As Cidades Imperiais e o High Atlas

Interessante como que se desenvolveu a escolha da nossa viagem.  Minha irmã ia casar nas terras de Robing Hood, no interior da Inglaterra (aliás, um dos dois melhores casamentos que já fui, o outro foi o dela no Brasil). Aí pensamos, já que vamos para lá, vamos aproveitar para viajar. Primeira coisa que veio veio na cabeça foi uma viagem rápida pela Escócia e Irlanda do norte. Mas pelo mesmo valor poderia fazer uma mais longa para República Tcheca, Polônia e Ucrânia.  Já dando uma olhada no roteiro descubro que teria Eurocopa na Polônia e Ucrânia. Como estaria tudo a maior bagunça, caro e lotado, tínhamos que pensar em algum outro lugar.

Olhando as passagens de baixo custo, vi que um voos para o Marrocos estavam bem baratos, e lá poderíamos viajar até por mais tempo. Uma viagem de uma semana acabou se transformando em três, isto sem contar os dias que passamos na Inglaterra, mas que não vão virar post desta vez.

Depois de um voo não muito longo, chegamos a Casablanca, a cidade mais moderna do Marrocos. Não tínhamos muitos interesses lá, então do aeroporto já pegamos um trem para a estação central, e de lá outro para Fes. Compramos lugar da segunda classe, e passamos o maior calor. Não sabíamos que tínhamos direito as cabines com ar condicionado. No nosso vagão tinha um casal de estudantes americanos, que iriam fazer intercambio para aprender árabe. Eles nunca tinham saído dos EUA, e era muito legal de ver a reação deles para tudo, uma mistura de encantamento e receio.

Havíamos escutado coisas muito ruins de como os marroquinos tratavam os turistas, mas chegamos sem preconceito, para tirar as nossas próprias conclusões. Na estação e durante a viagem várias pessoas se aproximaram para conversar. Algumas para ajudar, outras para oferecer hotel de um parente no final da conversa, e algumas por simples curiosidade.

Na chegada em Fes, passamos batido por uma dezena de taxistas que nos ofereciam transporte para a Medina (Fes El-Bali) e fomos comer num restaurante do outro lado da rua. Comemos e já batemos um papo com o garçom para entender como que tudo funcionava por ali. Pegamos um taxi até um dos portoes da cidade murada e fomos em busca de algum lugar para ficar. A cada passo se aproximava alguem disposto a ajudar (em troca de uma comissão), mas falavamos que ja tinhamos reserva e iam nos deixando. Na verdade contrariamos todas a dicas de guias de que é dificil de chegar lá sem hotel reservado, mas foi tranquilo, e depois de dar uma olhada e comparar uns tres lugares achamos um Riad para ficarmos. Pessoal super gente boa, o patio interno não era daqueles gigantescos, mas era todo decorado.

Ruas Fes

Já rodamos bastante o mundo árabe e muçulmano, passamos por dezenas de cidades muradas e medievais. Neste sentido Fes não era uma grande novidade, mas o que impressionou foi o tamanho da cidade murada de Fez. É gigantesca, talvez a maior de todas que ja fomos. Labirintos intermináveis, e muita vida. Metada da população de Fes vive na cidade velha, onde não passam carros. Pelas ruas estreitas todo mundo a pé, para transportar alguma coisa só burricos e pequenos carrinhos de puxar.

A arquitetura tambem se diferencia do que tinhamos visto, o estilo das portas, e o uso de madeira. Infelizmente no Marrocos não se pode entrar na maioria das mesquitas. Isso gerou algumas discussões saudáveis, pois eles estavam contrariando a palavra do profeta Maomé, e eu fazia questão de lembrar-los disto. Perto das mesquitas tinham muitos senegaleses, com suas vestimentas todas originais. Eles estavam em peregrinação, já que um grande santo muçulmano da região do Senegal está enterrado ali.

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Em Fes tem muito artesanato. Existem regiões que trabalham só com madeira, outras com um barulho ensurdecedor de pessoas trabalhando/martelando cobre. Tem a parte das roupas e dos incensos naturais. Mas Fes é conhecida pelos trabalhos em couro, trabalhados de forma manual da mesma maneira há centenas de anos. São os famosos Tanneries, onde tingem o couro de diversos tipos de animais com tintas feitas de óleos, gorduras e até urina de vaca e cocô de pombo. Os artesões prometem que você pode visitar de graça, mas se depois de olhar a loja deles não comprar nada, são bem agressivos. Aliás, tivemos problema um dia quando procuravamos um restaurante. Estavamos indo num indicado, e um cara acabou literalmente apontando outro. Quando estavamos saindo do restaurante estava lá ele nos esperando para ganhar um dinheiro por ter nos apontado. Acabei batendo boca depois dele ficar me xingando. Ficamos de cara, morrendo de raiva!

Tanneries

Depois de algumas refeições descobrimos que é possível barganhar até o preço do cardápio! Conhecemos um músico australiano, Dale, que nos acompanhou em algumas das nossas andanças pela cidade. Foi ver conosco o visual da cidade em cima do morro, com toda a vista para a cidade velha e a incrível chamada das mesquitas, e explorar o Mellah, antigo bairro judeu. Nos perdemos pelos corredores, fomos numa antiga sinagoga, e só depois fomos descobrir que nosso amigo era judeu. Mesmo existindo até hoje judeus marroquinos, ele tinha um certo receio. Interessante que as Mellahs estão espalhadas por todo o país. Estão geralmente próximas dos palácios (pois os sultões davam proteção a eles) mas tambem existem em pequenas vilas. Há milhares de anos, quando os judeus foram expulsos da palestina, alguns vieram parar aqui, mas o grande fluxo de judeus para o Marrocos se deu a bem menos tempo, foi quando estes foram expulsos do então reino cristão da Espanha.

Sinagoga

Nos despedimos do Dale depois de um longo almoço com direito a muitas risadas e discussões com um garçom sobre o que era Haram na vida (pecados), e pegamos um trem para Marrakesh. Mais algumas horas de viagem, desta vez em uma cabine climatizada.

Ficamos num hotel mais simples para compensar o preço do Riad de Fez, e acabou não sendo uma boa escolha. Não procuramos muito pois seria uma rapida passagem pela cidade, pois gastaríamos mais tempo no final da viagem, pois teriamos que voltar para lá para pegar o vôo. De qualquer maneira, era bem pertinho da praça Djemaa El- Fna, o coração da cidade velha.

Tudo bem que Marrakesh é um nome enigmático, mas muito do que se carrega com o nome é referente a esta praça. Num primeiro momento pode parecer turístico, mas acredite, não foi montado para você. Esta praça está ali há seculos, era um grande centro comercial e parada das caravanas que vinham da Africa Sub Saariana. O barulho das flautas dos encantadores de cobras, os acrobatas, contadores de histórias, feiticeiros, curandeiros, músicos, barracas de comida, mulheres fazendo hena, até os homens com macacos fazem parte deste lugar desde sempre. Claro que muitas coisas mudaram, e no meio de tudo isto tem pescaria de garrafas pet, shows de rua, minigolf e brinquedinhos chineses fluorecentes voando pelo céu. Mas é uma atmosfera muito legal, mesmo que os músicos parem de tocar com muita frequência para recolher moedas e que macacos pulem no teu ombro mesmo que você não queira tirar fotos.

Praça Djemma El-Fna começando a encher

De Marrakesh pegamos um “grand taxi” (taxi comunitário) até Asni e seguimos para Imlil já no topo do High Atlas. Se engana quem acha que o Marrocos é feito só de desertos. Existem algumas cadeias de montanha (com muita neve no inverno) e, na região onde estávamos a maior montanha passava dos quatro mil metros de altitude.

Foi uma delícia. Aquele clima de montanha que adoramos, quando a estrada termina e é preciso caminhar para chegar até as vilas. Fizemos treking e passamos por diversas vilas berberes. Vilas  pelas montanhas, onde algumas famílias oferecem quartos para você dormir.  Um super visual, com regioes verdes ao longo dos córregos que escorrem do desgelo, só poluido pelas antenas parabólicas existentes nas mais distantes das vilas. Mas a vida continua tendo um outro ritmo por lá.

Vilas Berberes

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Os Berberes são os habitantes originais do marrocos, pelo menos era quem estava lá antes da chegada dos árabes. Não se sabe bem certo a origem deles, uns dizem que são descendentes dos fenícios, que dominaram a região há milhares de anos, mas quem sabe não são uma evolução direta dos fósseis dos homo erectus de 200 mil anos encontrados no Marrocos. Eles são bem integrados com os árabes, existem um sentimento de unidade nacional, se sentem marroquinos, pelo menos para cima do Anti-Atlas.

Jebel Toubkal – Ponto mais alto do Marrocos, 4167 metros

Nosso roteiro pelo Marrocos não era dos mais convencionais. Deixamos de lado alguns lugares turísticos mega explorados para buscar outros mais autenticos. Teriamos que atravessar a cadeia de montanhas pelo passe Tizi n Test, passando por estradas incríveis, fazendo uma combinação de grand taxi e onibus pela rota Ijokak e Ouland Berhil para chegar em mais uma cidade imperial, Taroudant.

Pela estrada

Taroudant é chamada de pequena Marrakesh, pela cor avermelhada e suas muralhas e kasbah (forte). Cidade que teve pouca influencia dos franceses, e a população tinha todo um estilo próprio. Ficamos num Riad muito legal, que a Bibi se realizou pois tinha uma fonte no patio (ela sempre reclamava que os que ficamos antes não eram Riads de verdade pois não tinham fonte).

Me culpava por ter deixado a cidadezinha de Taliouline, centro da produção de assafrão do país para traz. Mas tínhamos mudado o nosso roteiro por uma questão de logística e tempo (a Bibi queria incluir um pouco mais de praia na nossa viagem). Então partimos para mais uma viagem pelas montanhas, agora atravessando o Anti Atlas,  cadeia de montanhas que isola o sul do Marrocos. A pequena cidade de Igherm já nos mostrava que estavámos saindo da rota mais viajada e não preciso nem comentar o visual que é sair das intermináveis curvas e chegar no Saara, passando por pequenos oásis e vilas.

Videos da viagem – Africa e Peninsula Arabica

Pois e, os videos de viagem ficaram prontos, e alguns amigos puderam ver a pre estreia!rs

Gostamos da recepcao, e como falamos, acredito que junto com o blog, fotos e conversas, o video ajuda a entender a viagem. O video foi postado justamente no dia em que voltamos da nossa primeira viagem depois de chegar ao Brasil. Voces nao imaginam a saudades que da ao vermos estas imagens…

 

 

África, até logo.

Poucos dias antes de completar 6 meses de África eu estava saindo para o Oriente Médio. Não tem o que falar deste período a não ser o famoso ” se melhorar estraga”. Viajar pela Africa não e simples, e algumas pessoas me questionaram se eu não cansei. A resposta e simples. Não. Por um simples motivo:  a recompensa e muito grande!! Viajaria por mais 6 meses de volta pelos mesmos países que passei, ou pelo menos um ano pelo Centro e Oeste da Africa.

A África dos desertos estrelados, das savanas, da floresta tropical, das bonitas praias, dos lagos gigantescos, das montanhas, das línguas, das culturas, das vilas e das cidades. Dos animais selvagens, dos nem tao selvagens assim. Das estradas pouco percorridas, das novas estradas e infra estrutura. Africa de muita historia, muitas surpresas e de gente muito boa. Pessoas, sim o povo africano merece um destaque especial. Pessoas que fizeram eu me sentir em casa, mesmo estando muito longe. Hospitalidade nunca vista antes, que fez 6 meses parecerem poucos dias.

Gostaria de recomendar um livro para quem esta indo para a Africa ou se interessa pelo assunto. “Africa, the biography of a continent” do John Reader. Vi o livro a primeira vez na Ruanda, onde o Belga que conheci estava lendo. Falou que era difícil de achar e que tinha emprestado de uma biblioteca. Muito tempo depois eu por acaso esbarrei com um novinho, e comprei na hora. Na verdade acho que e fácil de achar, não sei se existe a tradução para português. São mais de 800 paginas, que cobrem desde a formação geológica, evolução dos homens, impérios, culturas, colonização, guerras civis ate o dia de hoje. Excelente leitura!!

Obrigado África

Precos altos, temperatura ainda mais alta.

Tive diferentes sensações e sentimentos no Djibuti, mas o calor foi com certeza a mais forte…hehe Êta país quente. Pra voçês terem uma ideia, os bancos trabalham das 7 as 10;30 e das 16:30 as 18. Impossivel fazer alguma coisa de tarde. As ruas ficam vazias, e as sombras cheias de gente deitada, mascando chat.

Da fronteira ate o centro da cidade foi relativamente fácil. Difícil foi ficar respondendo todas as perguntas em francês do oficial da imigração, isto que da passar por estas fronteiras não muito utilizadas. No caminho ate a cidade, três check point, onde tínhamos que descer do ônibus, apresentar passaporte a as vezes responder algumas perguntas. Toda esta segurança e porque existe uma grande base americana aqui. O Djibuti e um pequeno pais, e sua capital se chama Djibuti também. Existe um grande e importante porto. Com a base militar, e estrangeiros com salários americanos e europeus consumindo aqui, os preços dispararam. Por isto não foi difícil procurar hotel, já tínhamos a indicação do mais barato e fomos direto para lá.

A cidade tem seu charme, na arquitetura, no estilo. Os franceses capricham neste aspecto. Por outro lado, na nossa primeira saída para jantar, já vimos grupos de gringos bêbados, fazendo bagunça na rua, além de outros entrando em quartos com prostitutas. Dava para ver que o lugar já tinha recebido muita (ma) influencia. Tentamos achar algum restaurante mais barato, mas foi dificil. Então pelo menos arranjamos um com terraço e brisa, para aliviar o calor.

Foram dias muito devagar aqui. Logo nos adaptamos ao ritmo. Rápido mesmo foi tirar o visto para o Iêmen. Em 2 horas ele tava na mão, sem precisar de carta de embaixada nem nada. No mais foi ir ate o porto, descobrir de onde saia o barco para o Iêmen e voltar todos os dias para ver quando teria o próximo barco.

Eu e o Michael saímos para fazer 2 mergulhos. Junto foram 2 oficiais da Marinha Belga, que estão combatendo os Piratas. Alias está cheio de navio de guerra e até submarino para combater os piratas. Eles contaram que tem até um navio russo onde milionários pagam para atirar nos piratas! Vai saber se é verdade…

Navios anti-piratas

Navios anti-piratas

Mergulhamos num super naufrágio. Um navio alemão de 135 metros de comprimento, com mastros e tudo. Tá partido no meio e pudemos atravessar por este local. Muitos peixes e uma boa visibilidade. Agora sim!! Isto que eu esperava do Mar Vermelho!! E água temperatura de banheira, mais de 30 graus…

Equipe!

Equipe!

O outro mergulho foi em corais, com moreias e muitos peixes. Muito bom também. Com certeza foi o ponto alto de Djibuti. E o barco para o Iêmen parecia que não vinha. Perdemos um no primeiro dia, mas tínhamos que conhecer aqui antes. Resolvemos ir no Hotel Palace Kempinski, um super hotel !! Tomamos um caríssimo milk shake, mas com direito a ficar largados na beira da piscina por horas, só batendo papo e lendo.

Estilo...

Estilo…

Um dia fomos jantar com um Somali que estava no nosso hotel. Alias esta cheio de Etíopes e Somalis. Os Somalis são fáceis de reconhecer pois tem a pele bem escura e os olhos bem azuis. Notamos que no final do jantar ele discretamente colou seu nome, numero do quarto e hotel num pedaço de papel. A garçonete recolheu de forma ainda mais discreta. Cidade portuária e isto aí…

Com o passar dos dias fomos aprendendo onde estavam os lugares mais baratos, desta forma não ficou tao pesada a estadia por aqui. Trocar frutas por uma refeição até que foi bom num calor destes.

Mesquitas

Mesquitas

Centao de Djibouti

Centrão de Djibuti

Finalmente um lugar que nao pode!!

Finalmente um lugar que não pode!!

Logo entramos no esquema de dormir de tarde, quando esta quente demais para fazer outra coisa. Foi tudo devagar, mas ótimo para eu organizar as ideias, pensar sobre a viagem até aqui. Afinal de contas, foram mais de 6 meses, muitos lugares, muitas pessoas, muitas emoções. Também comecei a planejar as próximas etapas, e tinha que ver como e onde encontraria a Bibi.  O Michael partiu de trem de volta para a Etiópia, e o Guru segue comigo para o Iêmen, quando o barco chegar… Inshallah como dizem por aqui.

Filmes na África

Tenho citado alguns filmes nos posts. Resolvi então fazer uma lista com filmes e a referencia dos países onde se passa a historia. Seria legal se participassem, falando qual filme que viram, o que acharam. Caso lembrem de algum que não esta aqui, passem o nome por favor.

  • Os Deuses devem estar loucos – Botsuana (a referencia ao que não precisamos,representada pela garrafa de coca cola, mas passa a ser essencial em nossas vidas e excelente!)
  • Out of Africa – Quênia (Historia real, fomos na casa onde hoje é um museu)
  • O Jardineiro fiel – Quênia (Bom filme)
  • Hotel Ruanda – Ruanda ( Retrata bem a triste historia)
  • Diamantes de Sangue – Serra Leoa ( Utilizei muito o “TIA” -This is Africa- na viagem)
  • Gorilas das montanhas – Ruanda
  • Tsosi – Africa do Sul ( ganhou Oscar, bom hip hop)
  • Pátria proibida – Sudão
  • Mr Bones – Africa do sul ( Comedia, mas vale a pena para quem foi ou vai para a Africa)
  • O ultimo rei da Escócia – Uganda (ganhou Oscar, fala sobre o Idn Amin)
  • Duma-(historia de um menino q adotou um guepardo,paisagens lindas… – Clau)
  • A Sombra e a Escuridão –  Quênia (Val Kilmer e Michael Douglas participam da construção de uma estrada de ferro que passa pelo Rio Tsavo no Quênia e os trabalhadores são apavorados por 2 leoes que matam os trabalhadores….fatos reais.- Viezi)
  • Lagrimas do Sol- Nigéria (Bruce Willis é enviado para resgatar uma medica missionaria na Nigéria.- Viezi)
  • Rei Leão – Quênia –
  • Madagascar- Madagascar –
  • Masai Branca – Quênia (alemã que visita o Quênia e se apaixona por um guerreiro Masai)
  • Minha terra, Africa – (francesa que se recusa abandonar sua plantação de cafe apesar da guerra civil)
  • Sheena, a rainha da selva – Quênia
  • Lugar nenhum na Africa – Quênia
  • Africa dos meus sonhos – Quênia
  • Cheetah- Quênia
  • Em um mundo melhor – Quênia
  • Viagem ao grande deserto – Namíbia
  • Prey – Africa do Sul
  • Darwin’s Nightmare – Tanzânia (Sensacionalista, recebeu muitas criticas)
  • Amor sem fronteiras
  • Mandela, A luta pela liberdade – África do Sul
  • Invictus – África do Sul
  • O Senhor das Armas
  • Um Grito de Liberdade – África do Sul
  • O bater do Tambor – África do Sul
  •  Reporteres de Guerra – África do Sul – baseado em fatos reais sobre o the bang bang club- fotografos que cobriram os conflitos na africa durante o apartheid ( André A)
  •  Em nome da honra – Africa do Sul – baseado em fatos reais, policial branco investiga sul africano suspeito de terrorismo na Africa do Sul durante o apartheid (André A)
  • Maré Negra – África do Sul – filme que foca no popular passeio cage shark, onde turistas mergulham com tubarões protegidos por uma gaiola (André A)
  • Protegendo o Inimigo Africa do Sul – Filme de ação eletrizante rodado em Cape Town com Denzel Washington (André A)
  • The first grader – Quenia- baseado em fatos reais, sobre um ex combatente que decide aprender a ler aos 84 anos (André A)
  • A cor púrpura – teve algumas poucas cenas rodadas no Quênia (Andé A)
  •  Flor do Deserto – baseado em fatos reais sobre a vida da top model Warris Dirie na Somália (André A).

Ajudem a completar a lista.