A ilha Hindu no pais Muçulmano.

A Indonésia, devido a sua grande população, e o maior pais muçulmano do mundo. Aqui o Islamismo e um pouco diferente dos outros países. Apesar dos princípios básicos serem os mesmos, foi muito influenciado pelos costumes locais, alem de outras religiões que já estavam presentes nas ilhas antes da chegada do Islamismo. Praticas amenistas são muito comuns e se misturam com as religiões. Uma ilha, o antigo reino de Bali, conseguiu conservar a religião Hindu, e toda uma cultura e tradições tipicas desta ilha.

Chegamos Dempasar  (capital de Bali) já tarde, e não tinha transporte publico para Ubud. O americano e a alemã que tínhamos conhecido no ônibus decidiram mudar seus planos e em vez de ir pra praia primeiro, iriam com a gente. Desta forma dividimos um táxi, que eu negociei ate ter um preço justo. A partir deste momento passei a dar dicas de negociação para o casal, que não imaginavam que os preços podiam ser tao mais barato que o primeiro preço ofertado. Ubud não fica longe, Bali e uma ilha pequena. Chegamos la sob uma chuva torrencial, para não esquecermos que estamos na temporada chuvosa. Procurar hotel tarde, debaixo de água, não foi muito agradável. Na segunda opção conseguimos um lugar bem bacana, cercado de plantações de arroz, mesmo na cidade. Quartos decorados, alem de um cafe da manha que mudava todos os dias. Se eles já estavam impressionados com a negociação, desta vez passaram a me idolatrar…

De noite já tínhamos achado o lugar descolado, apesar de estar quase tudo fechado quando chegamos, mas de dia nos impressionamos com o lugar. Tínhamos a referencia do lugar como uma vila, centro da cultura balinesa. Na verdade não e uma vila, e super desenvolvida, mas sem perder o charme. Nada de grandes construções, mas muitas lojas, tanto de artigos locais como de marcas internacionais. Uma ampla opção de restaurantes e cafés, para todos os gostos. Passamos o dia inteiro andando para cima e para baixo. A Bibi ficou louca com as lojas. No meio da tarde teve uma parada, que se repetiu no dia seguinte, mas ninguém conseguiu nos explicar direito o que era. A noite jantamos com nossos novos amigos num restaurante descolado e ficamos batendo papo e tomando uma cerveja.

Comemoração, não souberam explicar do que

Como não sou nem um pouco de loja, enquanto a Bibi passeava eu já aluguei uma scooter. Desta forma bem cedo já pudemos sair cedo para explorar a região. Ubud esta crescendo bastante, e os arredores já estão cheio de lojas de artesanato. Mas não demora muito para ficar uma estrada totalmente vazia, com paisagens que variam de terraços de arroz a mata mais fechada. Por todo o caminho postes enfeitam a região. Pequenas vilas, tao perto do turismo e parece que seus moradores nem se envolvem. Levam aquela vida calma… Pequenos templos por todos os lados, alem de decorações e oferendas com flores.

Terraços de Arros

Quase não vimos o tempo passar e logo estávamos de frente para o vulcão Batur. Muito legal, pois estávamos numa estrada fechada pelas arvores, de repente estávamos numa parte alta, com o vulcão e um grande lago ao lado. Tudo em volta do vulcão ainda esta queimado, devido a sua ultima erupção em 99. Descemos ate o lago, passando por pequenos povoados, e tivemos uma vista de outro angulo. Ficamos conversando com um cara que queria nos levar para sua vila onde não enterram os mortos, mas penduram numa arvore que não da cheiro. Achamos meio macabro e resolvemos pular esta atividade…

Vulcão Batur

Escolhemos um lugarzinho para ficar tomando alguma coisa e curtindo o visual, ate cansar e resolver voltar. Na volta fomos parando em algumas vilas. Era final do horário de escola, e as ruas estavam cheias de crianças com seus uniformes e chapéus típicos. Sobrou tempo para a Bibi ver mais algumas lojas, mas eu adotei a tática do “te encontro mais tarde” para não ter que acompanhar toda a hora. Aproveitei para ver como que iriamos para as outras ilhas.

Rua decorada e a criançada

De noite teve um apagão, mas conseguimos achar um bom e barato restaurante. A falta de luz só aumentou o numero de velas, que já são utilizadas diariamente.

Ubud e aquele lugar que e difícil de ir embora, então mesmo sem ter muitos planos, resolvemos ficar mais, para curtir o lugar. Ficar de bobeira por ali, não e nem um pouco difícil. Final de tarde num cafe, conhecemos uma Ucraniana que puxou papo com a gente. Aos 35 anos, largou emprego, vendeu casa, e saiu para viajar, sem data para voltar. Eu achei ela meio mala, mas a Bibi se deu bem, pois dentre psicologia, astrologia e espiritualidade se entenderam. Acabamos indo jantar juntos.

Infelizmente tínhamos que partir. Já tínhamos ate trocado nossa passagem de saída da Indonésia, pois a chuva não estava atrapalhando em nada a viagem, e tínhamos muita coisa para ver. Fomos para Kuta, no litoral, centro do turismo em Bali. Chegamos naquela muvuca, e tentamos ficar o menos tempo possível. Deixei a Bibi numa internet com as mochilas e fui arrumar um carro. Em 40 minutos estava com um Susuki, que aluguei por menos de 8 usd por dia. Foi só olhar o mapa e se mandar dali, para as praias mais calmas da península. Paramos em Dreamland, praia famosa para o surf, que ate pouco tempo tinha vários warungs e barzinhos estilosos de frente para praia, mas infelizmente agora tem um resort estilo “elefante branco”. Praia legal, com água verde, mas nada de onda, pois não e a época certa.

Dreamland. Infelizmente agora parte de um resort

Mergulhamos, pegamos praia, mas logo apareceram umas nuvens escuras. A chuva não veio, mas fez com que saíssemos da praia para procurar um lugar para ficar. Rodamos um pouco, para se localizar na região. Tudo e perto, e com carro, não importava muito onde ficaríamos. Não achamos o sonhado lugar de frente para a praia, mas arranjamos uma pousada super legal, em cima das falésias, com uma piscina infinita, e uma super vista. Ficamos tomando banho de piscina ate tarde. Apareceu um Neo Zelandês que deu umas dicas sobre o surf da região, e deu a boa noticia que um Swell estava entrando, portanto teríamos ondas no dia seguinte. Indicou um ótimo restaurante ali perto, que conferimos e aprovamos.

Não e um trabalho fácil, mas alguém tem que fazer…

Para não perder tempo indo de praia em praia, fomos direto para Uluwatu, onde o surf era garantido. Estacionamos e la de cima dava para ver as linhas das ondas. O mar tava bom! Descemos entre as dezenas de surfshop e restaurantes, comemos alguma coisa e eu já aluguei uma prancha. Coitada da Bibi, pois na verdade quase não tem praia. A pequena faixa de areia fica quase toda escondida por pedras. Tem uns 5 metros entre pedras que e onde entra no mar. Me joguei e a correnteza puxou para o lado. Remadeira básica ate chegar no pico. Passei um tempo meio de lado, sentindo o lugar. Tinha um tamanho ali, quase 2 metros. Peguei uma, outra e com isto confiança. Resolvi remar para o “pico”, onde tinham ondas maiores. Não demorou muito para eu conhecer os corais de perto. E muito raso!! Mas tranquilo, segurei um pouco o impeto e curti bastante.

Uluatu

Sai da água cançado e feliz da vida. Ficamos num dos warungs e decidimos ir para outra praia. Os vendedores arranham um pouco de português, de tanto turista que vem para cá. Chegamos em “impossibles”, onde também tem que descer por entre as pedras. Esta tem uma praia com um pouco mais de areia, com algumas pessoas largadas, entre elas alguns brasileiros. Tava tendo onda pro lado esquerdo do morro, indo pra Padang Padang. Ondas bonitas, mas muito raso, quase só gente de body board. Eu tava tranquilo, então fiquei com a Bibi na areia. Depois repetimos a dose piscina e restaurante gostoso.

nosso carro na frente de ” impossibles”

Não sei se o swell inverteu, mas não teve muita onda no outro dia. O negocio foi curtir piscina e depois praia em Impossibles. Mesmo sem onda um pessoal se amontoava para esperar uma ou outra que vinha na serie. Ainda deu tempo de passar em Jimbadam Bay para tomar um suco e conhecer a praia e região. Fomos para Kuta e tivemos que procurar um lugar pra ficar antes de devolver o carro. Um stress, transito, engarrafamento, muvuca de gente. Parava o carro e a Bibi ia dar uma olhada nos hotéis. Ela arranjou um, que só depois fomos ver que não funcionava as coisas direito. Na verdade um muquifo. Na pressa e com óculos de sol ela acabou resolvendo ficar, talvez pelo jardim, unica coisa boa do hotel. Fomos ate a praia, cheia de adolescentes (outros nem tanto) bêbados esperando o por de sol. Mesmo na teoricamente baixa temporada, tudo estava lotado, cheio de gente. Demos umas voltas, mas não da para dizer que curtimos muito o lugar. Tentamos aproveitar da forma que deu. Noite sem balada, pois tínhamos que acordar cedo para pegar o voo para ilha de Flores.

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2 comentários em “A ilha Hindu no pais Muçulmano.

  1. Ê piscinão!!!!! Agora eu tô gostando!
    rsrsrsrs to brincando, sempre gostei da viagem de vocês, fico imaginando se a Bibi fez comrpas quando se separou de vc ou só ficou “olhando vitrines”.

    beijos

    PS recebi a lista de encomendas da Bibi, vou pedir pra Ivone pegar a proxima vez que for la!

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