Video completo – com audio

Segue o link do video com a sequencia da viagem, agora com audio.

 

http://www.vimeo.com/15878300

Videos da viagem – Africa e Peninsula Arabica

Pois e, os videos de viagem ficaram prontos, e alguns amigos puderam ver a pre estreia!rs

Gostamos da recepcao, e como falamos, acredito que junto com o blog, fotos e conversas, o video ajuda a entender a viagem. O video foi postado justamente no dia em que voltamos da nossa primeira viagem depois de chegar ao Brasil. Voces nao imaginam a saudades que da ao vermos estas imagens…

 

 

Chegando em Casa

Tinha super pouco tempo para fazer a conexao no aeroporto no Rio de Janeiro, mas deu super certo. Algumas pessoas que eu vim conversando no voo se impressionaram com o tamanho (pequeno) da minha mochila, isto que eu nao tinha nem contado o tempo que eu tava viajando. Era estranho escutar as pessoas ao redor falando portugues, e esta sensacao continuou por mais algumas semanas.

Cheguei em Florianopolis, e tive que esperar so 15 minutos ate o voo da Bibi chegar de Sao Paulo. Os irmaos dela estavam nos esperando, e tivemos a surpresa de varios amigos para comer uma feijoada de recepcao la em Meia Praia (casa do meu sogro). Foi legal encontrar varios dos meus amigos, e ver que ate os que nao se interessavam muito pela viagem antes, escutaram algumas experiencias. Ainda nos reunimos algumas vezes, mas a semana foi bem familia, de readaptacao mesmo. Meus pais vieram no final de semana e nos levaram para Curitiba.

A chegada em Curitiba e no apartamento foi muito estranha. Era como se a semana na praia ainda fosse parte da viagem, e agora era realmente o fim. Sentei no sofa, enquanto a Bibi andava por tudo eu reclamava que ja conhecia o lugar, que nao tinha que negociar, blablabla… arrancando gargalhadas da Bibi.

Para a depressao nao bater, acordamos cedo, fomos caminhar pelo bairro, nos manter ocupados, quase num ritmo de viagem. Mas nao adianta, a tristesa veio com o tempo, ate a Bibi que sonhava com o nosso banheiro na viagem, viu que muito sao coisas idealisadas. Ai veio a ideia que ja estavamos conversando a alguns dias, por que nao viajar mais? Ficamos neste dilema por mais uma semana. Finalmente decidimos, e ja comecamos a buscar umas passagens. Porem nao demorou muito para surgirem outras ciscunstancias, e decidirmos adiar o nosso retorno a estrada.

Mais encontros com amigos, e claro que nem todos foram legais. Da mesma forma que uns supreenderam positivamente, outros foram exatamente o oposto. A briga com o “meio” passou a ser desgastante tambem, e por sorte tinhamos um ao outro para se ajudar. Alias, impressionante o que a viagem fez com nos dois como casal. A sintonia, uniao e cumplicidade que passamos a ter. A Bibi, viajando com aquela mochila pequena, e ate com pantufa pos banho, foi uma suuper companheira de viagem. Pegou como ninguem o “espirito da coisa”.

Por mais que falassemos sobre a viagem, era um tema muito distante para os outros, mas nos dois nos entendiamos. Chegou ate a gerar ciumes de algumas pessoas aqui, como que menosprezassemos a vida do dia a dia. Situacao bem complicada, pois se falassemos defendendo um ponto de vista, poderiam falar que estavamos nos “achando”, se entrassemos no “assunto comum” a cobranca era por nao termos mudado.

Jantares com amigos, convivencia com a familia, acompanhar o dia a dia dos meus sobrinhos maravilhosos, uma rotina gostosa foi comecando. Claro que tem a parte chata, renovar carteira de motorista, plano de saude, numero de celular e a lista segue…

Nao demorou muito para a Bibi voltar a dar aulas, e eu tambem ja estava com compromissos. Nem tivemos como mexer nas fotos, mas comecamos a rever os varios videos para pensar numa edicao.

Marcamos um churrasco com alguns amigos la na chacara, onde o video seria apresentado, para depois colocar aqui!

A volta para casa e o mito da caverna.

Há muitos meses atras estávamos conversando com um casal de amigos nossos no Skype, e veio a famosa pergunta: Como vai ser voltar para a realidade? A resposta foi de bate e pronto, a realidade e aqui! Esta mesma pergunta nos foi feita varias vezes, mas a resposta para mim e bem clara. O que faz a vida no Brasil ser real? Consigo ver muito mais argumentos para dizer que ela não e, que e uma bolha, não pela rotina, mas por outros diversos aspectos, e so e real para quem esta dentro dela, como no filme “O show de Truman”.

Um ano e meio atras estava escrevendo sobre a dificuldade de sair para viajar, mesmo sendo para realizar um sonho. O mais difícil de tudo, como muitos ja diziam, foi o primeiro passo, o para fora de casa. Deixei mulher, trabalho e toda a vida na bolha, e hoje tenho um sentimento muito contrario, o medo de voltar. A vantagem de uma viagem longa, e que da para se purificar, percorrer caminhos que diversas viagens curtas nunca vão fazer com você, pelo menos não tao a fundo. A perda de diversas aprendizagens  sentimentos, pensamentos e tantas outras coisas, vai acontecer, isto eu já tenho bem claro. Acho muito difícil não se corromper ao entrar em contato com o “sistema”, na verdade impossível  Poderiam dizer que são mundos paralelos. Mas na verdade a bolha esta dentro do mundo real e não ao contrario (o mundo real dentro da bolha) como se pensa, ou se afirma . A luta vai ser tentar se manter são o máximo possível, e lutar para a perda não ser tao grande.

O Mito da Caverna Platão

Imaginemos uma caverna subterrânea onde, desde a infância, geração após geração, seres humanos estão aprisionados. Suas pernas e seus pescoços estão algemados de tal modo que são forçados a permanecer sempre no mesmo lugar e a olhar apenas para a frente, não podendo girar a cabeça nem para trás nem para os lados. A entrada da caverna permite que alguma luz exterior ali penetre, de modo que se possa, na semi-obscuridade, enxergar o que se passa no interior.
A luz que ali entra provém de uma imensa e alta fogueira externa. Entre ela e os prisioneiros – no exterior, portanto – há um caminho ascendente ao longo do qual foi erguida uma mureta, como se fosse a parte fronteira de um palco de marionetes. Ao longo dessa mureta-palco, homens transportam estatuetas de todo tipo, com figuras de seres humanos, animais e todas as coisas.
Por causa da luz da fogueira e da posição ocupada por ela, os prisioneiros enxergam na parede do fundo da caverna as sombras das estatuetas transportadas, mas sem poderem ver as próprias estatuetas, nem os homens que as transportam.
Como jamais viram outra coisa, os prisioneiros imaginam que as sombras vistas são as próprias coisas. Ou seja, não podem saber que são sombras, nem podem saber que são imagens (estatuetas de coisas), nem que há outros seres humanos reais fora da caverna. Também não podem saber que enxergam porque há a fogueira e a luz no exterior e imaginam que toda a luminosidade possível é a que reina na caverna.
Que aconteceria, indaga Platão, se alguém libertasse os prisioneiros? Que faria um prisioneiro libertado? Em primeiro lugar, olharia toda a caverna, veria os outros seres humanos, a mureta, as estatuetas e a fogueira. Embora dolorido pelos anos de imobilidade, começaria a caminhar, dirigindo-se à entrada da caverna e, deparando com o caminho ascendente, nele adentraria.
Num primeiro momento, ficaria completamente cego, pois a fogueira na verdade é a luz do sol, e ele ficaria inteiramente ofuscado por ela. Depois, acostumando-se com a claridade, veria os homens que transportam as estatuetas e, prosseguindo no caminho, enxergaria as próprias coisas, descobrindo que, durante toda sua vida, não vira senão sombras de imagens (as sombras das estatuetas projetadas no fundo da caverna) e que somente agora está contemplando a própria realidade.
Libertado e conhecedor do mundo, o priosioneiro regressaria à caverna, ficaria desnorteado pela escuridão, contaria aos outros o que viu e tentaria libertá-los.
Que lhe aconteceria nesse retorno? Os demais prisioneiros zombariam dele, não acreditariam em suas palavras e, se não conseguissem silenciá-lo com suas caçoadas, tentariam fazê-lo espancando-o e, se mesmo assim, ele teimasse em afirmar o que viu e os convidasse a sair da caverna, certamente acabariam por matá-lo.