Islândia (com crianças)

Quando fomos para a Islândia, em meados de 2018, o Gabriel tinha dois anos e meio e a Bibi estava gravida da Teresa. Meus pais, irmãs e respectivas famílias também viajaram junto.

Vinhamos de uma viagem de Motorhome pelas Highlands da Escócia, e acabamos optando por não viajar desta maneira pela Islândia. É muito comum o uso de campervans, mas com crianças pequenas achamos melhor ter mais espaço.

Inicialmente pensávamos em dar a volta em toda a ilha, pela famosa Ring Road. Mas novamente o bom senso falou mais alto, e apesar de termos tempo, fizemos uma viagem mais tranquila, sem correria, de carro pela porção sul do país.

Foi a decisão acertada, pois existem diversas atrações ao longo da estrada principal, e pudemos viajar no ritmo das crianças (meu sobrinho Alfredo tem a mesma idade que o Gabriel).

Não vou entrar em detalhes da viagem. Acho que não teria muito a acrescentar que já não esteja nos guias de viagem. É um país belíssimo, com natureza absurda! Caríssimo também, provavelmente o país mais caro que já visitei. Daqueles que não tem opções para economizar, pois até os mercados ou restaurantes de imigrantes são caros. Mas vale muito a pena!!! Cada “esquina” uma nova surpresa. Além das grandes atrações, diversas paisagens, cachoeiras e lugares secundários para serem descobertos.

Nos hospedamos em hotéis e Airbnb. Tentando ficar mais de uma noite em cada lugar. Entre zigue-zagues, fomos de Reykjavik até Jökulsárlón e usamos algumas cidades do caminho como base. Total de 10 dias de viagem.

Além da natureza exuberante, não poderia faltar alguma experiencia cultural. O prato tipico Hákarl, carne de tubarão putrificada, foi apreciada por todos, inclusive o Gabriel, que junto comigo foi quem mais comeu.

Um pouco do que vimos por lá:

  • Gulfoss
  • Haukadalur
  • Thingvellir
  • Kerio
  • Seljalandsfoss
  • Kvernufos
  • Vatnajökull NP
  • Jökulsárlón glacier lagoon
  • Skogafoss
  • Fjaorárgljúfur
  • Reynisfjara/Dyrhólaey
  • Arredores de Hvolsvollur
  • Stokkseyri / Eyrarbakki / Þorlákshöfn /
  • Reikjavic

Blue Lagoon

Estrada

De Motorhome pelas Highlands (com crianças)

Sempre que possível, meus pais gostam de reunir toda a família para viajar junto. O estilo das viagens varia bastante. Alguns anos atrás, fizemos a nossa primeira viagem de Motorhome, pelas montanhas do Canada. Foi aprovadíssima a experiência. Uma versão mais tranquila e estruturada dos acampamentos que fazíamos pela América do Sul nos anos oitenta.

Desde a viagem ao Canadá, a família aumentou. Nasceram meu filho Gabriel e meu sobrinho Alfredo. Acaba ficando ficado mais difícil de reunir toda a família, pois somando todos os núcleos familiares somos doze pessoas.

Todos estavam na expectativa sobre o novo destino de viagem. Chegamos a cogitar a Ilha de Galápagos, mas foi vetada devido à incompatibilidade da idade das crianças. A sugestão das Highlands Escocesa foi muito comemorada.

Viajar de motorhome nos daria uma flexibilidade extra para viajar com crianças pequenas, já que horários de dormir e comer seriam facilmente respeitados. Nos daria também liberdade para explorar a natureza e pequenos lugarejos, onde nem sempre teriam estrutura para receber tanta gente.

Cada núcleo familiar chegou em diferentes datas em Edimburgo, e teve seu tempo para conhecer a cidade e também de adaptação ao fuso horário. Ficamos hospedados em um Bed and Breakfast, pois motorhome definitivamente não combina com cidades maiores. Aproveitamos muito a bela cidade, mas depois de alguns dias todos já estavam contando os minutos para o inicio da grande aventura.

Já nos arredores de Edimburgo, em Kelty, buscamos os dois motorhomes que havíamos alugado, aprendemos rapidamente como tudo funcionava e pegamos a estrada. Inicialmente levamos um susto, pois eram bem menores que os motorhomes que havíamos alugado no Canada. O convívio em família seria intenso, brincávamos que era um verdadeiro Big Brother . Mas a ideia da viagem era uma convivência em família, não?!

A viagem começou devagar, até nos acostumarmos com a mão inglesa e treinarmos nossos reflexos. Ninguém era acostumado a dirigir um “ônibus”, muito menos do lado contrario da pista.

A Escócia tem fama de ter tempo bastante chuvoso. Quando falei que iria para lá, muitas pessoas me desejavam sorte quanto ao tempo. Na nossa primeira parada, Stirling, o clima estava tipicamente escocês. Nada do Sol que fizera em Edimburgo nos dias anteriores. Uma fina garoa cobria o Monumento dedicado ao herói escocês Willian Wallace, assim como a histórica ponte de pedra e o Castelo.

Seguimos viagem até o camping que havíamos reservado, na beira do Loch Lomond, 65 quilômetros adiante. Mesmo tendo cozinha, banheiro e camas no Motorhome, sempre buscávamos campings para estacionar. Muito mais aconchegantes, banheiros amplos e toda a estrutura que precisávamos. Existem detalhes que muitas vezes não lembramos sobre o uso de motorhome. Sempre precisamos abastecer de agua, e tirar o esgoto em lugares determinados. Atividade necessária, mas não muito glamorosa. Acabava gerando muitas piadas e sorteios para ver quem seria o sortudo a executa-las.

Estes campings com estacionamentos para motorhome, muitas vezes tem casas para veraneio, e estão localizados em lugares belíssimos. Viajar no verão, com os dias longos, faz com que a viagem renda bastante. Depois de um longo dia, um belo jantar e tudo organizado, ainda é possível tomar uma cerveja vendo o por de sol as onze da noite.

As estradas são boas, mas bem de interior, portanto não se viaja muito rápido. Havíamos programado a maior parte das paradas, mas deixamos para fazer algumas reservas ao longo do caminho, dependendo de como a viagem ia se desenvolvendo.

Pouco antes de Glencoe que as montanhas começam a aparecer. Belas paisagens, mas infelizmente nem sempre é fácil de parar ao lado da estrada, pois muitas vezes não tem acostamento. Com frequência os estacionamentos das vistas panorâmicas estavam lotados de carros também. Para quebrar a viagem, nada como parar no Clachag Inn para almoçar, com visual incrível das montanhas. É uma região muito procurada para trekkings, com trilhas de diversos níveis de dificuldade.

Numa estrada muito cênica, seguimos até Fort Williams, onde dormimos na beira de um rio aos pés de Bem Nevis, a maior montanha da Grã Bretanha ao lado. A estas alturas, muitas placas já eram bilíngues. No interior da Escócia, além do inglês se fala o Gaélico, portanto para não ofender os locais, melhor se referia à montanha como Beinn Nibbheis.

Os fãs de Harry Potter ficaram um pouco decepcionados por não conseguir pegar o trem das histórias do personagem. Todos os bilhetes já estavam vendidos online e mesmo tentando alguma desistência em cima da hora não foi possível terem esta experiência.

O belo viaduto de Glenfinann não fica longe, e tem hora marcada para o trem passar. Todo mundo se programa para estar lá na hora certa, um teste para as habilidades já adquiridas de dirigir um motorhome.

Em Mallaing, acabamos perdendo o ferry que leva até a Ilha de Sky por poucos minutos. Por sorte conseguimos trocar os nossos bilhetes e embarcar no ferry seguinte. Passaríamos duas noites na pitoresca Portree, com suas casinhas coloridas na beira de uma enseada cheia de barcos ancorados.

Havia lido que a Ilha de Sky era um dos pontos altos da viagem, mas mesmo assim surpreendeu, e muito. Ponto alto da viagem com certeza. A caminhada pelas formações rochosas de Old man of Storr, a cachoeira que, mesmo com pouca agua, cai na praia. O visual das falésias Kilt Rock e para finalizar a incrível vista de Quirang.

Tudo isto com diversas paradas e circulando a ilha. O próprio caminho já é um excelente programa, passando por vilarejos de pescadores e belas paisagens.

Saímos da ilha pelo lado oposto de onde entramos, desta vez utilizando uma ponte. Dormiríamos em Loch Ness, mas antes nos dedicamos a conhecer o pitoresco Castelo Eilean Donan, estrategicamente construído na beira do lago.

As viagens nunca eram muito longas, então mesmo com as paradas acabava sobrando tempo livre. Tentamos nadar no Loch Ness,  lago que se popularizou com a historia do monstro que viveria ali, mas acabamos desistindo. Não por acreditarmos na lenda, mas pela temperatura da agua mesmo. Não era dos mais limpos também. Acabamos fazendo hambúrgueres em churrasqueiras descartáveis, muito utilizadas por ali.

Vínhamos tendo muita sorte com o tempo desde Stirling, mas nossa visita ao castelo Urquhart foi com garoa novamente. Mas isto não impediu que o Gabriel se divertisse muito colocando capacete e segurando espadas dos cavaleiros.

Iverness é considerada a capital das Highlands. Não chega a ser grande, mas muito maior que qualquer cidade que havíamos passado desde a saída de Edimburgo. Passeávamos pelo agradável centrinho, nas intermediações do castelo, quando uma grande manifestação se aproximou. Bandeiras azuis e bancas tremulavam por todos os lados, gritos eram entoados pedindo a Independência da Escócia. Demandavam novo plebiscito e separação do Reino Unido. O sentimento nacionalista e insatisfação com o governo central em Londres foram reacendidos com o Brexit.

A viagem já se aproximava do final, mas não antes de conhecer a Destilaria de Whisky  Dalwhinnie. Tour para conhecer os segredos da bebida local e degustação moderada, afinal precisávamos chegar à charmosa Pitlochry, onde passaríamos nossa ultima noite antes de voltar para Edimburgo.

Se por um lado a tristeza tomava conta pelo fato da viagem pelas Highlands escocesa estar terminando, a empolgação crescia com a proximidade do próximo voo. De Edimburgo iriamos para Reykjavik, capital da Islândia. Mas esta já é outra viagem…

Artigo originalmente escrito para a Revista Top Destino 149.

Viagem feita em 2018.

Novo Livro: Destinos Invisíveis – Uma nova aventura pela África

Convido vocês a fazer parte de mais essa aventura. Neste livro conto a minha jornada por mais de 20 mil quilômetros em 18 países do continente africano.São destinos pouco explorados e existe uma grande carência de relatos da maior parte deles, principalmente em português.

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São quase 300 paginas, recheadas de fotos mapas e muitas histórias. Quem assina o prefácio é o Jornalista André Fran, Diretor e Apresetador dos programas Que Mundo é Esse e do consagrado Não Conta lá em Casa.

Segundo ele: “ não se trata aqui de um amigo comum, senhores. Nada disso. Mas aquele companheiro de viagem que estudou a fundo a história dos países que estão no roteiro, que está disposto a encarar a ocasional “roubada” para ter uma vivência mais realista dos locais visitados, e cuja curiosidade legítima faz a gente ansiar pela próxima aventura (e pela próxima página).”

Vamos juntos tornar estes cantinhos esquecidos cada vez mais conhecidos. Pode ser um guia de viagem com informações valiosíssimas, mas também é uma alternativa de conhecer lugares quase inacessíveis sem sair do conforto de suas casas.

A escolha é sua!

O que restou dos Jasmins?

Para muitos a chamada “revolução dos Jasmins” foi o estopim do movimento que chacoalharia o mundo árabe, a “Primavera Árabe”. Quem acompanha a região, sabe que protestos violentos em Sidi Ifni no Marrocos e também no Saara Ocidental, antecederam a Revolução dos Jasmins, mas não tiveram a capacidade de “exportar” a Revolução como aconteceu no caso tunisiano.

A “Primavera Árabe” trouxe diversas consequências para o mundo árabe, reformas, guerras civis, conflitos e derrubada de governos, mas em nenhum outro país a transição foi tão fácil e tranquila como na Tunísia. Em menos de um mês o Governo já havia sido deposto e o ditador Bem Ali fugido para o exílio.

Além de questões estruturais e governamentais, uma das grandes mudanças sentidas no país foi a queda do turismo. Nada muito animador já que grande parte dos protestos tinham foco em questões sociais e econômicas, além de liberdade, é claro.

Em 2015 os atentados no (excelente) Museu do Bardo (21 turistas mortos) e meses depois num resort em Sousse (39 mortos) praticamente decretaram o fim do antigo turismo em massa de europeus. Por outro lado, houve um aumento significativo de turistas russos e chineses, que junto com turistas de países vizinhos, mantem o perfil turístico do país. Atualmente a Tunísia, pouco maior que o estado do Ceará, recebe um numero de turistas bem parecido com o do Brasil.

Acredito que de todo o continente africano, provavelmente a Tunísia seja o país mais fácil de viajar. Um país pequeno, com boa infraestrutura e grande facilidade de transporte. O paraíso para quem busca tranquilidade na beira do Mar Mediterrâneo.  Claro que o país oferece, e eu buscava, muito mais do que isto.

Cheguei de táxi coletivo vindo da Argélia. Não teria muito tempo no país, mas como comentei, não foi difícil percorrer grande parte do território. Inicialmente eu viajaria para o extremo sul do Saara argelino, mas devido às dificuldades que tive, acabei optando por conhecer a Tunísia, país que nem exige visto para brasileiros.

Meu primeiro contato com Tunis foi só na Medina e seu Souk (mercado), a parte pulsante da cidade. Como votaria deixei outros lugares para depois. Apesar dos excelentes Louages, lotações com guichês próprios, lugares marcados e preços fixos te levarem para qualquer lugar, eu optei por viajar de trem quando possível.  Foi assim que fui de Túnis até Gabes, o final da linha, já bem ao sul do país.

Fiquei hospedado num hotel decadente a excelentes preços, e foi bom explorar uma cidade não turística. Impressionante ver bares lotados de tunisianos bebendo (muito!) e escutando musica alta não muito longe das mesquitas.

Muitas pessoas usam a cidade como base para conhecer a Ilha de Jerba, com suas praias tranquilas e lugares interessantes como o bairro judeu e a comunidade Ibadi. Eu fui ainda mais ao sul, até Tataouine, explorar alguns belos Ksares Berberes. Apesar do nome, mundialmente conhecido pelo filme Guerra nas Estrelas, a maioria das filmagens do filme aconteceu em Matamata, não tão longe dali. Sob um calor absurdo, visitei diversos Ksares menores além dos impressionantes, Douiret, Chenini e Ouled Soltane. Construídos no século 15, situados no topo das colinas, são fortificações incríveis, onde havia verdadeiras cidades berberes autossuficientes. Região desértica, não muito longe da fronteira com a Líbia, parecia abandonada, jogada às moscas. Devi do à proximidade, pelas estradas, algumas pessoas vendiam galões de gasolina contrabandados da Líbia e caminhões do exercito faziam patrulhamento.

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Nunca imaginaria que teria dificuldade para sair de Tataouine. Devido às férias escolares o transporte estava escasso. Tive que pegar um ônibus de linha até Medenine, aliás, um ônibus articulado que muito lembrava o transporte publico de Curitiba. Em Medenine acabou acontecendo uma situação muito curiosa. Na chegada, estava conversando com o motorista para entender como chegaria até o ponto de ônibus que me levaria até Gabes quando fui abordado por um jovem tunisiano. Me tratava como um velho conhecido. Mencionou que eu era brasileiro, o que achei estranho. Seria um daqueles golpes com turistas? Como sempre, dei conversa, mas sempre atento e me questionando como podia saber sobre mim. Quando tentou pronunciar meu nome e mencionou minha viagem pela Argélia, fiquei sem reação. Tudo se esclareceu quando descobri que ele havia se hospedado na casa de um amigo meu da Argélia. Havia chegado poucos dias depois de mim, e meu anfitrião acabou mostrando algumas fotos minhas e contando da minha aventura por lá. Coincidência é pouco! Acabamos indo tomar um chá e logo veio o convite para ir dormir na casa dele. Nesta região também tem muitos Ksares espalhados, e ele me prometeu mostrar cada um deles. Amizade se formou rapidamente, e quando chegou a hora de me despedir recebi dois quilos de saborosos doces locais para levar na viagem.

Encontros improváveis

Nova parada em Gabes onde conheci a Corniche e outros lugares, mas gostei mesmo de repetir a sequencia de restaurantes, bares e sacada do velho hotel para ver o movimento do final de tarde.

Voltando para o norte, a cidade histórica de Sfax está a um pulo dali. Alias fora as viagens pelo deserto, tudo é muito perto (principalmente para quem acabara de chegar da Argélia, maior país da África).  Uma medina, muito bonita e gostosa de passear e sentar para ver a vida passar.  A estrada para seguir viagem pelos vilarejos do litoral era tentadora, mas pela manhã optei por pegar o trem novamente até Sousse, com parada estratégica de algumas horas em El Jem (Unesco), onde tem um incrivelmente bem preservado anfiteatro romano. A antiga cidade de Tisdro possuía três anfiteatros, e este que se mantem em pé foi construído no século III, e comportava um publico de 30 mil pessoas. Para os fãs de mosaicos, uma parada no Museu Arqueológico de El Fen é obrigatória.

Sfax

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A experiência em Sousse (também patrimônio da Unesco), não foi tão marcante. Caminhar entre os barcos de pescadores é legal, mas os chamados dos vendedores em diversas línguas (tentando adivinhar sua nacionalidade) no Souk quebra um pouco o clima. As excursões de turistas russos (que também estavam em El Jem) tampouco ajudaram.  Acabei pegando um Louage antes do que imaginava com destino a Kairouan (Al-Qayrawan), a cidade mais sagrada do país.

Guichê dos Louages

 

Também patrimônio da Unesco, fundada em 670, sempre foi um importante centro de estudos religiosos, onde existem diversas Madrassas (escolas corânicas). Belas mesquitas, portas azuis e tapetes completam a alegria de quem gosta de se perder pelas ruelas estreitas. Final de tarde a Medida fica lotada de mulheres passeando e fazendo compras enquanto os homens sentam na frente do portão principal para tomar chá e bater papo.

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Quase hora de voltar para casa, retorno à Túnis para os seus arredores. Um trem urbano (TGM) leva até a histórica Cartago(Unesco). Uma dos pontos comerciais mais importantes da antiguidade, cidade Fenícia/Púnica que liderou tantas batalhas contra o Império Romano.  As ruínas não estão centralizadas e exigem boas caminhadas entre elas. Parada obrigatória para qualquer amante de história!! Ficam no topo das colinas Byrsa, subúrbio da elite econômica tunisiana, inclusive não muito longe do palácio presidencial. Um pouco mais ao norte está o bairro mais descolado do país, Sidi Bou Said.

Cartago

Ruínas com a Catedral de São Luis de Cartago ao fundo

Carros e cabelos da moda lotam cafés e restaurantes da região. No calçadão que leva até o topo da colina, eles se misturam com os turistas que também não são poucos, principalmente próximo do horário do por do sol. Um ponto onde se pode observar a costa mediterrânea com uma marina é muito disputado para fotografias. Não menos disputadas são as dezenas de portas e janelas azuis e brancas, que apesar do movimento, dão um ar especial para o lugar.

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Andando por uma região tão privilegiada dá quase para esquecer algumas das principais reivindicações dos jovens tunisianos quase sete anos antes. Mas talvez seja justamente este privilégio de alguns que contraste com o desemprego de jovens com bom nível de educação que acenda a faísca inicial. Janeiros de 2018 novos protestos aconteceram, e se tornaram violentos. Resta saber se vão continuar e até se intensificar.