Lançamento do livro em São Paulo e Palestra no Encontro dos Viajantes

 

Encontro dos viajantes e lançamento na FNAC Morumbi

Encontro dos viajantes e lançamento na FNAC Morumbi-SP

O mundo dos viajantes é menor do que imaginamos. Temos várias histórias de encontros nas nossas jornadas pelo mundo. A última delas foi descobrir por acaso que o Eder, do blog quatrocantosdomundo.wordpress.com foi hospedado pelo mesmo casal que eu em Cape Town, África do Sul! O Quatro Cantos do Mundo promove com bastante frequência o “Encontro dos Viajantes”. Cada vez é uma palestra sobre um destino/assunto. Conseguimos conciliar o Encontro dos Viajantes com o lançamento que será feito na FNAC Morumbi-SP. Na palestra vamos falar sobre a ideia de sair para viajar, planejamento e contar um pouco como é que era o nosso dia a dia. Depois tem muito bate papo com diversas pessoas que viajam por tudo que é lugar.

Vai ser muito bacana encontrar viajantes, mochileiros, couchsurfers, leitores do blog e do livro. Por falar nisto, esta semana estou saindo para viajar junto com um viajante que acompanhava nossas viagens e se tornou um grande amigo. Mas isto é uma outra história.

Entrevista no Programa do Jô

Fomos entrevistados no Programa do Jô, falando um pouco das nossas andanças pelo mundo e sobre o lançamento do livro “De Cape Town a Muscat: Uma aventura pela África”, é claro

Contando para o Jô sobre nossa viagem.

Mostrando para o Jô o mapa da nossa viagem.

Não vou contar como foi se não perde a graça 😉

O programa vai ao ar na Globo no dia 21 de Maio, e no dia 26 tem reprise dos melhores momentos na GNT.

O vídeo da entrevista será postado junto com as outras reportagens, mas sempre vale a pena var na TV!  https://saiporai.com/midia/

Por falar nisto saiu uma reportagem nossa bem bacana no G1/Globo.com Quem não viu Clique aqui.

G1

G1

Ainda este mês estou saindo para mais uma viagem, e no início de Junho vai teu um lançamento bem bacana em São Paulo. Logo mais detalhes.

 

Em terras Khemer (2004)

Fui para o Camboja em 2004, atravessando a fronteira com a Tailândia.

Chegada no reino do Camboja

Chegada no reino do Camboja

Não foi munto difícil achar um ônibus até a cidade de Siem Reap (referencia a uma vitória sobre o reino do Sião-Tailândia), mas a estrada era esburacada e longa. Paisagens de campos de plantação de arroz pela janela e pessoas interessantes.

Estrada da fronteira até Siam Reap

Estrada da fronteira até Siem Reap

Posto de gazolina

Posto de gasolina

Plantações de arroz

Plantações de arroz

Siam Reap tem crescido desordenadamente. Ainda sobrou uma influência francesa, já que fazia parte da indo-china, que tinha domínio francês. Turistas do mundo inteiro utilizam como base para visitar o fantástico complexo de templos de Angkor. Consegui achar acomodação barata bem fácil. Existem varias formas de visitar Angkor. Pode ir em um transfer, tour,  alugar um tuk-tuk ou até mesmo de bicicleta. O lugar é gigantesco, e o ideal é de passar alguns dias lá para ver com calma.

Angkor Wat

Angkor Wat – Wat significa templo

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Painéis contando histórias do reino e de Buda

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Angkor Wat, sempre cheio de pessoas

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Cercado de florestas, muitos templos tem macacos perambulando.

A vantagem de tirar alguns dias para conhecer o lugar é que não o dia não fica tão corrido, dá para fugir do calor e dos bandos de turistas.  Achei um cantinho e fiquei curtindo o lugar sozinho, pensando na vida. Acabei até tauando o lugar anos depois.

rostos

rostos

Bayon

Bayon (seculo 12 e 13)

Cada parte do complexo de templos é de uma época e tem uma característica . Existiram reis budistas e hindus, e eles iam modificando culturalmente o lugar. Nos templos Bayon, existem mais de 200 rostos. O rei fez sua imagem parecer com a de Buda, tentando passar a imagem de um semi Deus. Fantástico o lugar!

Natureza retomando território

Natureza retomando território dos templos

Buda

Buda

estatuas

estatuas

No Camboja é fácil se deparar com pessoas mutiladas pela terrível guerra, ou pela herança delas, as minas terrestres. Não vou dizer que não incomoda olhar. O Khemer Rouge promoveu um genocídio ao tentar introduzir uma sociedade comunista. O mais estranho é que em um conflito com o Vietnã, este regime recebeu apoio dos EUA, mostrando que as alianças políticas iam bem além do Comunismo x Capitalismo. Como tinha somente um mês para viajar pela Tailândia e Camboja, acabei deixando para conhecer o sul do país em uma outra viagem.

Era hora de voltar para Bangkok, encarando a terrível estrada novamente. O retorno foi pior, pois o ônibus quebrou trêss vezes, e tive que pegar carona para chegar na fronteira. Muitas imagens, pessoas e lembranças. Só temo pelo crescimento desordenado do turismo na região.

Crianças

olhares

Bicicleta

Bicicleta, meio de transporte oficial da região

carona? ok, mas tem espaço?

Carona? ok, mas tem espaço?

Plantações

O dia está para peixe?

chegando na fronteira

chegando na fronteira, crianças pediam para serem fotografadas

De Cape Town a Muscat: Uma aventura pela África

Capa

Capa

Ficou pronto o livro da primeira etapa da viagem! Fiquei muito feliz! No livro conto em detalhes a experiencia de viajar desde a Cidade do Cabo, na Africa do Sul até Mascate, em Omã. Toda a vivência, as primeiras impressões de quem acabou de deixar a vida no Brasil, o trabalho, para realizar um sonho de viajar sem passagem de volta. São 232 páginas, com cores, fotos, mapas ilustrados e relatos de viagem.

Quem quiser adquirir o seu:

Nome – De Cape Town a Muscat: Uma aventura pela África

Editora: Pulp edições

Valor: R$ 40,00

Likestore da Pulp: http://www.facebook.com/livrosdeviagem/app_206803572685797

Livraria Saraiva: http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/4381113/de-cape-town-a-muscat-uma-aventura-pela-africa/

Livraria Cultura: http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=11095&destino=/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=30739236&uid=816050655710659&

Logo estará disponível nas principais livrarias do Brasil.

Leiam o que a Pulp Edições escreveu sobre o lançamento (Clique aqui)

Outras fotos:

Roteiro

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Caminho das índias (2005)

Quando estava indo para o Nepal fiz escala no antigo aeroporto de Delhi (hoje bem moderno), onde tive meu primeiro contato com a Índia: dezenas de pessoas dormindo no chão, outras comendo… eu sabia que a experiencia seria intensa. Tinha tido um aperitivo de caos nos festivais do Nepal, mas tudo havia se tranquilizado bastante nas montanhas do Tibet.

Agora chegava na Índia em um dos lugares mais intensos, Varanasi. A cidade é um dos lugares mais sagrados da Índia, onde tudo acontece ao longo do rio Ganges. Uma confusão de sensações, cheiros de tempero se misturavam com o fedor de bosta. Muita gente, animais, autorickshas… Não foi um choque cultural porque eu amei desde o início, estava mais para um sonho. Olhava tudo aquilo e não conseguia esconder o sorriso do meu rosto. Com o lábio rachado dos ventos gelados do himalaias, muitas pessoas sabiam que eu vinha das montanhas, e o bate papo fluía nos gaths (escadarias) na beira do Ganges. Muitas pessoas se banhando, cerimonias, pessoas lavando até a boca na água onde passavam restos de corpos. A lenha é cara, e nem todas as famílias conseguem garantir uma cremação completa. Entrei timidamente no rio, me joguei água, mas não tive coragem de mergulhar. Talvez fosse demais para um primeiro dia.

Na beira do Ganges

Na beira do Ganges

Cores da India

Cores da India

Conheci a cidade, rodei aleatoriamente, visitei os crematórios, o bairro muçulmano e diversos templos hindus. Passeei de barco pelo Ganges para ver o sol nascer. Fui até Darnath, local onde Buda deu o seu primeiro sermão. Sentei embaixo da mesma arvore, mas num país com 1 bilhão de pessoas não tinha ninguém para conversar comigo. Bom, pois precisava de um tempo. Aproveitei para curtir o silencio, que foi muito bem vindo, já tinha até esquecido como que era. Crianças se aproximaram vendendo pequenas estatuetas de barro de Buda por poucos paise (centavos de Rupia). A miséria na Índia é algo chocante, e incomoda. Comprei uma estatueta, mas me peguei virando o rosto tantas vezes para não ver coisas que me “incomodavam” que passei a ter um conflito interno.

Crianças muçulmanas

Crianças muçulmanas

Darnath

Darnath

Horas mais tarde conheci um senhor, que me apresentou um templo jainista. Seu fundador, Mahavira, foi um contemporâneo de Buda. Dizem que Buda sempre o desafiou para embates filosóficos, mas ele sempre evitou o confronto. As figuras das estatuas até que são parecidas e existem outras semelhanças entre estas religiões. Praticantes da não violência  os mais “radicais” andam com uma vassoura para limpara o caminho, evitando pisar em algum inseto. Foi muito bacana e proveitoso o bate papo

Arrisquei comprar uma passagem de trem na última hora pois sempre sobram uns lugares. Vagão sleeper simples, facilitava a interação, e eu estava conhecendo um dos programas que mais gosto de fazer quando vou para a Índia, andar de trem! Viajei a noite toda e cheguei em Agra antes do sol nascer.

Rostos da India

Rostos da India

Esperando o Trem

Esperando o Trem

Agra não é uma cidade muito agradável. O fato de milhares de turistas visitarem o Taj Mahal faz com que ao caminhar por lá te olhem como um caixa eletrônico ambulante. Mas estava com muito bom humor, e levei tudo na brincadeira. Conheci um casal de ingleses e um australiano no trem, e decidimos só passar o dia por ali. Corremos para ver o dia nascer atrás do Taj Mahal, único lugar calmo que encontramos em Agra, com o visual do rio. Depois encaramos o empurra-empurra para comprar os bilhetes inflacionados, com grande diferença para indianos e turistas. Lembro que paguei cerca de 15 usd, bem mais do que vinha gastando por dia com todas as atividades, incluindo hotel, comida e transporte.

Taj

Taj

O local é fantástico, e fui apresentado para a arquitetura Mughal que passei a admirar tanto. Não se tem paz lá dendro, lotado de turistas estrangeiros e e indianos. O calor também estava pegando, mas deu para passear e sentar em uma sombra para admirar a grandeza do Taj e das mesquitas ao lado. Ainda passamos no Agra Fort, outro magnífico monumento da lista da Unesco, antes de pegar outro trem noturno, desta vez para Jairpur no Rajastão.

Dividi um quarto de hotel com o casal de ingleses e me assustei com a dor de barriga que ele teve de noite. Se retorcia e teve que ir até o hospital. Eu tinha tido desarranjo no Tibet, e parecia que meu corpo já estava “vacinado”. Acabaram indo para Delhi, e voltei a ficar sozinho.

Desafiando a teoria de que indianos eram dinheiristas, peguei muitas caronas e circulei por varias atrações só na “amizade”. Claro que surgiram aquelas armadilhas para turistas. Um dia fui no cinema, parecia um teatro, com cortinas abrindo e intervalo. Na saída dois jovens se aproximaram e pediram para praticar o inglês. Eu que adoro uma interação fiquei batendo papo. Perguntaram onde estava indo e falei de lugares que queria conhecer. Se ofereceram para me levar, e como já tinha conseguido algumas caronas fui na boa. No meio do caminho falou de um tio que tinha lojas de pedras, que poderia ser um bom presente, ou até negócio. Eu educadamente disse que não queria, mas insistiram. Eu neguei mais firme e depois de uma insistência, pararam o carro, esconderam o sorriso e cordialidade, e me mandaram sair na hora. Eu sai me fazendo de bobo e segui conhecendo a bonita cidade rosa. O palácio da cidade, o palácio dos ventos, o Amber Fort e o incrível observatório astrológico/astronômico Jantar Mantar. Legal andar nas ruas e ver encantadores de cobras, mesmo que seja para ganhar uns trocados dos turistas. Muitos macacos e charretes de camelos carregando tijolos faziam parte das cenas do dia a dia nas partes menos turísticas da cidade. Não pretendia fazer muitas compras, mais os mercados também são bem bacana de se passear.

Mais cores

Mais cores

Pelas ruas

Pelas ruas

Filme com intervalo e cortinas

Filme com intervalo e cortinas

A viagem se aproximava do final e peguei outro trem, desta vez para a capital, Delhi. Fiquei num quarto escuro no camelódromo Pahaganj, em frente a estação de trem. Como tinha poucos dias comecei pelas atrações mais manjadas, antes de me “perder” pela cidade. O magnífico Red Fort, ofereceu sombra nos seus jardins. O caos do Chandni Chowk me apresentou para tantas novas comidas de rua. A imponente mesquita Jama Masjid me apresentou para o islamismo, religião que passei a admirar muito. Conversei por horas com curiosos fiéis. Também fui ao templo Bahai, conhecer mais uma religião (além do Budismo, Jainismo, Hinduísmo, Islamismo…).  Existem alguns lugares para “ver” como o Qtab Minar, minarete que representa a chegada do islamismo na Índia e o Gandhi Smriti, onde o Gandhi foi assassinado. Gostei muito de passear pelo Humayun Tomb, com arquitetura fantástica, belos e silenciosos jardins. Troquei uns livros e passeei por Connaught Place na minha última noite.

Templo Bahai

Templo Bahai

Minarete Q

Minarete Qtab

Tomb

Humayum Tomb

Me despedi da Índia sabendo que iria voltar. O país mais diverso que eu já havia conhecido até ali. De quebra, qual o país que é possível se hospedar na capital por 3 usd?

Quato de 150 Rupia em Delhi

Quarto de 150 Rupia em Delhi

PS-  Voltaria para a Índia mais duas vezes, onde passaria mais de 4 meses.