Vi que alguns videos tiveram o audio bloqueado, mas vamos achar uma forma de contornar isto.
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Videos da viagem – Africa e Peninsula Arabica
Pois e, os videos de viagem ficaram prontos, e alguns amigos puderam ver a pre estreia!rs
Gostamos da recepcao, e como falamos, acredito que junto com o blog, fotos e conversas, o video ajuda a entender a viagem. O video foi postado justamente no dia em que voltamos da nossa primeira viagem depois de chegar ao Brasil. Voces nao imaginam a saudades que da ao vermos estas imagens…
London Calling!
A despedida da Bibi no aeroporto em Roma era a despedida da viagem. Nao tinha mais como se enganar, tinha terminado. Ela iria passar o dia seguinte em Madrid e eu estava indo para pouco mais de 24 horas em Londres. Desta vez nao iria a Londres para nenhuma programacao especifica, mas tinha uma missao importante: conhecer o Dan, noivo da Gi, minha irma mais nova.
Peguei o onibus do aeroporto ate o entro e eles ja estavam me esperando. Nao via a Gi desde o ano novo na Tailandia e foi muito legal. Me dei bem com o Dan e nao demorou muito para eu estar fazendo brincadeiras do tipo, ta faltando a aprovacao do irmao mais velho, e mais tarde, trouxe um papel com datas para voce escolher…
Foi legal de ver que eles tao morando num apartamento bacana, em Highbury, e passaram da fase estudante de se amontoar num apto com um so banheiro e um monte de gente (fase dura, mas muito importante). Minha ultima hospedagem seria um couchsurfing, mas bem mais familiar! Fomos jantar em Stroke Newington, junto com uns amigos deles. Comemos num restaurante turco muuito bom, e Londres pode nao ser tao cara se souber escolher os lugares. Fiquei conversando a maior parte do tempo com o Gustavo, amigo nosso a muito tempo. Esticadinha para um pub e conheci os tal de “Hipsters”, nova moda em Londres. Nao vou passar muito tempo descrevendo os figuras pois a Gi me passou um link, e as imagens valem mais que palavras… Deem uma olhada, muito bizarro!
Conversei bastante com o Dan, e ele ate preparou um British Breakfast. Tentava falar mais portugues para ele treinar e sabe que ele ta falando bem. Tempo ruim, frio para meus padroes, de depois de um tempo no apto, fomos para outro pub ali ao lado. O dia voou e logo estava me preparando para ir para o aeroporto. Nunca tomo nada para dormir, mas a Bibi tinha me dado um dramin e tomei para garantir o sono, ja que estava ansioso. Acordei e ja estavamos chegando na Cidade Maravilhosa!
Republica Shqiperia e um novo pais!
Alguem gosta de ler Brazil com “Z”? Que tal Brasile, Bresil ou Brasilien? Todo mundo quer o Brasil assim como chamamos no nosso pais! Por isto o titulo: Republica Shqiperia, a forma como os Albanese chamam o seu pais! A lingua albanesa vem dos ilirios (assim como o proprio povo) uma das grandes potencias europeias do passado. E um povo muito orgulhoso (nao tanto quanto os macedonios, que chegam a “niveis argentinos”) e citam facilmente nomes dos albaneses que foram Papas, lideres Otomanos e pessoas importantes na politica mundial atual. Foi um pais fechado, muito fechado, um comunismo fortissimo, que chegou a romper com a Iuguslavia, URSS e China por achar que eles estavam pegando leve. Durante muito tempo foi o pais mais pobre da Europa, e todo o isolamento parece ainda nao ter acabado. Dizem que 9 entre 10 mafiosos do mundo sao albaneses, inclusive na Italia!
Mesmo com a pouca frequencia e falta de transporte da Macedonia para a Albania, nossa viagem foi super tranquila. O candidato a Dervishe (Hussem), veio com um motorista nos buscar em Ohrid, e nos levou ate a fronteira, onde o Baba estava nos esperando. Toda historia comecou quando ainda estavamos em Tetova, e falamos que iriamos para a Albania. O Baba não gostou quando falamos que iriamos sozinhos e de onibus. Preocupacao tipo de pai. Ele afirmava que um pais que não teve religiao por tanto tempo não tinha coracao, e de nada adiantou narrarmos diversas das nossas aventuras em outros paises. Para ele, que viveu a repressao, a questao da Albania e incomparevel. Como ele vai todas as semanas para la, para cuidar dos monasterios, dar consenhos, fazer vizitas e trabalhar, se ofereceu para nos mostrar o pais. Claro que aceitamos, pois teriamos uma outra perspectiva. Ainda perto da fronteira, proximo ao lago Ohrid, mas do lado albanes, paramos na primeira Tekke, e o Baba se mostrou muito abil com as plantas arquitetonicas da reforma e comandando o pessoal. Depois de outras paradas, chegamos a Korca, uma cidade um pouco maior da regiao, onde nos hospedariamos. La nos despedimos deles, pois tinham que ir a outros Tekkes alem de encontrar com mais pessoas. Ficamos com um motorista a nossa disposicao, alem de estarmos num dos melhores hoteis da cidade. Insisti em pagar, mas nao deixaram. Na verdade eles tambem nao estavam pagando, eram trocas de favores, e como existem muitos bektaishis na Albania, vimos que nao teriamos muito o que nos preocupar. Ainda fomos ate Voskopoja, vila que ja foi uma importante cidade dos Balcas, onde existem duas duzias de igrejas, monasterios, alem de casas de pedra e um clima que nada nos lembrava a Europa, pelo menos nao a dos dias de hoje.
Este clima nao mudou nos primeiros dias de viagem. Seguimos por uma pequena estrada, sem acostamento, passando pelo meio de altas e impressionantes montanhas, com campos, pastores e regioes extremamente rurais. Pequenas vilas, e uma ou outra cidade, como Erseka e Permeti, que mesmo assim nao tinham nem meia duzia de ruas paralelas. O que nao faltavam eram os antigos blocos de apartamentos comunistas e estatuas de altos e fortes soldados, mostrando que a “propaganda” nao era fraca. Ao lado da estrada centanas de “bunkers iglus” estavam colocados em posicao estrategicas. Em todo o pais chegou a ter 700.000 bunkers destes, sendo que a populacao da Albania chega somente a tres milhoes de pessoas. Feitos de concreto pesado, teriam sido bem mais uteis se utilizados para a infraestrutura do pais, mas hoje estao abandonados parecendo mais como OVNIS. No mapa a viagem parecia que seria curta, mas devido a tantas montanhas, eram muitas curvas e sobe e desce, portanto foi bem demorado. Mas adoramos, um super visual!! Dormimos em Girocastra, antiga cidade (da Unesco), com suas casa de telhado de pedra e arquitetura tipica, alem de um grande forte no topo de uma montanha. Tinha um guia nos esperando (bektaishi e claro) e nada de pagar entradas nem hotel! Tiramos varias duvidas, aprendemos sobre a regiao e visitamos a casa onde morou o Hoxha, ditador da Albania por mais de 40 anos. Pegamos uma praia em Saranda, lugar que poderia estar na Grecia, e na verdade quase esta. Enseada em forma de ferradura, mar adriatico, bem astral, quase na frente da ilha grega de Corfu. Ficamos algumas horas ali, e ainda fomos mais para o sul, no Parque nacional de Butrini, que tambem e da Unesco. La existem restos de cidades que um dia foram dos Ilirios, Romanos, Gregos, Otomanos e por ai vai. Tinha mais turista de cruzeiros de navios do que pedra sobre pedra dos sitios arqueologicos. Iniciamos nossa subida rumo a Vlora, por um litoral todo recortado, cheio de curvas e uma super subida numa montanha que tinha uma otima vista. Viagem gostosa, do lado voltado para o mar era quase so pedras e bunkers e do outro tinham florestas de pinus cobrindo de verde todas as montanhas.
Vlora nao nos seduziu. Cidade praiana movimentada, feiona, onde foi proclamada a independencia do pais em 1912. Incrivel a quantidade de bandeiras dos EUA em todo o pais. Sao os grandes aliados da Albania, desde a independencia, e depois do comunismo, e claro. Outra mania nacional sao as casas de apostas. Sao como casinos, mas basicamente para jogos esportivos. Tem em tudo que e canto! A proxima parada foi em outra cidade da Unesco, Berati. Provavelmente um dos lugares que mais gostamos da Albania (tirando a parte da natureza). Cidade antiquissima, com diversos bairros, arquitetura, igrejas e mesquitas por todos os lados. Mais uma fortaleza na montanha (viraram piada, pois quase toda cidade tem!), mas esta tem dentro um bairro onde as pessoas ainda moram nos casaroes antigos. Comemos um carneiro com iugurte ao forno sensacional. Na praca principal, uma igreja de um lado e uma mesquita do outro. As religioes parecem se darem bem aqui, e ate se dao, mas o problema e que nao tem forca nenhuma. Com tantos anos de proibicao, hoje poucos sao religiosos.
Dentre suas andancas pelos monasterios da Macedonia, Kosovo e Albania, encontramos com o Baba novamente e fomos juntos ate o Monte Tomori, local sagrado para os Bektaishis. Mais um monasterio esta em reforma la, e a 2500 metros e o mais alto do pais. No topo da montanha tem uma “capela” para um dos Imans muculmanos. Na mesma caminhonete que estavamos, foi uma ovelha amarrada, que logo descobrimos que seria oferecida para sacrificio. Ela foi degolada, e depois do sangue escorrer, um pouco foi passado nas nossas testas, seguido de oracoes. A carne nao e desperdicada, e cada parte e doada a um grupo da sociedade. A carne de ovelha estava saborosa, mas pareceu estrana depois de ter presenciado o sacrificio da “prima” dela…
Demos uma esticada ate Tirana, com paradas em Durresi e outros lugares para o Baba se encontrar e orienter pessoas. Desde doentes ate pessoas que necessitavam de conselhos espirituais. Nao preciso nem falar que todo o tempo de viagem que tinhamos com ele aproveitamos bastante para conversar sobre o assunto. Tirana tem uma mistura interessante, com predios de colonia Italiana ao lado dos monstros comunistas. La nos despedims do Baba que nao parou, eram quase meia noite quando nos deixou num hotel e seguiu viagem por mais algumas horas ate seu proximo destino. Fomos ate Kruja, outra cidade antiga, com forte, e que uma familia estava nos esperando para mostrar a regiao e onde tivemos um super almoco. Acabamos ate recebendo um convite para o casamento antes de irmos embora. Aprendemos um pouco mais sobre o Skanderbeg, heroi Albanes, que depois mais de 20 anos como soldado escravo dos otomanos se rebelou e desertou, para voltar e proteger seu pais. Mais algumas cidades e fortes, mas so de passagem. Mesmo em Shkodra, que parecia interessante, acabamos nao explorando muito. O final de tarde se aproximava, e a estrada ate a fronteira com Montenegro era demorada e esburacada. Nos despedimos do simpatico motorista (cristao ortodoxo) que nos acompanhou, e deixamos uns presentinhos para todos. Inicialmente era para termos so passado pela Albania, mas acabamos estendendo nossa estada.
Montenegro e um dos paises mais novos. Ate pouco tempo fazia parte da Servia-Montenegro, que nada mais era que a Iuguslavia, depois de ter perdido Eslovenia, Croacia, Bosnia e Macedonia. Sabiamos que era um pequeno pais, com magnificas paisagens naturais, mas nos surpreendemos com a sua rapida caminhada para a Uniao Europeia.
Mesmo sendo uma fronteira da Europa, e ate que desafiadora. Nada de transporte publico, e uma estradinha vagabunda. O oficial da imigracao de Montenegro estava com dor de barriga ou bravo por causa da profissao de sua mae, e nao foi nem um pouco simpatico. A noite ja chegava, e nao tivemos outra opcao a nao ser esticar o dedao e pedir carona. Vantagem que com a parada para mostrar passaportes, ja tinhamos selecionado alguns carros, e tentato conversar com alguns deles.
Um cara muito simpatico iria ate 10 km antes de Podgorica, capital e nosso destino. Ao chegar em sua cidade, acho que se comoveu, e sabia que nao teria onibus no dia, e nos levou ate Podgorica. Ate iamos ficar la, mas quando vimos a qualidade do quarto que estavam nos oferecendo por um preco nem tao amigo assim, resolvemos emendar a viagem ate a Baia de Kotor, onde teriamos um descanso merecido. Chegamos em Kotor ja era quase uma da manha, e para agravar, e epoca de carnaval la. O pessoal na rua, festando, e nos com as mochilas, procurando algum lugar para dormir. Sabiamos que nao achariamos o melhor lugar, entao caminhamos para dentro da cidade velha murada, andamos pelos corredores estreitos e pegamos a primeira opcao que nao estava lotada, para procurar um lugar com calma no outro dia.
Ficamos novos depois de uma longa noite de sono. Nem parecia que estavamos tao perto do “carnaval” deles. Saimos a procura de uma casa, e conseguimos mais um “achado” daqueles. Como temos sorte com isto. Uma casa bem perto da cidade velha, mas num lugar super calmo. Um jardim com arvores frutiferas, e uma varanda coberta com um “parreiral de kiwi”, onde tomavamos cafe da manha todos os dias. Descobrimos uma pequena praia, e nossa rotina foi praia-casa-praia, durante uns dias, esquecendo que estavamos perto da cidade antiga. A bahia de Kotor e cercada por altas montanhas, dando todo um contorno diferente. Inacreditavelmente navios de cruzeiros chegam ate ali, e o movimento era grande por isto.
Um final de tarde, depois de andarmos pela cidade, resolvi enfrentar a caminhada ate o topo de uma montanha, acampanhando as muralhas da cidade, onde existe um antigo forte. E uma boa caminhada, mas a vista vai melhorando a medida que se sobe, o que e um otimo incentivo. La de cima e que se tem ideia da dimensao dos fiords, e a (maravilhosa!) vista fica completa. Fiquei la ate quase o anoitecer, e na descida as badaladas dos sinos das igrejas davam o clima para o lugar. Em outro dia subi novamente, mas desta vez com a Bibi. Andamos mais pela cidade velha, que e muito pequena, entao acabavamos dando voltas e voltas pelos mesmos lugares. Para acalmar o calor, so na base de sorvete e cerveja.
A algum tempo atras tivemos que marcar nossa passagem de volta. Como vamos utilizar milhagem, nao tivemos muita opcao, entao nos restou antecipar um pouco a volta. Com isto Kosovo e Servia estavam descartados, pois mesmo que fosse rapido tirar o visto, perderiamos um tempo precioso de final de viagem. Queriamos ir para o parque nacional de Durmitor, no norte de Montenegro, mas ao descobrir que tinha um onibus direto para Sarajevo de Kotor, achamos melhor ir para a Bosnia-Herzegovina e deixar o norte do pais para a proxima viagem para a regiao, junto com o que faltou dos Balcas. Apesar de na placa da rodoviaria mostrar dois horarios, so queriam me vender para o primeiro deles, nao adiantou insistir. Era complicado, pois chegariamos no meio da madrugada, mas nao tivemos o que fazer. Depois de aproveitarmos nosso ultimo dia, fomos para a rodoviaria, e nos surpreendemos ao saber que nosso onibus estava lotado! Tiraram nossas mochilas do bagageiro e foram embora nos deixando com os bilhetes na mao. Simples assim! Uns noruegueses falaram que o mesmo aconteceu com eles dias antes. Achamos que teriamos que esperar o outro dia, quando o pessoal achou uma solucao depois de alguns telefonemas. Nos colocaram no onibus mais tarde, aquele que eu nao quiseram me vender a passagem. De quebra me devolveram um pouco do dinheiro, pois era mais barato!! Que beleza!
Despedida
Ok, tinhamos que voltar para Tana. Uma esticada de um dia inteiro de viagem. Chegariamos tarde, mesmo se acordassemos cedo. Tinha que pegar barco, passar no caixa automatico para sacar dinheiro e percorrer a bela estrada novamente. O dia voou, nem sentimos que estavamos viajando tanto, porem so ate escurecer. Depois, sem poder ver a paisagem, so dormindo, o que era impossivel com tantas curvas.

Nos sentimos em casa

Barco

Menina na escada

Canion

Criancada

Madagascar rural

Madagascar Urbano

Pela janela
Resumindo a historia, como fizemos as devidas paradas para as refeicoes, e nos enrolamos para sair, chegamos em Tana so as 4 da manha. Depois de tanto viajar resolvemos ficar em outro hotel, mas procurar a esta hora era loucura. Fomos num que eu tinha visto, mas era so um pouco melhor e muito mais caro. Resolvemos arriscar um com cara de caro, que de fora nao parecia nada de mais. Entramos e na hora vimos que este era nosso descanso merecido. Hotel boutique, todo descolado, com decoracao asiatica, e para nossa sorte tudo na metade do preco!!! Quase nao acreditamos, e ao ficar mais uma noite, vimos que cobraram so uma diaria, pois segundo eles tinhamos chegado cedo…
Aproveitamos para conhecer Tana melhor. Tem uma regiao cheia de joalherias, e nao muito longe ficam as galerias de arte, cafes, e lojas que fizeram a Bibi querer comprar tudo. Ha, tinham bolangeries bacanas onde dava para tomar um café e um sorvete. De noite rolou um jantar de despedida com a tchurma, e tava muito legal.
Mas nao tinhamos visto os Indri ainda, o maior dos Lemurs, entao outro dia cedo fomos para o parque de Antasibe ao leste de Tana. Fica na floresta tropical, e logo dava para ver porque em ingles chamam Rain Forest. O tempo ficou meio fechado, chuviscando, e apesar de nao ser tao longe de Tana, demorou para chegar de tantas curvas e sobe e desce.
Na entrada do parque tomamos café da manha, e ja vimos uns lemurs ali mesmo, praticamente fora do parque. Iniciamos a caminhada por uma trilha que estava molhada e escorregadia. Logo avisaram nosso guia onde estava uma familia de Lemur, e fomos direto ao encontro deles. Ja estavamos satisfeitos com tantos lemurs que haviamos visto, e ainda por cima tao de perto, mas os Indri nos surpreenderam. Sao grandes (quase um metro) e sem cauda. Estes sim parecem nossos primos. Eles dao uns pulos muito longe de uma arvore para outra. Muito legal, ficamos um bom tempo com eles, e tambem pudemos observar de perto. Valeu muito a pena ter vindo!!

Indri

Casal
Resolvemos passer os ultimos dias ainda mais ao leste, em Ankanin Nofi, que faz parte de uma serie de canais que segue paralelamente ao mar. Era o destino ideal para quem buscava tranquilidade, e ainda mais a Bibi que estaria voltando para o Brasil enquanto eu seguiria viagem. Para chegar em Manambato, onde pegariamos um barco para o hotel, tivemos que percorrer a parte final do trajeto em estrada de terra. Chegando la tivemos problemas em conseguir um barco e lugar num hotel. Descobrimos que tudo nesta regiao funciona com pacotes. Tivemos que dormir nesta praia mesmo, para so ir no dia seguinte. Na outra manha o tempo tava ruim, e pensamos ate em voltar para Tana. Nao deu certo, pois o barco depois de ter atrasado, chegou. Ja que tinhamos que ir, resolvemos almocar la, ver se era tudo aquilo que diziam, e se nao gostassemos voltariamos no mesmo dia e emendariamos a estrada ate Tana. O tempo continuava ruim, chegamos na pousada que fica numa pequena praia e eramos os unicos hospedes. Falamos que nao sabiamos se ficariamos, mas fomos bem recepcionados com drinks de boas vindas. Nem precisou chegar a cerveja que pedi, para a Bibi ficar meio tonta. Ficamos curtindo, batendo papo, almocamos, quando o tempo comecou a abrir e tudo mudou. Que diferenca faz o sol!!! Decidimos ficar, curtimos uma praia e depois voltamos para nossa cadeira espreguicadeira com uma super vista. Nao e que de repente algo pula numa mesa ao lado. Nos assustamos e logo vimos que era um pequeno lemur, que em seguida pulou no parapeito a nossa frente e em seguida no colo da Bibi. Ficamos meio sem saber o que fazer, se era domesticadado ou o que, quando ele comecou a lamber o dedo da Bibi. Ficou um tempo ali, e saiu pulando para as arvores. No jantar muito camarao e sossego. Ficamos curtindo aquela praia so para nos, mas logo tinhamos que voltar para Tana.

Bibi com a nova amiguinha
Pegamos barco e depois a estrada, que foi mais demorada que imaginavamos. Chegamos em Tana e nao quisemos fazer muita coisa, pois no dia seguinte ja pegariamos o voo. De noite fomos jantar e resolvemos ficar no bar do hotel pra curtir um pouco. Tava rolando uma festinha que logo fomos convidados para participar. Era dos donos do hotel, que foram com nossa cara e resolveram pagar as bebidas. Isto que e despedida!! Ficamos batendo papo com eles e depois sozinhos.
Na manha que pegariamos o voo, acordamos dancando e cantando, coisa que era meio comum quando tinhamos som- pareciamos 2 sem nocao. No embarque tudo certo, so um contratempo na hora de trocar dinheiro. Chegando em Nairobi fiquei com a Bibi ate ela embarcar para Dar. Ja tinha sido dificil me despedir dela no Brasil, mas agora, da nova Bibi foi pior ainda…























