma pousada em Lisboa de um brasileiro muito especial. Não tenho aqui agora.
    Minha querida , seja feliz.
    Beijo, beijo , beijo para os dois

    • Tia querida!!!

      Nossa que sensacional te ver aqui. Nao acredito que voce esta aqui. Fiquei emocionada. Minha primeira sogra. Inesquecivel voce! Tambem tem um espaco enorme no meu coracao e sinto sempre saudades das nossas conversas.
      A viagem esta emocionante. E minha meiguice aqui dentro quase me matou, agora ja estou ficando descolada. Mas sempre coloca minha pantufa apos o banho, mesmo com a mochila nas costas haahaha…
      O marido alem de gatao, ‘e o cara! Me dei muito bem Tia!!! As pessoas sao sempre a melhor parte! Pode deixar que abracarei todas que puder.
      Continue aqui acompanhando, sera um prazer poder saber que voce esta aqui junto nessa viagem/aventura.

      Beijos carinhosos
      BIbi

  99. Como está o Vietnam, si virem o Hochemin deem um abraço nele.
    Deve haver muito americano por ai.Importante deste pais e que ficou sendo comentario mundial por muitos anos e nunca se viu um exercito como o deles.Estou esquecido mas o Vietname foi assunto diario na minha juventude.Chera um ragazo que co me amava el Bitel e Rolingstones …
    BEIJOS
    E muita sAUDADES
    PAI.

    • Oi Pai!!

      Vietnan ‘e o maximo. E Ro Chi Minh entao sensacional. Estamos no centrao, o astral da cidade ‘e inesplicavel, uma cidade grande com ainda habitos de pequena, muito legal. Hoje fomos ao museo da “gerra dos americanos” como ‘e conhecido aqui. Vendo o povo, da p/ entender porque o exercito deles, eles sao invenciveis.
      To amando o Vietnan, vou ter muito p/ contar no blog e depois pessoalmente p/ vc.
      Pai, muita saudades tb, ainda mais perto do Natal!! De matar!
      Beijao
      Bibi

  100. Bibi
    Se fores a Lisboa, procure no google “Albergo Odisseo”.
    Frederico é o proprietário. Um mineiro gente boa.Acesse e veja se te interessa.
    Beijo
    Evani

  101. Bibi oi,
    Escreve logo…estamos esperando seu relato…com fotos de preferencia…
    Não vale vc deixa a gente com agua na boca e querendo mais …vai escreve!!!
    bjs

  102. Consegui …..acho que um meio de comunicaçãoo!!!! FELIZES VOCES HEIM???? MTOOOO BEMMMMMMM QUE LINDA VIAGEM!!!!!! BEIJOS E VEJA SEU E-MAIL!!!!!!!!!

  103. Bibi estou esperando iniciar seu blog!!
    Ameu falar com vc hoje na Tailandia…todos mandam bjbjbjb pra vc e o Gui.
    Ta todo mundo na praia e falamos agora como Marco…eles chegarm em Paris e estão em um Hostel…felizes e o pai falou emocionado…tipo italiano!!!
    bj
    te amamos
    boa noite.

  104. Oi Amiga,

    Ontem estavamos falando de você e sua maravilhosa experiência, agora o que você não vai acreditar é onde estamos e quem está aqui: eu William, Dani Colin, Edio (seu marido), Adilson Lima e sua família, Denia e Adriano, você lembra de todos eles? Então, estamos todos aqui no sitio da praia da Dani pra passar a virada de ano, e depois de falarmos de você resolvemos te mandar um recado e desejar a você e ao Gui uma excelente passagem de ano e dizer que estamos te acompanhando.

    Beijos e falamos depois…….

    Feliz Ano Novo!!!!

  105. Amiga,

    Uma das minhas resoluções de 2010 é ler seu blog! Como a parte 1 já me foi atualizada pessoalmente, li a parte 2 em uma sentada…. simplesmente por que não consigo parar de ler! Uma delícia teus relatos! É uma forma de sentir vc mais perto! Até imagino tua cara quando recebeu palmas na igreja! Minha irmã, um feliz ano novo nestes mundos novos que vc vem conhecendo.
    Saudades maior que o mundo! Te amo!
    Jami

  106. Olá querida,
    estamos aqui com alguns amigos americanos da Ilha do Mel, esquecendo um pouco da vida. O que não esquecemos é de vocês. Onde andarão estes dois, é o que nos perguntamos – desde 09 de dezembro… Esperamos que estejam bem. Bjs Sol

  107. Biiiiiiii!!! Que saudades de você!!! Nossa, tantas coisas pra contar, né? Não consegui ler tudo ainda, mas já fico com um invejinha ‘boa’ só de ver as fotos (de Londres então, nems e fala, já faz 11 anos que fui pra lá!).
    Viajar é viver… mas viver intesamente. Fico muito feliz por vocês. Um beijo grade!!

  108. Gataaa…
    Amo seus relatos estão simplesmente demais…vou dizer que os seus futuros pacientes serão muito sortudos..pq vc virá com uma bagagem emcional gigantesca!!olha to pensando em virar sua paciente..afff..rsrsrs..Tá please me diga mais ou menos qdo vc volta?? to mega morrendo de saudades de ti com um milhão de coisas pra te contar…Amiga fiquem com Deus e q a viagem continue sendo maravilhosa!
    Beijo no coração TE AMO!!

  109. Oi amiga!!

    Poxa tava com saudades de ter ver por aqui. Obrigada amiga por cada palavra, sabe que amor de amiga nao tem preco. Voce ja entrou no blog novo? Desde dezembro estou escrevendo no outro. Se voce ver o proximo vai ficar de cara, a coisa ficou beeeeem mais profunda, esse ‘e ai ‘e quase diversao perto do que foi ocorrendo depois. Nasci, renasci e estou crescendo de novo haha.
    A volta ‘e p/ setembro agora, se nao mudarmos de ideia de novo, mas com certeza em 2010. Oba, muitas coisas para contar. Senti um ar positivo na area. Me escreve email.
    Tambem te amo amiga e sinto mta saudades. Pelo menos qdo voltar a rota vai ser praia entao vamos nos ver e se abracar mto.
    Beijos
    Bibi

  110. Oi Bibi! Lembar da Caio, da tia Lelé, de mil anos atrás? Navegando por aí encontrei o blog de vcs e amei! Estou lendo a tua página de cabo a rabo, como se fosse um livro, amando tuas histórias, teus pontos de vista e, em vários momentos, me matando de rir! Adorei poder acompanhar tuas andanças e conhecer um pedaço do mundo através dos teus olhos! Um beijo carinhoso

  111. Assisti a entrevista de vocês no Jô Soares e estou apreciando por demais o blog de vocês dois. Uma simplicidade e um bom humor invejável! Os textos de vocês podem ser até didáticos tantos são os conhecimentos que passam. Parabéns. Continuem. O Mundo precisa de pessoas como vocês.

  112. Adorei assistir a entrevista ontem, no programa do Jô. Estou ansiosa para continuar a ler teu blog, Mais tarde sento novamente na frente do pc e leio. . Parabéns para voces dois! Temos muita vontade eu e meu marido, de fazermos uma viagem de 1 ano. na verdade, mais meu mardio do que eu rsrs. Felicidades a vocês.

  113. Que experiência fantástica Bibi e Gui!! Amei… vcs me doaram uma oportunidade grandiosa de conhecer um pouco de todas essas culturas, pois ainda não consigo entrar num avião…Tenho fobia de ambientes fechados, portanto sei que talvez nunca eu tenha essa possibilidade. Estou maravilhada e encorajada de tentar curar esse problema que me limita. Grande beijos aos dois.

    • Monica, lembre que grande parte da nossa viagem foi por terra!! Entao se vc encarar um ou outro voo pode fazer uma super viagem!!
      Vale a pena!!
      bj

  114. Assisti ontem a entrevista de vcs no Programa do Jô, gostei muito e mais pq tbém sou catarinense de Joinville mas, moro em Floripa desde sempre.
    Já comecei a ler o teu Blog, é extenso, mas tô lendo. Adoro ler sobre as culturas e tradição dos lugares. Adoro viajar mas, viajei muito pouco até agora… Quem sabe qdo me aposentar (falta pouco) eu me animo, o problema é que meu marido morre de medo de viajar de avião. Fica difícil né?

    • Clea, viajar por terra e uma delicia, vc vai vendo as mudancas aos poucos. Quem sabe ele nao se anima. Tem a nossa America aqui do lado que e linda!!

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