Road Trip

Minha idéia inicial era de sair de CT e seguir pela Garden Route, até uma praia bacana, e ficar largado até a hora de ir para a Namíbia  Não tinha muito tempo, pois minha carona sairia logo. O Grahan insistiu para alugarmos um carro e eu acabei cedendo. Conseguimos um bom negocio, e para aproveitar decidimos rodar bastante.

Rodamos mais de 2500 km.

Lugares Preferidos:

Nature Valleys, Garden Route.

Como o nome já diz, um vale, parque nacional, na beira da praia, com direito a cachoeiras, lagos, rios. Trilhas bacanas, braia bonita, e um Backpacker rústico, bonito, com um ótimo astral e uma vista inacreditável. Muito bom para quem quer tranquilidade. Bastante gente natureba, batendo papo em volta da fogueira.

Cafe na Varanda

Cafe na Varanda

Cintsa, Wild Cost.

Lugarzinho de frente para a praia, somente com uma lagoa na frente. Lembra a vista da casa do Liberato no Rosa. Pena que estava ventando de mais. Ao lado tem um balneário com umas casas mais estruturadas. Tem que seguir por uma pequena estrada de terra, o que não foi muito comum nesta viagem. Chegamos a noite e nos perdemos um pouco. Lugar para passar um bom tempo, curtir uma temporada.

Vista do Quarto

Vista do Quarto

Coffee Bai, Wild Cost.

Este é meu cantinho. No meio de montanhas, meio isolado, junto a uma comunidade Xhosa. Praias lindas, rios que desembocam no mar, ondas, montanhas, cliffs. Dizem que fica cheio de gente, mas tava super tranquilo. Lugar bem rústico, até com poucas opçães para comer. Mas pela manhã já se pode separar uma dúzia de ostras para comer ao forno depois…

Caminhadas pela comunidade, ou até o “buraco na parede”, que é muito bonita. Infelizmente o contato do turismo com a pobreza faz com que qualquer criança de 1 ano já saiba estender a mão para pedir esmola.

Coffe Bai!!!

Coffe Bai!!!

Inthewall

Sani Pass, Drakensberg

Nas montanhas, divisa com o Poderoso reino do Lesoto. A vista é totalmente diferente do que estávamos acostumados. Outono de verdade, com folhas mudando de cor, frio. Muito astral. No Backpacker que ficamos, tinha uma vaca, que qualquer um podia ordenhar. Free Milk! hehe

Não me deixaram entrar no lesoto sem visto, que custaria caro e não era emitido na hora, nem na fronteira. Para um dia de hiking nao valeria a pena. No início fiquei meio puto, mas quando soube que não deixaram filmar “O Senhor dos Aneis” lá, vi que não era pessoal… Acabei fazendo treking por ali mesmo, 5 horas de caminhada e quase fui picado por uma cobra, por muito pouco.

Outono em Sani Pass

Outono em Sani Pass

Dberg

Rodamos muito, mas muito mesmo. Perecia meus cunhados João e o Marco indo para a Patagonia. Para passar o tempo mais rápido, pegávamos caroneiros das comunidades locais. Muito divertido, ficávamos tentando aprender a falar Xhosa, e rimos muito.

Em Coffe Bai um outro Brasileiro passou a viajar com agente. O Grahan conheceu ele no festival de Jazz de Cape Town.

Depois de Sani Pass, e de uma esticada de 600 km, chegamos a Jburg, já depois da meia noite. No radio começou a tocar: para pa pa pa pa… funk do tropa de elite, mixado, no estilo do popero dos townships. Nos divertimos…haha Tivemos ainda que achar a casa onde nos ofereciam sofá, e não foi fácil…

Pra variar, outro sul-africano apaixonado pelo Brasil.