A moderna cidade do não pode

Singapura e uma historia de sucesso. Uma super economia, uma cidade, ilha, pais de primeiríssimo mundo. Aqueles lugares super tecnológicos e com mania de controle. Mania ate demais, tem multa para tudo!!

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Olha a multa

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Eu to falando…

A chegada em Singapura foi bem mais verde que eu imaginava. Sempre vinha a imagem de uma cidade cinza na minha cabeça, bem São Paulo, mas não, era verde para tudo que e lado. Logo começou a chover, a chover, uma baita tempestade. Chegamos no ponto final, e nos amontoamos nos lugares com telhados, que não eram muitos. Estávamos relativamente perto da região onde iriamos ficar, mas pouco tempo naquela chuva seria o suficiente para ficarmos encharcados. Fui, com minha jaqueta de chuva,  algumas vezes tentar pegar um táxi, mas sem nenhum sucesso. Era final de tarde, hora do rush, e com chuva estavam todos lotados. Um bom tempo depois, numa manobra de mestre, deixando varias pessoas com seus bracos estendidos, consegui um. Chamamos um casal de franceses para ir no mesmo táxi. Eles iam em outra direção, mas pelo menos já tinham um carro. Bem, na verdade não, pois o motorista ia terminar o turno e não quis leva-los. Chegamos no nosso hotel, e deu problema com nossa reserva. Nunca reservo, e as poucas vezes que fiz deu problema. Em 5 min tinha arrumado outro hotel. Limpo, bem localizado, mas um cubículo!! Eu procurava na internet algum lugar para sairmos, pois era Dia das Bruxas e a Bibi já tava dormindo. Vi que acabaríamos não fazendo nada. Logo começou uma barulheira, tambores, e quando olhamos pela janela tinham dragões chineses passando pela rua. Pelo menos a Bibi acordou e saímos para jantar.

Acordamos cedo e foi um dia de muita caminhada. Comemos no cafe da manha uma comida chinesa meio estranha. Era para ser um tipo de empada, mas a massa era meio crua. Estranho… Caminhamos de Little India, onde estavámos, ate o Colonial District. Como era domingo, era muito estranho ver aquelas avenidas de 5 pistas (só num sentido) vazias. Quando vimos estávamos no Raffles hotel, com suas galerias. Não muito longe dali a Igreja Anglicana St Andrews estava super movimentada. Fomos chegando, olhando, e tinha uma exposição. Lemos um pouco sobre a historia, mas o movimento era por causa da missa. Nem tínhamos nos dado conta que era dia de todos os Santos, e acabamos ficando para a missa. Igreja como muitas outras, se não fosse o grande números de televisões, espalhadas a cada 2 colunas, para que todos pudessem seguir a missa.

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Dentro da Igreja

Um pouco mais adiante era fácil de entender porque “Colonial District”. Vários prédios antigos, parlamento, suprema corte, prefeitura. Ali estávamos praticamente ao lado do rio que corta a cidade. Dava para ver os altos prédios do centro comercial, e achamos um restaurante baratinho para comer um Nasi Goreng. Em Curitiba, se quiser comer este prato, só no Lagundri, pagando 40 pilas (mas muito bom!!), aqui por um, dois dólares da pra comer em qualquer biboca. Imagino como não deve ser na Indonésia (o prato e da Indonésia). Singapura teve fama de ser uma cidade cara por muito tempo. Hoje estão pipocando albergues em todo canto. Infelizmente a maioria deles não tem quartos privados, só dormitórios com beliches. Comida e barata por aqui, com varias praças de alimentação, algumas delas 24 hs.

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Centro da cidade ao fundo, mas cuidado com a multa…

Do outro lado do rio fica Chinatown. Como tem Chinatown por estes lados. Em Singapura os chineses representam 70% da populacao. Muitas lojinhas, mas tudo meio que já foi reconstruído. Difícil de imaginar o contrario sendo tão perto do centro da cidade. Mesmo assim algumas feirinhas e templos. No maior dos templos estava tendo cerimonia. Ficamos acompanhando por um tempo, depois fomos no outro andar que era lojinha, pulamos este, e fomos para o terceiro andar, que era museu. Contava toda a historia do budismo, tinham varias fotos e doações de estatuas e artefatos de outros países. No andar superior tinha um altar protegido onde estava o dente de Buda, inclusive com câmeras projetando para quem quisesse ver mais de perto. Um monge abençoava os chineses, la fomos nos também.

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Templo Budista Chines

Ali perto passava o metro. Se o de KL ja era moderno, este e o top de linha. Fomos ate a estacão final de onde tem um ônibus gratuito para Sentosa Island. Esta ilha e uma especie de Ilha da Fantasia, ou uma Disney mesmo, literalmente. Depois de cruzarmos a ponte, já dava para ver as montanhas russas e muitas construções, provavelmente hotéis. Uma hora contei mais de 10 guindastes de construção. Logo apareceram estatuas gigantescas de bichos. Chegamos na recepção da ilha e podia escolher por passeios, trilhas, atracões, teleféricos, blablabla. Quem não queria podia pegar trens elétricos para algumas das praias ou resorts. Fomos ate o Cafe del Mar, que tem uma “filial” aqui. Ao lado outros bares, todos estilo Ibiza, com piscinas, tochas e musica eletrônica. Um pouco mais longe tem outros estilo Surf, inclusive um da Billabong. Pra quem gosta a ilha e um prato cheio, mas pra mim e um grande parque temático. Tomamos uma cerveja vendo o por de sol. Os navios do porto ali na frente atrapalhavam um pouco, mas o sol estava bonito. Já mais tarde foi só pegar um trem para o hotel, e como estávamos em Little India, nada como uma comida indiana. Tentei comprar passagem para Borneo pela internet mas não consegui. Menos de 24hs do voo a Air Asia (verdadeiras pechinchas os preços) não aceita.

De manha tive que ir em algumas agencias para confirmar o voo mas não deu certo. Resolvemos tentar a sorte no aeroporto, umas 3 hs antes do voo. Andamos pelas enfeitadas ruas de Little India. Sabíamos que veríamos milhares de templos na Índia, mas alguns não tínhamos como deixar de visitar (não só pelos templos, mas pelos rituais). Tem feito muito calor, mas muito mesmo, e qualquer caminhada resulta em muito suor. Comemos alguma coisa, pegamos as coisas no hotel, e fomos de trem para o aeroporto. La não tivemos problemas para comprar a passagem. Problema teve a Bibi para passar no raio-x com seus cremes de mais de 100 ml. Foi uma correria para comprar recipientes menores, o que acabou não dando certo. Neste meio tempo eu convenci a mulher que estava conferindo as passagens a despachar a mala. Os cremes e shampoos estavam salvos!!

Novo passaporte e nova viagem?

A proxima etapa da viagem seria a Asia, ja estava decidido, mas nao sabiamos ao certo se comecariamos pela Tailandia, India ou Malasia. Descartamos a Tailandia quando soubemos que teriamos companhia para o ano novo, e a India pois estava em cima da hora para tirar o visto, dentre outros fatos que consideramos. Malasia parecia perfeito. Um aeroporto com varias coneccoes, e bons precos a partir de Londres via Dubai (para Bibi) e direto de Dubai para mim. Pais com embaixada brasileira, onde poderia tirar novo passaporte, pois o meu ja tava quase sem espaco para vistos.

A Malasia e um pais desenvolvido, que durante anos teve taxa de crescimento em torno de 8%. E uma otima introducao ao sudeste asiatico. A Tailandia talvez seja mais turistica, mas a Malasia atrai todos os publicos, desde o mochileiro, o ecoturista ao amante de compras. Kuala Lumpur pode tranquilamente substituir uma viagem que seria feita para NY, Miami ou Dubai. Muitos shoppings, otimos precos, uma tentacao para as compras. Culturalmente tambem e atrativa, onde tem uma mistura dos povos e tradicoes chinesas, indianas, e da propria Malasia, resultando numa comida tipica muito saborosa. Em algumas regioes tambem existiu influencia dos portuqueses, holandeses e ingleses, que tambem passaram por aqui na epoca das grandes navegacoes.

Assim que pegamos um trem no aeroporto para ir ate a imigracao, e um onibus por ruas largas onde ocorrem as corridas de F1, estava claro como era a estrutura do pais. A Bibi me questionou: “Mas voce falou que era como no Brasil, la nao e assim…” Fomos ate Chinatown, e existiam varias opcoes de hteis. Resolvemos pegar um melhorzinho pois era o reinicio da viagem da Bibi. A rua da frente parava durante a noite, cheia de mesas de restaurantes, camelos, uma muvuca. Comemos por ali e a Bibi percebeu que as opcoes de comida seriam bem maiores que na Africa. Tudo um pouco mais apimentado tambem…hehe

A primeira coisa que tinhamos que resolver era sobre meu passaporte. Nao perdemos tempo depois do cafe e fomos direto para a embaixada. Tinhamos dormido bastante, pois estavamos cansados. Na embaixada fomos super bem atendidos pelo Sr Wilson. So tinha que pagar uma taxa no banco alem da foto 5×7, que so no Brasil que usam. Tirei foto no shopping ao lado das Petronas Tower, e ja me informei sobre a visita. A Bibi ja ficou louca com as lojas… Pegamos o metro de volta para Chinatown, com direito a alcool gel para lavar as maos antes e depois da estacao.

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Petronas Towers

Novamente acordamos e fomos direto para a embaixada, entregar o comprovante e a foto. Notamos que o pessoal era meio atrapalhado, que nunca sabiam onde estava o passaporte, a foto, o formulario, mas prometeram para o dia seguinte. Deu tempo de ir para o LowYat, shopping de eletronicos com super precos. Depois de horas de pesquisas aabei cedendo e comprando um netbook. Aqui tem wifi em tudo que e lugar, e acho que vai ajudar em tudo. Quando sai do Brasil nao trouxe nem celular, queria um pouco de liberdade das minhas antigas ferramentas de trabalho. A comunicacao com a Bibi tava dificil for falta de internet e Skype, entao quando ela foi para Africa me trouxe um aparelho. Agora muda um pouco o estilo da viagem, nao vou mais socar minha mochila em onibus apertados, pegar carona, entao acho que um computador pode me acompanhar.

Como tava chovendo fomos para o Pavilion, shopping de luxo, com aquelas marcas qua a mulherada gosta de ver na vitrine. Um saco de programa, mas como a Bibi me acompanha nos meus… Pelo menos comemos e tomamos um bom cafe numa confeitaria, o maximo que podiamos gastar la…hehe

Acordamos a 6 da matina, antes das 7 estavamos pegando o metro para as Petronas. Chegamos la e ja tinha uma pequena fila, onde as 8:30 distribuiriam entradas para subir nas torres e andar pela passarela. Logo a fila aumentou, cheia de turistas de todo o mundo, com suas maquinas fotograficas. Fomos na segunda leva, e apos um rapido video 3d, estavamos subindo. Chegando la em cima, nos avisaram que inhamos 15 minutos para olhar a vista e tirar fotos. Clic, lic, o tempo passou e descemos, enquanto outros subiam. Saimos da recepcao onde tinham fotos e informacoes sobre as maiores torres e predios do mundo, olhamos um para o outro e caimos na gargalhada. Nao paramos por um minuto. Fala serio, que programa de indio!!! Tudo bem que a vista e legal, mas na nossa opiniao nao vale nem um pouco a pena. Pelo menos o dia comecou cedo, e daria para conhecer KL.

Olha a passarela la em cima

Fomos ate a Mesquita MasjidJamer, primeira que a Bibi entrou. La tinham roupas para se cubrir, alem de lenco para se colocar no cabelo. Conhecemos a mesquita e depois ficamos rapidamente tirando duvidas com uma senhora que trabalhava la. Falou sobre os profetas, algumas das leis, etc. Perguntamos sobre algumas diferencas das burcas coloridas daqui e das pretas do oriente medio, com o rosto tampado. Ela respondeu rindo: “isto e regional, por causa das tempestadas de areia, nao esta especificado no Corao como e de que cor deve ser…”

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Na mesquita

As pracas proximas dali,  tinham predios historicos com os edificios modernos logo atras. Casas coloridas perto do organizado Central Market. Tudo muito legal, mas muito previsivel. Comecavamos a fazer o roteiro para a Malasia, mas agora ja sabiamos o que nos esperava. Almocamos num gostoso restaurante vegetariano indiano em Little India e fomos buscar o meu passaporte. Sim, meu passaporte ficou pronto um dia depois que entreguei os documentos solicitados. Na saida despencou uma chuva (chovia todo final de tarde) e eu ja estava matutando como poderia fazer um roteiro diversificado.

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O antigo e o novo

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Perto do Mercado Central

Cameron Highlands era recomendado, e podia ser uma opcao. Penang ja e mais manjado, mas tem a parte cultural. A costa leste dizem que e linda, e menos turistica, mas as ilhas fecham com as moncoes. Perai!! Fecha com as moncoes e e menos turistica?! Imagine o resto… Estava decidido! Iriamos para Melaka, um pouco mais ao sul. De la iriamos ou para Sumatra de barco ou para Singapura, onde voariamos para Borneo.

Antes de pegarmos o onibus ainda passeamos por Chinatown, para visitar templos Hindus e Budistas que ainda nao tinhamos ido.

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Budas...

A viagem nao demorou muito. Onibus com ar condicionado no maximo, como adoram por aqui. Chegamos la, pegamos um onibus urbano e caminhamos ate uma guesthouse. Enquanto a Bibi olhava o quarto eu ja fui ver outras opcoes e acabamos ficando ali perto. Caminhamos pelas bacanas construcoes portuguesas e holandesas, passamos por chinatown. Muitas lojas descoladas, bonitos templos a cada esquina. Lugar gostoso, mas para passar um feriado, nao para uma viagem que nem a nossa. No final de tarde eu falei brincando quando andavamos pelas bonitas calcadas: – So falta os fogos de artificio e a parada da Disney!!

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Sera que estamos na Asia?

A viagem para Sumatra foi descartada por causa do terremoto a menos de um mes que ocorreu la, entao decidimos que Singapura seria utilizada como transito para nosso proximo destino. De manha ainda demos uma rodada, pegamos onibus ate a rodoviaria e logo apos o almoco estavamos na estrada. Poucas horas depois paramos numa moderna imigracao. Varios guiches para agilizar os processos, enquanto os onibus iam avancando por um tunel. Praticamente sem filas, apesar do movimento. O oficial olhou meu passaporte velho, com o visto de entrada e o novo vazio. Olhou para tras como se buscasse alguem. Falou para mim que eu precisava de um visto no passaporte novo, que o velho tinha sido cancelado quando cortaram a primeira pagina. Eu falei que nao, que os vistos estavam validos ainda, inclusive os dos EUA, como o Sr Wilson havia falado. No fundo imaginava que podiam ter feito merda. Nos meus passaportes antigos que foram cancelados, carimbavam pagina por pagina, e deixavam os vistos validos. O que fazer agora?! Fui para a salinha da imigracao e falei o que a embaixada tinha me dito, pedi o que poderia ser feito e blablabla. Mandei a Bibi segurar o onibus e fiquei la tentando de tudo. Eles acabaram dando um jeito, so colocaram anotacoes e referencias no computador e no meu passaporte. Fui para o onibus e todo mundo me olhando com cara feia. O motorista foi gente boa, e a Bibi mandou bem dominando a situacao.

Do lado de Singapura, tambem tivemos que ir para uma salinha, mas foi bem tranquilo e rapido. Ofereceram ajuda ate para dar coordenadas para nosso hotel.

Barrado no país do faz de conta!!

Cheguei em Dubai naquele voo vazio, e logo me informaram onde era o local onde tiraria o voucher. Tinha toda uma estrutura para isto. Tava ate empolgado. Mesmo não “indo com a cara” de Dubai, sempre e legal conhecer um lugar novo, para pelo menos poder falar do que viu, não do que imagina. A funcionaria pegou minha passagem, cadastrou no computador, e me devolveu. Falou que como eu tinha viajado num voo promocional, não tinha direito a transporte, visto, hotel, só tinha direito a uma refeição. Não desisti, contei da minha viagem, expliquei que era a primeira vez que voava com a Emirates, que eles tinham me informado que seria a mesma coisa… Mas não adiantou. Resolvi tentar um visto de transito com o funcionário da imigração. Ele falou que dependia da documentação do mesmo lugar que tinha ido. Final das contas falaram que o visto era atrelado ao hotel, e que com as taxas, se pagasse 188 USD podia ficar um dia. Dei uma boa risada na cara deles, agradeci e sai.

O aeroporto da uma ideia, mesmo que limitada, da cidade. Palmeiras gigantes, pequenos lagos, tudo artificial (e brega). Fui explorar um pouco o aeroporto, ver que lojas que tinha, onde dava para dormir. Acabei descobrindo que tem internet gratuita. Atualizei uns posts, escrevi e-mails, tudo de pé, porque teoricamente era para ficar pouco. Logo tava me sentindo no filme “O Terminal”, acho que e do Spielberg, com o Ton Hanks. Seriam quase 22 h ali. Usei pela primeira vez o site www.sleepinginairports.net que teoricamente deveria dar dicas de bons lugares para se dormir…hehe Optei por uma poltrona semi reclinada. Tinha direito a almoço ou janta, e acabei escolhendo o almoço. Um buffet indiano, bem completo, com direito a repeteco. Depois tomei um cafe e fiquei lendo la no restaurante mesmo. Como tinham muitas frutas, não achei que faria diferença levar umas para depois. Tentei falar com a Bibi antes dela sair de Londres, mas nao deu.

Muito tempo depois, próximo da chegada do voo, ficava andando de um lado para o outro esperando a Bibi chegar, e não tinha o acompanhamento das chegadas, só dos voos que iam sair. Toda hora eu tinha que perguntar se o voo tinha atrasado. Atrasou um pouco, mas logo ela chegou, para minha tranquilidade. Tínhamos poucas horas para o voo, e ficamos grudados, se curtindo, mas a saudades não passa tao rápido… Já no avião, conseguimos três poltronas pois o voo não estava lotado. Fomos super bem atendidos pelo comissario de bordo que era brasileiro. Alias, desde que sai do Brasil, o lugar que mais vi brasileiros foi em Dubai, todos cheios de sacolas de compra, felizes da vida…

Com três poltronas foi bem melhor. Dormimos super bem e acordamos quando já estávamos chegando na Malásia.

O primo rico

O Omã era muito poderoso, muitas das batalhas que houveram na Africa dos Árabes com os Portugueses eram eles. O Sultão dominava ate Zanzibar, e foram muito ativos no trafego de escravos. Hoje e um pais muito rico, devido ao petróleo e ao gás. O Omã e um Sultanato, e o Sultão manda em tudo. Apesar de grandes riquezas, não existe uma divisão de dinheiro com a população, que os deixa descontentes (Outros países pagam “mesadas”para seus cidadãos).

Ainda no Iêmen, voamos da Ilha Socotra para Mukalla. O aeroporto e bem afastado da cidade, e pistas modernas mostravam que nada de muito antigo por aqui. A cidade e cortada por um canal, e tem um morro bem no meio. Totalmente diferente de Sanaa, desde o clima, que e bem mais quente, ate todo o estilo, que e mais moderno. Fomos direto numa cia de ônibus, para comprar a passagem para o dia seguinte. Chegamos la e só tinha três ônibus por semana. Não tínhamos tempo para esperar. tinha um ônibus que ia ate outra cidade, a poucas horas da fronteira que saia naquela noite. Parecia perfeito, mas só tinha um lugar e não estavam aceitando nossa autorização da policia de Sanaa, tinha que ter carimbo da policia de Mukalla. Segundo eles, só abriria as 8 da manha do dia seguinte. Falaram de outra cia e fomos tentar. Tinha lugar, e comentaram que a policia tinha um plantão 24 hs. Fomos la e rapidinho conseguimos a autorização. Deu tempo para tomar um sorvete em uma sorveteria dividida em área para homens, mulheres e famílias. Notei que todos os lugares que estávamos indo eram só para homem, por isto não tinha divisão. Estrada muito boa, beirando a costa. Viajamos a noite toda e de manha chegamos em Al-Gaydah (nome sugestivo). Uma batalha para se fazer entender. Parecia que não tinha transporte ate a fronteira, e não tínhamos como contratar um só para nos. Fomos ate um hotel, para tomar um cafe e encontrar alguém que falasse inglês. Conversa com um, com outro e descobrimos uma van de Sauditas que sairia dali a pouco. A van chegou, cheia de pessoas vestidas com trajes típicos, parecia que seria tenso. Não demorou 5 min e tava todo mundo cantando, batendo palmas, super divertido. Já a algum tempo tinha deixado de ser plano e passávamos por montanhas e tuneis, mas agora viajávamos na beira do desfiladeiro, e não tinha como não comparar com a paisagem da Califórnia 1. Asfalto perfeito, e placas indicando lugares para banho, crianças, tartarugas, mergulho. Muuito estranho. No meio do nada, lugar que nunca recebe ninguém, nem locais, mas a estrutura ta pronta. Visual muito bonito ate a fronteira. Chegando no pequeno posto de imigração, peguei meu visto mas queriam que eu pagasse com a moeda local. Comentei que não tinha nem entrado no pais, mas que tinha USD. Ele aceitou mas não tinha troco. O motorista acabou pagando e acertei com ele depois.

Mukalla

Mukalla

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Vista da estrada

Em Omã a paisagem de montanhas continuava, agora ate mais altas, chegando ate a ter alguma vegetação. Perto de 3 hs depois estávamos passando pelas famosas praias de Salalah. Esta região fica cheia na época das monções. A região fica mais fria, verde nas montanhas, e um verdadeiro oásis. Os Sauditas vem aos montes, assim como o pessoal da capital, Muscat. Salalah e estranha, espalhada, com construções e quadras desorganizadas. Foi nosso primeiro contato com Omã, e deu para ver que os preços eram estilo europeus, se não mais caros. Um Rial vale 2,5 USD. Para poder circular dinheiro de menos valor, não dividem o Rial em centavos, e sim em Mil!! Tivemos boa parte da manha e toda a tarde para conhecer o lugar, mas como não era época de monções, decidimos pegar um ônibus já no dia seguinte para Muscat. Jardins, postes, praças, monumentos e imponentes Mesquitas mostravam que o dinheiro tava sobrando por aqui…

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Salalah

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Mesquita em Salalah

A Viagem ate Muscat, depois que se afasta de Salalah, e monótona, deserto de areia dos dois lados, KM e mais KM sem alterar. Deu para adiantar bastante o novo livro que estou lendo, What is the What (historia da trajetória de um refugiado do Sudão ate o Exílio na Etiópia, Quênia e EUA). Um bom tempo depois, já perto de Muscat, iniciavam as autopistas, cheias de anéis rodoviários, tudo com velocidade de 120 km/h permitida, mesmo perto da cidade. Jardins, praças, e tudo mais instalados e sendo implementados. Logo apareceram Mc, Pizza Hut, papa Jones, Hardees, Star B, Subway Burger K, e tudo mais que tinha direito. Passamos ao lado da grande mesquita, onde esta o maior tapete sem emendas do mundo (adoro estas manias de grandeza…hehe). Chegamos no centrão, parte comercial. Tudo novo, não ocidental, mas sem estilo. Vimos que nenhumas das solicitações de couchsurfing tinham sido atendidas., então saímos em busca de hotéis. Não foi fácil, mesmo os mais simples (que aqui tem ate ar condicionado) estavam fora do nosso orçamento. Um pouco mais afastado achamos um que poderia ser uma opção, mas decidimos comer algo e checar o Couchsurfing de novo. Estávamos sentados na rua e acabamos conversando com um Paquistanês (ta cheio de indiano, paquistanês e filipino) que deu dica de 3 hotéis baratos perto da marina. Fomos para la e os hotéis não eram mais barato que o que tínhamos achado, mas a região bem mais simpática, entre morros com fortes antigos, e perto do mercado tradicional de Muscat. Tudo reformado, com cara de novo e iluminação colorida. Muito artificial para o meu gosto, faltava um pouco de vida, mas tinha que reconhecer que a região era muuito melhor para ficar.

Disfarcado...hehe

Dia seguinte cedo fui fazer a barba, que não cortava desde Nairóbi. Enquanto isto o Guru entrou em contato com um Couchsurfer que foi nos buscar e nos levou para cima e para baixo. Conhecemos o que restou da cidade velha, um dos palácios do Sultão, algumas praias e fomos almoçar num restaurante indiano. Ele e indiano mas mora aqui já faz mais de 15 anos. Fomos ate a casa do Suresh para conhecer a família e ficamos conversando um tempo. Ele tem uma boa condição de vida e viaja com bastante frequência, tinha se cadastrado no CS uma semana atras. Fomos para uma praia mais Up Market e paramos no Star B. caffe. Tinha perguntado sobre vilas de pescadores, algum lugar charmoso. Ele me levou numa “vila” onde 90% das casas são novas, com bons carros na garagem. Ser pescador aqui e fácil… Teve um ciclone a alguns anos atras e o governo construiu novas casas para todos os afetados, e não e coab não!! Ainda visitamos o mercado tradicional, que fora na época do final do Ramadan, e bem pra turista, e tomamos um suco no calcadão.

Noite em Muscat

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Roupas de Praia

Parece que ele gostou de ajudar agente, e arrumou um funcionário para nos buscar cedo para nos levar ate a área das embaixadas, pois o Guru tinha que buscar uns vistos. Neste meio tempo outro CS respondeu nossa mensagem e combinamos de nos encontrar. Desta vez era um Omani mesmo, que veio no seu mais tradicional traje tipico. Começamos a conversar e ele adorou nossas historias, na verdade nos achou uns malucos. Ligou para outro amigo dele, bem gente boa, que viaja bastante. Acabamos fazendo outro tour com eles, visitando nascentes de água quente que são canalizadas para banhos públicos, comendo o nosso “espetinho de gato” que e comida tipica por aqui, indo nos bares com musica onde os árabes enchem a cara sem ninguém reclamar, alem de monumentos e outras atrações mais previsíveis. Os dois são umas figuras, e tao fazendo aula de Salsa, só pra interagir com a mulherada. Haha Não adianta, no mundo inteiro e a mesma coisa, as mulheres vão dançar porque gostam e os homens por causa delas…

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Mais CSfers

Neste meio tempo passei num escritório da Emirates, para comprar passagem para Malasia, via Dubai, desta forma pegaria o mesmo voo que a Bibi. Eles comentaram que se a espera para conexão fosse maior que 8 horas, eu teria direito a transporte, refeição, hotel e eles providenciariam o visto. Que beleza. Na verdade nunca tive interesse em conhecer Dubai, mas “de graça ate ônibus errado…”

Minhas pesquisas na internet apontavam preços mais baixos que na “loja”. Ao questionar porque, falaram que deveria ser pela taxa de administração, e que na internet eles sempre tinham promoções. O preço estava bom, e comprei pela net. Chegaria em Dubai as 5:50 da manha e o voo para Malasia seria as 3:10 da madruga do dia seguinte. Fui num voo vazio para Dubai. Nem me preocupei quando não tinham o tal Voucher no chek in, pois falaram que tinha um guichê especifico la na chegada.

Paraíso desconhecido

Socotra e uma ilha que geograficamente, ou “tecnicamente”,  está na África, pois esta perto da Somália (250 km), mas politicamente pertence a Asia, ou oriente médio  pois pertence ao Iêmen. Separada e isolada do resto do mundo a milhões de anos, possui uma paisagem unica, alem de uma grande quantidade de especies endêmicas. Já foi chamada de Galápagos do Oriente, mas eu odeio comparações. Patrimônio da Unesco, mas pouco conhecida e visitada. Ainda bem…

Cuidado para nao se perder...

Saímos de Sanaa de madrugada, pois o voo era as 6 da manhã. Tava ate um friozinho. Nada comparado com Curitiba, mas para a região e frio. Sanaa esta no alto das montanhas, então a temperatura aqui e amena. Pegamos o voo com rápida escala em Al-Mukalla.   Depois de mais uma hora de voo estávamos sobrevoando a Ilha de Socotra, com varias montanhas, e aquela água azul transparente (oceano indico e f…).

To chegando

Não existe transporte publico na ilha, e de carona da para ir só para uma ou outra vila. Tínhamos alugado um carro com motorista ja de Sanaa para otimizar o nosso tempo. Ao lado da pista de pouso vários canhões e tanques apontando para o mar. Fiquei pensando quem invadiria aqui. Fomos para a “capital” Hadubo, que não fica muito longe dali. No trajeto ja deu para ver que as estradas eram muito boas, e a costa de tirar o folego. A cidade decepcionou. Super sem graça  não vale a pena perder tempo lá. Passamos rápido para comprar frutas e água e pegamos estrada. Como tava muito quente não demorou muito para fazermos a primeira parada, para dar um merecido mergulho na praia de Deleatia. Ficamos um tempo la, e só saímos quando estávamos satisfeitos. Nada de relógio por aqui…

Primeiro mergulho

Mais um pouco de estradas bem conservadas e tivemos que pegar uma trilha montanha acima, só possível com 4×4. Buraqueira, chacoalha, e a paisagem de montanha começou a aparecer, assim como uma bela vista. Vimos as primeiras Arvores “Dragon Blood”, tipicas da região. Elas tem este nome pois sua resina e vermelha. Esta e uma das especies que só é encontrada em Socotra.

SOCOTRA!!!!

Chegamos num “camping” super simples, praticamente sem estrutura. Sentamos em esteras na sombra para fazermos nossa primeira refeição  Eu que esperava um peixe, ou uma comida tipica fui surpreendido por arroz, feijão (enlatado) e Atum. Pra piorar não era aquele precinho camarada de Sanaa (1 USD por refeição). Pelo menos a quantidade era boa…hehe

Demos uma descansada e saímos para caminhar. Sabíamos que não tínhamos tempo para fazer uma trilha mais longa, e resolvemos seguir o vale, pois não teríamos dificuldade de achar o caminho de volta. Formações rochosas muito interessantes, e mais arvores diferentes. Muitas ” Desert roses”, infelizmente não floridas. Arvores “gordinhas” que lembram uma Baobab. Alguns poços com água  e um pequeno riacho, que a certa altura formou uma especie de Oasis, com palmeiras e vegetação mais densa. Logo chegamos a uma super paisagem. Um paredão de pedra, o final do canion, e aquela vista para a praia, la em baixo. Olhando para trás era montanha para todos os lados. Eu e o Guru sentamos separados. Ficamos um bom tempo em silencio, só contemplando a paisagem, e agradecendo a Deus por estar ali. O tempo foi passando, e nem eu nem ele nos mexíamos  Só resolvemos voltar quando já estava bem escuro, já com estrelas brilhando. Voltamos com calma, devagar pelo vale, tentando achar o caminho de volta, que não foi muito difícil. No nosso acampamento tinha uma Tcheca e um Alemão. Ela trabalha na ONU em Sanna, e ele veio visita-la. Ficamos conversando, tomando chá sob aquele céu estrelado, onde a Via Lactea estava tão visível que parecia que ia cair em cima da gente. Ela contou da burocracia que e trabalhar no Yemen, e de todas as dificuldades que tem para desenvolver projetos. Contou que todo dia usa burca. No inicio tentou não usar, mas recebia muitos olhares quando tava sozinha, muitas vezes faziam comentários em árabe  e chegaram até a jogar pedras numa região mais isolada. Mais fácil se adequar a cultura local.

Encosta

Ao lado do camping

Da para perder um tempo aqui ou nao?

Dormimos cedo, pois sem luz não tem como prolongar muito. Tava sentindo falta de acampar, ainda mais com um super visual daqueles. De noite ficou estranhamente úmido, e o orvalho cobriu a barraca. Qualquer coisa encostada na lona ficou bem molhada. De manhã tem que acordar com o sol, que e bem cedo. Mais um longo chá   boas conversas e arrumamos as coisas. A mochila foi com o carro, que nos encontraria la em baixo, perto da praia Wadi Shifa, no final da trilha pelo vale.

Desert Rose, pena nao estar florida

Fomos caminhando devagar, sem pressa nenhuma, parando curtindo o lugar. Quando começou a descida brusca tínhamos que achar o melhor caminho, e já no plano estávamos espremidos entre cercas e o rio. Tentávamos acompanhar o pequeno rio pelas laterais, mas muitas vezes as cercas e palmeiras não deixavam. Íamos pulando pelas pedras, dando um jeito. Caminhada muito boa, e quando estávamos chegando muitas crianças saíram correndo, fugindo de nós. Resmungamos algumas poucas palavras em árabe  provavelmente pronunciadas todas errado e elas começaram a aparecer de novo, falando Bye, bye…

Caminhada

Queríamos mergulhar ali na frente, mas o motorista falou que não nos arrependeríamos de esperar. Foi difícil, vendo aquele mar do nosso lado, água transparente com golfinhos a uns 30 metros da praia. La chegamos em Dehameri, praia inteira so para nos. Tinham “barracas de praia” com almofadas e esteiras, que fizeram a gente abandonar as barracas tradicionais para ficar ali. Fomos mergulhar e felizmente a água estava refrescante. Fizemos snorkling  ali perto, e surpreendeu muito. Muitas especies de corais, peixes de todos os tamanhos e cores, gigantescos cardumes apareciam de vez em quando e uma arraia de mais de um metro de diâmetro parou bem perto de onde eu estava. Boa visibilidade, melhor que muito scubadiving. Final de tarde os morros vermelhos logo a frente iam mudando de cor, e a brisa refrescava o calor que tava. Subi no morro e fiquei ate escurecer novamente, só curtindo o lugar.

Praia de Dehameri

Vista

Vista lateral do meu "quarto"

Voltando comemos arroz, molho de batata e 2 peixes beem servidos. Como o Guru e vegetariano ficou tudo para mim. Com o lampião deu para ler um pouco antes de dormir, e as estrelas iluminavam as frestas do teto de palha. O dia começa cedo, e por isto passa devagar, ainda bem. Deu para caminhar, mergulhar, curtir o lugar o quanto quisemos até partir. Desta vez rodamos um pouco mais, quase sempre pelo bom asfalto. Fomos até Diksen, outro canion, muito bonito. Como tivemos problemas com as datas dos voos, nao pudemos fazer caminhadas ali, mas ficamos um bom tempo curtindo o lugar. Mais estrada, desta vez sobe e desce pelas montanhas e beirando a praia, ate chegar no vilarejo de Galancia. As vilas aqui não tem muito charme, amontoados de pedra, tudo seco, desértico  Passamos por mais canhões e tanques antigos perto da praia, ate chegar no topo de um morro, com vista para duas praias. De um lado uma com um paredão, uma lagoa natural transparente feita pela maré, e um mar espetacular. Praia deserta, que pegaríamos um caminho contornando uns morros para chegar. A praia de Ditwah é espetacular, fantástica, e novamente so para nós. Aqueles lugares que você não sabe o que faz primeiro, tipo criança perdida no meio dos brinquedos que acabou de ganhar no natal.

Canion

Uma das praias de Galancia

Tanques antigos

O lugar mais obvio para o primeiro mergulho era na lagoa, ali na nossa frente. O problema e que andávamos e não ficava fundo, no máximo meio metro. Vi uma arraia, outra, de repente tava contando mais de 10. Num certo momento tinham perto de 20, 5o em volta da gente. Ficamos bem mais cautelosos para andar, para não pisar no ferrão de uma delas. Sorte que a água era transparente. Uma pequena faixa de areia e estávamos no mar. Para mergulhar tínhamos que praticamente desviar das centenas de siris de areia que tinham. Eles constroem tantos tuneis que o pé vai afundando na areia a medida que se anda. A vista do mar não era menos impressionante, com tantas montanhas, lagoa, dunas…

Esta praia e minha!!

Em protesto a extorsão no preço da comida fomos até a vila para comer. Achamos um pequeno restaurante, único lugar aberto, onde passava um filme indiano antigo e tinha uma boa audiência  Comemos, tentamos interagir apesar da dificuldade da língua e demos muita risada. De volta a praia dormimos nas almofadas, dispensando as barracas  novamente.

De manhã não recebemos chá, que sempre é oferecido com bastante frequência, acho que não gostaram que não jantamos ali. Consegui pegar água quente, e sempre carrego chá e cafe, então tava tudo bem. Mais caminhadas, banho de mar, tudo beeem devagar, curtindo o lugar, e parecia que sobrava tempo. Que lugar!!

Lado Sul

Lado Norte

Nem vou colocar todas as praias, mas olha a agua.

Só tínhamos que nos preocupar com o voo que era as 16 hs. Indo para o aeroporto, demos carona para algumas pessoas. Um senhor já de idade, que acompanhou nosso motorista na parada para rezar, e um estudante, que tentava falar inglês mas só entendiamos algumas palavras soltas.

O voo atrasou um pouco, e acabamos conhecendo um funcionário do aeroporto que vinha dar as noticias para nos. Tivemos longas discussoes se vinho era ou não prejudicial para a saúde e porque os muçulmanos podiam mascar Qat (na Arabia Saudita é proibido)  e não podem tomar vinho. Bem gente boa.

Socotra e daqueles lugares mágicos, únicos. Fora as boas estradas não tem nenhuma estrutura para turismo. Existem poucos simples hotéis em Hadubo, mas nem uma pousada, por mais simples que seja nas áreas de interesse. Talvez Socotra não seja para todo mundo, mas foi feita sob medida para mim!