Feliz 2002!!!

Em 2002 eu trabalhava numa cidade no interior do Parana (15.000 habitantes, contando a região rural). Até eu assumir a gerência, trabalhava em turnos. Lembro que no ano novo iniciaria a trabalhar as 6 da manha, portanto tinha que acordar 5 e pouco. Foi um ano novo muito sem graça. Por sorte meu amigo Nilceu passou la e me levou ate o calcadão, onde olhei meia duzia de fogos e fui dormir. Como fui um bom menino, Deus resolveu me dar outra chance. Cheguei em Addis Ababa no dia 10 de Setembro, um dia antes do ano novo Etíope. A Etiópia segue o calendário da Igreja Ortodoxa, portanto entraríamos no ano 2002!!!

No dia seguinte as criancas continuavam cantando nas ruas

No dia seguinte as criancas continuavam cantando nas ruas

O Guru trabalhou com uma Etíope na Califórnia, que indicou um amigo para nos hospedar. O nome dele é Samuel. Ele morou 12 anos nos EUA, onde fez faculdade e 3 mestrados em faculdades de ponta. Voltou recentemente para a Etiópia para iniciar negócios e expandir para outros países africanos. Nos recebeu super bem, e logo nos sentimos em casa. Fomos conhecer seu escritório, ja emendamos com happy hour, ate a comemoração do ano novo em um Hotel. Tive contato com muitos Etíopes que moraram nos EUA e retornaram depois de terem se formado em grandes universidades americanas. Economistas, Cientistas Políticos, pessoas ligadas a computação… Muitos filhos de ex ministros, prefeitos, mas outros que cresceram na vida quando tiveram oportunidade de crescer. Foram longas conversas, que se estenderam pelos próximos dias que ficamos em Addis.

Samuel e Mimi

Samuel e Mimi

O ano novo daqui não é nada parecido com o de Copacabana. E bem simples, com algumas fogueiras de palha, musica e muita alegria. Tinham algumas pessoas nas ruas, andando para cima e para baixo, mas as comemorações são mais em lugares fechados. Espalham um capim pelo chão, alem de uma decoração simples. Não conseguimos estender muito noite a dentro, coisa comum, pois estávamos quebrados da longa viagem ate aqui. Não teve problema, pois a vida social continuou por mais alguns dias, eles inclusive não deixavam a gente sair de Addis rumo ao norte, pois sempre falavam que tinha uma atividade que tínhamos que participar.  Foram muitos jantares, almoços, encontros em lugares bacanas, como o bar do Sheraton. Tive que emprestar roupa, pois não viajo com “roupas bonitas” hehe.

Em uma das conversas surgiu ate uma oportunidade para eu trabalhar por aqui, mas acho que esta cedo para eu retornar da minha aposentadoria…hehe

Durante o dia, entre os encontros sociais, deu para rodar um pouco pela cidade, que é um canteiro de obras. Construções por todos os lados. Algumas regiões com avenidas largas, estruturadas mostram um lado desenvolvido, outras regiões mais sujas, com seus taxis “Lada” mostram o lado B. O que chamou atenção é a quantidade de Cafés que existem na cidade. Cada quadra tem diversos, e a população local frequenta sempre. Acho que é a cidade do mundo com maior concentração de cafés. Alias, o cafe etíope é de excelente qualidade. Com tantas opções, passamos algumas horas nestas cafeterias, que sempre servem boa comida também.

Experiencia muito rica, não por estar com a elite de um país, mas pelo que eles pensam, pela vontade de construir, de mudar, de transformar. Foi praticamente um seminário, onde cada roda tinha um tópico diferente.

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